Pais brilhantes, professores fascinantes




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Sabe quanto tempo demora um conflito psíquico, sem tratamento e sem fundo genético, para ter remissão espontânea? Às vezes, três gerações. Por exemplo, se um pai tem obsessão por doenças, um dos filhos poderá registrar esta obsessão continuamente e reproduzi-la. O neto poderá tê-la com menos intensidade. Somente o bisneto poderá ficar livre dela. Quem estuda os papéis da memória sabe da gravidade do processo de transmissão das mazelas psíquicas.

Demonstre força e segurança aos seus filhos. Diga freqüentemente a eles: "A verdadeira liberdade está dentro de você", "Não seja frágil diante das suas preocupações!", "Enfrente as suas manias e ansiedade", "Opte por ser livre! Cada pensamento negativo deve ser combatido, para não ser registrado".

O verdadeiro otimismo é construído pelo enfrentamento dos problemas e não pela sua negação. Por isso, as palestras de motivação raramente funcionam. Elas não dão ferramentas para gerar um otimismo sólido, que nutre o "eu" como líder do teatro da inteligência. Por isso, a linha deste livro é de divulgação científica. Meu objetivo é dar ferramentas.

De acordo com pesquisas em universidades americanas, uma pessoa otimista tem 30% de chances a menos de ter doenças cardíacas. Os otimistas têm menos chances ainda de ter doenças emocionais e psicossomáticas.

O pessimismo é um câncer da alma. Muitos pais são vendedores de pessimismo. Já não basta o lixo social que a mídia deposita no palco da mente dos jovens, muitos pais transmitem para eles um futuro sombrio. Tudo lhes é difícil e perigoso. Estão preparando os filhos para temer a vida, fechar-se num casulo, viver sem poesia. Nutra seus filhos com um otimismo sólido!

Não devemos formar super-homens, como preconizava Nietzsche. Pais brilhantes não formam heróis, mas seres humanos que conhecem seus limites e sua força.

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Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar

Este hábito dos pais brilhantes contribui para desenvolver: consciência crítica, pensar antes de reagir, fidelidade, honestidade, capacidade de questionar, responsabilidade social.

Bons pais corrigem falhas, pais brilhantes ensinam os filhos a pensar. Entre corrigir erros e ensinar a pensar existem mais mistérios do que imagina nossa vã psicologia.

Não seja um perito em criticar comportamentos inadequados, seja um perito em fazer seus filhos refletirem. As velhas broncas e os conhecidos sermões definitivamente não funcionam, só desgastam a relação.

Quando você abre a boca para repetir as mesmas coisas, detona um gatilho inconsciente que abre determinados arquivos da memória que contêm as velhas críticas. Seus filhos já saberão tudo o que você vai dizer. Eles se armarão e se defenderão. Conseqüentemente, o que você disser não ecoará dentro deles, não gerará um momento educacional. Este processo é inconsciente.

Quando seu filho erra, ele já espera uma atitude sua. Se o que você diz não causa um impacto na sua emoção, o fenômeno RAM não produzirá um registro inteligente, e, conseqüentemente, não haverá crescimento, mas sofrimento. Não insista em repetir as mesmas coisas para os mesmos erros, para as mesmas teimosias.

Às vezes, insistimos anos a fio dizendo as mesmas coisas, e os jovens continuam repetindo as mesmas falhas. Eles são teimosos e nós, estúpidos. Educar não é repetir palavras, é criar idéias, é encantar. Os mesmos erros merecem novas atitudes.

Se nossos filhos fossem computadores, poderíamos repetir a mesma reação para corrigir o mesmo defeito. Mas eles possuem uma inteligência complexa. Diariamente, pelo menos quatro fenômenos lêem a memória e, em meio a bilhões de opções, produzem milhares de cadeias de pensamentos e inúmeras transformações da energia emocional. Não é objeto deste livro estudar os quatro fenômenos que lêem a memória; aqui apenas os citarei: o gatilho da memória, a janela da memória, o autofluxo e o "eu", que representa a vontade consciente.

