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CONDIÇÕES DE ADMISSÃO NA LEGIÃO



1. A Legião de Maria está aberta para todos os católicos que:
a) pratiquem fielmente a sua religião;
b) estejam animados do desejo de exercer o seu apostolado na Igreja, como membros da Legião;
c) e estejam resolvidos a cumprir todas as obrigações impostas aos membros da organização.
2. Aqueles que desejem ingressar na Legião de Maria devem solicitar sua inscrição em um Praesidium.
3. Os candidatos com menos de 18 anos só podem ser admitidos nos Praesidia juvenis (Ver o capítulo 36).
4. Ninguém deve ser admitido como candidato à Legião de Maria antes de o Presidente do Praesidium, a que é requerida a admissão, se ter certificado através de uma observação cuidadosa, de que o pretendente satisfaz as condições exigidas.
5. Antes de ser alistado nas fileiras da Legião, o candidato deve submeter-se satisfatoriamente a uma prova mínima de três meses. Pode, todavia, desde o princípio, participar plenamente nos trabalhos da Legião.
6. A cada candidato será entregue, um exemplar da Tessera.
7. A admissão propriamente dita consiste essencialmente no Compromisso Legionário e na inscrição do nome do candidato na lista dos membros do Praesidium. A fórmula do Compromisso Legionário vem inserida no capítulo 15 e está impressa de forma a facilitar a leitura.
Monsenhor Montini (mais tarde Papa Paulo VI), escrevendo em nome de Pio XII, declara: “Este Compromisso Legionário e Mariano tem fortalecido os legionários de todo o mundo na sua luta por Cristo, especialmente os que estão sofrendo perseguições pela fé”.
Existe um comentário do Compromisso Legionário – “A Teologia do Apostolado” – devido à pena ilustre de Sua Eminência, o Cardeal Suenens, Arcebispo de Malinas, e publicado em várias línguas. Obra de incalculável valor, que devia andar nas mãos de todos os legionários. A sua leitura, no entanto, aproveita também a qualquer católico responsável, pois encerra uma exposição notável dos princípios diretivos do apostolado cristão.
[Capítulo 13 Condições de Admissão na Legião página 81]

a) Terminado o período de provação de uma forma satisfatória, deverá o candidato ser informado com uma semana de antecedência, pelos menos, da sua admissão. Durante ela, o candidato procurará familiarizar-se com as palavras e o sentido do Compromisso Legionário, de maneira que, na cerimônia da admissão, o leia com facilidade, compreensão e fervor.
b) Na reunião semanal do Praesidium, logo após a recitação da Catena e enquanto todos os membros se conservam de pé, aproxima-se o Vexillum do candidato que, tomando na mão esquerda uma cópia do Compromisso, recita-o em voz alta, intercalando o seu próprio nome no lugar respectivo. No início do terceiro parágrafo leva a mão direita à haste do Vexillum e aí a conserva até o fim da recitação. Depois recebe a bênção do sacerdote (se este estiver presente) e o seu nome é inscrito na lista dos membros.
c) Em seguida os legionários sentam-se de novo, ouvem a alocução e a reunião segue o seu curso.
d) Se o Praesidium não possuir ainda o Vexillum, o candidato fará o Compromisso perante uma imagem do mesmo – a que figura na Tessera, por exemplo.
8. Uma vez aprovado, o candidato deve assumir sem demora, o seu Compromisso Legionário. Dois ou mais candidatos podem ser recebidos no mesmo dia, o que não é aconselhável, pois se torna evidente que, quanto mais numerosos, menos solene se torna a cerimônia para cada um deles.
9. A cerimônia da recepção pode constituir uma difícil prova para as pessoas extremamente sensíveis; mas tanto melhor: porque a cerimônia ganhará para elas em solenidade e seriedade – que se refletirão na sua futura vida legionária.

10) Compete ao Vice-Presidente, de maneira especial, o dever de acolher os candidatos, de os instruir nas suas obrigações, e de os animar durante a provação e depois dela. É este, porém, um dever em que todos os legionários devem colaborar.
11. Se um candidato, por qualquer motivo, não desejar assumir o Compromisso, poder-se-á prolongar o período de provação por mais três meses. O Praesidium tem o direito de adiar o Compromisso até se certificar de que o candidato satisfaz as condições exigidas. Dê-se a este, de modo semelhante, ampla oportunidade para se decidir. Mas ao fim dos três meses suplementares, o candidato deverá assumir o Compromisso incondicionalmente, ou deixar o Praesidium.

