Programa de uma filosofia da repetição segundo Kierkegaard, Nietzsche e Péguy 13




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L'individu et sa genèse physico-biologique (Presses Universitaires de France, 1964), pp. 232-234,


107 Alois MEINONG (Über die Bedeutung des Weberschen Gesetzes, Zschr. f. Psych. u. Phys. d. Sinnesorg., XI, 1896) e Bertrand RUSSELL (The principies of mathematics, 1903, chap. 31) marcaram a distinção entre os comprimentos ou extensões e as diferenças ou distâncias. Os primeiros são quantidades extensivas divisíveis em partes iguais; as segundas são quantidades de origem intensiva, relativamente indivisíveis, isto é, que só se dividem mudando de natureza. Leibniz foi o primeiro a fundar a teoria das distâncias, ligando-as ao spatium e opondo-as às grandezas da extensio - cf. Martial GUÉROULT, Espace, point et vide chez Leibniz, R.M.M., 1946.


108 BERGSON define, desde o início, a duração como uma "multiplicidade", uma divisibilidade, mas que só se divide mudando de natureza: Essai sur les données immédiates de ia conscience (OEuvres, Editions du Centenaire), pp. 57 sq. e sobretudo Matière ei mémoire, pp. 341-342. Portanto não há somente uma diferença de natureza entre a duração e o extenso, mas a duração se distingue do extenso como as próprias diferenças de natureza se distinguem das diferenças de grau (dois tipos de "multiplicidade"). Todavia, de uma outra maneira, a duração se confunde com a natureza da diferença e, por esta razão, compreende todos os graus da diferença: dai a reintrodução de intensidades interiores à duração e a idéia de uma coexistência na duração de todos os graus de descontração e de contração (tese essencial de Matière ei mémoire e de La pensée et le mouvant).


109 Sobre as reticências dos Gregos, por exemplo, com relação ao eterno retorno, cf. Charles MUGLER, Deux thèmes de la cosmologie grecque, devenir cyclique ei pluralité des mondes (Klincksieck, éd. 1953).


110 Pierre KLOSSOWSKI mostrou o liame entre o eterno retomo e as intensidades puras funcionando como "signos": cf. "Oubli et anamnèse dans l'expérience vécue de l'éternel retour du Même" (em Nietzsche, Cahiers de Royaumont, Éditions de Minuit, 1967). Em sua narrativa Le Baphomet (Mercure, 1965), Klossowski vai bastante longe na descrição desse mundo de "sopros" intensivos que constitui a matéria própria do eterno retorno.


111 Cf. Gilbert SIMONDON, L'individu et sa genèse physico-biologique (Presses Universitaires de France, 1964).

112 Sobre a velocidade de aparecimento do tipo da forma específica, cf. Edmond PERRIER, Les colonies animales et la formation des organismes (Masson, éd.), pp. 701 sq. ¾ Perrier sublinha a dependência da noção de espécie em face da reprodução sexuada: "A cada nova geração, os caracteres comuns ganham uma fixidez cada vez maior... Todas as pesquisas recentes concordam em provar que a espécie não existe nos grupos do reino animal em que a reprodução se efetua sem fecundação prévia. Assim, o aparecimento da espécie está intimamente ligado ao da geração sexuada" (p. 707).


113 Albert DALCQ, L'oeuf et son dynamisme organisateur (Alba Michel, 1941), pp. 194 sq.

114 LEIBNIZ, Principes de la Nature et de la Grâce (1714), § 6.

115 François MEYER, Problématique de l'évolution (Presses Universitaires de France, 1954), p. 193: "O funcionamento do sistema biológico não é, portanto, contrário à termodinâmica, mas apenas exterior a seu campo de aplicação..." ¾ F. Meyer lembra, neste sentido, a questão de Jordan: "Um mamífero é um ser microscópico?" (p. 228).

116 Outrem como expressão, implicação e envolvimento de um mundo "possível": cf. Michel TOURNIER, Vendredi ou les libes du Pacifique; N.R.F., 1967.