A personalidade das crianças e dos jovens está em constante ebulição, porque nunca se interrompe a construção de pensamentos. É impossível parar de pensar, até a tentativa de interrupção do pensamento já é um pensamento. Nem ao dormir interrompemos os pensamentos, por isso sonhamos. Pensar é inevitável, mas pensar demais, como estudaremos, gera um desgaste violento de energia cerebral, prejudicando drasticamente a qualidade de vida.

Não seja um manual de regras

Os computadores são pobres engenhocas comparados à inteligência de qualquer criança, mesmo das crianças especiais. Mas insistimos em educar nossos filhos como se fossem aparelhos lógicos que precisam apenas seguir um manual de regras. Cada jovem é um mundo a ser explorado.

Regras são boas para consertar computadores. Dizer "faça isso" ou "não faça aquilo", sem explicar as causas, sem estimular a arte de pensar, produz robôs e não jovens que pensam.

Creio que 99% das críticas e das correções dos pais são inúteis, não influenciam a personalidade dos jovens. Além de não educar, elas geram mais agressividade e distanciamento. O que fazer? Surpreendê-los!

Pais brilhantes conhecem o funcionamento da mente para educar melhor. Eles têm consciência de que precisam ganhar primeiro o território da emoção, para depois ganhar o anfiteatro dos pensamentos e, em último lugar, conquistar os solos conscientes e inconscientes da memória, que é a caixa de segredos da personalidade. Eles surpreendem a emoção com gestos ímpares. Deste modo, geram fantásticos momentos educacionais.

Os pais podem ler durante décadas minha teoria, as idéias de Piaget, a psicanálise de Freud, as inteligências múltiplas de Gardner, a filosofia de Platão, mas, se não conseguirem encantar, ensinar a pensar e conquistar o armazém da memória dos seus filhos, nenhum estudo terá aplicabilidade e validade.

Surpreender os filhos é dizer coisas que eles não esperam, reagir de modo diferente diante dos seus erros, superar as suas expectativas. Por exemplo: seu filho acabou de levantar a voz para você. O que fazer? Ele espera que você grite e o castigue! Mas, em vez disso, você inicialmente se cala, relaxa e depois diz algo que o deixa pasmo: "Eu não esperava que você me ofendesse desse jeito. Apesar da dor que você me causou, eu amo e respeito muito você." Após dizer essas palavras, o pai sai de cena e deixa o filho pensar. A resposta do pai abalará os alicerces de sua agressividade.

Se você quiser causar um impacto enorme no universo emocional e racional dos seus filhos, use de criatividade e sinceridade. Você conquistará os inconquistáveis. Se aplicar esses princípios no trabalho, tenha certeza de que você envolverá até os colegas mais complicados. Entretanto, não é apenas com um gesto que você garantirá a conquista, mas através de uma pauta de vida.

Se você educa a inteligência emocional dos seus filhos com elogios quando eles esperam uma bronca (Goleman, 1996), com um encorajamento quando eles esperam uma reação agressiva, com uma atitude afetuosa quando eles esperam um ataque de raiva, eles se encantarão e registrarão você com grandeza. Os pais se tornarão assim agentes de mudança.

Bons pais dizem aos filhos: "Você está errado." Pais brilhantes dizem: "O que você acha do seu comportamento?" Bons pais dizem: "Você falhou de novo." Pais brilhantes dizem: "Pense antes de reagir." Bons pais punem quando os filhos fracassam; pais brilhantes os estimulam a fazer de cada lágrima uma oportunidade de crescimento.

Geração do hambúrguer emocional

A juventude sempre foi uma fase de rebeldia às convenções dos adultos. Mas a atual geração produziu um feito único na História: matou a arte de pensar e a capacidade de contestação da juventude. Os jovens raramente contestam o comportamento dos adultos. Por quê?

Porque eles amam o veneno que produzimos. Eles amam o sucesso rápido, o prazer imediato, os holofotes da mídia, ainda que vivam no anonimato. O excesso de estímulo gerou uma emoção flutuante, sem capacidade contemplativa. Até seus modelos de vida têm de ter um sucesso explosivo. Querem ser personagens como artistas ou esportistas que, do dia para a noite, conquistam fama e aplausos.

