Grupo de estudo das obras de andré luiz e




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Com a liberação do animismo, podemos chegar ao mediunismo - A paciente perdeu o controle e gritou, sendo logo dominada pelo sarcasmo que ele injetava em sua perseguição implacável. O episódio se assemelhava a uma crise de histeria, tais as reações físicas e emocionais apresentadas. A médium debatia-se atabalhoadamente e, embora emulada pelo doutrinador a manter o controle, toda vez que o invasor lhe comprimia a região, sensível e enferma, ela sentia dores e estrugia em gritos, que misturava a gargalhadas e quase convulsões nervosas. Pacientemente, o Sr. Almiro começou a doutrinar o perseguidor invisível, advertindo-o quanto à responsabilidade que assumia com aquela atitude e as demais de vingador constante, mas a palavra calma do doutrinador o excitava ainda mais à vingança, fazendo com que prosseguisse nas atitudes de desforço e maus tratos. Aplicando energias saudáveis na médium e fluidos dispersivos nos centros da fixação mediúnica, por entender que a terapia deveria ser de longo curso, o Dirigente conseguiu interromper a psicofonia atormentada, enquanto o irmão Vicente induziu psiquicamente o obsessor ao afastamento da vítima. A jovem retornou, então, à normalidade sob a ajuda bondosa do Diretor, enquanto recebia forças que lhe eram aplicadas por especialistas do Plano Espiritual. A região genésica, muito afetada, recebeu vibrações dispersivas para interceptar e destruir os bloqueios, ao tempo em que ondas vibratórias calmantes lhe foram aplicadas na área cardíaca, permitindo ao coração retomar o seu ritmo normal. De imediato, a médium começou a interrogar-se: “Teria sido uma crise histérica ou anímica? Seria um fenômeno mediúnico?” Dr. Carneiro informou: “Esta é a nossa Raulinda. Iremos estudar, no momento próprio, mais acuradamente, o seu problema. Por enquanto, basta-nos considerar o seu conflito psicológico sobre a autenticidade do fenômeno mediúnico por seu intermédio. Ela o aceita, quando se trata de outros intermediários. Todavia, o fantasma do animismo apavora-a”. “O animismo -- explicou o Mentor, aproveitando o ensejo -- é hoje assunto muito comentado, quando as pessoas se referem às sessões mediúnicas. De tal forma, com as exceções naturais, veio a ser mais considerado que o fenômeno mediúnico. Diversos aprendizes e estudiosos espíritas enfocam-no com tal freqüência, que passaram a ter quase uma sistemática prevenção contra o fenômeno mediúnico, se este não for robusto, isto é, recheado de provas, de autenticidade, como afirmam, como se nessa área fosse possível colocar-se barreiras, fronteiras delimitadoras entre uma e outra ocorrência. Como efeito do exagero, belas florações mediúnicas em começo experimentam injustificáveis conflitos e passam a sofrer restrições, estiolando-as, nos iniciantes, ou bloqueando-lhes as possibilidades em desdobramento. Em todas as áreas do comportamento humano o excesso é sempre prejudicial. Muita exigência produz parcos resultados. Certamente que não estimulamos a liberação dos conteúdos do inconsciente a pretexto de mediunidade. Porém, não estamos de acordo com as atitudes de castração do animismo, por cuja liberação também podemos alcançar o mediunismo.” (Terapia desobsessiva, pp. 82 a 84.)
