Santos, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências na transição para uma ciência pós-moderna




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MONICA ANTONIETA MAGALHÃES DA SILVA

FICHAMENTO: SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências na transição para uma ciência pós-moderna; Bunge, Mario.La Investigación científica. Barcelona: Editoral Ariel, 1985. (Capítulo 1 – El Enfoque Cientifico)

Atividade solicitada no Programa de Pós-Graduação em Direito (Mestrado) Semestre: UFBA -2012.1, da disciplina Metodologia da Pesquisa, pelos Docentes, Prof. Dr. Rodolfo Pamplona Filho e Prof. Dr. Nelson Cerqueira.

Salvador – BA

2012.1

FICHAMENTO: SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências na transição para uma ciência pós-moderna.

INTRODUÇÃO

“(...) e defendo que todo o conhecimento científico é socialmente construído, que o se rigor tem limites inultrapassáveis e que a sua objetividade não implica a sua neutralidade. Descrevo a crise do paradigma dominante e identifico os traços principais do que designo como paradigma emergente, em que atribuo às ciências sociais anti-positivistas uma nova centralidade, e defendo que a ciência, em geral, depois de ter rompido com o senso comum, deve transformar-se num novo e mais esclarecido senso comum.” (p. 9)

“O momento mais intenso desta guerra ficou conhecido pelo nome de Sokal affair por ter tido origem num embuste rígido pelo físico matemático Alan Sokal e publicado na revista Social Text, com o objetivo de denunciar as supostas debilidades das posições anti-positivistas ditas pós-modernas.” (p. 10)

“Tal como noutros períodos de transição, difíceis de entender e de percorrer, é necessário voltar às coisas simples, à capacidade de formular perguntas que, como Einstein costumava dizer, só uma criança pode fazer mas que, depois de feitas, são capazes de trazer uma luz nova à nossa perplexidade.” (p. 15)

“Uma pergunta elementar é uma pergunta que atinge o magma mais profundo de nossa perplexidade individual e coletiva com a transposição técnica de uma fisga. Foram assim as perguntas de Rousseau; terão de ser assim as nossas.” (p. 18)

“Teremos forçosamente de ser mais rousseaunianos no perguntar do que no responder. Começarei por caracterizar sucintamente a ordem científica hegemônica. Analisarei depois os sinais da crise dessa hegemonia, distinguindo entre as condições teóricas e as condições sociológicas da crise.” (p. 19)

O PARADIGMA DOMINANTE

“Sendo um modelo global, a nova racionalidade científica é também um modelo totalitário, na medida em que nega o caráter racional a todas as formas de conhecimento que se não pautarem pelos seus princípios epistemológicos e pelas suas regras metodológicas. (...) Está consubstanciada com crescente definição, na teoria heliocêntrica do movimento dos planetas de Copérnico, nas Leis de Kepler sobre as órbitas dos planetas, nas leis de Galileu sobre a queda dos corpos, na grande síntese da ordem cósmica de Newton e finalmente na consciência filosófica que lhe conferem Bacon.” (p. 21-22)

“Esta nova visão do mundo e da vida reconduz-se a duas distinções fundamentais, entre conhecimento científico e conhecimento de senso comum, por um outro. Ao contrário da ciência aristotélica, a ciência moderna desconfia sistematicamente das evidências, que estão na base do conhecimento vulgar, são ilusórias.” (p. 24)

“A natureza é tão-só extensão e movimento; é passiva, eterna e revisível, mecanismos cujos elementos se podem desmontar e depois relacionar sob a forma de leis;(...). Como diz Bacon, a ciência fará da pessoa humana, “o senhor e o possuidor da natureza. (...) O Novum Organum opõe a incerteza da razão entregue a si mesma à certeza da experiência ordenada. Ao contrário do que pensa Bacon, a experiência não dispensa a teoria prévia, o pensamento dedutivo, ou mesmo a especulação, mas força qualquer deles a não dispensarem, enquanto instância de confirmação última, a observação dos factos. (...) Descartes, por seu turno, vai inequivocamente das ideias para as coisas e não das coisas para as ideias e estabelece a prioridade da metafísica enquanto fundamento último da ciência.” (p. 25-26)

