Grupo de estudo das obras de andré luiz e




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CENTRO ESPÍRITA NOSSO LAR

GRUPO DE ESTUDO DAS OBRAS DE ANDRÉ LUIZ E



MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA
24o livro: “TRILHAS DA LIBERTAÇÃO”
MANOEL P. MIRANDA - 1995 - 10 REUNIÕES.
1a REUNIÃO
(Fonte: Prefácio e capítulos 1 a 4.)
1. Tudo o que sucede na esfera física tem origem no plano espiritual - Manoel P. de Miranda diz, em seu prefácio, que o mundo corporal é plasmado pelo espiritual, onde a vida é pulsante, permanente e original. Necessário ao processo de reencarnação, o mundo corpóreo reflete o estágio no qual se encontram os que o habitam, razão pela qual é o planeta terrestre um educandário de provas e expiações. Laboratório onde se operam transformações de comportamento moral do ser, a Terra sofre os inevitáveis choques decorrentes das lutas travadas nos círculos que a compõem, da mesma forma que se beneficia com as contribuições elevadas daqueles que trabalham em favor do seu progresso. De um modo geral, tudo quanto sucede na esfera física tem origem na realidade espiritual, tornando-a, assim, um mundo de efeitos, em que as ocorrências se desencadeiam sob as mais variadas injunções. Os que ainda não retornaram à carne continuam vinculados a quem os prejudicou, dando continuidade a pugnas odientas e insensatas, até quando lhes luza a misericórdia de Deus, despertando uns e outros para mudança de atitude. Apesar do devotamento e sacrifício dos Espíritos tutelares, que investem seus melhores recursos para dirimir-lhes a infrene perseguição e estabelecer acordos de paz, esses conflitos permanecerão ainda por largo período, por se negarem os litigantes a se entregar ao perdão das ofensas e à fraternidade recomendados por Jesus e facultados pelo bom senso e o despertar da consciência obscurecida. Enquanto não se dá essa mudança de conduta, tramas sórdidas, armadilhas hábeis, traições infames são trabalhadas nas esferas inferiores contra as criaturas que, inadvertidas e descuidadas, tombam nas inumeráveis justas a que são empurradas ou que defrontam pelo caminho de ação cotidiana. Espíritos perversos embrutecidos pelo sofrimento, sicários da sociedade que não se modificaram com a morte, continuam nos seus nefastos propósitos, fomentando dissensões, ódios e guerras. O número de obsidiados é, por isso, muito maior do que se pode imaginar. Não mensurada ou detectada com facilidade, a obsessão campeia desarvorada, arrebanhando multidões de vítimas que se deixam consumir, num e noutro plano de Vida. (Trilhas da Libertação, prefácio, pp. 7e 8.)
2. As Sociedades ligadas ao crime no Além são responsáveis pelas congêneres da Crosta - Prosseguindo, Miranda diz que os Espíritos mais cruéis organizam-se em grupos hediondos, nos quais aprimoram métodos e técnicas de que se utilizam para afligir, aprisionar e explorar aqueles que têm o desar de ser-lhes vítimas. Qual se dá na Terra, e nesta em escala menor, as Sociedades que controlam o crime e o vício no Além são as responsáveis pelas congêneres do planeta, sendo que alguns dos seus chefes e condutores procedem das originais, aquelas que imperam na erraticidade inferior. Atribuindo a si mesmos direitos e poderes que não lhes é lícito usufruir, funcionam como braços de Justiça, que alcançam os calcetas, os defraudadores, os hipócritas e criminosos de todo porte que passam triunfantes no corpo que ultrajam e degradam impunemente, como se Deus deles necessitasse para tal mister... Como não podem anular a consciência de culpa neles inscrita, despertam, ao desencarnarem, na paisagem que lhes é própria, com a qual sintonizaram, presas daqueles mesmos a quem se vincularam. O Espiritismo prático, através das sessões experimentais, de educação mediúnica ou de desobsessão, rompeu o véu que ocultava essa triste realidade e de que se tinha notícia somente de forma fragmentária, pela revelação dos santos e místicos que visitaram essas comunidades expungitivas e recuperadoras que a mitologia denominou como inferno, purgatório, Hades, Averno etc. É, portanto, compreensível que a fúria dos seus mantenedores se volte contra todos aqueles que se dedicam ao bem, que lutam contra o crime e a hediondez, particularmente os espíritas sinceros, que têm a tarefa de promover a sociedade, preparando melhores dias para a humanidade do porvir. Da mesma forma agem contra os médiuns, que são instrumentos da revelação desses antros, tentando explorá-los psiquicamente e desmoralizá-los para, dessa maneira, anularem o efeito das suas informações libertadoras. A campanha sórdida contra a mediunidade dignificada e os médiuns responsáveis, promovida pelas Entidades obsessoras, é, pois, ostensiva e vem de longa data, incessante, sem quartel, agressiva e sutil. (Trilhas da Libertação, prefácio, pp. 8 a 10.)