[Capítulo 13 Condições de Admissão na Legião página 82]
Se um membro, depois de ter assumido o Compromisso, mais tarde o rejeita interiormente, tem a obrigação moral de deixar a Legião.
A aprovação e o Compromisso são a porta por onde se ingressa na Legião. Não deve ficar aberta, por negligência, aos indivíduos despreparados que possam baixar o nível e enfraquecer o espírito da Legião.
12. O Diretor Espiritual não está obrigado à cerimônia do Compromisso. Mas assumi-lo seria não só legítimo, como agradável e honroso para o Praesidium.
13. Reserve-se esse Compromisso ao seu fim específico. Não é permitido usá-lo como ato de consagração na Acies ou em outras solenidades. Nada impede, porém, que os legionários o utilizem nas suas devoções particulares.
14. As faltas dos legionários às reuniões do Praesidium deverão ser consideradas com justa compreensão, conforme as causas que as motivaram. Não se risquem levianamente os nomes da Lista Oficial, sobretudo se as ausências se baseiam em doença, mesmo prolongada. Quando, porém, o nome de um membro foi retirado da lista por haver faltado de maneira irresponsável, requer-se, para reingressar na Legião, novo período de provação e novo Compromisso.
15. Em tudo ao que se refere o serviço legionário e só nisso, os membros tratar-se-ão por “Irmão” ou “Irmã”.
16. Conforme as necessidades e com a aprovação da Curia, os membros se agruparão em Praesidia de homens, mulheres, rapazes, moças ou mistos. No seu início, a Legião foi um organismo puramente feminino. Só oito anos mais tarde se formou o primeiro Praesidium de homens. Apesar disso, a Legião apresenta base igualmente apropriada para estes, existindo atualmente em atividade numerosos Praesidia, quer mistos, quer masculinos. Os primeiros Praesidia da América, da África e da China foram de homens.
Embora as mulheres ocupem, por isso, lugar de honra na Legião, usamos sempre nestas páginas o pronome masculino para designar os legionários de um e outro sexo. Tal é o costume do direito. Evitam-se, assim, repetições cansativas de “ele ou ela”.
A Igreja nasceu para tornar todos os homens participantes da redenção salvadora e, através deles, conduzir efetivamente a Cristo o universo inteiro, dilatando pelo mundo o seu reino para glória

[Capítulo 13 Condições de Admissão na Legião página 83]
de Deus Pai. Toda a atividade do Corpo Místico que seja orientada para este fim, chama-se apostolado. A Igreja exerce-o de diversas maneiras, por meio de todos os seus membros, já que a vocação cristã é também, por sua própria natureza, vocação ao apostolado. Do mesmo modo que num corpo vivo, nenhum membro tem um papel meramente passivo, mas antes, juntamente com a vida do corpo, também participa da sua atividade, assim também no corpo de Cristo, que é a Igreja, todo o corpo “segundo a função de cada parte, opera o próprio crescimento” (Ef. 4, 16). Mais ainda: é tão profunda neste corpo a união entre os membros (Ef. 4, 16) que se deve dizer que não aproveita nem à Igreja nem a si mesmo, aquele membro que não trabalha para o crescimento do corpo, segundo sua própria medida” (AA2).
14

O PRAESIDIUM
1. O núcleo de Membros Ativos da Legião de Maria chama-se Praesidium. Esta palavra latina indicava um destacamento da Legião Romana incumbido de determinada tarefa: um setor da linha de batalha, uma praça forte, uma guarnição. Conseqüentemente, o termo Praesidium é aplicado, com a máxima razão, à unidade orgânica da Legião de Maria.
2. Cada Praesidium adota como nome um título de Nossa Senhora, por exemplo: “Nossa Senhora da Misericórdia”, ou o de um dos seus privilégios, como “Imaculada Conceição”, ou, finalmente, o de algum acontecimento da sua vida, p. ex., “A Visitação”.
Feliz o Bispo que vier a ter na sua Diocese, Praesidia suficientes para formar uma Ladainha viva de Maria!
3. O Praesidium tem autoridade sobre todos os seus membros e poder para regular as suas atividades legionárias. Os membros, por seu lado, devem obedecer lealmente a todas as ordens legítimas do Praesidium.
4. Cada Praesidium, quer diretamente, quer por intermédio de um Conselho aprovado, deve estar filiado ao Concilium Legionis, sem o que não pertencerá à Legião. Segue-se que nenhum Praesidium deve ser fundado sem prévia licença de sua Curia ou, à falta desta, do Conselho Superior imediato, ou ain-