“Para Galileu o livro da natureza está escrito em caracteres geométricos e Einsten não pensa de modo diferente. (...) O rigor científico afere-se pelo rigor das medições. As qualidades intrínseca do objecto são, por assim dizer, desqualificadas e em seu lugar passam a imperar as qualidades em que eventualmente se podem traduzir. O que não é quantificável é cientificamente irrelevante.” (p. 28)

“Por outras palavras, a descoberta das leis da natureza assenta no princípio de que a posição absoluta e o tempo absoluto nunca são condições iniciais relevantes. Esse princípio é, segundo Wigner, o mais importante teorema da invariância na física clássica.” (p. 29)

“As leis da ciência moderna são um tipo de causa formal que privilegia o como funciona das coisas em detrimento de qual o agente ou qual o fim das coisas. É por esta via que o conhecimento científico, rompe com o conhecimento do senso comum. É que, enquanto no senso comum, e portanto, no conhecimento prático em que ele se traduz, a causa e a intenção convivem sem problemas, na ciência a determinação da causa formal obtém-se com a expulsão da intenção.” (p.30)

“O determinismo mecanicista é o horizonte certo de uma forma de conhecimento que se pretende utilitário e funcional, reconhecido menos pela capacidade de compreender profundamente o real do que pela capacidade de o dominar e transformar.” (p. 31)

“Tal como foi possível descobrir as leis da natureza, seria igualmente possível descobrir as leis da sociedade. (...) Montesquieu pode ser considerado um percursos da sociologia do direito ao estabelecer a relação entre as leis do sistema jurídico, feitas pelo homem, e as leis inesquecíveis da natureza. (...) Dado que, segundo este, só há duas formas de conhecimento científico – as disciplinas formais da lógica e da matemática e as ciências empíricas segundo o modelo mecanicista das ciências naturais – as ciências sociais nasceram para ser empíricas.” (p. 32-33)

“Portanto, por maiores que sejam as diferenças entre os fenômenos naturais e os fenômenos sociais é sempre possível estudar os últimos como se fossem os primeiros.” (p. 34)

“Para estudar os fenômenos sociais como se fossem fenômenos naturais, ou seja, para conceber os fatos sociais como coisas, como pretendia Durkheim, o fundador da sociologia acadêmica, é necessário reduzir os fatos sociais às suas dimensões externas, observáveis e mensuráveis. (...) as ciências sociais têm um longo caminho a percorrer no sentido de se compatibilizarem com os critérios de cientificidade das ciências naturais. (...) Eis alguns dos principais obstáculos: (...); as ciências sociais não são objetivas porque o cientista social não pode libertar-se, no acto de observação, dos valores que informam a sua prática em geral e, portanto, também a sua prática de cientista” (p. 35- 36)

“A ciência social será sempre uma ciência subjetiva e não objectiva como as ciências naturais; em de compreender os fenômenos sociais a partir das atitudes mentais e do sentido que os agentes conferem às suas acções, para o que é necessário utilizar métodos de investigação e mesmo critérios epistemológicos diferentes dos correntes nas ciências naturais, métodos qualitativos em vez de quantitativos, com vistas à obtenção de um conhecimento intersubjetivo, descritivo e compreensivo, em vez de um conhecimento objectivo, explicativo e nomotético.” (p. 38-40)

“Esta concepção de ciência social reconhece-se numa postura antipositivista e assenta na tradição filosófica da fenomenologia e nela convergem diferentes variantes, desde as mais moderadas 9como a de Max Weber) até as mais extremistas (como a de Peter Winch). (p. 39)

“Pode-se, pois, concluir-se que ambas as concepções de ciência social a que aludi pertencem ao paradigma da ciência moderna, ainda que a concepção mencionada em segundo lugar represente, dentro deste paradigma, um sinal de crise e contenha alguns dos componentes da transição para um outro paradigma científico.’ 9p. 40)