3. A Medicina holística considera o ser como espírito, perispírito e matéria - Concluindo sua introdução a esta obra, Miranda assevera que, não poucas vezes, esses irmãos profundamente infelizes se atreveram a arremeter contra Jesus, que os submeteu com a Sua superioridade, advertindo-nos, desde então, a respeito deles e de suas insinuações malévolas. Quando um médium, ou outra pessoa qualquer, particularmente o sensitivo, cai nas suas urdiduras, eles estuam de júbilo e se julgam fortalecidos para continuarem o louco afã, que termina por enredá-los, a eles mesmos, obrigando-os ao despertamento e, depois, à reencarnação. Para lidar com esses cultivadores do Mal, Espíritos Nobres renunciam a viver e trabalhar em Estâncias superiores, a que têm direito, a fim de mergulharem nas sombras terrestres e mais ainda nos pauis e crateras onde se homiziam, para esclarecê-los, libertá-los, amá-los e socorrer os que lhes padecem a perseguição. Enfrentam-nos, então, com misericórdia, porém com austeridade, conhecendo-lhes a hipocrisia e a sandice, utilizando-se, a seu turno, de recursos especiais que desenvolvem, o que muito os surpreende e aturde. “A presente Obra -- informa Miranda -- estuda algumas dessas técnicas e lutas pela libertação dos seres, de si mesmos, de suas mazelas e imperfeições, em experiências valiosas, e também como forma de contribuição para o estabelecimento de uma Medicina holística para o futuro, que considere o ser humano como espírito, perispírito e matéria.” Aqui -- enfatiza ele -- não se verão fantasias, nem novidades que o estudioso do Espiritualismo em geral e do Espiritismo em particular não conheça, mas sim um convite à meditação, à conduta saudável e à vivência dos postulados ético-filosófico-morais da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus. (Trilhas da Libertação, prefácio, pp. 10 e 11.)
4. Interação mente-corpo é a base do modelo holístico de saúde - Em pleno coração da Natureza, num cenário que é um convite à reflexão, recordando um anfiteatro grego, sem as paredes circunjacentes, costumam reunir-se, ao cair da tarde, alguns milhares de ouvintes interessados nas conferências hebdomadárias que estudam e discutem temas pertinentes ao futuro da humanidade terrestre. Os oradores são ali convidados conforme suas especialidades; por isso, são geralmente cativantes, arrebatadores, como o dr. José Carneiro de Campos, médico baiano que contribuiu grandemente na Terra para o desenvolvimento e a prática do sacerdócio a que se dedicara, e a quem estava destinado falar, num naqueles encontros, sobre os desafios da saúde e sua visão holística. “A perfeita interação mente-corpo, espírito-matéria -- asseverou o palestrante -- constitui desde já a base do atual modelo holístico para a saúde. A anterior separação cartesiana desses elementos, que constituem um todo, contribuiu para que a terapia médica diante das enfermidades tivesse aplicações isoladas, dissociando a influência de um sobre o outro, com a preponderância dos efeitos de cada um deles na paisagem do equilíbrio orgânico assim como da doença. Cada vez mais se evidencia que na raiz de muitos males está agindo a vontade do paciente, que se compraz na preservação do estado que experimenta, negando-se, consciente ou inconscientemente, à recuperação. Multiplicam-se, por conseqüência, as técnicas da autocura, e mediante estas são colocados à disposição do enfermo os recursos que ele deve movimentar a benefício próprio, liberando-se dos mecanismos de apoio através dos quais mascara os conflitos, estresses e desconfortos íntimos que lhe subjazem no cotidiano.” Após ligeira pausa, o palestrante prosseguiu: “As tensões mal direcionadas e suportadas por largo período, quando cessam, são substituídas por moléstias de largo porte, na área dos desequilíbrios físicos, dando gênese a cânceres, crises asmáticas, insuficiência respiratória, etc. Outras vezes, propiciando estados esquizofrênicos, catatônicos, neuróticos, psicóticos, profundamente perturbadores. Quando afetam a área do comportamento moral, conduzem à ingestão e uso de drogas aditícias, alcoólicos, tabagismo, que representam formas de enfermidades sociais, degenerando o grupo humano que lhe padece a presença perniciosa”. “A influência da mente sobre o corpo é de grande significação para a saúde, pelo estimular ou reter da energia que a sustenta, e, quando bloqueada pelo psiquismo perturbado, cede campo à proliferação dos germes que se lhe instalam, fomentando os distúrbios que se catalogam como doenças.” (Medicina Holística, pp. 13 a 15.)