[Capítulo 14 O Praesidium página 84]
da, em último recurso, do Concilium. O novo Praesidium dependerá diretamente do Conselho que autorizou a sua fundação.
5. Nenhum Praesidium deve ser fundado em qualquer paróquia, sem o consentimento do Pároco ou do Ordinário. Um ou outro deve ser convidado a presidir à cerimônia da inauguração.
6. O Praesidium deve se reunir regularmente, uma vez por semana. A reunião deverá ser feita conforme o estabelecido no Capítulo intitulado “Ordem a observar na reunião do Praesidium.”
Esta regra é absolutamente invariável. Haverá quem diga com várias e excelentes razões que é difícil reunir semanalmente e que uma reunião quinzenal ou mensal bastaria para os fins em vista.
A tais objeções tenha-se presente que a Legião em circunstância alguma pode consentir que a reunião deixe de ser semanal, nem concede a nenhum Conselho o direito de alterar esta norma. Se a regulamentação do trabalho ativo em curso fosse o único assunto a tratar, talvez bastasse uma reunião mensal, embora seja para duvidar que o referido trabalho fosse feito semanalmente, como manda o Regulamento. Mas um dos fins essenciais da reunião é a oração semanal em comum, e será inútil acrescentar que tal fim só pode ser atingido com a reunião semanal.
É certo que uma reunião semanal acarreta sacrifício. Mas, se a Legião não pode exigi-lo com confiança aos seus membros, – onde encontraremos a base necessária e firme para o seu sistema?
7. Haverá em cada Praesidium como Diretor Espiritual, um sacerdote, e também um Presidente, um Vice-Presidente, um Secretário e um Tesoureiro.
Chamam-se Oficiais do Praesidium e são os seus representantes na Curia. As obrigações de cada um deles serão tratadas no capítulo 34. A primeira, porém, há de ser a perfeita execução do trabalho semanal ordinário, de modo a servirem de exemplo aos restantes membros.
8. Os Oficiais deverão apresentar ao Praesidium um relatório de cada reunião da Curia, e manter assim o necessário contato entre o Praesidium e a Curia.
9. O Diretor Espiritual é designado para o seu cargo pelo Pároco ou pelo Bispo. A permanência no cargo dependerá da aprovação dos mesmos.

[Capítulo 14 O Praesidium página 85]
Um Diretor Espiritual pode encarregar-se, ao mesmo tempo, da direção de mais de um Praesidium.
Caso ele não possa participar das reuniões do Praesidium, poderá fazer-se substituir por outro sacerdote ou religioso, ou, em circunstâncias especiais, por um Legionário competente, chamado Tribuno.
Embora o Diretor Espiritual deva estar a par do que se passa nas reuniões, a sua presença não é essencial à validade das mesma.
O Diretor Espiritual pertence à categoria dos Oficiais do Praesidium e deve apoiar toda autoridade legionária legítima.
10. O Diretor Espiritual deverá ter autoridade decisiva nas questões religiosas ou morais levantadas nas reuniões do Praesidium, cabendo-lhe o direito de suspender qualquer deliberação até que o Pároco ou o Bispo dêem o seu parecer.
“Este direito é uma arma necessária; mas, como qualquer arma, deve ser usada discreta e cautelosamente, para que não aconteça tornar-se instrumento de destruição e não de proteção. Numa associação bem organizada e bem dirigida a sua utilização nunca será necessária.” (Civardi: Manual da Ação Católica)
11. Os Oficiais do Praesidium, exceto o Diretor Espiritual, serão nomeados pela Curia, ou, se esta não existir, pelo Conselho imediatamente superior.
É para desejar que se evitem francas discussões a respeito das qualidades ou defeitos de candidatos a Oficiais, possivelmente presentes. Assim, quando se tem que preencher qualquer vaga no quadro dos Oficiais, o Presidente da Curia costuma apresentar a esta, depois de cuidadosa pesquisa (em que deve ser ouvido sobretudo o Diretor Espiritual do Praesidium) o nome da pessoa que lhe pareça mais idônea, e que a Curia nomeará, se assim o entender.
12. A duração do mandato dos Oficiais (exceto a do Diretor Espiritual) é de três anos, prolongável por outro período igual ao primeiro, isto é, seis anos ao todo. Depois de o seu mandato terminar um Oficial não pode continuar a exercer as suas funções.
A transferência de um Oficial para outro cargo ou para cargo idêntico em unidade diferente deverá considerar-se como nova nomeação.
Após um intervalo de três anos, um Oficial pode ocupar o mesmo cargo no mesmo Praesidium.