7. Jesus é o nosso Condutor e o faz para nosso bem, não para a nossa aflição - Reportando-se ao caso Raulinda, dr. Carneiro explicou que as expressões anímicas de sua comunicação foram estimuladas pelo adversário desencarnado. Verificou-se então um fenômeno duplo -- animismo e mediunismo -- com prevalência e direcionamento do último sobre o primeiro. Afligindo-a, o perseguidor a deprimia, desarticulando-lhe os centros do equilíbrio e fazendo-a passar por portadora de histeria, a um passo de transtorno psicótico maníaco-depressivo, a caminho da autodestruição. “De bom alvitre, portanto, que, no início dos fenômenos de educação da mediunidade, os candidatos se precatem das ocorrências anímicas, não, porém, evitando as do intercâmbio espiritual”, acrescentou o Mentor. Nesse instante, Leonardo, dedicado médium daquele grupo espírita entregava-se à comunicação. Levando o sensitivo a contorcer-se, o comunicante desencarnado vociferou: “Até que enfim vocês o expulsaram daqui... Sem a proteção que ele aqui recebia, ser-nos-á fácil acabar-lhe com a presunção e o prestígio... Este era um dos nossos programas. Agora, estabeleceremos novas metas que levaremos de vencida... Estou, pessoalmente, feliz com o resultado do meu esforço, o que não indica encontrar-me ditoso com a teimosa interferência de vocês no reino dos mortos. Este lado de cá é nosso e não admitimos que homens da Terra nos venham perturbar...” Inspirado por Vicente, o Sr. Almiro acercou-se do médium e respondeu, calmo: “Seria o caso então de dizer-lhe que este é o nosso lado, e não nos convém manter submissão ao amigo que está do outro, não lhe parece?” A Entidade respondeu: “Claro que não, porquanto é sabido que os mortos sempre conduziram os vivos”. O doutrinador concordou, mas observou: “Certamente, conduzir não é o mesmo que perturbar, injuriar, afligir, levar ao desespero. Jesus é o nosso Condutor e o faz para o nosso bem, jamais para a nossa aflição”. E, em seguida, acrescentou: “Ele é igualmente o seu condutor, que talvez você não perceba, por se haver extraviado, enquanto Ele prossegue insistindo em favor de sua recuperação e equilíbrio”. O comunicante afirmou não estar desequilibrado e se declarou consciente e livre. “Ajo, porque sei o que é mais favorável e benéfico para mim”, asseverou ele. “Tenho créditos que estão em pendência e desejo-os. Como o meu devedor tenta escapar-me à regularização do compromisso, sigo-lhe no encalço. O meu problema é com Davi, de início, e, por extensão, com os senhores... Felizmente, expulsaram-no daqui e fizeram bem.” (Terapia desobsessiva, pp. 84 e 85.)
8. A única justiça invariável é a que procede de Deus - O Doutrinador ripostou-lhe dizendo que ele estava equivocado, pois ninguém expulsa ninguém da Casa do Senhor. Davi estava enfermo; no entanto, encontrava-se presente no carinho das preces e vibrações de saúde moral daquele grupo, qual se daria com ele mesmo a partir daquele instante. O perseguidor espiritual rebateu a afirmativa, aduzindo que, para ele, o importante é que Davi estava agora por sua própria conta e do seu triste dominador cirurgião, que, por sua vez, estava também muito comprometido com os Gênios... “Quando estes resolverem alcançá-lo -- disse o Espírito --, ele retornará à cela de onde foi libertado. Ambos, o médico e o seu enfermeiro, são foragidos da justiça e nós somos os meirinhos, que os encontramos, podendo, não apenas notificá-los, mas também, submetê-los à disciplina, à punição.” O Sr. Almiro argumentou que a única justiça invariável é a que procede de Deus, porquanto a justiça a que ele se referia, é a da iniqüidade, da vingança, da loucura, que colhe em suas malhas todo aquele que se desrespeitou e assumiu delitos perante a consciência. Chegará, no entanto, o momento do despertar e mesmo os Gênios das Trevas serão alcançados pelas vibrações de misericórdia do Pai e sairão da infinita desdita a que se entregam, alcançando, desse modo, a dignificação interior que os levará à paz, à felicidade e ao bem. “Isso, porém -- acrescentou o Sr. Almiro --, não é importante agora. Você, sim, é o investimento da Vida, neste momento. Desperte e lute contra as paixões que o envilecem; torne-se forte, porém, contra as suas debilidades morais; faça-se senhor da própria vontade e não permaneça marionete movido por outras mãos ou perseguidor submetido a outros inditosos verdugos.” O Espírito rebateu com firmeza essa sugestão e indagou como podia ele atrever-se a dizer tais mentiras. O Doutrinador, contudo, afirmou, de modo enfático: “Não sou eu quem lhas diz. A sua consciência é que situa as minhas palavras nos seus conflitos e necessidades imediatas. Desperte, pois, e viva. Reconsidere as atitudes e ocorrências. Será que perseguindo, você recupera o que perdeu?” O comunicante respondeu: “É claro que não! Porém, fruirei o prazer de haver-me vingado”. O Sr. Almiro advertiu-o, então, de que a vingança gera desforços futuros e aditou: “Quando passar o prazer, o gozo da cobrança, que sempre é de curto prazo, e você se encontrar vazio, desmotivado, já imaginou o caminho a percorrer, o tempo malbaratado, as complicações a resolver, os males a sanear?” “Agora, é o seu momento de liberdade. O dele virá depois. Ninguém foge indefinidamente à consciência nem às Leis da Vida.” (Terapia desobsessiva, pp. 86 e 87.)
