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A REUNIÃO E O MEMBRO




1. Respeito pela reunião. Na ordem natural a transmissão da energia depende do estabelecimento ou do rompimento de uma ligação. Assim acontece também na Legião de Maria: a falha num só ponto pode ser fatal. Poderá um membro assistir às reuniões e, todavia, partilhar pouco ou nada do entusiasmo, da generosidade e da força que, como acima dissemos, constituem a vida legionária. Deve existir união entre a reunião e o membro, para o que não basta a simples assistência material. Exige-se, além desta, a presença de um elemento que ligue verdadeiramente o membro à reunião: esse elemento é o respeito. Na organização legionária, tudo depende do respeito do membro pela reunião; respeito que se manifesta pela obediência, fidelidade e estima.

2. O Praesidium deve merecer este respeito. Uma organização, cujos ideais não se elevam acima do nível médio dos seus membros, está com falta da primeira qualidade de um líder, e não se fará respeitar por muito tempo.

3. O Praesidium deve respeitar os regulamentos. A vida legionária comunica-se aos membros na medida em que cada um respeita o Praesidium. Consistindo esta vida, essencialmente, num generoso esforço para atingir a perfeição, o Praesidium deve es-

[Capítulo 19 A Reunião e o Membro página 116]
forçar-se por merecer o máximo respeito, a fim de exercer sobre todos a mais benéfica influência. O Praesidium, que reclama dos seus membros um respeito que ele mesmo não tem às regras pelas quais se orienta, procura construir sobre a areia. Eis a razão por que, nas páginas deste Manual, insistimos tanto na necessidade de seguir à risca a ordem traçada para as reuniões e em geral, os processos que expomos.

4. O Praesidium deve ser modelo de firmeza. A Legião exige que tudo quanto se diz e se faz nas reuniões sirva de exemplo a todos, mesmo aos mais zelosos dos membros. Dados os múltiplos aspectos da vida do Praesidium, não se torna coisa difícil. O legionário, individualmente, pode ver-se, de momento, impedido de cumprir os seus deveres, seja por doença, seja por gozo de férias, seja por circunstâncias inevitáveis: o Praesidium, porém, composto de elementos vários, nunca impedidos todos ao mesmo tempo, fica acima de tais limitações.

A reunião semanal nunca deve deixar de realizar-se, a não ser por impossibilidade absoluta. Se é realmente impossível reunir no dia habitual, transfere-se a reunião para outro dia. O fato de grande número de membros não poder estar presente não é motivo para a suprimir. É melhor reunir, embora em número reduzido, do que não reunir. Pouco se resolverá, com certeza, em tal reunião, mas o Praesidium desempenhou-se de um dos seus mais importantes deveres. E os assuntos tratados nas reuniões seguintes hão de lucrar grandemente, dado o profundo respeito instintivamente sentido por todos para com o Praesidium, que marcha avante, acima dos elementos que o compõem, firme no meio das suas fraquezas, dos seus erros e dos seus compromissos variados, refletindo assim, embora palidamente, a característica principal da Igreja.

5. Aquecimento e luz. A sala das reuniões deve estar bem iluminada e a uma temperatura agradável. O descuido neste ponto converterá a reunião em penitência, quando devia ser um prazer, e prejudicará fatalmente o futuro do Praesidium.
6. Assentos. Tenha-se o cuidado de que haja cadeiras ou, ao menos, bancos, para se sentarem. Se os membros se sentam aqui e ali, em carteiras escolares ou em outros assentos improvisados, cria-se um ambiente de desordem, com que o espírito da Legião, que é um espírito de ordem, nada terá a lucrar.