A Crise do Paradigma Dominante

“Defenderei nesta secção: primeiro, que a crise é não só profunda como irreversível” (p. 40)

“A crise do paradigma dominante é resultado interativo de uma pluralidade de condições. Distingo entre condições sociais e condições teóricas.” (p. 41)

“O caráter local das medições e, portanto, do rigor do conhecimento que com base nelas se obtém vai inspirar o surgimento da segunda condição teórica da crise do paradigma dominante, a mecânica quântica.” (p. 43)

“Depois da euforia cientista do século XIX e da consequente aversão à reflexão filosófica, bem simbolizada pelo positivismo, chegamos a finais do século XIX e da consequente aversão à reflexão filosófica, bem simbolizada pelo positivismo, chegamos a finais do século XX possuídos pelo desejo quase desesperado de complementarmos o conhecimento das coisas com o conhecimento do conhecimento das coisas, isto é, com o conhecimento de nós próprios. A segunda faceta desta reflexão é que ela abrange questões que antes eram deixadas aos sociólogos.” (p. 50)

“As leis têm assim, um caráter probabilístico, aproximativo e provisório, bem expresso no princípio da falsificabilidade de Popper.” (p. 51)

“O declínio da hegemonia da legalidade é concomitante do declínio da hegemonia da causalidade”. (p. 52)

“O segundo grande tema de reflexão epistemológica versa mais sobre o conteúdo do conhecimento científico do que sobre sua forma. (p. 53)

“Os limites deste tipo de conhecimento são, assim, quantitativos, não são superáveis com maiores quantidades de investigação ou maior precisão dos instrumentos.” (p. 54)

“Os objetos têm fronteiras cada vez menos definidas; são constituídos por anéis que se entrecruzam em teias complexas com os dos restantes objectos, a tal ponto que os objectos em si são menos reais que as relações entre eles.” (p. 56)

“Referirei tão-só que, o que, quaisquer que sejam os limites estruturais de rigor científico, não restam dúvidas que o que a ciência ganhou em rigor nos últimos quarenta ou cinquenta anos perdeu em capacidade de auto-regulação.” (p. 56)

“A caracterização da crise do paradigma dominante traz consigo o perfil do paradigma emergente.” (p. 59)

O PARADIGMA EMERGENTE

“Com esta designação quero significar que a natureza da revolução científica que atravessamos é estruturalmente diferente da que ocorreu no século XVI. Sendo uma revolução científica que ocorreu numa sociedade ela própria revolucionada pela ciência, o paradigma a emergir dela não pode ser apenas um paradigma científico ( o paradigma de um conhecimento prudente), tem de ser também um paradigma social (o paradigma de uma vida decente).” (p. 60)

1.Todo conhecimento científico é científico-social

“A distinção dicotômica entre ciências naturais e ciências sociais deixou de ter sentido e utilidade.” (p. 61)

“ Hoje é possível ir muito além da mecânica quântica. Enquanto esta introduziu a consciência no acto do conhecimento, nós temos hoje de introduzir no próprio objecto do conhecimento, sabendo que, com isso, a distinção sujeito/objeto sofrerá transformação radical.” (p. 62)

“O conhecimento do paradigma emergente tende assim a ser um conhecimento não dualista, um conhecimento que se funda na superação das distinções tão familiares e óbvias que até há pouco considerávamos insubstituíveis, tais como a natureza/cultura, natural/artificial, vivo/inanimado, mente/matéria, observador/observado, subjectivo/objectivo, coletivo/individual, animal/pessoa.” (p. 64)

“Para não irmos mais longe, quer a teoria das estruturas dissipativas de Prigogine quer a teoria sinergética de Haken explicam o comportamento das partículas através de conceitos de revolução social, violência, escravatura, dominação, democracia nuclear, todos eles originários das ciências sociais (da sociologia, da ciência política, da história, etc.)” (p. 66)

“Os conceitos de telemorfismo, autopoiesis, auto-organização, potencialidade organizada, originalidade, individualidade, historicidade atribuem à natureza um comportamento humano.” (p. 67)

