EducaçÃo ambiental no museu de astronomia” Maria des Mercês Navarro Vasconcellos e Mauro Guimarães




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títuloEducaçÃo ambiental no museu de astronomia” Maria des Mercês Navarro Vasconcellos e Mauro Guimarães
fecha de publicación22.02.2016
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" EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MUSEU DE ASTRONOMIA”

Maria des Mercês Navarro Vasconcellos e Mauro Guimarães.



O MAST é uma unidade de pesquisa integrante da estrutura do Ministério de Ciência e Tecnologia que tem como missão o estudo, a preservação do legado científico e tecnológico nacional e a atuação em prol da educação científica da população brasileira. Um trabalho educativo que utiliza a História da Ciência, como uma das ferramentas para problematizar os referenciais paradigmáticos dominantes da sociedade moderna.

Consideramos que o mundo hoje passa por uma séria crise socioambiental e que este Museu, assim como todas as instituições da sociedade, precisa dar a sua contribuição para o enfrentamento desta realidade.

O contexto social atual exige o empenho de todas as áreas do conhecimento nas discussões sobre a problemática socioambiental. A Educação em Ciênciasi em interlocução com os pressupostosii da Educação Ambiental Crítica pode oferecer uma grande contribuição. Pois para discutir e se engajar como cidadão no enfrentamento dos problemas socioambientais, a população precisa estar cientificamente letrada e politicamente consciente.
A partir da segunda metade da década de 1980, vem ganhando força a noção de que vive-se em uma sociedade de risco e que esse risco está fortemente associado ao papel desempenhado pela ciência e pela tecnologia na sociedade. “

(Cazelli, 2001)
O enfrentamento da atual crise socioambiental depende, entre outras, da luta pela formulação de uma Ciência e uma Cultura engajadas no processo de construção de um modelo de sociedade ecológica e socialmente sustentáveis. Este projeto se concretizará a partir de uma participação política que contribua para construir nas relações societárias uma perspectiva de imperativos éticos voltados para o bem comum, como a eqüidade, a solidariedade, a cooperação.

A Educação, entre outros setores, pode ajudar a construir essa sociedade, no entanto, esta é uma tarefa grande demais para ficar só no âmbito escolar. Será necessária uma cooperação entre diferentes instituições educativas. Portanto, é importante que a Educação Formal e a Não Formal (como os centros de ciências e museus) atuem juntas na formulação e execução deste projeto.

Com relação aos espaços de Educação Não Formal, existem alguns aspectos que os tornam fundamentais para a promoção desta proposta educacional. Isto porque o caráter de não formalidade dessas instituições permite uma maior liberdade na seleção e organização de conteúdos e metodologias. O que amplia as possibilidades da transdiciplinaridade e contextualização. Por esse motivo, eles possuem um grande potencial para promover a motivação intrínsecaiii (Tapia, 2001) para o estudo de ciências em suas inter-relações com as questões ambientais.

Tais espaços ganham cada vez mais importância diante do aumento constante e acelerado da complexidade da realidade. A Escola, no entanto, tem encontrado dificuldades para proporcionar à sociedade todas as informações e reflexões necessárias para a compreensão deste contexto. A organização disciplinar da Escola é uma das principais dificuldades para a formação de uma visão de mundo mais integradora da realidade.

Portanto, a Educação Não Formal por ter uma organização espaço-tempo mais flexível, possui um importante papel para a ampliação da cultura científica e humanística. Mas, para conseguir popularizar o seu trabalho, é importante que estes espaços estabeleçam uma forte parceria com as escolas. Já que estas são instituições com maior capacidade de promover a sistematização com continuidade e a capilarização do trabalho educativo de intervenção na sociedade. Acreditamos que seja na complementaridadeiv dos diferentes espaços educacionais (formal e não formal) que possamos potencializar uma “abordagem relacional” (Moraes, 2003)v, que propicie uma adequada contextualização da perspectiva científica à dimensão ambiental no processo educativo. Deste modo, fica mais fácil a sociedade compreender o passado e o presente, ajudando-a na construção de um futuro melhor.

Porém, é preciso entender que estes dois espaços educativos possuem funções sociais diferentes e particularidades. Essa advertência é importante para que não se submeta os museus aos paradigmas estritamente escolares e vice versa. Por exemplo, não deve ser cobrado das atividades no museu um aprendizado formal. Isto comprometeria a motivação intrínseca e a aprendizagem significativavi.

