Grupo de estudo das obras de andré luiz e




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Adrenalina - Substância cristalina incolor, existente no organismo animal, onde tem importantes funções fisiológicas. Hormônio secretado pelas glândulas supra-renais, o qual é mediador químico do sistema nervoso simpático. É geralmente liberado em grandes quantidades após fortes reações emocionais. Essa liberação produz hipertensão, aumento dos batimentos cardíacos e efeitos metabólicos, tais como o aumento da taxa de glicose no sangue.

Amígdala - Aglomerado de tecido linfóide entre os pilares do véu do paladar (amígdala palatina), na base da língua (amígdala lingual) ou na rinofaringe (amígdala rinofaríngea). Tonsila. Amídala. Também chamada corpo amigdalóide, é massa ovóide de substância cinzenta, do tamanho e forma aproximada à de uma amêndoa, situada no teto da extremidade rostral do ventrículo lateral e intimamente associada com o córtex cerebral, que a cobre.

Catarse - Purgação, purificação, limpeza. Efeito salutar provocado pela conscientização de uma lembrança fortemente emocional e/ou traumatizante, até então reprimida. Evacuação, natural ou provocada, por qualquer via. O efeito moral e purificador da tragédia clássica.

Defecção - Falta, desaparecimento. Abandono de partido, opinião ou crença. Deserção, apostasia, abjuração. Sublevação, rebelião.

Endógeno - Originado no interior de, ou por fatores internos; endógene. (Antônimo: exógeno.)

Hebdomadário - Semanal; semanário.

Hipocampo - Elevação no soalho do prolongamento inferior do ventrículo lateral do cérebro. Cavalo-marinho. Monstro fabuloso, metade cavalo, metade peixe.

Irreprochável - Que não merece censura ou reproche. Impecável.

Linfóide - Semelhante à linfa ou aos gânglios linfáticos.

Mediunato - Missão providencial dos médiuns. (N.R.: Kardec diz que essa palavra foi criada pelos Espíritos.)

Morbífico - Que origina doença; mórbido, insalubre; morbígeno; morbígero.

Obus - Pequena peça de artilharia, semelhante a um morteiro comprido. P. ext.: Bomba ou granada lançada pelo obus.

Pródromo - Espécie de prefácio. Preâmbulo, preliminar. Indisposição que antecede uma doença.

Soldadesca - A classe militar; a gente de guerra; a tropa. Bando de soldados indisciplinados.

Unção - Ato ou efeito de ungir. Sentimento de piedade religiosa. Doçura de expressão que comove. Maneira insinuante de dizer.

