Pais brilhantes, professores fascinantes




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PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES

AUGUSTO JORGE CURY
Sumário
Prefácio

Para Onde Caminha a Juventude
PARTE 1 - Sete Hábitos dos Bons Pais e dos Pais Brilhantes
1 • Bons pais dão presentes, pais brilhantes dão seu próprio ser

2 • Bons pais nutrem o corpo, pais brilhantes nutrem a personalidade

3 • Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar

4 • Bons pais preparam os filhos para os aplausos,pais brilhantes preparam os filhos para os fracassos

5 • Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam como amigos

6 • Bons pais dão informações, pais brilhantes contam histórias

7 • Bons pais dão oportunidades, pais brilhantes nunca desistem
PARTE 2 - Sete Hábitos dos Bons Professores e dos Professores Fascinantes
1 • Bons professores são eloqüentes, professores fascinantes conhecem o funcionamento da mente

2 • Bons professores possuem metodologia,professores fascinantes possuem sensibilidade

3 • Bons professores educam a inteligência lógica, professores fascinantes educam a emoção

4 • Bons professores usam a memória como depósito de informações, professores fascinantes usam-na como suporte da arte de pensar

5 • Bons professores são mestres temporários, professores fascinantes são mestres inesquecíveis

6 • Bons professores corrigem comportamentos, professores fascinantes resolvem conflitos em sala de aula

7 • Bons professores educam para uma profissão, professores fascinantes educam para a vida
PARTE 3 - Os Sete Pecados Capitais dos Educadores
1 • Corrigir publicamente

2 • Expressar autoridade com agressividade

3 • Ser excessivamente crítico: obstruir a infância da criança

4 • Punir quando estiver irado e colocar limites sem dar explicações

5 • Ser impaciente e desistir de educar

6 • Não cumprir com a palavra

7 • Destruir a esperança e os sonhos
PARTE 4 - Os Cinco Papéis da Memória Humana
Memória: caixa de segredos da personalidade

1 • O registro na memória é involuntário

2 • A emoção determina a qualidade do registro

3 • A memória não pode ser deletada

4 • O grau de abertura das janelas da memória depende da emoção

5 • Não existe lembrança pura
PARTE 5 - A Escola dos Nossos Sonhos
O projeto escola da vida

1 • Música ambiente em sala de aula

2 • Sentar em círculo ou em U

3 • Exposição interrogada: a arte da interrogação

4 • Exposição dialogada: a arte da pergunta

5 • Ser contador de histórias

6 • Humanizar o conhecimento

7 • Humanizar o professor: cruzar sua história

8 • Educar a auto-estima: elogiar antes de criticar

9 • Gerenciar os pensamentos e as emoções

10 • Participar de projetos sociais

Aplicação das técnicas do projeto escola da vida
PARTE 6 - A História da Grande Torre
Quais são os profissionais mais importantes da sociedade?

Considerações Finais

Referências Bibliográficas
Prefácio

Este livro falará ao coração dos pais e professores. Eles lutam pelo mesmo sonho - o de tornar seus filhos e alunos felizes, saudáveis e sábios -, mas jamais estiveram tão perdidos na árdua tarefa de educar. Ambos sulcam e cultivam os territórios mais difíceis de serem trabalhados, os da inteligência e da emoção.

Não escrevo para heróis, mas para pessoas que sabem que educar é realizar a mais bela e complexa arte da inteligência. Educar é acreditar na vida, mesmo que derramemos lágrimas. Educar é ter esperança no futuro, mesmo que os jovens nos decepcionem no presente. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. Educar é ser um garimpeiro que procura os tesouros do coração.

A quem interessa este livro? Aos pais, aos professores da pré-escola, do ensino fundamental, médio e universitário, aos psicólogos, aos profissionais de recursos humanos, aos jovens e a todos os que desejam conhecer alguns segredos da personalidade e almejam enriquecer suas relações sociais.

Não comentarei regras, pois, no calor dos problemas do cotidiano, elas se evaporam. Discutirei ferramentas psicológicas que poderão promover a formação de pensadores, educar a emoção, expandir os horizontes da inteligência e produzir qualidade de vida.

Compartilharei minha experiência como psiquiatra, educador e cientista da psicologia. Apesar das minhas limitações, muitas pessoas têm se encantado com as idéias que venho apresentando em congressos nacionais e internacionais.

Chegou a hora de publicar um livro específico sobre educação, pois tenho recebido o incentivo de milhares de psicólogos, educadores, médicos e pais para publicá-lo. Gostaria de destacar alguém para representar as pessoas que gentilmente me incentivam. Ele é considerado dos mais conceituados professores de comunicação e oratória do país: Alkindar de Oliveira. Sua mensagem me comoveu. Ele me disse que acordou de madrugada, perdeu o sono e começou a ler minhas idéias sobre educação.