Os museus devem ser “ambientes educativos”vii (Guimarães,2004) propícios à vivência de experiências significativas em uma abordagem relacional, proporcionando o desenvolvimento de conhecimentos, opiniões, visões de mundo na perspectiva da complexidade. Nessas experiências “a sensibilidade estética é aflorada, num processo aberto de comunicação que permite a cada pessoa explorar, sentir, pensar, tocar de modo singular e autônomo” (Schall,2003. p.17). Com isso, estimula-se no público o desejo de se inserir no ambiente educativo de forma espontânea, utilizando como fio condutor a curiosidade, o lúdico, o cotidiano e o contexto socioambiental.

Desta forma o Museu deve aliar informação, ensino-aprendizagem e entretenimento em prol da promoção da ampliação da cultura e construção de valores. Valores que possibilitem o aumento do empoderamento da população, a partir da ampliação do exercício da sua cidadania. Para isso ele deve também trabalhar para desmistificar a Ciência e motivar o pensamento problematizador-crítico e investigador na compreensão-ação dos problemas socioambientais.

É dentro desta perspectiva que o MAST tem desenvolvido, como uma de suas linhas de atuação, a potencialização da dimensão ambiental no processo educativo; ou seja, Educação Ambiental no Museu. Algumas ações têm sido realizadas com esse intuito; entre estas, a "Trilha Ambiental"viii. A proposta da Trilha contempla um roteiro de visita guiada que é oferecido pelo MAST às escolas. Nela a Ciência é trabalhada a partir de discussões sobre a problemática socioambiental, explorando-se as exposições do “Sistema Solar” representado em escala pelo campus do Museu; a exposição “Quatro Cantos de Origem” que foca na mudança paradigmática do conhecimento Da idade média para o conhecimento da Ciência moderna; os “Ciclos Astronômicos e a Vida na Terra” com sua cadeia de relações, em particular os ciclos da matéria e energia; e finalizando a visita com uma apresentação dialogada audio-visual no auditório.

A proposta desta Trilha é estabelecer um continum entre a atividade escolar e a museal, procurando construir a complementaridade educativa dos diferentes espaços. Para isso, o professor participa anteriormente de uma reunião de assessoria em que lhe é apresentada a Trilha como uma proposta de interação entre a atividade da Escola e do Museu. Sugere-se que a Trilha se inicia na Escola com de realização de atividades "provocativas" para a visita ao MAST. Ao retornar a Escola, o professor leva uma ficha para ser respondida pelos alunos, com o objetivo de registrar os referenciais de espaço, tempo, identidade e concepções sobre os problemas ambientais, que serão trabalhados durante a visita. O objetivo da Trilha é refletir sobre a visão de mundo referenciada pelos paradigmas da sociedade moderna, a partir dos ambientes educativos provocados pelos conteúdos das diferentes exposições. Nestes ambientes procura-se construir uma ampliação do olhar, em que se trabalha uma identidade de pertencimento a um coletivo; de sermos e estarmos em uma parte enrredada em um todo maior; que participamos de um movimento evolutivo, não exclusivamente linear, mas também cíclico e complexo. Procuramos provocar uma mudança de foco que contemple uma compreensão complexa da realidade socioambiental, que os motive a desenvolver esta temática no retorno à Escola. Ao final da visita, estimula-se o surgimento de questionamentos, para serem trabalhados posteriormente na Escola, a respeito da crise socioambiental da atualidade. Foram selecionados e criados materiais e produtos para subsidiar a continuidade pelo professor das atividades educativas. Entre estas: o empréstimo do livro-jogo “Unidos para construir um mundo melhor” para estimular atividades cooperativas e o planejamento de projetos escolares; a disponibilização de textos e um fórum permanente de debate via internet; a participação nas demais atividades propostas pela Coordenação de Educação do MAST com esta dimensão ambiental, proporcionando uma consolidação da relação Museu-Escola. A nossa proposta é que essa cooperação entre o museu e a escola possa contribuir para a promoção de um alfabetizaçãoix científica a partir de uma perspectiva crítica de educação ambiental.