6a REUNIÃO
(Fonte: capítulos 17 a 21.)
1. O culto evangélico em casa de Ernestina - Acercando-se de Ernestina e inspirando-a com vigor, dr. Carneiro de Campos induziu-a a orar com palavras simples, porém com elevado teor de sentimentos nobres que a todos sensibilizou. Em seguida, foi aberto ao acaso “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Kardec, que ofereceu ao estudo a lição contida no item 12 do cap. VII, assinada por Adolfo, bispo de Argel, sobre o orgulho e a humildade. Repassada de sabedoria, a página convida à reflexão, em serena análise sobre a pobreza moral de espírito nas criaturas que recebem com efusão o rico debochado, perdido de corpo e de alma, mas agem de forma inversa quando se trata de pessoa necessitada de carinho e ajuda. Terminada a leitura, José comentou-a sob visível inspiração, analisando a transitoriedade do corpo e a perenidade do Espírito e demonstrando o quanto são vãos os recursos humanos, as glórias terrestres e as ambições materiais. Conclamando à vivência da mensagem cristã e espírita, o confrade abordou o significado da morte, cujo sentido alcançou a platéia de Espíritos recém-desencarnados ainda em aturdimento, acenando-lhes com as esperanças e certezas da imortalidade. Após os comentários iniciais, a palavra foi franqueada e diversos participantes contribuíram com opiniões e comentários bem urdidos, ampliando desse modo os conceitos da mensagem. Ao terminar, foram lidos os nomes dos pacientes recomendados às orações e vibrações de saúde, de paz, de equilíbrio. Os Espíritos visitadores, que se utilizavam do momento para aplicarem energias nas pessoas nomeadas, deram início ao seu mister, em atividade ordeira, silenciosa, responsável. Logo depois, na agradável penumbra que foi propiciada, foram aplicados passes nos presentes e procedeu-se à oração terminal, na qual o Mentor, quase incorporando Ernestina, expressou a sua gratidão e a de todos nós ao Supremo Doador. Preservando o silêncio, os convidados transferiram-se de sala para breves conversações, e, a pouco e pouco, demandaram os próprios lares, conservando as energias e o conforto assimilados. Nada de lanches ou festividades que se podem tornar a motivação para o encontro, em detrimento dele mesmo. “Cada atividade tem o seu momento e o seu próprio significado”, lembrou Manoel Philomeno de Miranda. Lentamente os visitantes espirituais voltaram aos seus núcleos, levando os familiares e amigos que trouxeram, despedindo-se de d. Apolônia, permanecendo a sala sem presenças espirituais de sofredores, porém iluminada suavemente e enriquecida pelas vibrações sazonadas. (Prejuízos e Conquistas Espirituais, pp. 168 e 169.)
2. Um verdugo da família produzido pelo alcoolismo - Permanecendo no recinto, Miranda e seus amigos destacavam os valiosos recursos do amor direcionado ao Bem, quando o dr. Carneiro asseverou: “As criaturas terrestres aguardam que os governos resolvam os magnos problemas das aflições. Esperavam soluções legais, sem dar-se conta daquelas de natureza emocional. Para que a dor desapareça, o único recurso é a transformação moral do ser para melhor, assim ensejando a reforma dos estatutos que mantêm as injustiças sociais e os conflitos que ressumam das reencarnações passadas. Assim sendo, as soluções virão do coração dedicado, alterando as paisagens humanas, graças a uma consciência responsável. Observamos esse valor, quando os apóstolos do Bem de todos os matizes se entregam à ação da solidariedade, seja através da Ciência ou da Fé, da Arte ou da Caridade, suportando reveses e perseguições, no entanto permanecendo inquebrantáveis nos seus ideais. Enfrentam obstáculos e incompreensões com ânimo, sem ressentimentos, por se colocarem acima das paixões geradas pelo egoísmo. Mesmo quando enfermos ou enfraquecidos no organismo depauperado, prosseguem resolutos e atuantes até o fim. Não descoroçoam na ação, nem se envenenam na emoção desequilibrada”. Concluindo, disse