“É como se tem dito Durkheim se tivesse invertido e em vez de serem os fenômenos naturais, serem os fenômenos naturais estudados como se fossem fenômenos sociais. O fato de a superação da dicotomia ciências naturais/ciências sociais ocorrer sob a égide das ciências sociais não é, contudo, suficiente para caracterizar o modelo de conhecimento no paradigma emergente.” (p. 68)

“ A ciência pós-moderna é uma ciência assumidamente analógica que conhece o que conhece pior através do que conhece melhor.” (p. 72)

“Não se trata de uma amálgama de sentido 9que não seria sentido mas ruído), mas antes de interacções e de intextualidades organizadas em torno de projectos locais de conhecimento indiviso.” (p. 73)

2. Todo conhecimento é local e total

“É hoje reconhecido que a excessiva parcelização e disciplinarização do saber científico faz do cientista um ignorante especializado e que isso acarreta efeitos negativos. Esses efeitos são sobretudo visíveis no domínio das ciências aplicadas. (...); o direito, que reduziu a complexidade da vida jurídica à secura da dogmática, redescobre o mundo filosófico e sociológico em busca da prudência; (...). Os males desta parcelização do conhecimento e do reducionismo arbitrário que transporta consigo são hoje reconhecidos, mas as medidas propostas para os corrigir acabam em geral por os reproduzir sobre outra forma.” (p. 75)

“A fragmentação pós-moderna não é disciplinar e sim temática.” (p. 76)

“O conhecimento pós-moderno, sendo total, não é determinístico, sendo local, não é descritivista.” (p. 77)

3. Todo o conhecimento é autoconhecimento

“No paradigma emergente, o caráter autobiográfico e auto-referenciável da ciência é plenamente assumido. A ciência moderna legou-nos um conhecimento funcional do mundo que alargou extraordinariamente as nossas perspectivas de sobrevivência.” (p. 85)

4. Todo conhecimento científico visa construir-se em senso comum

“Ciência moderna produz conhecimentos e desconhecimentos. Se faz do cientista um ignorante especializado faz do cidadão comum um ignorante generalizado.(...) A mais importante de todas é o conhecimento do senso comum, o conhecimento vulgar e prático com que no quotidiano orientamos as nossas acções e damos sentido à nossa vida.” (p. 88)

“A condição epistemológica da ciência repercute-se na condição existencial dos cientistas. Afinal, se todo conhecimento é autoconhecimento, também todo desconhecimento é autodesconhecimento.” (p. 92)

FICHAMENTO: Bunge, Mario.La Investigación científica. Barcelona: Editoral Ariel, 1985. (Capítulo 1 – El Enfoque Cientifico)

1.1. Conocimiento: Ordinario y Científico

“La discontinuidad radical entre la ciencia y el conocimiento común en numerosos respectos y, particularmente por lo que hace al método, no debe, todos modos, hacernos ignorar su continuidad en otros respectos, por lo menos si se limita el concepto de conocimiento común a las opiniones sostenidas por lo que se suele llamar sano sentido común o, en otras lenguas, ten sentido. Efectivamente, tanto el sano sentido común cuanto la ciencia aspiran a ser racionales y objetivos: son críticos y aspiran a coherencia (racionalidad), e intentan adaptarse a los hechos en vez de permitirse especulaciones sin control (objetividad)”. (p. 2)

“Si la “sustancia” (objeto) no puede ser lo distintivo de toda ciencia, entonces tienen que serlo la “forma” (el procedimiento) y el objetivo: peculiaridad de la ciencia tiene que consistir en el modo como opera para alcanzar algún objetivo determinado, o sea, en el método científico en la finalidad para la cual se aplica dicho método. (Prevención: ‘método científico' no debe construirse como nombre de un conjunto de instrucciones mecánicas e infalibles que capacitaran al científico para prescindir de la imaginación; no debe interpretarse tampoco como una técnica especial para el manejo de problemas de cierto tipo). El enfoque científico, pues, está constituido por el método científico y por el objetivo de la ciencia.” (p.3-4)