[Capítulo 14 O Praesidium página 86]
Quando, por qualquer motivo, um Oficial não puder completar os três anos de mandato, deverá considerar-se como tendo servido três anos, na data do abandono do cargo. Aplicam-se depois as normas gerais da renovação dos mandatos: a) se se tratar de um primeiro período, pode, dentro do triênio que não completou, ser designado para o mesmo lugar por um novo período de três anos; b) se se tratar de um segundo período, deve decorrer três anos entre a saída do cargo e a nova nomeação para as mesmas funções.
“O problema da duração de um cargo deve ser resolvido de acordo com os princípios gerais. Em qualquer organização – sobretudo numa organização religiosa de voluntários – nunca devemos perder de vista o grande perigo de acomodação que a ameaça, no todo ou em qualquer das suas partes, pela diminuição do entusiasmo, pela infiltração do espírito de rotina, pelo endurecimento dos métodos, diante dos males que surgem constantemente. Perigo realmente sério, – porque muito humano.
Este processo de deterioração conduz a um trabalho sem vida, a uma completa indiferença. A organização deixa de atrair ou reter os membros mais qualificados, caindo numa indiferença aniquiladora. É disto que a Legião tem de se defender a todo o custo. Para tal, é absolutamente indispensável garantir, em todo e cada um dos Conselhos ou Praesidia, um perpétuo renovar de entusiasmo. O nosso primeiro cuidado deve recair sobre os Oficiais – fontes naturais de zelo – esforçando-nos para que não diminua o impulso do seu primitivo fervor, o que se consegue com a mudança a que acima nos referimos. Se os Oficiais falham, tudo falha. Se neles se extingue a chama do entusiasmo, vão esfriar, na mesma medida os grupos que eles dirigem. E o pior é que se contentarão facilmente com o estado de coisas, a que se habituaram. Para tal situação não há remédio possível a não ser que o socorro venha de fora. Teoricamente, tal remédio estaria num estatuto que exigisse a renovação periódica de um cargo. Na realidade, porém, este remédio não seria eficaz, pois que os próprios conselhos administrativos não se aperceberiam do lento desmoronar e aprovariam automaticamente a reeleição dos mesmos dirigentes.
Conseqüentemente, parece que a única atitude segura a se tomar é substituir os Oficiais, sem considerar seus méritos ou outras circunstâncias. O procedimento das ordens religiosas sugere à Legião, o critério a seguir: “o de limitar a seis anos a duração dos cargos e exigir a renovação do poder após o primeiro triênio” (Decisão tomada pela Legião, limitando a duração dos cargos dos Oficiais).

[Capítulo 14 O Praesidium página 87]
13. “Não há maus soldados,” dizia Napoleão, – “só há maus oficiais”. É esta uma forma irônica de afirmar que são os oficiais que fazem os soldados. O padrão estabelecido pelos Oficiais, dentro da organização, em matéria de generosidade e de trabalho, nunca será ultrapassado pelos Legionários. Daí, a imperiosa necessidade de escolher os Oficiais entre os melhores elementos. Se o operário deve ser digno de seu salário, o legionário deve ser digno de ocupar um cargo de direção.
A nomeação sucessiva de bons Oficiais deveria significar o aperfeiçoamento constante do espírito do Praesidium. Cada novo Oficial, além de velar cuidadosamente pela manutenção do nível adquirido, há de contribuir com a sua participação pessoal para o progresso do Praesidium.
14. A nomeação do Presidente, sobretudo, requer madura reflexão. Um erro em tal matéria pode ser a ruína do Praesidium. A escolha só deve ser feita depois de um sério exame dos possíveis candidatos, de acordo com os requisitos apontados no capítulo 34, n° 2, relativo ao Presidente. A pessoa que não ofereça garantia de poder satisfazer às normas ali estabelecidas, deve ser absolutamente posta de lado, por maiores que sejam os seus méritos, sob qualquer outro ponto de vista.
15. Não havendo razões especiais em sentido contrário, a Curia, sempre que proceder à reorganização de um Praesidium que esteja em má situação, substituirá o Presidente. A ruína do núcleo provém, na maior parte dos casos, do desleixo ou incapacidade do Presidente.
16. Durante o tempo de prova, o legionário só provisória ou temporariamente poderá exercer um cargo de direção num Praesidium de adultos. Se ele não tiver sido retirado do cargo, durante o período de prova, ao expirar este torna-se Oficial de pleno direito, e o tempo decorrido vai ser tomado em conta para o triênio acima referido.
17. Nenhum membro do Praesidium deve sair para entrar em outro, sem prévia autorização de seu Presidente. A admissão em novo Praesidium será feita de acordo com as regras e constituições que regulam a admissão de novos membros, podendo estes ser dispensados da prova e da Promessa. Tal autorização, quando pedida, não deve ser negada sem razão suficiente. Ao pretendente fica sempre o recurso de apelar para a Curia.