5. A intimidade do ser reflete-se diretamente no corpo somático - Na seqüência à palestra, dr. Carneiro de Campos frisou que a ação da vontade, quando aplicada com equilíbrio em favor da harmonia pessoal, desbloqueia as áreas interrompidas, e a energia de sustentação das células passa a vitalizá-las, restabelecendo o campo de desenvolvimento propiciador da saúde. “A causalidade do comportamento psicofísico do indivíduo -- asseverou o médico -- encontra-se no ser espiritual, artífice da existência corpórea, que conduz os fatores básicos da felicidade como da desdita, que decorrem das suas experiências ditosas ou desventuradas, responsáveis pela energia saudável ou não, que lhe constitui o organismo, bem como pela vontade ajustada ou descontrolada, que lhe assinala o psiquismo. O ser interior reflete-se no soma, que somente se recompõe e renova sob a ação da conduta mental e moral dirigida para o equilíbrio das emoções e da existência. A ação da vontade, no restabelecimento da saúde ou na manutenção da doença, é de ponderável resultado, refletindo os estados de harmonia ou os conflitos que decorrem da presença ou ausência da consciência de culpa impondo reparação. Os estresses e traumas prolongados desgastam os controles retentivos do bem-estar e desatrelam as emoções que geram a desorganização celular.” O orador deixou bem claro que, diante de qualquer problema na área da saúde, a conscientização do paciente quanto ao poder de que ele mesmo dispõe para a autocura é de primacial importância. Em todos os indivíduos existe, segundo o palestrante, quase uma tendência para a autocompaixão, a autodestruição, a vingança contra os outros, por causa de ocorrências que lhes sejam desagradáveis. Ante a impossibilidade de assumir essa realidade exteriormente, transformam tal aptidão em doenças, estimulando assim a degenerescência das células que aceleram a sua multiplicação, formando tumores cancerígenos, matando as defesas imunológicas e abrindo-se às infecções, às contaminações que perturbam a maquinaria orgânica e fomentam a instalação das enfermidades. “Não raro -- acrescentou o médico --, pessoas portadoras de neoplasia maligna e outras doenças, quando recuperam a saúde, sentem-se surpreendidas e algo decepcionadas, tão acostumadas se encontravam com a injunção mortificadora de que eram objeto. Por outro lado, dão-se conta de que a família já lhes não dispensa a mesma atenção e o grupo social logo se desinteressa por suas vidas, despreocupando-se em relação às mesmas. Sentindo-se isoladas desmotivam-se de viver, criam recidivas ou facultam a presença de outras mazelas com que refazem o quadro de protecionismo que passam a receber, satisfazendo-se com a ocorrência aflitiva.” (Medicina Holística, pp. 15 e 16.)
6. A doença não passa de acidente de percurso no caminho da evolução - Dr. Carneiro de Campos foi enfático: “Uma terapêutica bem orientada deverá sempre fundamentar-se na realidade do Espírito e nos reflexos do seu psiquismo no corpo”. “Da mesma forma, diante dos fenômenos perturbadores da mente, o conhecimento do estado somático é de importância para aquilatar-se sobre a sua influência no comportamento mental. Espírito e corpo, mente e matéria não são partes independentes do ser, mas complementos um do outro, que se inter-relacionam poderosamente através do psicossoma ou corpo intermediário -- perispírito -- encarregado de plasmar as necessidades evolutivas do ser eterno na forma física e conduzir as emoções e ações às telas sutis da energia pensante, imortal, então reencarnada.” Prosseguiu o palestrante: “Os traumas, os estresses, os desconcertos psíquicos e as manifestações genéticas estão impressos nesse corpo intermediário, que é o modelo organizador biológico sob a ação do Espírito em processo de evolução, e irão expressar-se no campo objetivo como necessidade moral de reparação de crimes e erros antes praticados. Se aquelas causas não procedem desta existência, hão de ter sido em outra anterior. Igualmente, as conquistas do equilíbrio, da saúde, da inteligência, do idealismo, resultam das mesmas realizações atuais ou transatas que assinalam o ser. A evolução é inexorável, e todos a realizarão a esforço pessoal, embora sob estímulos e diretrizes superiores que a Paternidade Divina dispensa igualitariamente a todos. A transitoriedade de uma existência corporal, como a sua brevidade no tempo são insuficientes para o processo de aprimoramento, de beleza, de felicidade a que estamos destinados. As diferenças entre o bruto e o harmônico, o sábio e o ignorante, o feliz e o desventurado confirmam a boa e a má utilização das experiências anteriores, como também assinalam as maiores ou menores vivências mais ou menos numerosas de uns e de outros. A reencarnação é, portanto, processo intérmino de crescimento ético-espiritual, facultando a aquisição de valores cada vez mais expressivos na conquista da Vida”. O palestrante, lembrando que não se pode opor limites ao crescimento do Espírito projetado na sublime aventura da evolução, asseverou que a doença não passa, nesse contexto, de mero acidente de trânsito evolutivo, de fácil correção, experiência que emula à aquisição do bem-estar e das emoções saudáveis, que compete tão-somente ao indivíduo obter. “Os processos degenerativos que se manifestam como enfermidades dilaceradoras e de longo trânsito -- aditou o médico -- procedem sempre do caráter moral do homem, com as exceções daqueles que os solicitam para ensinar aos demais abnegação, dignidade e sublimação. Originam-se nos profundos recessos do temperamento rebelde, violento, egoísta, e explodem como flores em decomposição nos órgãos que se esfacelam, sem possibilidades de recuperação. Pode-se dizer que esses mecanismos ulcerativos sempre se apresentam nos déspotas, nos sanguinários, nos ditadores, quando apeados do poder ou ainda durante a sua dominação, refletindo os terríveis contingentes de energias deletérias que veiculam intimamente.” “Os seus estágios finais são caracterizados por dores excruciantes e decomposição do corpo, em vida, que ultrajaram com a mente perversa e insana. Quando tal não ocorre, fogem do mundo através dos suicídios covardes, que lhes demonstram a fragilidade moral, ou partem da Terra vitimados por acidentes e homicídios dolorosos.” (Medicina Holística, pp. 16 a 19.)