o Mentor: “Necessitamos sempre ter em mente que a posição, a função que se exerça não torna digno aquele que nela se encontra. O fenômeno é contrário, porquanto são o homem e a mulher que a farão correta ou pervertida. As denominadas autoridades, os governantes, são pessoas com as suas conquistas íntimas e os seus prejuízos, assinalando as atitudes com os mesmos. Quando forem justos, os seus atos serão probos e a sua contribuição à sociedade, valiosa. As tentativas de trabalhar apenas nos efeitos redundarão improfícuas, senão prejudiciais. Todo o esforço pelo progresso e pela felicidade deve concentrar-se nas causas, portanto na criatura em processo de evolução, promovendo-a, equilibrando-a”. Mal terminou de dizer tais palavras, dr. Carneiro recebeu inesperada visita do irmão Vicente, e todos os amigos saíram, em atendimento à emergência, que estava relacionada com a senhora Armênia, a médium que servia de instrumento mediúnico, na Casa Espírita, para o dedicado Vicente. Tratava-se do seu esposo, que, em razão de vários desajustes emocionais, e acuado por mentes perversas da Erraticidade inferior, sucumbira aderindo aos alcoólicos. (Alcoolismo e Obsessão, pp. 170 e 171.)
3. O alcoolismo é um dos grandes inimigos dos homens - Com freqüência, quando aturdido pela bebida, o esposo de Armênia era tomado pelos inimigos desencarnados, que se utilizavam do seu desequilíbrio psíquico e emocional para atormentarem a trabalhadora do Bem e, por extensão, os demais membros do clã, transformando-se em verdadeiro verdugo da família. Naquela noite -- informou Vicente --, ao chegar embriagado, ele passou a agredir a esposa verbalmente, em razão de encontrá-la desperta, aguardando-o. As acusações multiplicaram-se, descendo a níveis quase insuportáveis, e, porque ela permanecesse silenciosa, ameaçou-a de morte, intentando agredi-la fisicamente. Chamado diretamente pela médium sofrida, Vicente acorreu em seu socorro, tentando também amparar o tresloucado, que se armara de uma faca e insistia em eliminar-lhe a existência física. Nesse comenos, chegara em casa o filho Alberto, jovem de vinte e dois anos, que se deu conta da gravidade do momento e acudiu em defesa da mãe, que sabia vítima sistemática do marido insano. Os outros irmãos, menores, despertaram e choravam ao lado da mãe, quando, ainda mais exaltado, o ébrio avançou contra o filho, blasfemando e ameaçando-o, travando-se então renhida luta, na qual o rapaz foi ferido repetidas vezes e tombou exânime no solo. A pobre mulher não teve outra alternativa senão gritar, pedindo socorro e despertando alguns vizinhos, que acudiram, enquanto o quase homicida tombava em uma poltrona, adormecendo profundamente, logo que seus comparsas desencarnados o deixaram, exausto. A caminho da casa da médium, dr. Carneiro observou: “O alcoolismo é um dos maiores inimigos da criatura humana. É de lamentar-se que o seu uso seja tão generalizado e, infelizmente, haja adquirido status na sociedade. As reuniões, as celebrações e festividades outras sempre se fazem acompanhar de bebidas alcoólicas, responsáveis por incontáveis danos ao organismo humano, à sociedade. Acidentes terríveis, agressões absurdas, atitudes ignóbeis decorrem do seu uso, além dos vários prejuízos orgânicos, emocionais e mentais que acarretam”. Lembrando que verdadeiras legiões de pessoas sofrem no mundo as terríveis conseqüências do alcoolismo, o Mentor asseverou: “O alcoolismo, ou dependência do uso exagerado de bebidas alcoólicas, constitui-se um grave problema médico, em face dos danos que causa ao organismo do indivíduo e ao grupo social no qual este se movimenta. A sua gravidade pode ser considerada pelo número dos internados em hospitais psiquiátricos com desequilíbrios expressivos. As recidivas, após o cuidadoso tratamento, são numerosas, não se considerando que as suas vítimas ultrapassam em grande número as outras toxicomanias”. (Alcoolismo e Obsessão, pp. 172 a 174.)