O jogo cooperativo e interdisciplinar “Unidos para construir um mundo melhor” (Vasconcellos, 2004) editado pelo Programa de Popularização da Ciência na América Latina e Caribe da OEA em parceria com o MAST, tem sido uma estratégia didática utilizado nas diferentes atividades propostas do Museu. Esse tipo de jogo favorece a construção dos valores e atitudes propostos por uma educação emancipatória. Isto porque, as relações que se estabelecem entre as pessoas nesse tipo de jogo, favorecem o desenvolvimento da confiança mútua o que dá um reforço emocional importante para o processo de construção da autonomia; objetivos contidos na dimensão ambiental das atividades educativas propostas pelo MAST.

Como forma de tentar potencializar, difundir e aprimorar essa proposta assumida pela Coordenação de Educação do MAST, são desenvolvidas várias ações na área de formação inicial e continuada do educador. De cursos de aperfeiçoamento em Educação Ambiental para professores, em parceria com outras instituições, como por exemplo o Espaço COPPE da UFRJ, até, mais especificamente, o “Curso Parcerias”. Esse último objetiva atuar junto a licenciandos de diferentes cursos de Universidades parceiras, formando-os como agentes de mediaçãox em museus e centros de ciências, buscando ressaltar a contribuição da Educação Não Formal para a construção da sustentabilidade socioambiental.

Outra iniciativa que está sendo implementada neste mesmo escopo, e como resultado de demanda gerada nos cursos, se dá na realização da atividade “Balançando a rede com ciência”, incluída na programação mensal do MAST, como sendo um espaço de encontro presencial para os participantes, da Trilha Ambiental, dos Cursos de Educação Ambiental e “Parcerias” e da Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiroxi, onde possam debater, apresentar atividades, trocar experiências referentes a questão ambiental. Esta atividade se inicia com um pequeno texto e/ou questões provocativas que o Museu lança na Rede antes do encontro no MAST.

Estas diferentes iniciativas representam um esforço de aproximação e consolidação das interfaces entre a Educação formal e não formal. Isso como forma de refletir e atuar sobre a perspectiva mais ampla do processo educacional, para além da educação formal e não formal, o que não quer dizer a não explicitação de suas especificidades, mas que a partir e reciprocamente voltando a essas especificidades, entender a dimensão de complementaridade desse processo educativo. Da mesma forma, pretendemos pensar na formação do educador para além do profissional que atua no espaço formal (professor) e não formal (profissional de museus e centros), sem mais uma vez deixar de reconhecer as especificidades de cada espaço e função, com suas habilidades e competências particulares. Ou seja, pretendemos desenvolver nossas reflexões e ações na perspectiva dialógicaxii (Morin) sobre a complementaridade do processo educacional.

Vale ressaltar que estas propostas, por seu ineditismo, encontram-se em construção, mas que já vem apresentando promissores resultados internos e externos substanciado por seus princípios que o norteiam. A nível interno, vem propiciando uma maior integração das diferentes exposições, atividades e setores do Museu e, no nível externo, uma maior aproximação do Museu com a sociedade.

Todas essas iniciativas buscam, ancoradas na importância histórica, cultural e científica do Museu de Astronomia e Ciências Afins na sociedade brasileira, respaldar o seu compromisso social com a popularização da Ciência e tecnologia, como forma de contribuir na construção de uma sociedade socioambientalmente sustentável.
BIBLIOGRAFIA:
AUSUBEL, D. P. Educational Psychology: a cognitive view. New York: Holt, Rinehart e Winston, 1968.
CAZELLI, S.; FRANCO, C. Alfabetismo científico: novos desafios no contexto da globalização. Revista ensaio, 2002.
FALCÃO, D. ALVES, F., KRAPAS, S. e COLINVAUX, D. Museus de ciência, aprendizagem e modelos mentais: identificando relações. In: GOUVÊA, G., MARANDINO, M., LEAL, M.C. Educação e Museu: a construção do caráter educativo dos museus de ciências. Rio de Janeiro: FAPERJ e Editora Access, 2002.
GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo, Unesp, 1991.
GUIMARÃES, M. A Formação de Educadores Ambientais. Campinas, Papirus, 2004.
Michel Van-Präet. A educação no Museu, divulgar “Saberes Verdadeiros” com “Coisas Falsas?” In: GOUVÊA, G; MARANDINO, M; LEAL, M.C. (Coor.) Educação e Museu: a construção do caráter educativo dos museus de ciências. Rio de Janeiro: FAPERJ E Editora Access, 2002.
MORAES, E. C. de. Abordagem Relacional: uma estratégia pedagógica para a educação científica na construção de um conhecimento integrado. ANAIS, IV ENPEC 2003.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários a educação do futuro. São Paulo, Cortez, 2000.
____________. Ciência com Consciência. 3ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.
_________. Complexidade e ética da solidariedade. In: CASTRO, G. de; CARVALHO, E. de A.; ALMEIDA, M. C. de (Coord.). Ensaios de Complexidade. Porto Alegre: Sulina, 1997b.
SANTOS, Leonor. O trabalho em colaboração entre professores de Matemática do Ensino Secundário num contexto de mudança curricular. Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Revista de Educação. Vol.XI, no. 2, 2002.
SCHALL, Virgínia T. Educação nos museus e centros de ciência: a dimensão das experiências significativas. In: Workshop: Educação em museus e centros de ciência.Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003.
TAPIA, Jesús Alonso. A motivação na sala de aula. São Paulo: Editora Loyola. 2001.