7. Toda terapia deve fundamentar-se na transformação moral do paciente - As mesmas vicissitudes, afirmou dr. Carneiro de Campos, alcançam aqueles que se utilizam da roupagem física para o mercado do sexo, das sensações grosseiras e vivem aspirando os tóxicos de potencial elevado de destruição vibratória. “No seu tormento -- explicou o palestrante --, são destruídos pelo psiquismo que lhes consumiu as forças e a capacidade de viver acima dos baixos padrões morais aos quais se entregaram. E mesmo quando, no cansaço dos anos e no desgaste da vitalidade, resolvem-se por mudanças éticas, por assumir nova compostura, não logram tempo para evadir-se aos efeitos dos atos passados, tombando nas engrenagens emperradas e esfaceladas do organismo escravo das construções mentais viciosas. A mente, exteriorizando as aspirações do Espírito, impõe à organização somática as suas próprias aspirações e preferências, que se corporificam, quando mórbidas, nas mais diferentes dependências e patologias, responsáveis pela desarticulação dos seus mecanismos. Assim sendo, qualquer abordagem terapêutica não deve ser parcial e sim holística, atendendo a todas as partes construtivas do ser. Em boa hora, a consciência médica confere atenção às terapias alternativas que, na sua maioria, consideram o homem um ser total e buscam-no essencial, imortal, trabalhando sobre a sua realidade profunda, que é o Espírito, a fonte de energia a manifestar-se no corpo. Assim, mediante o novo modelo biológico, todo tentame em favor do equilíbrio deve fundamentar-se na transformação moral do paciente, na sua recomposição emocional, originada na mudança dos painéis mentais para a adoção de pensamentos sadios e na vivência concorde com os ideais de engrandecimento, que são catalisadores das forças vivas presentes em a Natureza -- sintonia ecológica -- que interagem na sua constituição global. Eis por que as preocupações com o verde, a harmonia do meio ambiente e a sua preservação fazem parte do esquema de saúde social...” Dr. Carneiro de Campos, finalizando a palestra, não poderia ser mais claro: “Qualquer modelo de saúde holística terá que abranger o conjunto das necessidades humanas e nunca deter-se, apenas, nas suas partes, isoladamente. O homem é membro da Vida, tem vida integrada em a Natureza e deve ser considerado globalmente, alterando o tradicional modelo biomédico para uma visão mais completa, na qual o amor, conforme a proposta de Jesus-Cristo, tenha prevalência, assinalando definitivamente as atitudes e condutas de cada um. Enquanto a Medicina não se unir à Psicologia, à Ecologia, à Agricultura e a outras doutrinas afins para um mais amplo conhecimento do ser, dando-lhe uma conduta holística, as terapias prosseguirão deficientes, incapazes de integrá-lo no contexto da realidade a que pertence, minimizando somente as doenças sem as erradicar, atendendo às partes sem maior ação no conjunto, assim, permanecendo incompleta, insuficiente portanto para a finalidade da saúde global. Jesus-Cristo, por conhecer profundamente o homem, curava-o, admoestando-o para evitar-lhe o comprometimento negativo, de modo a associá-lo ao bem geral, graças ao qual se poupava a males outros maiores”. “O homem do futuro -- concluiu o orador --, após superar as suas deficiências presentes, receberá mais amplo auxílio da Medicina, adquirindo uma saúde integral, que será também resultado da sua perfeita consciência de amor e respeito à vida.” (Medicina Holística, pp. 19 a 21.)
8. É preciso, antes de tudo, mostrar ao enfermo que doença é efeito - Terminada a palestra, José Petitinga e Miranda se aproximaram para cumprimentar o orador, que logo foi rodeado de um grupo de estudiosos da Medicina no plano espiritual, que o interrogavam educadamente, buscando ampliar as informações nas suas áreas específicas. “Em face do que foi abordado -- perguntou um jovem médico --, compreendi que as doenças físicas, em geral, são resultado de um comportamento desequilibrado da mente. Assim sendo, como ficam as injunções cármicas negativas em alguém que mantivesse o equilíbrio psíquico?” O orador esclareceu: “Uma mente estúrdia, desarmonizada, em desequilíbrio, é resultado do Espírito doente, devedor. Seria incoerência encontrarmos em um calceta ou em uma vítima da consciência de culpa um estado mental harmônico. Essa distonia reflete os efeitos da conduta deteriorada, fazendo-a instrumento dos fatores degenerativos que se impõem no quadro da saúde pessoal, na condição de enfermidades reparadoras”. O consulente indagou, então, qual seria, em tais casos, o papel da Medicina holística, ao que dr. Carneiro de Campos informou: “Trabalhar o paciente globalmente. De início, demonstrar-lhe que a doença é efeito, e somente atendendo-lhe às causas torna-se possível saná-la. Logo depois, conscientizá-lo da necessidade de modificação no comportamento moral, mudando-lhe o condicionamento cármico, por cuja conduta adquirirá mérito para uma alteração no seu mapa existencial. Desse modo, as imposições reencarnacionistas, que dependem das novas ações do ser, alteram-se para melhor, a mente reajusta-se a uma nova realidade, e, irradiando-se de maneira positiva, providencial, contribui para o estado de bem-estar fisiopsíquico”. “O médico, nesse programa -- aditou o orador --, torna-se também conselheiro, sacerdote que inspira confiança fraternal e dispensa ajuda moral, ampliando a sua antes restrita área de ação.” (Ampliando os Conhecimentos, pp. 22 e 23.)