4. O alcoolismo é doença que exige tratamento psiquiátrico - Prosseguindo a sua explanação, dr. Carneiro explicou: “Na antigüidade, o uso de bebidas alcoólicas tornou-se comum e quase elegante, caracterizando uma forma de projeção social ou de fuga ante os desafios. Acreditava-se, no passado, que o álcool e seus derivados diminuíam as angústias e tensões, posteriormente se afirmando ou se justificando possuírem propriedades fisiológicas, produzindo estímulo e vigor orgânicos. O alcoolismo decorre de muitos fatores, entre os quais a personalidade e a tolerância do organismo do paciente, variando com a idade, o sexo, hereditariedade, hábitos e costumes, constituição e disposição orgânica. Pode ser resultado de causas ocasionais, secundárias, psicopáticas e conflituosidade neurótica”. Esclareceu o Mentor que, no começo, pode a pessoa experimentar euforia, dinamismo motor, perdendo, porém, o controle, o senso crítico e tornando-se inconveniente. À medida que a dependência aumenta e o uso se torna mais freqüente, a bebida alcoólica afeta o sistema nervoso, o trato digestivo, o aparelho cardiovascular. As complicações que degeneram em gastrite e cirrose hepática tornam-se inevitáveis, levando à morte, qual sucede no câncer do esôfago e do estômago. Do ponto de vista psíquico, o alcoólatra muda completamente o comportamento e suas reações mentais se alteram, começando pelos prejuízos da memória e culminando no delirium tremens, sem retorno ao equilíbrio. “O alcoolismo (alcoolofilia) -- concluiu o Benfeitor -- é, portanto, uma enfermidade que exige cuidadoso tratamento psiquiátrico. No entanto, porque ao desencarnar o alcoólatra não morre, permanecendo vitimado pelos vícios, quase sempre busca sintonia com personalidades frágeis ou temperamentos rudes, violentos, na Terra, deles se utilizando em processo obsessivo para dar prosseguimento ao infame consumo do álcool, agora aspirando-lhe os vapores e beneficiando-se da ingestão realizada pelo seu parceiro-vítima, que mais rapidamente se exaure. Torna-se uma obsessão muito difícil de ser atendida convenientemente, considerando-se a perfeita identificação de interesses e prazeres entre o hóspede e o seu anfitrião.” Era esse, infelizmente, o caso do esposo de d. Armênia, que se tornara alcoólatra, por enfermidade e obsessão. Nesse ponto, o grupo chegou ao lar da referida irmã, onde, tombado no solo, encontrava-se o filho ensangüentado. A sala de refeições, onde se travara a luta, estava desarranjada, com alguns móveis danificados e vidros partidos pelo chão, e o alcoólatra, em sono comatoso, permanecia arriado em uma poltrona. (Alcoolismo e Obsessão, pp. 174 e 175.)
5. No episódio estavam presentes sequazes do Soberano das Trevas - Atendida por uma vizinha, d. Armênia chorava, orando mentalmente. Em minutos, chegou a ambulância que conduziu, de imediato, o jovem ao Hospital e, logo depois, estacionou em frente à casa um carro da polícia. Consultada pelos policiais e sob a inspiração do dr. Carneiro, a médium concordou com o internamento do marido enfermo em um hospital psiquiátrico, visto que, logo que tomasse conhecimento do sucedido, ele voltaria a beber. O Mentor aplicou na sofrida mulher energias dispersivas no centro cerebral, liberando-a da constrição psíquica que quase a bloqueava, e depois vitalizou-a nos centros coronário e cardíaco, reequilibrando-lhe a circulação e o ritmo respiratório e arrancando-a do amolecimento que a acometera. A senhora amiga providenciou-lhe um calmante, os vizinhos deixaram a casa, as crianças foram deitar-se e, lentamente, a paz foi tomando o seu curso após os danosos acontecimentos. Na manhã seguinte, a médium deu prosseguimento às atividades normais, pensando em visitar o filho e, depois, informar-se a respeito do marido. Horas antes, quando voltara a adormecer, o dr. Carneiro desdobrou-a parcialmente, acalmando-a durante o testemunho que lhe cumpria experimentar. Em certo momento, enquanto