“Un método es un procedimiento para tratar un conjunto de problemas. Cada clase de problemas requiere un conjunto de métodos o técnicas especiales. Los problemas del conocimiento, a diferencia de los del lenguaje o los de la acción, requieren la invención o la aplicación de procedimientos especiales adecuados para los varios estadios del tratamiento de los problemas, desde el mero enunciado de éstos hasta el control de las soluciones propuestas”. (p. 5-6)

“Por último, si la investigación ha sido cuidadosa e imaginativa, la solución del problema inicial hará surgir un nuevo conjunto de otros problemas. De hecho, las piezas de investigación más importantes, al igual que los mejores libros, son las más capaces de desencadenar nuevo pensamiento, y no precisamente los tendentes a llevar el pensamiento al reposo.” (p.7)

“(...)Pero, a título de mera ilustración, vamos a enunciar y ejemplificar algunas reglas muy obvias del método científico; otras reglas se encontrarán dispersas por el resto del volumen.

R1 Formular el problema con precisión y, al principio, específicamente.(...)

R2 Proponer conjeturas bien definidas y fundadas de algún modo, y no proposiciones que no comprometan en concreto, ni tampoco ocurrencias sin fundamento visible: hay que arriesgar hipótesis que afirmen la existencia de relaciones bien definidas y entre variables netamente determinadas, sin que esas hipótesis estén en conflicto con lo principal de nuestra herencia científica.(...)

R3 Someter las hipótesis a contrastación dura, no laxa. (...)

R4 No declarar verdadera una hipótesis satisfactoriamente confirmada; considerarla, en el mejor de los casos, como parcialmente verdadera.(...)

R5 Preguntarse por qué la respuesta es como es, y no de otra manera: no limitarse a hallar generalizaciones que se adecuen a los datos, sino intentar explicarlas a base de leyes más fuertes. (...)” (p. 7-8)

“Resumamos. El método científico es un rasgo característico de la ciencia, tanto de la pura como de la aplicada: donde no hay método científico no hay ciencia. Pero no es ni infalible ni autosuficiente. El método científico es falible: puede perfeccionarse mediante la estimación de los resultados a los que lleva y mediante el análisis directo. Tampoco es autosuficiente: no puede operar en un vacío de conocimiento, sino que requiere algún conocimiento previo que pueda luego reajustarse y elaborarse; y tiene que complementarse mediante métodos especiales adaptados a las peculiaridades de cada tema.” (p.11)

1.2 “Examinar si los siguientes procedimientos se utilizan en la ciencia y, caso afirmativo, en qué medida: 1.° Los varios métodos de deducción. 2º La inducción. 3º El método hipotético-deductivo, o sea, el procedimiento que consiste en establecer hipótesis y explicitar sus consecuencias lógicas. 4° La duda metódica de Descartes (que debe distinguirse de la duda sistemática de los escépticos). 5° El método fenomenológico de Husserl. 6.° El método dialéctico de Hegel. 7° La comprensión empática o vivencial (Verstehen) de Dilthey.”(p.11)

1.3.   La Táctica Científica

“Cada rama de la ciencia se caracteriza por un conjunto abierto (y en expansión) de problemas que se plantea con un conjunto de tácticas o técnicas. Estas técnicas cambian mucho más rápidamente que el método general de la ciencia. Además, no pueden siempre trasladarse a otros campos: así, por ejemplo, los instrumentos que utiliza el historiador para contrastar la autenticidad de un documento no tienen utilidad alguna para el físico. Pero ambos, el historiador y el físico, están persiguiendo la verdad y buscándola de acuerdo con una sola estrategia: el método científico. (...) Las disciplinas que no pueden utilizar el método científico —por ejemplo, por limitarse a la consecución de datos— no son ciencias, aunque puedan suministrar a la ciencia material en bruto; tal es el caso de la geografía. Ni tampoco son ciencias las doctrinas y prácticas que, como el psicoanálisis, se niegan a utilizar el método científico(..)Las técnicas científicas pueden clasificarse en conceptuales y empíricas.” (p. 13).