A leitura o surpreendeu. Por isso, ao amanhecer, ele me escreveu, dizendo: "Aqui está a solução da educação no mundo. Se você só divulgar essas técnicas e não fizer mais nada na vida, já cumpriu sua missão existencial. Sugiro que você as publique num livro acessível, para que elas cheguem às mãos de cada escola, de cada professor, de cada mãe, de cada pai."

Agradeço estes elogios, mas não os mereço. Entretanto, creio sinceramente que os hábitos dos educadores e as técnicas pedagógicas que comentarei poderão revolucionar a educação para sempre. Se praticados, poderão enriquecer a relação entre pais e filhos, professores e alunos! A família poderá se tornar um jardim de flores, e a sala de aula, um lugar aprazível.

Dr. Augusto Cury
Para onde caminha a juventude
Há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem. Só não consegue descobri-lo quem está encarcerado dentro do seu próprio mundo.

Nossa geração quis dar o melhor para as crianças e os jovens. Sonhamos grandes sonhos para eles. Procuramos dar os melhores brinquedos, roupas, passeios e escolas. Não queríamos que eles andassem na chuva, se machucassem nas ruas, se ferissem com os brinquedos caseiros e vivessem as dificuldades pelas quais passamos.

Colocamos uma televisão na sala. Alguns pais, com mais recursos, colocaram uma televisão e um computador no quarto de cada filho. Outros encheram seus filhos de atividades, matriculando-os em cursos de inglês, computação, música.

Tiveram uma excelente intenção, só não sabiam que as crianças precisavam ter infância, que necessitavam inventar, correr riscos, frustrar-se, ter tempo para brincar e se encantar com a vida. Não imaginavam o quanto a criatividade, a felicidade, a ousadia e a segurança do adulto dependiam das matrizes da memória e da energia emocional da criança. Não compreenderam que a TV, os brinquedos manufaturados, a Internet e o excesso de atividades obstruíam a infância dos seus filhos.

Criamos um mundo artificial para as crianças e pagamos um preço caríssimo. Produzimos sérias conseqüências no território da emoção, no anfiteatro dos pensamentos e no solo da memória deles. Vejamos algumas conseqüências.

Obstruindo a inteligência das crianças e adolescentes

Esperávamos que no século XXI os jovens fossem solidários, empreendedores e amassem a arte de pensar. Mas muitos vivem alienados, não pensam no futuro, não têm garra e projetos de vida.

Imaginávamos que, pelo fato de aprendermos línguas na escola e vivermos espremidos nos elevadores, no local de trabalho e nos clubes, a solidão seria resolvida. Mas as pessoas não aprenderam a falar de si mesmas, têm medo de se expor, vivem represadas em seu próprio mundo. Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegrias, frustrações.

Na escola, a situação é pior. Professores e alunos vivem juntos durante anos dentro da sala de aula, mas são estranhos uns para os outros. Eles se escondem atrás dos livros, das apostilas, dos computadores. A culpa é dos ilustres professores? Não! A culpa, como veremos, é do sistema educacional doentio que se arrasta por séculos.

As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracassos e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exata.

Os jovens são preparados para lidar com decepções? Não! Eles são treinados apenas para o sucesso. Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói. Devemos usar o sofrimento para construir a sabedoria. Mas quem se importa com a sabedoria na era da informática?

Nossa geração produziu informações que nenhuma outra jamais produziu, mas não sabemos o que fazer com elas. Raramente usamos essas informações para expandir nossa qualidade de vida. Você faz coisas fora da sua agenda que lhe dão prazer? Você procura administrar seus pensamentos para ter uma mente mais tranqüila? Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender.

Usando erradamente os papéis da memória

Fizemos da memória de nossas crianças um banco de dados. A memória tem esta função? Não! Veremos que durante séculos a memória foi usada de maneira errada pela escola. Existe lembrança? Inúmeros professores e psicólogos do mundo todo crêem sem sombra de dúvida que existe lembrança. Errado! Não existe lembrança pura do passado, o passado é sempre reconstruído! E bom ficarmos abalados por esta afirmação. O passado é sempre reconstruído com micro ou macro diferenças no presente.

Veremos que há diversos conceitos equivocados na ciência sobre o fantástico mundo do funcionamento da mente e da memória humana. Tenho convicção, como psiquiatra e como autor de uma das poucas teorias da atualidade sobre o processo de construção do pensamento, de que estamos obstruindo a inteligência das crianças e o prazer de viver com o excesso de informações que estamos oferecendo a elas. Nossa memória virou um depósito de informações inúteis.

A maioria das informações que aprendemos não será organizada na memória e utilizada nas atividades intelectuais. Imagine um pedreiro que a vida toda acumulou pedras para construir uma casa. Após construí-la, ele não sabe o que fazer com as pilhas de pedras que sobraram. Gastou a maior parte do seu tempo inutilmente.