9. O papel do perispírito no modelo da Medicina holística - Miranda concorda plenamente com as colocações apresentadas pelo médico baiano. É que a oficialização da Medicina tornou os seus profissionais instrumentos quase automáticos de determinados comportamentos aceitos, que vêem no paciente apenas um caso a mais, no variado número daqueles aos quais conferem assistência, preocupando-se, só razoavelmente, em propiciar-lhe suspensão dos efeitos -- as dores, a ansiedade, o medo, a insegurança -- ao invés de penetrar-lhe mais profundamente as gêneses, trabalhando-as com maior soma de atenção. O órgão doente reflete o desconforto do Espírito, em si mesmo insano, que manifesta naquela área a deficiência, a mazela que o afeta. Miranda reflexionava nesses termos quando uma senhora perguntou ao dr. Carneiro de Campos qual o papel do perispírito no modelo da Medicina holística. O médico lhe respondeu: “Sabemos que o perispírito, com a sua alta sensibilidade, é o veículo modelador da forma, portador de inumeráveis potencialidades, tais como: memória, penetrabilidade, tangibilidade, elasticidade, visibilidade, que manipuladas, conscientemente ou não, pelo Espírito, através da energia psíquica, exteriorizam-se no corpo físico, nele plasmando os implementos para ajudá-lo na evolução. Assim, a irradiação mental agindo no campo perispiritual alcança a organização fisiológica. Daí por que a mudança do pensamento para uma faixa superior, a da saúde, por exemplo, propicia que a energia desprendida sintonize com as vibrações desse campo, alterando o teor de irradiação que irá estimular o equilíbrio das células e a restauração da saúde física. Da mesma maneira, a reconquista do comportamento moral, trabalhando o corpo, produzirá modificações na área do psicossoma, que influenciará a conduta mental. A energia que provém do psiquismo, pelo modelo organizador biológico, alcança a matéria, assim como a conduta orgânica disciplinada, pelo mesmo processo, atinge o psiquismo, imprimindo-se no Espírito. Os hábitos, portanto, os condicionamentos vêm do exterior para o interior e os anseios, as aspirações cultivadas partem de dentro para fora, transformando-se em necessidades que se impõem”. (Ampliando os Conhecimentos, pp. 23 e 24.)
10. A matriz das obsessões é a consciência de culpa - Miranda aproveitou o ensejo para perguntar como se daria, no caso das obsessões, a assistência holística. Dr. Carneiro de Campos, em sua resposta, lembrou inicialmente que em todo processo de obsessão estão presentes dois enfermos em pugna de desequilíbrio. “De igual forma -- acentuou ele --, não ignoramos que a obsessão se torna possível, graças à ação do agente no campo perispiritual do paciente. A consciência de culpa do hospedeiro desarticula o campo vibratório que o defende do exterior e, nessa área deficiente, por sintonia fixa-se a indução perturbadora do hóspede. A essa consciência de culpa chamaremos matriz, que facultará o acoplamento do plugue mental do adversário. Não raro, a força de atração da matriz é tão intensa -- por necessidade de reparação moral do endividado -- que atrai o seu opositor espiritual, iniciando-se o processo alienador. Em outras ocasiões, quando a culpa é de menor intensidade, o cobrador sitia a usina mental do futuro hospedeiro, que termina por aceitar a inspiração perniciosa, tendo início o intercâmbio telepático, que romperá o campo de defesa, facultando, assim, a instalação da parasitose. Esta, graças à sua intensidade, através do perispírito se alojará na mente, gerando alucinações, pavores, insatisfação, manias, exacerbação do ânimo ou depressão, ou se refletirá no órgão que tenha deficiência funcional, pelo assimilar das energias destrutivas que lhe são direcionadas e absorvidas. Modelo de terapia holística para a saúde encontra-se muito bem delineado na Codificação Espírita, especialmente pela abrangência que esta faculta ao homem, que é um ser integral, importante em todos os aspectos que o constituem, em particular quando o analisa reencarnado. As recomendações espiritistas têm em mente os valores do Espírito: morais, intelectuais, comportamentais, trabalhando-os em conjunto com o objetivo de propiciar a saúde, como decorrência da reparação dos erros pretéritos, e a aquisição de recursos positivos atuais para o pleno equilíbrio perante as Leis Cósmicas. Na análise dos pacientes espirituais, a terapia espírita não dispensa a de natureza psiquiátrica, seja nas depressões profundas -- transtornos psicóticos maníaco-depressivos -- seja nas exaltações esquizofrênicas e paranóides... Impõe, entretanto, como primordial, a renovação moral do paciente e a sua ação edificante, assumindo o valioso concurso da praxiterapia, especialmente direcionada para o bem, que lhe facultará créditos a serem considerados no balanço moral da sua existência. Especificamente, para atender-se obsidiados, o modelo espírita, que é holístico na sua profundidade, preocupa-se com o enfermo encarnado, mas também com o desencarnado, não menos doente, procurando demovê-lo do mal que pratica, porque esta nova atitude lhe fará bem, tanto quanto preocupando-se com a família da aparente vítima, o seu meio social e ambiental. A transformação moral do grupo familial para melhor é um efeito saudável da terapia desobsessiva, que se expressa de maneira psicológica amorosa, abrindo espaço social para o antagonizante, que então recebe o aceno para a reencarnação.” (Ampliando os Conhecimentos, pp. 25 e 26.)
