Resumen: El artículo se refiere a la reflexión sobre los orígenes y los destinos que han tenido las psicoterapias humanistas existenciales, especialmente la Abordagem Centrada en la Persona.




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títuloResumen: El artículo se refiere a la reflexión sobre los orígenes y los destinos que han tenido las psicoterapias humanistas existenciales, especialmente la Abordagem Centrada en la Persona.
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4. Concluindo... se é que se pode concluir algo

Apesar da crítica ao trabalho de Rogers, talvez até um pouco imerecida, já que ele nunca se disse fenomenólogo, muito das contribuições da ACP fazem parte da prática clínica da psicoterapia humanista fenomenológica. A consideração positiva incondicional, por exemplo, quando compreendida como respeito ao outro, respeito à alteridade, à particularidade, permite reconhecê-la como a confirmação do outro como um outro que mantém um diálogo comigo. Trata-se, como afirma Fonseca (1998), “ do meu interesse na parceria com ele, num processo de constituição de minha atualidade” (p. 25). Tomando a mesma linha de pensamento, a relação empática deixa de ser criticada por seu romantismo, para ser valorizada como a inauguração de uma parceria da dupla cliente-terapeuta, pressupondo uma compreensão e aceitação efetiva do outro, enquanto diferente.

Muitos caminhos vêm sendo desvendados. Muitas trilhas ainda a serem abertas. Rogers vem sendo discutido, re-inventado, por muitos de seus seguidores que, ávidos por ampliar seus campos de compreensão, perscrutem diferentes possibilidades. Fica o desejo de conhecer novos horizontes investigados, sem preconceito, com a mente aberta para o novo e o diferente. Atentos, no entanto, para o cuidado de não nos perdermos numa construção na qual a tessitura se esgarce, se rompa, se parta em pedaços frankstenianos, por total falta de coerência paradigmática e prática.

Rogers não se voltou a construir uma teoria fenomenológica. Tal movimento é mais uma característica contemporânea, feita por pesquisadores que têm se voltado a estudar filosofia fenomenológica. Assim, a busca de aproximar Rogers de Husserl, Heidegger e Merleau Ponty, por exemplo, é muito mais uma preocupação atual, do que a que foi assumida por Rogers. Moreira (2009 b) é clara ao afirmar:

Parece possível buscar afinidades entre as bases filosóficas fenomenológicas e/ou existenciais e o pensamento rogeriano como é desenvolvido na atualidade, mas não devemos nos iludir de que tais filósofos tenham influenciado a teoria rogeriana original. Afirmar que a fenomenologia influenciou a Abordagem Centrada na Pessoa (...) é um engano. No entanto, é possível considerar que as fenomenologias existenciais passaram a ter um papel fundamental em muitas das vertentes atuais da Abordagem Centrada na Pessoa (p. 10).

Os destinos da Abordagem Centrada na Pessoa, como Terapia Humanista Existencial estão se deixando descobrir/construir. A obra de Rogers esta viva e, como tal, em processo. Talvez nesta fase pós-rogeriana, tal como referendada por Segrera (2002), se construa algo não novo que ganhe nomes e existência própria. Talvez o que surja seja uma continuação da abordagem rogeriana, apesar das diferentes configurações. Que as mentes estejam abertas para o encontro com o diferente, é o que propomos.

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Artigo postado por Marcos Alberto da Silva Pinto no site do Centro de Encontro da Abordagem Centrada na Pessoa em 2 de fevereiro de 2011.

www.encontro acp.psc.br acesso em 22 de agosto de 2011

www.rogeriana.com acesso em 22 de agosto de 2011

Afonso H. Lisboa da Fonseca
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