Os jovens vivem a geração do "hambúrguer emocional". Detestam a paciência. Não sabem contemplar o belo nas pequenas coisas da vida. Não lhes peça para admirarem as flores, os entardeceres, as conversas singelas. Para eles tudo é uma chatice. As críticas dos pais e dos professores são insuportáveis, raramente eles as ouvem com atenção.

Como ajudá-los? Saia do lugar-comum. Uma das coisas mais importantes na educação é levar um filho a admirar seu educador. Um pai pode ser um trabalhador braçal, mas, se encanta seu filho, será grande dentro dele. Um pai pode ser grande no meio empresarial, ter milhares de funcionários, mas, se não encantar seu filho, será pequeno em sua alma.

Seja um mestre da inteligência, ensine-os a pensar. Deixe-os fotografar a pessoa brilhante que você é. Será que este clamor encontrará um eco?

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Bons pais preparam os filhos para os aplausos, pais brilhantes preparam os filhos para os fracassos

Este hábito dos pais brilhantes contribui para desenvolver: motivação, ousadia, paciência, determinação, capacidade de superação, habilidade para criar e aproveitar oportunidades.
Bons pais preparam seus filhos para receber aplausos, pais brilhantes os preparam para enfrentar suas derrotas. Bons pais educam a inteligência lógica dos filhos, pais brilhantes educam a sensibilidade.

Estimule seus filhos a ter metas, a procurar o sucesso no estudo, no trabalho, nas relações sociais, mas não pare por aí. Leve-os a não ter medo dos seus insucessos. Não há pódio sem derrotas. Muitos não sobem no pódio, não por não terem capacidade, mas porque não souberam superar os fracassos do caminho. Muitos não conseguem brilhar no seu trabalho porque desistiram nos primeiros obstáculos.

Alguns não venceram porque não tiveram paciência para suportar um não, porque não tiveram ousadia para enfrentar algumas críticas, nem humildade para reconhecer suas falhas.

A perseverança é tão importante quanto a habilidade intelectual. A vida é uma longa estrada que tem curvas imprevisíveis e derrapagens inevitáveis. A sociedade nos prepara para os dias de glória, mas são os dias de frustração que dão sentido a essa glória.

Revelando maturidade, os pais brilhantes se colocam como modelos de vida para uma vida vitoriosa. Para eles, ter sucesso não é ter uma vida infalível. Vencer não é acertar sempre. Por isso, eles são capazes de dizer aos filhos: "Eu errei", "Desculpe-me", "Eu preciso de você". Eles são fortes nas convicções, mas flexíveis para admitir suas fragilidades. Pais brilhantes mostram que as mais belas flores surgem após o mais rigoroso inverno.

A vida é um contrato de risco

Pais que não têm coragem de reconhecer seus erros nunca ensinarão seus filhos a enfrentar seus próprios erros e a crescer com eles. Pais que admitem que estão sempre certos nunca ensinarão seus filhos a transcender seus fracassos. Pais que não pedem desculpas nunca ensinarão seus filhos a lidar com a arrogância. Pais que não revelam seus temores terão sempre dificuldade de ensinar seus filhos a ver nas perdas oportunidades para serem mais fortes e experientes. Temos agido assim com nossos filhos, ou desempenhamos apenas as obrigações triviais da educação?

Viver é um contrato de risco. Os jovens precisam viver este contrato apreciando os desafios e não fugindo deles. Se eles se intimidarem diante das derrotas e dificuldades, o fenômeno RAM registrará em sua memória milhares de experiências que financiarão o complexo de inferioridade, a baixa auto-estima e o sentimento de incapacidade. Qual é a conseqüência?

Um jovem que tem baixa auto-estima se sentirá diminuído, inferiorizado, sem capacidade para correr risco e para transformar suas metas em realidade. Poderá viver um envelhecimento emocional precoce. A juventude deveria ser a melhor época do prazer, embora tenha suas inquietações. Mas muitos são velhos no corpo de jovens. Ser idoso não quer dizer ser velho. Aliás, muitos idosos, por serem felizes e motivados, são mais jovens na sua emoção do que grande parte dos jovens da atualidade.