9. O amor é a única energia a que ninguém opõe resistência - Ante as últimas palavras do Doutrinador, o comunicante alegou que, se desistisse, outros tomariam seu lugar ao lado de Davi. “Não se preocupe com isso”, argumentou o Sr. Almiro. “Não estamos aqui para isentar de culpas o nosso médium invigilante. O nosso interesse é com você primeiramente, e, por extensão, com ele, com toda a humanidade. Quando alguém se liberta do mal, o mundo se libera da sombra, e quando se algema, a sociedade também se aprisiona.” E arrematou: “Sequer lhe pedimos que perdoe o seu devedor. Apenas desejamos que desperte para a própria felicidade, e o perdão virá depois”. Havia tanta ternura e honesto interesse na transformação do calceta, que este foi envolvido pelas ondas de simpatia e bondade dos irmãos Almiro e Vicente, deixando-se anestesiar. “Agora durma -- concluiu o amigo -- a fim de despertar em outro estado de emoção. Esqueça, por enquanto, os ressentimentos e abra-se ao amor de Deus, à possibilidade de ser feliz. Durma em paz, meu irmão.” Notando a surpresa de Miranda em face do desfecho do caso, o dr. Carneiro, que cooperava na atividade, explicou: “O amor é a força motriz do universo: a única energia a que ninguém opõe resistência; o refrigério para todas as ardências da alma: o apoio à fragilidade e o mais poderoso antídoto ao ódio. Mais do que palavras, a vibração amorosa do nosso Almiro confirmou-lhe os conceitos de paz e renovação propostos ao sofredor. A lógica e a razão constituem pilotis para o discernimento, mas é o amor que luz soberano, conferindo segurança e harmonia a quem vai dirigido. Quando vivenciarmos no cotidiano, em pensamentos, palavras e atos, os postulados do amor, facilmente atingiremos a meta que a evolução nos propõe: a sintonia com o Pai”. Nesse ínterim, outra Entidade se apresentou, através do médium Francisco, indagando, feroz, dirigindo-se ao Sr. Almiro: “Quem me chamou? Você me chamou? Eu vim porque quis. Sou livre e poderoso. Governo parte das Furnas, onde me acolho. Sou obedecido e temido. Que quer de mim? Que me recorde, não nos conhecemos”. Fernando (o companheiro de Miranda) acercou-se do médium em transe e aplicou-lhe energias amortecedoras, de modo que o furor do comunicante não lhe afetasse a sensibilidade. E, ato contínuo, inspirou o Doutrinador para o diálogo. Como se sabe, de alto significado é, em reuniões dessa natureza, a sintonia mental, moral e espiritual entre o dirigente encarnado e os responsáveis espirituais pela tarefa, porquanto a identificação dos comunicantes e o diálogo com eles muito dependem dessa afinidade. (Terapia desobsessiva, pp. 87 a 89.)