[Capítulo 19 A Reunião e o Membro página 117]
7. Os Praesidia devem se reunir em horas convenientes. O fato de que a maior parte das pessoas trabalha durante o dia, exige que as reuniões se façam geralmente à noitinha ou no Domingo. Mas por outro lado, há muitos que trabalham à tardinha e de noite e importa considerar isso, marcando as reuniões em horas que lhes convenham.
Devemos ter igualmente em consideração os que trabalham por turnos, isto é, aqueles cujas horas de trabalho, mudam periodicamente. Dois Praesidia com horas de reunião bem distanciadas podem cooperar para os receber. Estes legionários participarão uma semana em um, outra semana em outro, à reunião dos Praesidia, conforme o seu tempo livre. Para se assegurar da continuidade da sua presença e do seu trabalho, os Praesidia precisam de se manter em estreito contato um com o outro.
8. Duração das reuniões. A reunião não durará mais de hora e meia, a contar do momento da abertura. Se acontece que, apesar de uma eficiente direção da reunião, com o seu encerramento automático, certos assuntos têm de ser interrompidos com freqüência ou tratados apressadamente, é sinal de que o Praesidium tem trabalho excessivo e, neste caso , convém pensar no seu desmembramento.
9. Duração insuficiente das reuniões. Não está determinada a duração mínima da reunião. No entanto, se esta durasse normalmente menos de uma hora – sendo meia hora ocupada pelas orações, leitura espiritual, ata e alocução – tinha fatalmente de apresentar algum defeito, que seria preciso curar, quer isso acontecesse por causa do pequeno número de membros, quer pela quantidade insuficiente de trabalho, quer pela qualidade inferior dos relatórios. Nos meios industriais, seria considerado erro grave de método, o fato de não se tirar das máquinas o rendimento máximo, quando os mercados não faltam. Do mesmo modo, é preciso tirar o melhor rendimento possível da organização legionária. Quem ousará insinuar que não há necessidade do mais elevado rendimento possível na ordem espiritual?
10. Chegada ou partida fora de hora. Os atrasados para as Orações Iniciais deverão ajoelhar e rezar a sós, as orações que precedem o Terço e as invocações que se lhe seguem. Mas faltar ao Terço constitui uma perda irreparável. De qualquer modo, quem tiver de sair antes do final da reunião pedirá licença ao Pré-

[Capítulo 19 A Reunião e o Membro página 118]
sidente e, concedida esta, deverá ajoelhar e rezar a oração “A vós recorremos” e as outras invocações finais da Tessera.
Nunca, em circunstâncias alguma, se permitirá que um membro chegue tarde ou parta antes do fim da reunião de modo habitual. Pode-se, é certo, trabalhar e apresentar o respectivo relatório, mas a indiferença com que se falta às orações iniciais ou finais da reunião revela uma mentalidade desinteressada ou mesmo agressiva ao espírito da Legião, que é espírito de oração. A presença de tal membro traz mais prejuízo que proveito.
11. A boa ordem, raiz da disciplina. Sem espírito de disciplina, a reunião é como uma cabeça lúcida num corpo paralisado, incapaz de controlar os excessos dos membros, de os estimular e de os formar. A Legião conta, por isso, para desenvolver o espírito de disciplina:
a) com a conformidade exata com o quadro regulamentar da reunião;
b) com a exposição ordenada, ponto por ponto, dos assuntos da Folha da Trabalho;
c) com a fidelidade com que estes devem ser tratados de harmonia com o Manual;
d) e com o espírito marcadamente mariano, como incentivo desta ordem. Sem disciplina, os membros se deixarão arrastar pela tendência muito humana de trabalharem isolados; de evitarem, quanto possível, o controle dos trabalhos; de se entregarem a obras ditadas pelo capricho de momento e de as fazerem como quiserem. Que bons frutos se poderão esperar de tal procedimento?
Ao contrário, na disciplina voluntariamente aceita e consagrada às causas de Deus, reside uma das mais poderosas forças do mundo. E esta disciplina torna-se irresistível, quando usada com firmeza, mas sem rigidez, e em perfeita harmonia com a Autoridade da Igreja.
No seu característico espírito de disciplina, possui a Legião um tesouro, de que outros, fora dela, podem se beneficiar. Graça sem medida, num mundo que se agita inutilmente entre dois pólos opostos, o tudo proibir e o tudo permitir. A falta de disciplina interior pode disfarçar-se debaixo de uma disciplina exterior sólida, produto da tradição ou da força. Quando os indivíduos ou as coletividades dependem apenas desta disciplina externa são derrotados tragicamente, se a disciplina interior se frustra, como acontece nos momentos de crise. A afirmação da importância da disciplina interior sobre todo o sistema de disciplina externa não significa, porém, que esta não tenha valor. Na

