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Instrução Permanente




“O Serviço Legionário exige de cada membro da Legião:
Primeiro: A assistência pontual e regular à reunião semanal do Praesidium, onde deve apresentar em voz alta e compreensível o relatório exato do trabalho realizado.

Segundo: A reza diária da Catena.

Terceiro: A execução de um trabalho legionário, ativo e bem definido, em espírito de fé e união com Maria, de tal forma que, pelo legionário, seja Maria, a Mãe de Jesus, que mais uma vez contemple e sirva a pessoa Adorável de seu divino Filho, naqueles por quem o legionário trabalha e nos seus colegas de ação.

Quarto: Segredo absoluto sobre os assuntos tratados em reunião ou conhecidos na realização da atividade legionária”.

Por meu intermédio, Maria deseja também amar a Jesus, no coração daqueles a quem eu posso inflamar de amor com o meu apostolado e com as minhas orações contínuas. Se me identificar inteiramente com ela, serei coberto tão abundantemente de suas graças e de seu amor, que me tornarei como um rio caudaloso, capaz de, por minha vez, transbordar sobre outras almas. Por mim, Maria poderá amar a Jesus e enchê-lo de alegria, não só por meio

[Capítulo 18 Ordem a Observar na Reunião do Praesidium página 109]
do meu coração mas também por meio dos inumeráveis corações unidos ao meu” (De Jaegher: A virtude da Confiança. Esta citação não faz parte da Ordem Permanente).

8. Relatório do Tesoureiro. O Tesoureiro deve apresentar todas as semanas o relatório da situação financeira do Praesidium, expondo as entradas e despesas havidas desde a última reunião e o saldo em caixa.

“As pessoas perdem-se muitas vezes porque não há dinheiro suficiente para se investir no apostolado” (Mellet, C.S. Sp.).

9. Apresentação dos relatórios dos trabalhos. Os membros, sentados, apresentam de viva voz, os relatórios dos seus trabalhos, podendo servir-se, se for preciso, de apontamentos.

O Praesidium não deixará passar, como coisa natural e de pouca importância, a falta de execução do trabalho legionário. Quando alguém, por uma razão válida, não tiver podido desempenhar-se da sua tarefa, deve, sendo possível, apresentar uma explicação. A falta não justificada de um relatório causa nos demais membros uma impressão de desleixo no cumprimento do dever, e constitui um mau exemplo para todos os membros.

Trabalhem os legionários com seriedade e poucas vezes surgirá a necessidade de se desculparem; e ainda bem, porque num ambiente de desculpas enfraquecem-se o zelo e a disciplina.

O relatório não deve ser dirigido só ao Presidente. É que é importante levar em conta um certo processo mental. Quando uma pessoa fala com outra individualmente, a voz ajusta-se automaticamente à distância que as separa e não mais. Isto poderia significar que as palavras dirigidas ao Presidente seriam ouvidas com dificuldade pelas pessoas a maior distância.

O relatório bem como toda a discussão sobre o mesmo devem fazer-se num tom de voz que possa ser ouvido por toda a sala. O relatório que, apesar da sua perfeição e fidelidade, não é ouvido por muitos dos presentes, torna-se pior, pelo seu efeito cansativo, do que a sua falta pura e simples. Falar em voz baixa não é sinal nem de humildade nem de boas maneiras, como alguns podem imaginar. Quem igualou jamais a simplicidade e a delicadeza de Maria? E, todavia, quem ousaria imaginá-la falando entre dentes ou de forma que as suas palavras não pudessem ser ouvidas pelas pessoas que a rodeavam? Legionários, nisto como em tudo, imitem a sua Rainha.

[Capítulo 18 Ordem a Observar na Reunião do Praesidium página 110]

Os Presidentes não devem admitir relatórios que exijam esforço para serem ouvidos. Mostrem-se, por isso, eles próprios, não merecedores de qualquer crítica. É o Presidente que dá o tom aos membros, os quais, em geral, falam ainda mais baixo do que ele. Se, pois, o Presidente fala em tom baixo ou de conversa, os outros hão de responder-lhe em voz sumida, julgando que estão a gritar, se levantarem a voz mais do que ele. Os membros devem insistir com todos, inclusive com o Presidente, para que falem alto. Como médico, que o Diretor Espiritual peça a todos, por sua vez, para se fazerem ouvir perfeitamente, pois, criar boas condições para que todos ouçam, é essencial à saúde do Praesidium.
Pela sua função própria, o relatório é tão importante para a reunião como as orações. São dois elementos que mutuamente se completam, ambos necessários à reunião.