10. Jesus jamais usou a força como instrumento de triunfo - O Sr. Almiro era o protótipo do médium-doutrinador, porque unia ao conhecimento espírita os dotes morais de que era investido, além de ser muito sensível à inspiração dos Mentores. Com esses requisitos, a sua palavra se impregnava de força esclarecedora, capaz de conquistar os oponentes naturais com os quais trabalhava. Assim, sob a indução mental de Fernando, ele respondeu ao comunicante: “Sim, nós o chamamos, porque necessitamos do amigo. Reconhecemos-lhe a força magnética e sabemos que a sua presença aqui é espontânea, tanto quanto, respeitando-lhe a liberdade, sentimo-nos tranqüilos para este diálogo que nos é pessoalmente valioso”. Na seqüência, o Doutrinador informou que seu desejo não era a perturbação, mas o entendimento, e explicou que se dedicava à terapia espiritual em favor dos que sofriam perseguições e desequilíbrios. “E que tenho eu com isso?”, perguntou o visitante. “Administro a minha área com severidade, porque sou justo, e quem deve é obrigado a pagar. Assim sendo, somente vem para a minha região quem está incurso na lei de sintonia. O Espírito atrasado é um animal; dessa forma será tratado, submetido pela força. O de que eu disponho em quantidade é a força, que coloco a serviço do meu poder.” O Sr. Almiro replicou, dizendo não concordar com tal ponto de vista, porquanto o Ser mais poderoso que já veio à Terra usou o amor como instrumento de triunfo e todos os que se utilizaram da força acabaram tornando-se vítimas de si mesmos e da própria impulsividade, padecendo com certeza até hoje os efeitos das suas arbitrariedades em regiões punitivas, onde não luz a esperança, nem vigora a paz. “Você está enganado!” -- estrugiu com violência, agitando o médium em transe e golpeando o ar. “Fui poderoso no mundo, e quando perdi o corpo, graças à minha tenacidade fui convidado a administrar as Furnas.” O semblante contraído do médium era um símile perfeito do facies do justiceiro que o incorporava. O Dirigente, porém, influenciado por Fernando, respondeu: “A palavra do amigo tem o valor que você próprio lhe atribui. Aqui, na Casa de Jesus, a palavra incontestável é a d’Ele, única a manter-se a mesma através de quase vinte séculos. Ademais, a sua é a força da paixão primitiva, que atemoriza os fracos e perturba os culpados, não a nós...” O comunicante advertiu-o então de que eles se encontravam em campos opostos... “Não o creia”, observou o Doutrinador. “Tudo converge para Deus, até mesmo o mal aparente, do qual a Vida extrai o bem que é permanente, enquanto o outro é sempre transitório. Igualmente, não o temos, nem jamais o consideraremos um inimigo. A ignorância gera adversários e o conhecimento da verdade produz irmãos. Convidamo-lo a vir aqui, com o objetivo de intercambiarmos idéias, porque é chegado o momento em que a luz penetrará a treva e a agressividade será substituída pela concórdia, prenunciadora da paz.” (Terapia desobsessiva, pp. 90 a 92.)