11. Como tratar a ocorrência de obsessões em crianças - As explicações do dr. Carneiro de Campos mostravam, com clareza, que a obsessão é parasitose profunda e grave, que tem de ser atendida globalmente, arrancando-se-lhe as raízes perigosas, que repontam com mais vigor se não são extirpadas através da conquista plena do adversário em perturbação. No caso de crianças obsessas, o médico lembrou que a obsessão na infância possui um caráter expiatório como efeito de ações danosas de curso mais grave. “Não obstante -- esclareceu ele --, os recursos terapêuticos ministrados ao adulto serão aplicados ao enfermo infantil com mais intensa contribuição dos passes e da água fluidificada -- bioenergia -- bem como proteção amorosa e paciente, usando-se a oração e a doutrinação indireta ao agente agressor -- psicoterapia --, por fim, através do atendimento desobsessivo mediante o concurso psicofônico, quando seja possível atrair o hóspede à comunicação mediúnica de conversação direta. A visão do Espiritismo em relação à criança obsidiada é holística, pois que não a dissocia, na sua forma atual, do adulto de ontem quando contraiu o débito. Ensina que infantil é somente o corpo, já que o Espírito possui uma diferente idade cronológica, nada correspondente à da matéria. Além disso, propõe que se cuide não só da saúde imediata, mas sobretudo da disposição para toda uma existência saudável, que proporcionará uma reencarnação vitoriosa, o que equivale dizer, rica de experiências iluminativas e libertadoras.” “Adimos a terapia do amor dos pais e demais familiares, igualmente envolvidos no drama que afeta a criança.” Dadas estas explicações, Miranda propôs ao Instrutor uma outra questão: “Na hipótese do ser prejudicado perdoar o seu malfeitor, desapareceria a possibilidade da obsessão. Como seria a análise da injunção cármica reparadora, numa visão de saúde espiritual holística?” Eis a resposta do atencioso médico: “Sabemos que o perdão de uma dívida não isenta o seu responsável da regularização através de uma outra forma. Quem perdoa fica bem, porém o desculpado permanece em débito perante a economia da vida. Cumpre-lhe passar adiante o que recebeu, auxiliando a outrem conforme foi ajudado. Assim no caso em tela, a consciência de culpa do devedor faz um mecanismo de remorso que se transforma em desajuste da energia vitalizadora, que passa a sofrer-lhe os petardos e termina por produzir, como não desconhecemos, a auto-obsessão, ou engendra quadros de alienação mental conhecidos na psicopatologia sob denominações variadas. A consciência culpada do Espírito que se arrepende do mal que praticou mas não se reabilita, emite vibrações perniciosas que o perispírito encaminha ao cérebro, perturbando-lhe as funções. A terapia, no caso, será auto-reparadora, concitando o paciente a refazer o caminho, a dedicar-se à ação do bem possível e trabalhar-se moralmente reajustando-se à tranqüilidade da recuperação”. (Ampliando os Conhecimentos, pp. 27 e 28.)
12. A ação mental de uma pessoa sobre outra pode gerar várias doenças - Ao apresentar Miranda ao dr. Carneiro de Campos, que ele há muito já conhecia, José Petitinga informou-o de que, desde quando se encontrava encarnado, Miranda se dedicava à prática e ao estudo da desobsessão. “Desde que aqui chegou, há quase cinqüenta anos -- acrescentou Petitinga --, prossegue nas suas pesquisas, e vem, de quando em quando, escrevendo para a Terra, qual repórter desencarnado, que busca informar e esclarecer os companheiros da experiência carnal, a fim de adverti-los e orientá-los sobre o tema, desdobrando os ensinamentos e instruções do emérito Codificador do Espiritismo a esse respeito.” Dr. Carneiro de Campos, ciente disso, convidou Miranda a participar com ele de algumas atividades dessa natureza, que teriam começo na noite seguinte. Miranda, obviamente, aceitou o convite e, não podendo sopitar o júbilo, comentou com o amigo Petitinga, logo que o médico se despediu: “A experiência e o trato com os enfermos espirituais têm-me demonstrado que a interferência psíquica de umas criaturas sobre as outras, desencarnadas ou não, é responsável pela quase totalidade dos males que as afligem, dentro, naturalmente, das injunções cármicas de cada qual”. “A ação mental de um agente sobre outro indivíduo, se este não possui defesas e resistências específicas, termina por perturbar-lhe o campo perispiritual, abrindo brechas para a instalação de várias doenças ou a absorção de vibrações negativas, gerando lamentáveis dependências. Aí estão as ocorrências dos prazeres sexuais, dos amores descontrolados, em que um dos parceiros mantém a vampirização da vitalidade emocional do outro ou ambos se exploram reciprocamente, tombando, em exaustão, no entanto permanecendo insatisfeitos...” (Perspectivas Novas, pp. 29 a 31.)