O relatório une o trabalho ao Praesidium. Deve ser, por conseqüência, uma clara exposição das atividades do legionário – tão viva, em certo sentido, como a projeção de um filme – de forma a envolver mentalmente os outros no trabalho apresentado, quer julgando-o, quer comentando-o, quer tirando lições apropriadas. Por conseguinte, o relatório há de revelar o que se tentou fazer, o que se fez de fato, e com que espírito; o tempo empregado; os métodos utilizados; o que não se conseguiu, e as pessoas com quem não se chegou a falar.

A reunião será alegre e animada. Por isso, os relatórios serão, ao mesmo tempo, um motivo de interesse e uma fonte de informação. Se a reunião se torna demasiadamente pesada, é sinal muito claro de que o Praesidium não marcha como deve. Resultado: os jovens não entram.

Há trabalhos de tal variedade, que fornecem matéria abundante para relatórios interessantíssimos; mas outros existem sem as mesmas possibilidades. Torna-se pois indispensável aproveitar tudo quanto saia fora do comum, embora pareça insignificante, para dar cor e vida à exposição.

O relatório não deve ser nem longo nem breve demais, e sobretudo, nada de frases sempre iguais. Uma tendência em qualquer destes sentidos provaria não só que o membro se descuida no cumprimento do seu dever, mas que os outros colaboram com o seu descuido. Tal procedimento vai de encontro ao propósito legionário da orientação do trabalho. O Praesidium não poderá orientar as atividades, a não ser que esteja perfeitamente informado sobre elas.

O trabalho da Legião é, em geral, tão difícil que se os membros não forem animados pelo exame cuidadoso que a assembléia

[Capítulo 18 Ordem a Observar na Reunião do Praesidium página 111]
faz dos seus esforços, podem cair no relaxamento. Ora, tal não deve acontecer. Eles ingressaram na Legião para fazer o maior bem possível e é, provavelmente, nos casos em que as limitações pessoais mais se fazem sentir, que o seu trabalho é mais necessário. Ora, é a disciplina legionária que levará o membro a vencer as próprias fraquezas e a cumprir até o fim o seu dever, disciplina que se exerce sobretudo, através da reunião. Se os relatórios fornecerem apenas vagas informações, vago será também o controle do Praesidium sobre as atividades do membro. Conseqüência inevitável: o Praesidium não o anima nem o defende. O membro perderá o interesse e a orientação do Praesidium, realidade vitais que não podem ser dispensadas. A disciplina legionária perde a sua influência salvadora sobre o membro, com maus resultados, quer para o interessado, quer para o grupo de que faz parte.

Nunca esqueçamos que um relatório mal feito arrastará outros no mesmo sentido; é assim a lei da imitação. Pessoas com ótimos desejos de servir a Legião acabarão por prejudicá-la tragicamente.

Nenhum legionário se contentará com apresentar apenas um bom relatório. Porque não desejar chegar mais alto e ajuntar por vontade própria, ao cumprimento perfeito do trabalho, um relatório que possa servir de modelo? Desta forma, colabora-se na formação dos outros membros, quer no que se refere à realização do trabalho legionário, quer ao modo de relatá-lo. “O exemplo”, diz Edmund Burke, “é a escola do gênero humano, que não tem outra”. Procedendo assim, um só indivíduo pode erguer um Praesidium ao mais elevado grau de eficiência. É que os relatórios, embora não passem de um dos numerosos elementos da reunião, exercem uma tal influência no conjunto, que, por simpatia, tudo reage com eles, para melhor ou para pior.

Apontamos já acima Nossa Senhora como motivo de inspiração para um aspecto do relatório. Mas pensar nela pode ser uma ajuda em qualquer outro aspecto. Um olhar para a sua imagem, antes de começar o relatório, garantirá essa ajuda. É indiscutível que todo aquele que procurar fazer um relatório como, em seu pensar, Nossa Senhora o faria, não poderá deixar de apresentá-lo perfeito sob todos os pontos de vista.