Qual é a característica de uma emoção envelhecida, sem tempero e motivação? Incapacidade de contemplação do belo e uma capacidade intensa de reclamar, pois nada satisfaz prolongadamente. Reclamar do corpo, da roupa, dos amigos, da falta de dinheiro, da escola e até de ter nascido.

A capacidade de reclamar é o adubo da miséria emocional e a capacidade de agradecer é o combustível da felicidade. Muitos jovens fazem muitas coisas para ter uma migalha de prazer. Eles mendigam o pão da alegria, mesmo morando em palácios.

Os jovens que se tornam mestres em reclamar têm grande desvantagem competitiva. Dificilmente conquistarão espaço social e profissional. Alerte-os!

Como os jovens entendem o que é a memória dos computadores, compare-a com a memória humana. Diga-lhes que toda reclamação é acompanhada de um alto grau de tensão, que, por sua vez, sofre um arquivamento privilegiado pelo fenômeno RAM na memória, que lentamente destrói o júbilo da emoção. Os melhores anos da vida são sufocados. Pouco a pouco, eles perdem o sorriso, a garra, a motivação.

Descobrindo a grandeza das coisas anônimas

Leve seus filhos a encontrar os grandes motivos para serem felizes nas pequenas coisas. Uma pessoa emocionalmente superficial precisa de grandes eventos para ter prazer, uma pessoa profunda encontra prazer nas coisas ocultas, nos fenômenos aparentemente imperceptíveis: no movimento das nuvens, no bailar das borboletas, no abraço de um amigo, no beijo de quem ama, num olhar de cumplicidade, no sorriso solidário de um desconhecido.

Felicidade não é obra do acaso, felicidade é um treinamento. Treine as crianças para serem excelentes observadoras. Saia pelos campos ou pelos jardins, faça-as acompanhar o desabrochar de uma flor e descubra juntamente com elas o belo invisível. Sinta com seus olhos as coisas lindas que estão a seu redor.

Leve os jovens a enxergar os singelos momentos, a força que surge nas perdas, a segurança que brota no caos, a grandeza que emana dos pequenos gestos. As montanhas são formadas por ocultos grãos de areia.

As crianças serão felizes se aprenderem a contemplar o belo nos momentos de glória e de fracassos, nas flores das primaveras e nas folhas secas do inverno. Eis o grande desafio da educação da emoção!

Para muitos, a felicidade é loucura dos psicólogos, delírio dos filósofos, alucinação dos poetas. Eles não entenderam que os segredos da felicidade se escondem nas coisas simples e anônimas, tão distantes e tão próximas deles.
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Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam como amigos

Este hábito dos pais brilhantes contribui para desenvolver: solidariedade, companheirismo, prazer de viver,otimismo, inteligência interpessoal.

Vimos que o primeiro hábito dos pais brilhantes é deixar seus filhos conhecê-los; o segundo é nutrir a personalidade deles; o terceiro é ensiná-los a pensar; o quarto é prepará-los para as derrotas e dificuldades da vida. Agora, precisamos compreender que a melhor maneira de desenvolver todos esses hábitos é adquirir um quinto hábito: dialogar.

Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam. Entre conversar e dialogar há um grande vale. Conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos. Dialogar é contar experiências, é segredar o que está oculto no coração, é penetrar além da cortina dos comportamentos, é desenvolver inteligência interpessoal (Gardner, 1995).

A maioria dos educadores não consegue atravessar essa cortina. De acordo com uma pesquisa que realizei, mais de 50% dos pais nunca tiveram a coragem de dialogar com seus filhos sobre seus medos, perdas, frustrações.

Como é possível que pais e filhos vivam debaixo do mesmo teto por anos a fio e permaneçam completamente ilhados? Eles dizem que se amam, mas gastam pouca energia para cultivar o amor. Eles cuidam da parede trincada, dos problemas do carro, mas não cuidam dos trincos da emoção e dos problemas da relação.
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