lhe falava, o Mentor evocou os atos de heroísmo dos cristãos primitivos, que enfrentaram a arena, sem jamais abjurar a fé, para dizer que, passados vários séculos, os verdadeiros cristãos prosseguiam desconsiderados e perseguidos. “Mudaram as formas de perseguição -- asseverou o amorável Médico --, as arenas aumentaram as dimensões físicas, e as feras multiplicaram-se em forma de paixões e vícios devastadores... Conjugam-se, hoje como ontem, as forças do mal, de um como do outro plano da Vida, em vãs tentativas de apagarem a luz do Bem, agredindo os seus vexilários e mantenedores. Nessa batalha rude, utilizam-se de todos os meios, mesmo os mais venais, descuidados de si mesmos. Não percebem que se tornam, inadvertidamente, infelizes instrumentos das Leis, a fim de que resgatemos nossos delitos e mais rápida e facilmente ascendamos.” Ato contínuo, após ligeira pausa, dr. Carneiro lhe disse: “Nos lúgubres acontecimentos de há pouco, identificamos a presença de alguns sequazes do Soberano das Trevas, que já se encontra receoso das nossas incursões no que acredita serem os seus domínios. Confie, filha, e avance tranqüila!” (Alcoolismo e Obsessão, pp. 176 a 178.)
6. A Terra é uma escola de bênçãos e também uma oficina de reparos - A um observador apressado e superficial, diante da amarga experiência sofrida por d. Armênia, pareceria haver uma tendência masoquista entre as pessoas portadoras de fé religiosa em se atarem ao sofrimento, transformando a Terra em um Vale de lágrimas. A verdade, no entanto, é diversa. O sofrimento decorre do processo de desgaste natural do corpo, das agressões sofridas pelo organismo, da degenerescência celular, dos conflitos emocionais e transtornos mentais... Todos eles produzem efeitos danosos, de que não nos liberamos senão através da dor -- o que é natural, visto que somos ainda Espíritos imperfeitos. Evidentemente, poder-se-ia lograr o mesmo resultado por meio dos recursos do amor, pela abnegação, pelo devotamento, pela fraternidade, pelo perdão -- o que constituiria o comportamento ideal. Como, porém, só raramente elegemos a conduta edificante, somos surpreendidos pela colheita afligente que resulta da nossa sementeira anterior, arbitrária e danosa. Quando nos resolvemos pela alteração das atitudes morais, tornando-as saudáveis, eis que o sofrimento bate em retirada e fruímos plenitude. Embora seja ainda um planeta de provas e expiações, a Terra é uma escola de bênçãos, onde aprendemos a desenvolver as aptidões e a aprimorar os valores excelentes dos sentimentos. E é ainda oficina de reparos e correções, com recursos hospitalares à disposição dos pacientes que lhes chegam à economia social, não podendo esquecer-nos de que constitui também cárcere para os rebeldes e os violentos, que expungem o desequilíbrio em processo de imobilidade, de alucinação, de limites, resgatando as graves ocorrências que fomentaram e praticaram no passado. Some-se a esses fatores a incessante interferência dos desencarnados, predominando a dos enfermos morais e agitados, e será fácil compreender a vigência e avalanche das dores entre as criaturas. Na raiz dos males que desabam sobre os seres humanos, estão presentes o egoísmo, a presunção e a ignorância das Leis que regem a vida. Prepotentes e rebeldes, porque estagiam nos níveis primários do pensamento e nos patamares sombrios da consciência, os indivíduos dão preferência a direitos que lhes não são devidos, em razão dos deveres que não atendem ou sequer reconhecem como possuindo algum valor. Permitindo-se todas as extravagâncias e concessões, revoltam-se quando contrariados ou surpreendidos pela morte, que não os aniquila, mas reúne em grupos afins, onde prosseguem em suas vãs tentativas de dominação e poder... Sendo o mundo físico pálido reflexo do espiritual, as ocorrências de um refletem-se no outro com a mesma intensidade, em inevitável intercâmbio de ações e reações. (Cilada Perversa, pp. 179 e 180.)