Certos cristãos apenas vêem em Maria uma criatura de beleza e graça incomparáveis, a mulher mais terna e amável que jamais existiu. Arriscam-se, assim, a não ter para com ela senão uma devoção sentimental ou, – se são de bom caráter – a sentir-se pouco

[Capítulo 18 Ordem a Observar na Reunião do Praesidium página 112]
atraídos pela mãe de Deus. Nunca repararam que esta Virgem tão terna e esta Mãe tão carinhosa é também a Mulher forte por excelência, e que nunca homem algum a igualou em fortaleza de caráter. (E. Neubert: Maria no Dogma).

10. A Catena Legionis (Cf. Capítulo 22: Orações da Legião) será rezada por todos, de pé, no momento fixado, mais ou menos a meio do tempo que vai da assinatura da Ata ao fim da reunião, ou seja, numa reunião normal de hora e meia, uma hora depois do início.

A antífona é rezada por todos; o Magnificat, alternado pelo Diretor Espiritual (ou, na sua ausência, pelo Presidente) com os assistentes; e a oração final só pelo Diretor Espiritual (ou Presidente).

O Sinal da Cruz não se faz antes da Catena, mas é feito por todos por ocasião da reza do primeiro versículo do Magnificat. Não se faz depois da Oração, porque se segue imediatamente a Alocução.

Nada há mais belo na Legião do que a reza comunitária da Catena. Quer o Praesidium se encontre cheio de júbilo ou mergulhado na tristeza, quer ande penosamente pelos caminhos estreitos do dia-dia, a Catena vem como brisa do céu, cheia dos perfumes daquela que é a rosa e o lírio dos vales, trazer a todos, maravilhosamente, o frescor e a alegria. Isto não é apenas uma descrição graciosa, mas uma realidade que dá para sentir – como muito bem o sabem todos os legionários!

Se insisto no Magnificat, é que vejo nele, mais do que comumente se pensa, um documento de excepcional importância para a maternidade espiritual de Maria. A Virgem Santíssima unida a Cristo desde o momento da Encarnação do Verbo, declara-se representante de gênero humano, intimamente associada “a todas as gerações” e ao destino de Seus verdadeiros filhos. Este Cântico é o hino da sua maternidade espiritual” (Bernard, O.P.: O Mistério de Maria).

O Magnificat é a oração por excelência de Maria, o cântico dos tempos messiânicos no qual se encontram a exaltação do antigo e do novo Israel, pois conforme parece querer sugerir S. Irineu, no cântico de Maria, é lembrado o júbilo de Abraão, que pressentia o Messias (cf. Jo 8, 56), e ressoou, profeticamente antecipada, a voz da Igreja... Este cântico da Virgem Santíssima na verdade, prolongando-se, tornou-se oração da Igreja inteira, em todos os tempos” (MCul 18).

[Capítulo 18 Ordem a Observar na Reunião do Praesidium página 113]

11. Alocução(1). Depois de todos se assentarem, o Diretor Espiritual lhes dirigirá uma breve alocução. Esta tomará a forma de comentário ao Manual, a não ser que circunstâncias extraordinárias exijam outra coisa, afim de que os membros se familiarizem com o seu conteúdo, em todos os pormenores. Os membros deverão tê-la em grande consideração, pois desempenha papel importantíssimo na sua formação e progresso. Os responsáveis por tal formação cometem uma injustiça para com os membros e para com a Legião, se não procuram tirar deles o rendimento máximo. Para isso, torna-se absolutamente necessário dar-lhes um conhecimento perfeito da organização. O estudo do Manual é um meio excelente, mas nunca poderá substituir a Alocução. Alguns legionários pensam ter estudado o Manual de modo satisfatório só porque o leram atentamente duas ou três vezes. Ora nem dez nem vinte leituras darão a conhecer a Legião como ela deseja ser conhecida. Tal objetivo só se conseguirá à força de muitas explicações e comentários orais, semana após semana, ano após ano, quando todos os membros se familiarizarem completamente com as idéias nele contidas.

(1) Alocução era o discurso do General Romano aos seus legionários.