[Capítulo 19 A Reunião e o Membro página 119]
realidade, uma exige a outra. Quando as duas se entrelaçam, em devidas proporções, com o suave motivo de religião, dispomos de uma tríplice corda que – no dizer da Escritura – “não se romperá com facilidade” (Ecl 4,12).
12. Importância suprema da pontualidade. Sem pontualidade não se pode cumprir o mandamento do Senhor: “Põe a tua casa em ordem” (Is 38, 1). A organização que admite a desordem na formação dos seus membros, concorre para a sua perversão. Além disso, perde o direito ao respeito, que é a base de toda a reta educação e disciplina. A desconsideração deste princípio vital, que poderia ser tão facilmente remediado, só é comparável à conhecida falta de responsabilidade do comandante que deixa afundar o navio por não querer jogar fora um pouco da carga.
Coloca-se, por vezes, em cima da mesa, com todo o cuidado, um relógio, que não exerce a mais leve influência no curso da reunião. Se, noutros casos, desempenha algum papel, é apenas quanto ao princípio, meio e fim da reunião, e não quanto ao controle dos relatórios e de outros assuntos. Ora, o princípio da pontualidade e da ordem deve aplicar-se a todos os pontos da Folha de Trabalho, desde o início até ao fim.
Se os Oficiais não respeitam estas diretrizes, os membros devem protestar, caso contrário, estarão a ajudá-los e tornando-se também responsáveis por essa falha.
13. Como rezar as orações. Há almas impetuosas que têm dificuldade em conter-se, mesmo na forma de rezar. Semelhante incorreção, vinda sobretudo de pessoas de autoridade, pode arrastar o Praesidium inteiro para uma maneira de rezar que se aproxima do desrespeito. Se há, de fato, uma falta mais ou menos geral, é a excessiva pressa com que se rezam as orações, parecendo desprezar a norma legionária que manda rezar como se Nossa Senhora estivesse visivelmente presente no lugar da sua imagem.
14. As orações fazem parte integrante da reunião. Por diversas vezes se tem sugerido a conveniência de rezar o Terço diante do Santíssimo Sacramento, dirigindo-se em seguida os membros para o local da reunião. Não se pode admitir tal proposta, pela necessidade de salvaguardar a unidade da reunião, que a organização legionária considera essencial. Formando a reunião uma unidade inseparável, todos os assuntos nela tratados recebem uma singular marca de oração – fecundíssima em heroísmo e esforço; e tal característica se perderia, se a maior parte das orações fosse rezada noutro lugar. Essa mudança trans-

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formaria por completo o caráter da reunião e, conseqüentemente, o da própria Legião, que nela se alicerça. Por mais consideráveis que fossem nesse caso os méritos da organização, não se trataria já da Legião de Maria. Torna-se, por isso, desnecessário declarar também que a retirada do Terço ou de qualquer outra oração da Tessera – quaisquer que sejam as circunstâncias – é ainda menos aceitável. O Terço é para a reunião legionária o que a respiração é para o corpo humano.
15. Os exercícios de culto e a reunião. Pelas razões já apontadas, um Praesidium, que rezou as orações da Legião na igreja ou numa função que antecedeu a reunião, é obrigado a rezar de novo por inteiro as orações da Legião na reunião do Praesidium.
16. Orações especiais na reunião. Pergunta-se freqüentemente se é permitido oferecer as orações da reunião por intenções especiais. Como os pedidos são numerosos torna-se necessário esclarecer este assunto: – a) Se se trata de oferecer as orações normais da reunião por intenções especiais, está decidido que tais preces devem ser oferecidas pelas intenções da Santíssima Virgem, Rainha da Legião, e por mais nenhuma intenção. b) Se se trata de ajuntar outras orações por uma intenção particular, às orações da Legião, está resolvido que, sendo as orações prescritas já bastante longas, não devem, de modo habitual, acrescentar-se mais. Admite-se, todavia, que uma vez ou outra, haja interesses de excepcional importância para a Legião que reclamem súplicas extraordinárias e, nesse caso, poderá ajuntar-se uma breve oração. Mas, insistimos, tais casos devem ser raríssimos. c) É evidente, porém, que se podem recomendar intenções especiais à piedade particular dos membros.
17. Os relatórios e a humildade. Muitos membros pretendem justificar a pobreza dos seus relatórios, declarando que é contrário à humildade, fazer propaganda das nossas boas obras. Há neste modo de pensar um orgulho disfarçado com capa de humildade, a que os poetas chamam de pecado preferido do diabo. Cuidem pois, os legionários, para que em tais sentimentos, em vez de humildade não se escondam as espertas armadilhas do orgulho e um desejo não pequeno de esconder as atividades, próprias ao controle rigoroso do Praesidium. A verdadeira humildade não tenderá, com certeza, a seguir uma falsa diretriz que, ado-