7. Alberto sobrevive aos ferimentos e perdoa ao pai - Somente através da ótica espírita, que nos ensina a lei da reencarnação e evidencia a comunicação mediúnica dos Espíritos, podemos entender com clareza a vilegiatura carnal, suas implicações, possibilidades e metas. Sem esses recursos, o observador tira conclusões inexatas, por deter-se apenas nos efeitos dos acontecimentos, sem penetrar as causas mais sutis que, no entanto, exercem predomínio em inúmeras existências. Logo que Alberto foi levado ao Hospital, Fernando e Miranda o acompanharam, buscando impedir, no seu tratamento, a interferência dos reais agentes da lamentável agressão. Mais tarde, os Benfeitores espirituais chegaram e ampararam não só Alberto, mas outros pacientes que ali se encontravam internados. Enquanto isso ocorria, ao despertar, o esposo da médium, agressivo e alcoólatra, vendo-se internado em Hospital psiquiátrico, foi informado do que acontecera, deixando-se resvalar, a princípio, pela revolta, depois pelo abatimento físico e moral. Alberto sobreviveu aos ferimentos e passou a uma convalescença algo agitada. Seu encontro com a mãe foi assinalado pelas lágrimas e dores silenciosas. “Você já perdoou seu pai, Alberto?” A esta pergunta da genitora, o jovem sorriu canhestramente e respondeu: “Papai é um doente, mais digno de compaixão e tratamento, que mesmo de perdão...” D. Armênia aprovou suas palavras e informou-o de que o pai se encontrava internado para recuperação da saúde e que confiava em Deus que, logo mais, o teria no lar com novas disposições de saúde mental e moral. A médium talvez ignorasse que a cura de um vício, como das graves enfermidades, demanda tempo, cuidados e muito esforço. Somando-se a isso a interferência obsessiva, a questão se faz ainda mais grave e, portanto, mais demorada, exigindo contínuos contributos especializados, bem como sacrifícios daquele que a padece. No curso das obsessões, o seu período de fixação é penoso, enraizando-se as energias deletérias do vingador nos centros de força, perispírito a perispírito, qual planta parasita que se assenhoreia da seiva do seu hospedeiro e lhe rouba a vitalidade, dominando-o. Habituado ao clima, ora psíquico, ora físico, ou a ambos simultaneamente, o obsidiado raramente resolve-se por uma mudança de comportamento, qual ocorria com o paciente em tela. Depois de cada carraspana, ele se arrependia, se desculpava, fazia promessas, o que constituía uma programação verbal fácil, mas logo retornava às libações alcoólicas, nas quais sentia prazer. Dessa vez, porém, a sua embriaguez extrapolou os limites do tolerável, por pouco não roubando a existência física da esposa ou do filho, vítima dele mesmo e da Entidade perversa a quem facultava intercâmbio. Por causa disso, a expectativa de cura nutrida pela esposa era maior. (Cilada Perversa, pp. 181 e 182.)
8. O grande desafio da evolução é a forma de enfrentar as dificuldades - Para d. Armênia, embora ela procurasse confortar o filho, os fatos constituíam áspera provação. Em dado momento, vendo que o rapaz sentia dores, ela buscou o auxílio da enfermagem, enquanto orou em silêncio, dominada por grande unção. Vicente utilizou-se do momento e aplicou no paciente energias calmantes e revitalizadoras, levando-o ao sono reparador. Instantes depois, nada mais podendo fazer ali, Armênia retornou ao lar, evitando, a conselho médico, visitar o marido, a fim de dar-lhe tempo para as necessárias reflexões. Enquanto isso, o indigitado obsessor dialogava com amigos da mesma espécie. “Na próxima oportunidade -- blasonou, rilhando os dentes com ferocidade -- lograrei êxito, que somente adiei, de modo a deliciar-me com as demoradas aflições da família.” Em seguida, informou: “Temos instruções especiais para a programação dos nossos ataques aos estúrdios cordeiros do Evangelho”. “Utilizar-nos-emos do relho e da brida, isto é, da violência que irrompe inesperadamente e alcança o alvo, desarvorando