117 Cf. NIETZSCHE. Généalogie de la morale, 1, § 10.

118 Neste sentido, a tentativa mais elaborada é a de J.-P. FAYE, num livro que se chama precisamente Analogues (Éditions du scuil, 1964). Sobre o deslocamento e o disfarce em séries quaisquer, mas, ao mesmo tempo, pondo a repetição como uma analogia para um olho apesar de tudo exterior, cf. pp. 14-15. E, em todo esse livro, o papel de um instinto de morte, interpretado de maneira analógica.


119 Não é o caso de perguntar se Bouvard e Pécuchet são bestas ou não. Esta não é a questão. O projeto de Flaubert é enciclopédico e "crítico", não psicológico. O problema da besteira é colocado de maneira filosófica. como problema transcendental das relações entre a besteira e o pensamento. No mesmo ser pensante desdobrado ou, antes, repetido, trata-se da besteira como faculdade e, ao mesmo tempo, da faculdade de não suportar a besteira. Flaubert, aqui, reconhece Schopenhauer como seu mestre.


120 Arthur ADAMOV escreveu sobre este tema uma belíssima peça, La grande et la petite manoeuvre, 1950 (Théâtre I, N.R.F.)-

121 Cf. Eugen FINK, Le jeu comme symbole du monde, 1960 (trad. HILDEBRAND et LINDENBERG, Éditions de Minuit) e Kostas AXELOS, Vers la pensée planétaire (Éditions de Minuit, 1964) ¾ que tentam, de um ponto de vista bastante diferente daquele que tentamos expor, distinguir o jogo divino e o jogo humano para daí tirar uma fórmula daquilo que eles chamam, de acordo com Heidegger, de "a diferença ontológica".


122 Zarathoustra: este e os textos seguintes foram tirados de III, "Antes que o sol desponte"; III, "Os sete selos", § 3; IV, "Do homem superior", § 14.

123 O Erewhon, de BUTLER, não nos parece ser apenas um disfarce de no-where, mas uma transformação de now-here.

124 Todo tipo de exemplos dessa natureza pode ser encontrado em Les stéréotypies, Xavier ABÉLY (Dirion, 1916). Um dos melhores estudos clínicos da estereotipia e da iteração continua sendo o de Paul GUIRAUD, Psychiatrie clinique (Le François, éd., 1956, pp. 106 sq.), e "Analyse du symptôme stéréotypie" (L'Encéphale, nov. 1936). Paul Guiraud distingue a perseveração e a repetição (iterações uma atrás da outra ou estereotipias a intervalos). Com efeito, se os fenômenos de perseveração podem ser explicados negativamente por uma insuficiência ou um vazio mental, os fenômenos de repetição têm a dupla propriedade de apresentar condensações e contrações e de requerer um principio de explicação primário e positivo. A este respeito, deve-se sublinhar que o jacksonismo, quando relaciona a repetição à categoria dos sintomas "positivos", mantém, todavia, o principio de uma explicação totalmente negativa, pois a positividade que ele invoca é a de uma repetição mecânica e nua, exprimindo um suposto nível de equilíbrio inferior ou arcaico. De fato, a repetição mecânica que constitui o aspecto manifesto de uma iteração ou de uma estereotipia não exprime um nível de conjunto, mas concentre essencialmente a fragmentos, "tijolos", como diziam Monakow e Mourgue. Daí a importância das contrações e condensações fragmentares. Mas, neste sentido, a verdadeira positividade é aquela que investe no fragmento a totalidade da vida psíquica, isto é, que investe na repetição mecânica uma repetição de natureza totalmente distinta, pertencente à esfera do "instinto" sempre deslocável e disfarçado (thymia). Foi possível dizer que, na estereotipia, só o significante é arcaico, e não o significado: "Sob a fragmentação do sintoma, há sempre um significado contínuo, mais ou menos rico de sentido" (A. BELEY e J..J. LEFRANÇOIS, "Aperçu séméiologique dramatique de quelques stéréotypies motrices chez l'enfant", Annales med. ps., avril 1962).


125 Cf. NIETZSCHE, Zarathoustra, prólogo 4 e 5 - e I, "Dos homens sublimes" ; a crítica do herói.

126 NIETZSCHE (Kröner, éd.), t. XII, 1, § 106.

127 Cf. HEIDEGGER. "L'homme habite en poète...", in Essais et conférences. trad. PRÉAU. N.R.F.- p. ?31.
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