iNotas:

 Entendemos que uma finalidade da Educação em Ciências é formar pessoas (cidadãos) aptas a dialogarem com o conhecimento científico em interação com outros saberes, por um lado. Por outro, é estimular que esse conhecimento e seu processo de produção sejam popularizados, possibilitando a ruptura do que Giddens (1991) denomina de “sistema perito”.


iiii Os pressupostos da Educação Ambiental Crítica que estamos considerando aqui são sua abordagem interdisciplianr, referenciada na perspectiva da complexidade e subsidiada pela interpretação histórico-crítica da realidade. Estes pressupostos afirmam o caráter participativo, permanente e político da dimensão ambiental no processo educativo.


iii Segundo Tapia (2001) esta motivação intrínseca é caracterizada pela fato da meta que se pretende alcançar ser algo que está dentro do âmbito da atividade que se está realizando e não fora dela.


iv Complementaridade aqui entendida não como forma de uma instituição suprir deficiências da outra e sim, como uma relação que amplie as possibilidades educativas numa perspectiva geradora de sinergia.



v Para Moraes (2003), a “Abordagem Relacional” fundamenta ações pedagógicas baseadas no estudo das relações, para a criação de condições que contribua para a construção de um conhecimento integrado do mundo, considerando a complexa rede de conexões dos seus componentes físico-químicos, biológicos e humanos.


vi Aprendizagem significativa é um conceito construído por David Ausubel (1968) em sua teoria sobre o processo de construção do conhecimento. segundo este autor, a aprendizagem ocorre a partir de relações que se estabelecem entre idéias já existentes com novas experiências para construir novas idéias.


vii Como percebido por Guimarães (2003), “O ambiente educativo não é o espaço físico escolar. O ambiente educativo se constitui nas relações que se estabelecem (...) entre escola e comunidade, entre comunidade e sociedade, entre seus atores, nos embates ideológicos por hegemonia; portanto, é movimento complexo das relações.”


viii A atividade denominada de “Trilha Ambiental” resulta de uma atividade anterior, denominada “Trilha Ecológica”, que foi remodelada e reconcebida a partir de pesquisas da Coordenação de Educação do MAST, que teve como um dos indicativos resultantes a alteração de sua denominação.


ix Utilizamos aqui “alfabetização” no sentido dado na obra de Paulo Freire como domínio da leitura não reduzido ao “b a ba” em um juntamento de letras, ou seja ao domínio da técnica, mas como uma leitura de mundo que dê sentido a compreensão e ação do/a educando/a sobre a realidade. É inerente a este sentido a dimensão política que possibilita ao educando/a tornarem-se sujeitos na história pela ampliação do exercício da cidadania a partir de sua alfabetização.


x Entendido como o mediador do processo de interação do conhecimento disponibilizado em espaços de educação não formal (museus e centros de ciências) e o visitante.


xi Esta atividade também é divulgada e aberta para o público em geral.


xii No pensamento complexo de Morin, o dialógico se constitui e é constituinte pela/da unidade do antagonismo e complementaridade recíproca das partes.


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