a todos e fazendo lavrar o incêndio do ódio, levando tudo a arder. Ou então, sutilmente trabalharemos os seus sentimentos, despertando-os, e estimulando-lhes as áreas da emoção com as quais somos afins, de modo a envolvê-los em bem urdidos planos que fomentam o prazer e logo a desgraça... Conduziremos até eles pessoas licenciosas e sem escrúpulos, que se fascinarão com as suas idéias objetivando outros interesses, que trabalharão sob nossa indução até a eclosão de problemas perturbadores, de escândalos ruidosos, de deserções contínuas, minando as bases da sua decantada fraternidade. E não ficaremos aí, porquanto dispomos de tempo e oportunidade para levar adiante esta luta sem quartel, dela saindo vitoriosos.” Dito isto, concluiu: “O Soberano das Trevas superintende pessoalmente este programa para o qual muitos de nós fomos convocados e convenientemente adestrados. Não faltará quem acredite, diante da execução do nosso plano, que defronta uma alucinação, fantasias mediúnicas, perturbações e transtornos mentais, o que mais ainda nos ajudará no cumprimento do nosso dever. Quanto mais discussão acalorada, mais dúvidas e suspeitas, mais acusações recíprocas entre eles, os cordatos, melhor para nós, pois que contamos com esses resultados. A união fortalece, a separação desagrega, como é sabido...” O infeliz perseguidor do Grupo espírita prosseguiu com doestos e ameaças, enquanto Miranda e seus amigos permaneciam em paz, aguardando os futuros acontecimentos. Afinal, o grande desafio da evolução é a forma de enfrentar as dificuldades e superá-las. (Cilada Perversa, pp. 183 e 184.)
9. O caso Francisco - O médium Francisco, que semanalmente tornava-se instrumento dúctil para as comunicações, particularmente aquelas que se caracterizavam pelo sofrimento e pela perturbação, sintonizando sem esforço com os Espíritos atormentados e obsessores, reencarnara com atividades estabelecidas, programado para uma existência de renúncia e abnegação. Jovem, possuía uma aura de simpatia que contribuía para ser estimado com facilidade, como também para despertar sentimentos vulgares nas pessoas insensatas e viciosas, acostumadas aos desatinos morais. Afligiam-no, no entanto, no seu mundo íntimo, inúmeros conflitos, que ele buscava superar no estudo e na vivência da Doutrina Espírita. Embora aparentasse calma e segurança, não raro surpreendia-se agônico, agitado, sob imperativos afligentes que o dilaceravam por dentro, quando se lhe nublava o entendimento, a ponto de não conseguir orar, de modo a restabelecer o equilíbrio, a harmonia. Isso lhe constituía, de certo modo, um calvário a viver, qual ocorre com expressivo número de criaturas que jornadeiam no mundo, crucificadas em madeiros invisíveis. Na verdade, Francisco procedia de reencarnações malogradas, especialmente no campo da fé religiosa, onde mais de uma vez se comprometera gravemente. Certa vez, no passado, passando como pastor, vinculado ao clero romano, entregara-se a lamentáveis práticas da luxúria e da sensualidade, vivendo largo período de permissividade e hipocrisia. Utilizando-se da religião, disfarçava as paixões inferiores na sotaina, enquanto explorava moçoilas ingênuas e viúvas angustiadas, que abandonava com indiferença, após saciados os caprichos servis. Denunciado várias vezes, conseguia, a peso de ouro, prosseguir na carreira infeliz, transferido de uma para outra paróquia, onde dava continuidade às práticas perversas e imorais. Ao desencarnar, na meia-idade, reencontrou com várias de suas vítimas que o aguardavam entre ódios e promessas de vingança. Reencarnando, por interferência de abnegado Mentor, volveu ao clero, para reparar e elevar-se, não conseguindo o êxito que dele se esperava, porquanto, insensato, deu curso outra vez aos disparates morais, aumentando ainda mais a carga de aflições que o futuro lhe deveria cobrar. (Vidas em Perigo, pp. 185 a 187.)
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