11. A sombra não pode ocultar a claridade estelar - O Doutrinador acrescentou, ainda, que Entidades que se santificaram no amor têm descido às Furnas para dali retirarem as vítimas de si mesmas, que momentaneamente permanecem sob o cativeiro de outras, também desditosas, e afirmou que não era o acaso que os punha frente a frente. Era o Cristo, convocando-o para retornar ao redil. “Jamais! Somos inimigos”, respondeu o obsessor. “O Seu é o reino da mentira, do qual me divorciei. Estou vinculado ao império da força, onde os Gênios da guerra comandam os destinos.” O Sr. Almiro replicou: “Como pode, meu amigo, a sombra impossibilitar a claridade estelar, a necessidade eliminar a fartura, a fraude empanar a verdade, o crime ocultar a honradez, o desvario desmerecer o equilíbrio? O herói da guerra carrega muitas vidas ceifadas sob a sua responsabilidade e, se agiu com desatino e crueldade, torna-se devedor em relação à humanidade, mesmo que as lutas não pudessem ter sido evitadas. Desse modo, os gênios, aos quais o amigo se refere, são os impiedosos comandantes bárbaros de ontem, que dizimaram cidades e povoados inteiros, na loucura desmedida que os governava. Sabemos que eles permanecem nas Regiões de degredo do planeta, aí retidos pela Soberana Vontade, de modo a permitirem o progresso das criaturas, em cujo círculo social não dispõem de meios para renascer... Ainda asselvajados, se reencarnassem nesse ínterim, conturbariam a sociedade e volveriam às paixões desvairadas que ateiam o fogo da desgraça. Sem dúvida, periodicamente, alguns grupos dessa ordem mergulham no corpo para despertarem pela dor os que fogem do amor e, ante o medo que aterroriza, voltarem-se para o bem... Igualmente, os menos virulentos assomam em corpos jovens e formam bandos de aventureiros, de nômades, de apátridas que as drogas consomem, as músicas alucinadas estimulam, tresvariam e o sexo desvairado exaure, quando não tombam nas urdiduras dos crimes traumatizadores...” (Terapia desobsessiva, pp. 92 e 93.)
12. A treva é a exteriorização do que ainda somos - A reação do obsessor às palavras do Doutrinador foi imediata. “Esta é a sua visão da vida”, disse ele. “Nós somos o braço longo da Divindade violenta, disciplinando os que afrontam a ordem e se ocultam na hipocrisia. Aqueles que vêm até nós, fazem-no por vontade própria, erram espontaneamente...” O Doutrinador cortou-lhe a frase, lembrando que muitos deles eram tão-somente vítimas dos que os induziam e controlavam, à distância, porque realmente a lei de sintonia vige em toda parte e os semelhantes se atraem. E acrescentou: “Aqui temos um exemplo: em sintonia com Jesus, atraímos o amigo a esta comunicação, porque, intimamente, está desejoso de libertar-se do labirinto no qual se perdeu... Talvez não esteja consciente dessa necessidade, que logo se lhe transformará em aspiração máxima. O mal cansa, tanto quanto o prazer satura, e, quando este se deriva daquele, sufoca. Fomos criados para o amor e direcionados para a Grande Luz. A treva é a exteriorização do que ainda somos, e o sofrimento é a terapia de restauração. Ninguém, porém, está condenado para sempre. Por isso, os reinos maléficos, seu e de outros, começam a desmoronar”. “O fototropismo do bem vence toda treva, e tudo conduz na sua direção. É inevitável.” As palavras do Doutrinador não causaram, pelo menos aparentemente, efeito algum no obsessor, que o desafiou, esbravejante: “Queixar-me-ei aos meus superiores”. “Não me considere submisso. Voltaremos cá, ele e eu, para o enfrentamento. Você não perde por esperar. Cuide-se, porque nossos vigilantes o seguirão.” O Sr. Almiro não se intimidou com a ameaça e disse-lhe que isso seria muito bom, porque então iriam todos juntos na direção de Jesus. “Esta Casa -- arrematou o Doutrinador -- está às suas ordens e de todos aqueles que estejam cansados e necessitados de recomposição. Deus o abençoe, meu irmão!” O Espírito contorceu-se no médium e desligou-se com certa violência, o que provocou alguns espasmos nervosos, com sensações penosas, no medianeiro. Seguiram-se mais dez comunicações e, oitenta minutos depois de iniciados, foram encerrados os trabalhos, ocasião em que passistas do grupo aplicaram energias nos médiuns e nos demais participantes, seguindo-se as palavras finais do irmão Vicente, através de D. Armênia, e a prece final, proferida pelo Sr. Almiro. (Terapia desobsessiva, pp. 93 e 94.)