Na ausência do Diretor Espiritual, o comentário fica a cargo do Presidente ou de outro membro por este designado. A simples leitura do Manual, ou de qualquer outro documento, insistimos, não pode substituir a alocução.
A alocução não deverá ultrapassar cinco ou seis minutos.

A diferença, entre o Praesidium em que a Alocução é bem feita, e o Praesidium em que é mal feita, é profunda: ou seja, de um lado um exército instruído e disciplinado e, do outro, um corpo de tropas sem treino nem lei.

Tenho, desde há muito tempo, o pressentimento de que, à medida que o mundo vai piorando e Deus é, por assim dizer, afastado dos corações dos homens, o mesmo Senhor espera ansiosamente grandes feitos de quantos lhe permanecem fiéis. Talvez não possa juntar à volta do seu Estandarte um exército numeroso, mas quer que cada um seja um herói, entregando-se inteira e amorosamente à sua causa. Se nós pudéssemos entrar neste círculo mágico de almas generosas, creio não haver graça que ele não derramasse sobre nós para nos ajudar no trabalho tão querido do seu coração: a nossa santificação pessoal” (Alfredo O’ Rahilly: Vida do Padre Guilherme Doyle).

[Capítulo 18 Ordem a Observar na Reunião do Praesidium página 114]

12. Terminada a Alocução, toda a assistência faz o Sinal da Cruz, e retomam-se de novo os relatórios e os outros assuntos da reunião.

O fato histórico é que a fala de Nossa Senhora era a fala de uma mulher extraordinariamente educada. A sua inclinação natural faria dela, com facilidade, uma poetisa. De cada vez que falou, as suas palavras fluíram em ritmo poético. A sua frase era a linguagem graciosa dos artistas da palavra” (Lord: Nossa Senhora no Mundo Moderno)

13. Coleta secreta. Imediatamente após a Alocução faz-se a coleta secreta, contribuindo cada um conforme as suas posses. Esta tem por fim pagar as despesas do Praesidium e ajudar a Curia e os Conselhos superiores a enfrentar as suas obrigações. Eles não dispõem de outros meios para se manterem, desempenharem as suas funções de dirigirem e expandirem a Legião, senão a soma recebida dos Praesidia (Ver cap. 35 “Receitas e Despesas”).

A coleta não deve interromper o curso da reunião. Passam a bolsa uns aos outros com naturalidade e, mesmo que não possam contribuir com coisa alguma, todos devem colocar a mão dentro dela.

Haverá para isso uma bolsa própria. Não convém usar, para tal fim, uma luva ou um saco de papel.

A coleta é secreta, porque é necessário pôr no mesmo plano, perante o Praesidium, os membros que têm meios e aqueles que não os têm. Por isso, respeite-se o seu caráter secreto: nenhum membro pode revelar a outro o valor da sua contribuição. Por outro lado, todos devem compreender que não só o Praesidium, mas a Legião inteira dependem, no seu funcionamento e progresso, do donativo de cada legionário. Por isso, não se considere o fato como mera formalidade. A obrigação de contribuir não fica cumprida, dando uma quantia tão pequena que ela nada signifique para o doador. A este é dado o privilégio de participar, ao longe, na missão da Legião. O ato de contribuir para a fundo comum é um dos meios de exercer o sentido da responsabilidade e da generosidade.

Só é secreta a contribuição pessoal. A soma total pode ser anunciada; deve evidentemente ser registrada nos livros e ser comunicada ao Praesidium.

Quando Jesus louvou a oferenda da viúva, “que dá, não do que lhe sobra, mas da sua mesma pobreza” (Lc 21, 3-40), somos levados

[Capítulo 18 Ordem a Observar na Reunião do Praesidium página 115]
a pensar que Jesus tinha na mente Maria, Sua Mãe” (Orsini: História da Santíssima Virgem).

14. Fim da reunião. Uma vez tratados todos os assuntos, inclusive feita a distribuição do trabalho e a marcação das presenças, a reunião termina com as Orações Finais e a bênção do Sacerdote.

Não deve durar mais de hora e meia, contada a partir do momento estabelecido para começar.

Digo-vos ainda que, se dois de vós se reunirem sobre a terra a pedir qualquer coisa, esta lhe será concedida por Meu Pai que está nos céus. Porque, onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18, 19-20).
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