[Capítulo 19 A Reunião e o Membro página 121]
tada pelos demais, arrastaria o Praesidium ao abismo. Ao contrário, a simplicidade cristã encoraja os membros a evitarem os seus gostos pessoais, a submeterem-se com docilidade às regras e práticas da organização e a cumprirem plenamente seus deveres que, embora individuais, não são menos necessárias à reunião da qual cada relatório é elemento indispensável.
18. A harmonia, expressão de unidade. A harmonia é a exteriorização do espírito de caridade e deve, por isso, reinar, como virtude maior, na reunião. A eficiência, como a Legião a entende, não exclui a harmonia. O bem, realizado à sua custa, é de qualidade duvidosa. Por isso, os legionários evitarão como verdadeira peste todas as faltas que lhe são diretamente opostas, como o desejo de domínio, a crítica, o mau humor, o cinismo, e os ares de superioridade que, mal entram na reunião, destroem a harmonia.
19. O trabalho individual interessa a todos. O modo como todos participam, por igual, nas orações do princípio da reunião deve caracterizar a explanação dos assuntos subseqüentes. Nada, portanto, de conversas particulares ou risos indevidos entre vizinhos. Faça-se saber aos membros que cada caso é do interesse de todos os presentes e não só de um ou dois nele diretamente envolvidos. Ouvindo os relatórios, os assistentes visitam em espírito os lugares e pessoas por eles referidos. Sem esta convicção, o trabalho dos outros será seguido apenas superficialmente. Ora, a todo instante, os legionários presentes deviam, não só prestar aos fatos narrados, a atenção que se dá ao relato interessante de qualquer trabalho, mas sentir-se intimamente, pessoalmente, ligados aos mesmos.
20. O segredo é de suma importância. A Instrução Permanente, que todos os meses ressoa aos ouvidos dos membros, deve convencê-los da importância fundamental do segredo, dentro da Legião.
Se é vergonhosa a falta de coragem no soldado, a traição é infinitamente pior. Ora, é trair a Legião repetir fora o que se conheceu na reunião do Praesidium. Mas em tudo há um justo limite. Encontram-se, por vezes, legionários exageradamente cuidadosos que defendem, para proteger os interesses da caridade, que não se devem revelar ao Praesidium os nomes em casos de afastamento dos deveres religiosos. Dentro desta sugestão, aparentemente louvável, oculta-se um erro e uma ameaça à própria vida da Legião. Nestas condições, o Praesidium não poderia trabalhar.

[Capítulo 19 A Reunião e o Membro página 122]
Adotar tal maneira de agir seria contrário aos usos de todas as Sociedades, as quais discutem livremente os casos que lhes dizem respeito.
A conclusão lógica de tal pretensão deveria levar os companheiros de visita a guardarem segredo com prejuízo um do outro.

O centro de ação, do saber e da caridade, não está no indivíduo nem nos dois visitantes, mas no Praesidium – a que devem referir-se, em pormenor, todos os casos de rotina. Negar-lhe os relatórios é quebrar a unidade e, com a desculpa de defendê-los, prejudicar os verdadeiros interesses da caridade.