13. Muitos inimigos do bem são antigos religiosos fracassados - Miranda e seus companheiros continuaram na Casa ao lado do irmão Vicente, mesmo quando as atividades no plano físico já estavam encerradas. O Mentor da Instituição sentia-se tranqüilo quanto aos resultados da etapa de renovação iniciada naquela noite. “Conforme os nossos queridos visitantes perceberam -- disse ele --, nossa Sociedade, graças à imprevidência de alguns companheiros encarnados, aos quais não culpamos, derrapava para a sintonia com Entidades perversas, que a si mesmas se intitulam Gênios das Trevas. Nesta reunião, que ora se encerrou, alguns Espíritos, subordinados à comunidade de infelizes que eles dirigem, aqui estiveram. Dando-se conta das novas diretrizes aplicadas, irão levar-lhes notícias e, certamente, ao primeiro ensejo, seremos visitados por alguns desses obsessores. O bom senso induz-nos a tomar certas providências, especialmente através de atendimento cuidadoso aos encarnados que se lhes vinculam mais diretamente. Recordo-me aqui do caro Davi que, por enquanto, elegeu a viagem mais difícil, dos irmãos Raulinda e Francisco, que atuaram mediunicamente, entre outros.” Havendo combinado visitar a jovem Raulinda dali a três horas, Miranda e seus amigos, enquanto esperavam o momento, fizeram um passeio pela orla marítima em cidade próxima. Fernando narrou então ter sido ele quem atraíra à reunião a Entidade que se comunicara por Francisco, em razão de vínculos pessoais que ambos mantiveram em existências passadas. “Além do interesse de esclarecê-lo espiritualmente -- indagou Miranda --, há algum outro motivo que me possa informar, sem ruptura do sigilo em que se devem manter labores especiais como este?” O dr. Carneiro respondeu: “Ao convidar o caro Miranda para esta excursão de trabalho, não lhe quisemos detalhar o compromisso em tela porque muitas dificuldades estavam em pauta, aguardando solução. A fim de não deixá-lo ansioso, resolvemos esperar a ajuda divina para inteirá-lo depois, qual ocorre neste momento”. O Mentor fez breve pausa e continuou: “Oportunamente, ao ser liberado das Regiões infernais antigo comandante das forças do mal -- que reencontrou em Jesus a porta estreita da salvação graças aos esforços sacrificiais e renúncias imensas de sua genitora --, aqueles que permaneceram no esquema da impiedade reuniram-se para tomar providências em conjunto contra o que denominam como os exércitos do Cordeiro, que detestam.” “Estes seres, que se extraviaram em diversas reencarnações, assumindo altíssimas responsabilidades negativas para eles mesmos, procedem, na sua maioria, de Doutrinas religiosas cujos nomes denegriram com as suas condutas relapsas, atividades escusas e cortes extravagantes, nas quais o luxo e os prazeres tinham primazia em detrimento dos rebanhos que diziam guardar, mas que somente exploravam, na razão do quanto os desprezavam.” (Os Gênios das Trevas, pp. 95 a 97.)
14. Felizmente, tudo na vida marcha na direção de Deus - “Ateus e cínicos -- continuou o Mentor --, galgavam os altos postos que desfrutavam mediante o suborno, o homicídio, as perversões sexuais, a politicagem sórdida, morrendo nos tronos das honras e glórias mentirosas, para logo enfrentarem a consciência humilhada e, sob tormentos inenarráveis, sintonizando com os sequazes que os aguardavam no Além, serem reconvocados aos postos de loucura, dispostos a enfrentar Jesus e Deus, que negam e dizem desprezar...” Dr. Carneiro esclareceu, na seqüência, que as figuras mitológicas dos demônios e seus reinos, bem como os abismos infernais e seus torturadores de almas são relatos feitos inicialmente por pessoas que foram até ali conduzidas em desdobramento espiritual, por afinidade moral ou pelos Mentores, a fim de advertirem as criaturas da Terra. “Variando de denominação, cada grupamento, como ocorre na Terra, tem o seu chefe e se destina a uma finalidade coercitiva, reparadora”, disse o Mentor, informando que, periodicamente, tais chefes se reúnem e elegem um comandante a quem prestam obediência e submissão, concedendo-lhe regalias reais. Sandeus e absolutos, esses Espíritos anularam a consciência no mal e na força, tornando-se adversários voluntários da Luz e do Bem, que pretendem combater e destruir, não se dando conta de que tais cousas ocorrem, porque vivem