13. Muitas pessoas se vinculam umas às outras em processo de parasitose psíquica - Na seqüência, Miranda lembrou que a emissão da onda mental invejosa, cobiçosa, inamistosa prende o emitente ao receptor, transformando-se em uma forma não menos cruel de obsessão. “O agente não consegue -- diz Miranda -- desvincular-se da vítima e esta, aturdida ou enferma, desequilibrada ou desvitalizada, não logra recompor a paisagem íntima nem a orgânica de bem-estar, alegria e saúde. Quantos desencarnados pululam vinculados uns aos outros em deplorável parasitose psíquica, a alongar-se por largos períodos de infelicidade! Quantos outros que, sofrendo as exigências mentais dos amores e desafetos terrenos que continuam direcionando seus pensamentos com altas cargas de tensões negativas sobre eles, incapazes de libertar-se, tornam-se-lhes vítimas inermes, padecendo atrozmente, sem conforto íntimo nem esperança, atormentados pelos apelos que recebem e não podem atender, bem como pelos ódios que os envenenam! Escritores e artistas que optaram pela obscenidade, pela violência, pelo açodar das paixões vis, tornam-se escravizados aos que se lhes sintonizam e gostam das suas obras, revivendo os clichês mentais que eles compuseram, na Terra, e ora tornam-se-lhes fonte de tormentos inimagináveis. Ainda consideremos a técnica dos Espíritos obsessores mais impiedosos, que se utilizam de intermediários para as suas cruéis reivindicações, controlando-os mentalmente e induzindo-os à agressão aos viajores carnais, e teremos um elenco expressivo de obsessões que excedem o quadro tradicional da perturbação mais conhecida e trabalhada, que é a de um desencarnado sobre outro reencarnado.” Petitinga concordou com as observações feitas por Miranda e acrescentou: “Comparemos o homem a uma árvore. As suas raízes de sustentação e nutrição fincadas no solo são o seu passado espiritual; o tronco é a existência atual; os galhos e folhagens são as suas atitudes presentes; as flores e os frutos serão o seu futuro. Se as raízes permanecem em solo árido ou pantanoso, infértil ou pedregoso, a falta de vitalidade para manter a seiva termina por exterminar-lhe a vida, que se estiola vagarosamente, mesmo que o ar generoso e a chuva contribuam para a sua preservação. Somente através da correção da terra, da sua adubação, é que as energias vitais lhe correrão por toda a estrutura, levando-a ao vigor, à florescência e à frutificação. Em caso contrário, mesmo que consiga o desenvolvimento, este será incompleto, frágil, e a produção mirrada”. “Assim também somos nós, Espíritos em processo de crescimento. O nosso passado moral torna-se-nos o terreno de sustentação das raízes e tudo dependerá das ações praticadas, que respondem pelas ocorrências em desdobramento.” (Perspectivas Novas, pp. 31 e 32.)
14. Tuberculose e úlceras diversas podem ser provocadas pela obsessão - A terapia dirigida ao indivíduo doente assemelha-se, diz Petitinga, à providência de salvação da árvore explorada pela erva que lhe suga a seiva: retirar o parasita, sustentar o tronco e cuidar da seiva. “Ao ser humano -- recomenda ele -- deve-se oferecer recurso, a fim de que os plugues de fixação (as raízes) se desloquem das tomadas por falta de imantação e, lentamente, o agente estranho e explorador, devidamente esclarecido (qual parasita vegetal da árvore, podado), seja retirado sem maiores prejuízos para o hospedeiro.” Petitinga afirma ainda que a obsessão desaparecerá do nosso mapa evolutivo, por total desnecessidade, quando nos conscientizarmos dos resultados excelentes do equilíbrio mental, das ações nobres e da conversação edificante. Contudo, enquanto houver predomínio em a natureza humana dos baixos níveis de conduta e das aspirações brutalizadoras, o intercâmbio de energias desse gênero produzirá afecções psíquicas duradouras, com terríveis reflexos na saúde física. “A mente que se fixa sobre outra, sendo portadora de carga predominante, sobrepor-se-á, passando ao comando”, esclarece Petitinga. “A energia deletéria de que se constitui bloqueará o campo de equilíbrio da vítima ou o destroçará, forçando a instalação de germes e vírus destruidores ou transmitindo, em outros casos, os sintomas das enfermidades que levarão o hospedeiro à desencarnação, atacando o órgão correspondente e contaminando-o com a mesma doença. Essas obsessões físicas, muitas vezes, tomam corpo mais amplo e vigoroso em processos de cegueira, mudez, surdez, paralisias diversas, por interferência de onda mental prevalecente sobre o corpo debilitado.” Miranda lembrou, em seguida, o fato mencionado por Kardec, no capítulo XXIII de “O Livro dos Médiuns”, em que um homem, agarrado pelos jarretes, era constrangido pelos adversários desencarnados a ajoelhar-se diante de jovens senhoritas. E disse ter conhecido na Terra diversos casos de pessoas com tuberculose pulmonar e laríngea provocada pela interferência de inimigos desencarnados. As úlceras gástricas e duodenais, bem como alguns distúrbios cardíacos, hepáticos e do aparelho digestivo, têm, segundo ele, procedência nessa terrível e contínua emissão de fluidos enfermiços que se infiltram nos órgãos, descompensando-lhes o ritmo celular, funcional, e provocando a sua degenerescência. (Perspectivas Novas, pp. 33 e 34.)