1.4. Las Ramas de la Ciencia

“La diferencia primera y más notable entre las varias ciencias es la que se presenta entre ciencias formales y ciencias fácticas, o sea, entre las que estudian ideas y las que estudian hechos.” (p. 19)

“(...) Además, sería insensato insistir mucho en el problema de la clasificación de las ciencias, que en otro tiempo fue pasatiempo favorito de los filósofos y hoy no pasa de ser pejiguera para la administración de la actividad científica y para los bibliotecarios. Nos espera otro tema más interesante: el objetivo de la investigación.” (p. 21)

“Lo que permite a la ciencia alcanzar su objetivo —la construcción de reconstrucciones parciales y cada vez más verdaderas de la realidad— es su método. (...)Así pues, la investigación científica no termina en un final único, en una verdad completa: ni siquiera busca una fórmula única capaz de abarcar el mundo entero. El resultado de la investigación es un conjunto de enunciados (fórmulas) más o menos verdaderos y parcialmente interconectados, que se refieren a diferentes aspectos de la realidad. En este sentido es la ciencia pluralista. Pero en otro sentido es monista: la ciencia se enfrenta con todos los campos del conocimiento con un solo método y un solo objetivo. La unidad de la ciencia no estriba en una teoría única que o abrace todo, ni siquiera en un lenguaje unificado apto para todos los fines, sino en la unidad de su planteamiento.” (p.27)

“Los éxitos del enfoque científico, así como su independencia respecto del tema en estudio en cada caso, dan razón de la potencia expansiva de la ciencia, la cual ocupa ahora territorios antes cubiertos por disciplinas humanísticas —por ejemplo, la antropología y la psicología especulativas filosóficas— y está continuamente explorando territorios nuevos. Los mismos factores dan también razón de la creciente importancia de la ciencia en la cultura moderna.” (p. 30)

“El conocimiento ordinario puede desarrollarse en alguna de las tres direcciones siguientes: (i) Conocimiento técnico: es el conocimiento especializado, pero no-científico, que caracteriza las artes y las habilidades profesionales, (ii) Protociencia, o ciencia embrionaria, que puede ejemplificarse por el trabajo cuidadoso, pero sin objeto teorético, de observación y experimentación, (iii) Pseudociencia: un cuerpo de creencias y practicas cuyos cultivadores desean, ingenua o maliciosamente, dar como ciencia, aunque no comparte con ésta ni el planteamiento, ni las técnicas, ni el cuerpo de conocimienos. Pseudociencias aún influyentes son, por ejemplo, la de los zahoríes, la investigación espiritista y el psicoanálisis.” (p. 33-34)

‘Por lo demás, la pseudociencia ofrece muy poca cosa a la ciencia contemporánea. Puede valer la pena poner a prueba alguna de sus conjeturas no contrastadas, si es que son contrastables; algunas de ellas pueden, después de todo, tener algún elemento de verdad, y hasta el establecer que son falsas significará cierta adquisición de conocimiento.” (p.39)

REDAÇÃO DE APROVEITAMENTO:

O texto de Boaventura Santos traz a questão da superação pós-moderna da dicotomia ciências sociais e ciências naturais, sujeito e objeto, demonstrando a interdisciplinaridade, tratando a ciência como uma, como paradigma emergente, criticando a parcelização do conhecimento. Neste contexto, trata da fragmentação moderna da ciência em razão de temas e não de disciplinas.

Tal contextualização é insigne para o estudo das Medidas Penais Alternativas, vez que para justificar a falibilidade da pena privativa de liberdade, deve-se fazer um estudo multidisciplinar dos efeitos do cárcere no ser humano.

Por outro lado, ao contrário, Mário Bunge, fragmenta as disciplinas em científicas e não científicas, com fulcro no método científico, abarcando a importância do senso comum, que é refutado por Boaventura.

Isto posto, o texto de Bunge traz aspectos relevantes acerca do método de pesquisa, todavia evidencia um certo atraso em face do texto de Boaventura.

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