em um planeta ainda inferior e em processo de desenvolvimento, onde os que o habitam são também atrasados e padecem limites, em trânsito do instinto para a razão. Apesar disso, luz, nesta época, o Consolador, e em toda parte doutrinas de amor e paz inauguram a Nova Idade na Terra, convidando o homem ao mergulho interior, ao rompimento dos grilhões da ignorância, à solidariedade e ao bem... “A ciência -- observou dr. Carneiro -- dá as mãos à moral, e a filosofia redescobre a ética, para que a religião reate a criatura ao seu Criador em um holismo profundo de , conhecimento e caridade, numa síntese de sabedoria transcendental.” “Tudo marcha na direção de Deus, é inelutável. A Grande Causa, a Inteligência Suprema, é o fulcro para o qual convergem todos, mediante a vigorosa atração da Sua própria existência. As lutas de oposição desaparecem com relativa rapidez, rompendo-se as barricadas e trincheiras que se tornam inúteis. A trajetória do progresso é irrefreável. Só o Amor tem existência real e perene, lei que é da vida, por ser a própria Vida.” Dr. Carneiro calou-se novamente e, pouco depois, informou que na mencionada reunião ficou decidido que o novo substituto deveria ser impiedoso ao extremo e sem qualquer sensibilidade e que a escolha se faria um mês depois, em novo encontro. (Os Gênios das Trevas, pp. 97 a 99.)
15. Os sicários mais abjetos candidatam-se a Comandante - Naturalmente, em face do que fora deliberado, buscaram-se nas Trevas os sicários mais abjetos da Humanidade, que fossilizavam nos antros mais hediondos das regiões de sofrimento, de onde foram retirados temporariamente para apresentação de planos, sua avaliação e imediata votação. “Difícil imaginar -- disse o Mentor -- tais conciliábulos e conseqüente escrutínio para a eleição de um Chefe. Recordando as reuniões de antigos religiosos, ontem como hoje, cada representante se vestiu com as roupagens e características do seu poder, e, acolitados pelos subalternos, compareceram em massa, diversos deles conduzindo os seus candidatos para o pleito macabro e ridículo.” Mais de vinte algozes da sociedade apresentaram-se ao terrível parlamento. Uns encontravam-se hebetados em padecimentos que se auto-impuseram; outros pareciam desvairados, e um número menor, com facies patibular e olhos miúdos, fuzilantes, chamaram mais a atenção dos governantes e da turbamulta alucinada que repletava as galerias daquele simulacro infeliz de tribunal. Nomes que fizeram tremer a Terra, no passado remoto como no mais recente, foram pronunciados, enquanto eles se apresentavam, ou eram trazidos. Muitos, em estado de loucura, foram apupados, embora seus defensores prometessem despertá-los e colocá-los lúcidos para o ministério que lhes seria delegado. A balbúrdia ensurdecedora interrompeu várias vezes as decisões. Os árbitros, porém, ameaçaram expulsar a malta, que foi atacada por mastins ferozes, até o momento em que assomou ao pódio um ser implacável, com postura temerária, passos lentos, coxeando, corpo balouçante com ginga primitiva, que, erguendo os braços para dominar o cenário, com facilidade o logrou, graças ao terror que expressava nos olhos fulminantes. “Tenho a honra -- disse aquele que o conduzia -- de apresentar o inexcedível conquistador que submeteu o mundo conhecido do seu tempo, na Ásia, e esteve na Terra, novamente, apenas uma vez mais. As suas façanhas ultrapassaram em muito outros dominadores, graças à sua absoluta indiferença pela vida e aos métodos que utilizava para a destruição da raça humana. Fundou o segundo império mongol, realizando guerras cruentas. A sua existência corporal transcorreu durante o século XIV, havendo renascido na Ásia Central, próximo a Samarcanda. Informando descender de Gengis Khan, aos cinqüenta anos de idade alargou seus domínios do Eufrates à Índia, impondo-se ao Turquestão, Coraçã, Azerbajá, Curdistão, Afeganistão, Fars. Logo depois, invadiu a Rússia, a Índia, deixando um rastro de dezenas de milhares de cadáveres, somente em Delhi, às portas da cidade e nos seus arredores... Cruel até o excesso, realizou alguns trabalhos de valor na sua pátria, porém as suas memórias são feitas de atrocidade e horror, por cujas razões, ao desencarnar, mergulhou nas regiões abismais onde foi localizado, nas Trevas...” (Os Gênios das Trevas, pp. 99 a 101.)