O conhecimento se multiplicou e o número de escolas se expandiu como em nenhuma outra época, mas não estamos produzindo pensadores. A maioria dos jovens, incluindo universitários, acumula pilhas de "pedras", mas constroem pouquíssimas idéias brilhantes. Não é à toa que eles perderam o prazer de aprender. A escola deixou de ser uma aventura agradável.

Paralelamente a isso, a mídia os seduziu com estímulos rápidos e prontos. Eles tornaram-se amantes do fast food emocional. A TV transporta os jovens, sem que eles façam esforços, para dentro de uma excitante partida esportiva, para o interior de uma aeronave, para o cerne de uma guerra e para dentro de um dramático conflito policial.

Esse bombardeio de estímulos não é inofensivo. Atua num fenômeno inconsciente da minha área de pesquisa, chamado de psicoadaptação, aumentando o limiar do prazer na vida real. Com o tempo, crianças e adolescentes perdem o prazer nos pequenos estímulos da rotina diária.

Eles precisam fazer muitas coisas para ter um pouco de prazer, o que gera personalidades flutuantes, instáveis, insatisfeitas. Temos uma indústria de lazer complexa. Deveríamos ter a geração de jovens mais felizes que já pisaram nesta terra. Mas produzimos uma geração de insatisfeitos.

Estamos informando e não formando

Não estamos educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, tais como contemplar o belo, pensar antes de reagir, expor e não impor as idéias, gerenciar os pensamentos, ter espírito empreendedor. Estamos informando os jovens, e não formando sua personalidade.

Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são. No máximo conhecem a sala de visitas da sua própria personalidade. Quer pior solidão do que esta? O ser humano é um estranho para si mesmo! A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional. Os jovens raramente sabem pedir perdão, reconhecer seus limites, se colocar no lugar dos outros. Qual é o resultado?

Nunca o conhecimento médico e psiquiátrico foi tão grande, e nunca as pessoas tiveram tantos transtornos emocionais e tantas doenças psicossomáticas. A depressão raramente atingia as crianças. Hoje há muitas crianças deprimidas e sem encanto pela vida. Pré-adolescentes e adolescentes estão desenvolvendo obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade e outros transtornos ansiosos.

Milhões de jovens estão se drogando. Não compreendem que as drogas podem queimar etapas da vida, levá-los a envelhecer rapidamente na emoção. Os prazeres momentâneos das drogas destroem a galinha dos ovos de ouro da emoção. Conheci e tratei de inúmeros jovens usuários de drogas, mas não encontrei ninguém feliz.

E o estresse? Não apenas é comum detectarmos adultos estressados, mas também jovens e crianças. Eles têm freqüentemente dor de cabeça, gastrite, dores musculares, suor excessivo, fadiga constante de fundo emocional.

Precisamos arquivar esta frase e jamais esquecê-la: Quanto pior for a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria neste século. Vamos assistir passivamente à indústria dos antidepressivos e tranqüilizantes se tornar uma das mais poderosas do século XXI? Vamos observar passivamente nossos filhos serem vítimas do sistema social que criamos? O que fazer diante desta problemática?

Procurando pais brilhantes e professores fascinantes

Devemos procurar soluções que ataquem diretamente o problema. Precisamos conhecer algo sobre o funcionamento da mente e mudar alguns pilares da educação. As teorias não funcionam mais. Bons professores estão estressados e gerando alunos despreparados para a vida. Bons pais estão confusos e gerando filhos com conflitos. Existe no entanto uma grande esperança, mas não há soluções mágicas.

Atualmente, não basta ser bom, pois a crise da educação impõe que procuremos a excelência. Os pais precisam adquirir hábitos dos pais brilhantes para revolucionar a educação. Os professores precisam incorporar hábitos dos educadores fascinantes para atuar com eficiência no pequeno e infinito mundo da personalidade dos seus alunos.

Cada hábito praticado pelos educadores poderá contribuir para desenvolver características fundamentais da personalidade dos jovens. São mais de cinqüenta estas características. Entretanto, raramente um jovem tem cinco delas bem desenvolvidas.

Precisamos ser educadores muito acima da média se quisermos formar seres humanos inteligentes e felizes, capazes de sobreviver nessa sociedade estressante. A boa notícia é que pais ricos ou pobres, professores de escolas ricas ou carentes podem igualmente praticar os hábitos e técnicas propostos aqui.

Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender.

PARTE 1 - SETE HÁBITOS DOS BONS PAIS E DOS PAIS BRILHANTES
Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração.

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Bons pais dão presentes,pais brilhantes dão seu próprio ser.Este hábito dos pais brilhantes contribui para desenvolver em seus filhos: auto-estima, proteção da emoção, capacidade de trabalhar perdas e frustrações, de filtrar estímulos estressantes, de dialogar, de ouvir.
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