15. O Espiritismo demonstra a excelência das terapias preventivas - Do diálogo entre os dois amigos restou evidenciada a excelência da terapia preventiva, mediante a preservação da saúde moral, do autoconhecimento, do cultivo e vivência das idéias estimuladoras do progresso, da harmonia e do bem geral que mantêm a dinâmica do equilíbrio, irrigando a vida com paz e sustentando-a em níveis elevados. O indivíduo é, assim, responsável, próximo ou remoto, por tudo quanto lhe sucede. “Conforme aspira, delineia, e de acordo com o que vitaliza, ocorre”, asseverou José Petitinga, que logo se despediu, permanecendo Miranda a meditar a respeito do trabalho prestes a iniciar e das perspectivas novas em delineamento. “A visão holística da saúde -- considerou o amigo, mentalmente -- possui grande abrangência de temas. Nessa interdependência de questões que predispõem à doença ou fomentam o bem-estar, constata-se a necessidade de uma equilibrada observância de itens de natureza ética em vários ramos do conhecimento, contribuindo para a harmonia. O efeito mais imediato não deve ser o único a receber consideração e interrupção, pelo fato de ser, de alguma forma, possível conseqüência de outros fatores que permanecem ocultos. O terapeuta alarga, então, os seus horizontes de ação e transita por diferentes métodos que se ampliam desde as experiências psicológicas às psicobiofísicas, aos acontecimentos ambientais, ecológicos, sociais, morais e econômicos, assim tornando-se um verdadeiro sacerdote do bem e não apenas um saneador de conseqüências. Sem o conhecimento do Espiritismo, difícil lhe será distinguir se uma enfermidade física resulta de uma indução obsessiva, ou se uma alienação mental não é portadora de típica psicogênese. O preconceito ancestral que separava a Física da Metafísica esfacelou-se, a Medicina das Terapias Alternativas e das Doutrinas psíquicas em geral, e da espírita em particular, cede lugar a um perfeito entrelaçamento para identificação correta do homem e suas necessidades, assim como dos melhores processos para a sua promoção, o seu equilíbrio humano, espiritual, social.” (Perspectivas Novas, pp. 34 a 36.)
16. A mediunidade vem-se tornando instrumento de autopromoção - No dia seguinte, à hora convencionada, Miranda seguiu com o dr. Carneiro de Campos e outro companheiro até à cidade onde seria desenvolvido o trabalho para o qual o médico o convidara. Fernando, o novo companheiro, que lhe foi apresentado pelo Benfeitor, fora na Terra dedicado médium pertencente às fileiras espiritistas. “Durante algumas décadas -- informou o médium -- entreguei-me ao serviço da mediunidade curativa, embora a psicofonia e a clarividência me fossem habituais. Por esse tempo, o preconceito contra o Espiritismo e a mediunidade era muito forte, e, não obstante as pessoas procurassem os benefícios que ambos proporcionam, mantinham suas idéias equivocadas e prejudiciais. Apesar disso, pude atender ao compromisso que assumira antes da reencarnação com relativa facilidade. Àquela época, as pessoas que se inclinavam à pesquisa mediúnica e ao estudo da Doutrina Espírita afeiçoavam-se a ambos os misteres com espírito de dedicação. Havia, certamente, menos recreios e diversões, menos necessidade de espairecimento, e os veículos de comunicação eram mais comedidos, não estando no ar ainda os valiosos recursos da televisão. As dificuldades, que eram muitas, qual hoje ainda acontece, tornavam os interessados mais maleáveis à consolação e à fidelidade doutrinária, à vivência dos postulados aceitos e à ação da caridade ao próximo com maior entrega pessoal.” Continuando seu relato, Fernando observou ter havido desde então uma alteração do comportamento psicológico, que aparentemente tornou os indivíduos mais instáveis, inseguros, áridos e ansiosos por novidades. “Com a escassez de tempo para aprofundamento do estudo espírita, tendo-se em vista as grandes exceções -- aduziu o médium --, observo que as adesões, apesar de numerosas, são sucedidas por deserções expressivas e variações de buscas espiritualistas e de prazeres que impedem a autodoação, a dedicação. A mediunidade vem-se tornando instrumento de autopromoção, a prejuízo da qualidade ética e espiritual do fenômeno, e diversos companheiros, impressionados com eles mesmos, narcisisticamente arrojam-se às disputas, ao campeonato da projeção pessoal, perseguindo o aplauso da Terra, os primeiros lugares, as competições insensatas, distantes dos sentimentos de renúncia, de vera humildade, de legítimo amor.” (Reflexões e Expectativas, pp. 37 e 38.)
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