16. É maior do que se imagina a permuta de energias entre nós e os Espíritos - O dr. Carneiro fez breve silêncio e depois prosseguiu: “À medida que a arenga apaixonada conquistava os eleitores triunfantes, o horror mais humilhava os presentes, que silenciaram diante do certamente vencedor hediondo. Encerrada a apresentação do candidato, foi ele aceito por quase todos os chefes e aclamado como o Soberano Gênio das Trevas, que se encarregaria de administrar os corretivos na humanidade, a qual ele propunha submeter e explorar”. Relatados os fatos verificados na assembléia, o Mentor lembrou aos companheiros que o intercâmbio de energias psicofísicas entre os seres inferiores desencarnados e os homens é muito maior do que se imagina. Dezenas de milhões de criaturas de ambos os planos se encharcam de vitalidade, explorando-se umas às outras, mediante complexos processos de vampirização, simbiose, dependência, gerando uma psicosfera morbífica, aterradora. “Somente o despertar da consciência -- afirma dr. Carneiro -- logra interromper o comércio desastroso, no qual se exaurem os homens, e mais se decompõem moralmente os Espíritos. Para sustentarem tão tirânica interdependência, são criados mecanismos e técnicas contínuas de degradação das pessoas, que espontaneamente se deixam consumir por afinidade com os seres exploradores, viciados, inclementes, amolentados secularmente na extravagante parasitose. Pululam, incontáveis, os casos dessa natureza. Enfermidades degenerativas do organismo físico, desequilíbrios mentais desesperadores, disfunções nervosas de alto porte, contendas, lutas, ódios, paixões asselvajadas, guerras e tiranias têm a sua geratriz nesses antros de hediondez, onde as Forças do Mal, em forma de novos Lucíferes da mitologia, pretendem opor-se a Deus e tomar-lhe o comando. Vão e inqualificável desvario este do ser humano inferior!” Esclarecendo que o homem marcha, na Terra, como nos círculos espirituais mais próximos, ignorando ou teimando ignorar a sua realidade de ser imortal, dr. Carneiro diz que é por isso que o ser humano dá preferência à sensação, em detrimento das emoções enobrecidas, jugulando-se à dependência do prazer, cristalizando as suas aspirações no gozo imediato e retendo-se nas faixas punitivas do processo evolutivo. Devido a desse comportamento, reencarna e desencarna por automatismo, sob lamentáveis condições de perturbação, perplexidade e interdependência psíquica. As obsessões se sucedem. O algoz de hoje, ao reencarnar, torna-se a vítima que, mais tarde, dá curso ao processo infeliz, até quando as Soberanas Leis interferem com decisão. As religiões, por sua vez, na maioria aferradas aos dogmas ultramontanos, preferem não descerrar a cortina da ignorância, mantendo os seus rebanhos submissos, em mecanismos de rude hipocrisia, desinteressadas do homem real, integral, espiritual. Sucede, também, que grande número dos condutores religiosos está vinculado aos sicários espirituais, que os mantêm em dependência psíquica e explorados, para que preservem o estado de coisas conforme se encontra. Eis o motivo por que, quando as doutrinas libertadoras se apresentam empunhando as tochas do discernimento, seus apologistas, divulgadores e realizadores são perseguidos, cumulados de aflições e tormentos, para que desistam, desanimem ou se submetam aos mentirosos padrões dos triunfos terrenos. (Os Gênios das Trevas, pp. 101 a 103.)
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