[Capítulo 14 O Praesidium página 88]
18. O Presidente do Praesidium, depois de consultar os Oficiais, pode suspender qualquer membro do Praesidium, por motivos que todos considerem suficientes, sem ter de dar contas ao Praesidium.
19. A Curia tem o direito de expulsar ou suspender qualquer membro de um Praesidium, ficando a este o recurso de apelar para o Conselho diretivo, imediatamente superior, cuja decisão será definitiva.
20. Qualquer discordância entre Praesidia, relativa à divisão dos trabalhos, será solucionada pela Curia.
21. Um dos deveres essenciais do Praesidium é recrutar e manter à sua volta um sólido grupo de Auxiliares.
Um exército bem comandado, corajoso, perfeitamente disciplinado e armado, representa uma força irresistível. No entanto, se contar apenas consigo próprio, a sua eficiência será pouco durável. Ele depende a toda hora de uma grande multidão de trabalhadores que lhe fornecem munições, víveres, fardas e assistência médica. Vamos privá-lo de toda essa ajuda e veremos o que acontecerá a esta excelente formação, depois de alguns dias de combate.
Os Auxiliares são para o Praesidium o mesmo que aquela turma de trabalhadores é para o exército. Fazem parte integrante da organização. Sem eles o Praesidium é incompleto.
O verdadeiro método para se manter a comunicação com os Auxiliares é o contato pessoal. Não bastam cartas para cumprir tão importante dever.
22. Um exército procura sempre assegurar o futuro pelo estabelecimento de escolas de formação militar. Da mesma maneira, cada Praesidium deve considerar a fundação e direção de um Praesidium Juvenil como parte essencial do seu próprio sistema. Dois legionários adultos serão escolhidos para Oficiais do Praesidium Juvenil. Nem todos os legionários servem para tais cargos. A formação dos jovens exige qualidades especiais do educador. Que os Oficiais sejam, portanto, escolhidos com muito cuidado. O desempenho desta tarefa satisfaz a obrigação do trabalho semanal que lhes compete como membros do Praesidium de adultos a que pertencem. Representarão o Praesidium Juvenil na Curia de adultos ou na Curia Juvenil, se esta existir.
Os outros dois cargos de Oficiais serão preenchidos por membros juvenis que assim serão treinados para as responsabi-

[Capítulo 14 O Praesidium página 89]
lidades futuras. Representarão o Praesidium na Curia Juvenil, nunca, porém, na Curia de Adultos.
“Numerosos são os raios do sol, mas uma só a luz; muitos os ramos da árvore, mas um só o tronco, firmemente seguro por raízes inabaláveis.” (São Cipriano: De Unitate Ecclesiae).
15
COMPROMISSO LEGIONÁRIO (1)
Espírito Santíssimo, Eu ..... (nome do candidato),

desejando alistar-me hoje nas fileiras da Legião de Maria, e reconhecendo que não posso, por mim mesmo, prestar serviço digno,

suplico-vos que desçais a mim e me enchais de Vós mesmo,

a fim de que os meus débeis atos sejam sustentados pelo Vosso poder e se tornem instrumentos dos Vossos soberanos desígnios.

Reconheço também que, tendo Vós vindo regenerar o mundo em Jesus Cristo,

só por Maria o quisestes fazer;

que sem Ela não podemos conhecer-Vos, nem amar-Vos;

que é por Ela que os Vossos dons, virtudes e graças são

distribuídos a quem lhe apraz, quando lhe apraz, e na medida e maneira que lhe apraz.

Reconheço, enfim, que o segredo do perfeito serviço legionário

consiste na união total com aquela que Vos está inteiramente unida.
Por isso, empunhando o estandarte da Legião que simboliza a nossos olhos todas estas verdades,

apresento-me diante de Vós como soldado e Filho de Maria,

e proclamo a minha completa dependência d’Ela.

Maria é a Mãe da minha alma.

O Seu coração e o meu fazem um só coração;

[Capítulo 15 Compromisso Legionário página 90]
e do fundo deste coração único, Ela repete as palavras de outrora:

Eis aqui a escrava do Senhor”;

e mais uma vez vindes, Espírito Divino, por Seu intermédio operar grandes coisas.
Que o Vosso poder me cubra e comunique à minha alma o Vosso fogo e o

Vosso amor,

de modo a fundi-lo com o amor de Maria e a Sua vontade de

salvar o mundo;

para que eu seja puro n’Aquela que fizestes Imaculada;

para que, por Vós, cresça em mim o Cristo, meu Senhor;

para que eu, unido a Ela, Sua Mãe, possa levá-Lo ao mundo e às almas que

d’Ele carecem;

para que estas almas e eu, depois da vitória, possamos reinar com Ela na

glória da Trindade Santíssima.
Confiado em que me acolhereis – e Vos dignareis utilizar os meus serviços – e que convertereis neste dia, a minha fraqueza em força,

tomo lugar nas fileiras da Legião e ouso prometer um serviço fiel.

Prometo sujeitar-me completamente à sua disciplina,

que me liga a meus irmãos,

e faz de nós um exército,

e nos conserva alinhados na marcha com Maria,

para cumprir a Vossa vontade e operar os Vossos prodígios de graça,

que renovarão a face da Terra,

e estabelecerão o Vosso reino, Espírito Santíssimo, sobre todas as coisas.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
(1) Anteriormente: “Promessa Legionária”.
Notou-se que o Compromisso Legionário se dirige ao Espírito Santo, a Quem o comum dos católicos tem muito pouca devoção, e a Quem os legionários devem dedicar um amor muito especial. O seu trabalho, que é a santificação própria e a dos outros membros do Corpo Místico de Cristo, depende do poder e da ação do Espírito Santo, exigindo, por isso, uma íntima união com Ele. Para isto, duas coisas são essenciais: atenção cuidadosa às inspirações do Espírito Santo e uma terna devoção à Virgem Santíssima, com quem Ele trabalha em profundíssima união. Foi, provavelmente, a falta desta última e não da primeira, que fez com que houvesse no mun-

[Capítulo 15 Compromisso Legionário página 91]
do uma grande ausência da verdadeira devoção ao Espírito Santo, apesar dos numerosos livros escritos e dos inúmeros sermões pregados sobre este assunto. Os legionários amam muito, certamente, a Maria – sua Mãe e Rainha; mas, se juntarem este amor a uma devoção mais ardente e mais esclarecida ao Espírito Santo, entrarão perfeitamente no plano divino que exigiu a união do Espírito Santo e de Maria na obra de regeneração do mundo. Conseqüentemente, os legionários não poderão deixar de ver coroados os seus esforços por um acréscimo de forças e de êxitos.
As primeiras orações rezadas pelos legionários foram a Invocação e a Oração ao Espírito Santo, seguidas do Terço do Santo Rosário.’ Desde então as mesmas preces abrem cada reunião. Há a maior conveniência em colocar sob a mesma santa proteção, a cerimônia que incorpora o legionário nas fileiras da Legião. Esta cerimônia traz à memória o dia do Pentecostes – em que a graça do apostolado foi derramada pelo Espírito Santo, através de Maria. O legionário, procurando o Espírito Santo, por intermédio de Maria, receberá d’Ele de maneira abundante os Seus Dons e, entre estes, o de um verdadeiro e esclarecido amor à Mãe de Deus.
Além disso, a fórmula do Compromisso harmoniza-se com a espiritualidade legionária simbolizada pelo Vexillum, que nos mostra a Pomba presidindo a Legião e a sua obra – por Maria, para todos os seres humanos” (Extrato da ata da 88a reunião do Concilium Legionis). (Estas citações não fazem parte da Promessa Legionária).
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