Não há comparação com o caso do sacerdote, a quem as funções sagradas colocam num plano diferente. O legionário na sua visita domiciliar, conhece apenas o que conheceria qualquer pessoa de respeito, e que, as mais das vezes, corre já de boca em boca entre os inquilinos do prédio ou os vizinhos do bairro.
Dispensar membros da obrigação de apresentarem os relatórios completos da própria atividade é apagar a consciência do seu controle rigoroso, fator importantíssimo na organização legionária. Sem ela não há possibilidade de dar um conselho ou diretriz positiva, fazer uma apreciação, frustrando-se desta maneira o propósito essencial do Praesidium. Torna-se impossível, além disso, a formação e proteção dos membros, ambas baseadas no conteúdo dos relatórios. Tirem o relatório semanal detalhado, do trabalho dos membros, e ficará aberta a porta a todo tipo de imprudências. Em casos deste tipo, não deixem que as críticas recaiam injustamente sobre a Legião.
Pior ainda: com este proceder se enfraquecem os vínculos do próprio segredo. Porque a garantia do segredo legionário – tão bem guardado até ao presente – está na superioridade poderosa do Praesidium sobre os membros. Se esta superioridade diminui, os vínculos do segredo enfraquecem. Numa palavra, o Praesidium é não só o centro da caridade e da discrição mas também a sua defesa.
Os relatórios devem revestir-se do caráter de segredos de família, e, como tais, ser discutidos com plena liberdade, até se provar que tenham sido revelados a pessoas estranhas ao Praesidium. O remédio, então, consiste, não em omitir os relatórios, mas, com caridade e firmeza, chamar a atenção de quem tiver cometido tal imprudência.
Há todavia, casos excepcionais, em que as circunstâncias podem aconselhar um segredo absoluto. Recorra-se então ao Diretor Espiritual (ou, na sua ausência, a outro conselheiro competente), que decidirá qual a maneira de proceder.

[Capítulo 19 A Reunião e o Membro página 123]
21. Liberdade de discussão. Será lícito a alguém manifestar a sua discordância com relação aos métodos empregados na reunião? A este respeito o ambiente do Praesidium não deve ser rigoroso mas antes “familiar”. Aceitem-se, com reconhecimento, as observações oportunas dos membros. Mas que elas não tomem nunca, é evidente, o tom de desafio ou de falta de respeito para com os Oficiais.
22. A reunião, amparo da perseverança do membro. É próprio do homem desejar com impaciência os frutos visíveis de suas canseiras, e mostrar-se, em seguida, descontente com os resultados. Ora, os resultados palpáveis são sinal pouco seguro do sucesso de uma obra. A tal membro, basta-lhe estender a mão para a recolher cheia; mas um outro, depois de um trabalho que exigiu uma dedicação heróica, acha-se de mãos vazias. O sentimento de haver gasto em vão os seus esforços leva ao desânimo e à desistência da obra. Qualquer empreendimento, avaliado só pelos resultados aparentes, é, portanto, areia movediça, incapaz de sustentar por muito tempo os membros da organização. Ora, é absolutamente necessário um apoio sólido. O legionário o encontrará em tudo aquilo que caracteriza a reunião do Praesidium: riqueza de oração, cerimonial próprio, ambiente particular, relatórios semanais dos trabalhos realizados, santa camaradagem, força da disciplina, vivo interesse e até a ordem e a limpeza.

Na reunião, nada gera o sentimento de havermos trabalhado inutilmente; nada tende a enfraquecer os vínculos legionários, pelo contrário, tudo contribui para os estreitar cada vez mais. E à medida que as reuniões vão acontecendo, umas após outras, criam em nós a impressão de uma máquina que, rodando com suavidade, atinge infalivelmente o seu fim, dando aos membros a firme garantia de um trabalho frutuoso, garantia de que depende a sua perseverança.
Abram os legionários, os horizontes do espírito e vejam neste mecanismo, que é a Legião, a máquina de guerra de que Maria quer valer-se para estender o reinado de seu divino Filho. São eles as peças desta máquina, cujo funcionamento depende do ajuste voluntário e generoso de cada um. Se forem fiéis às suas obrigações, a máquina trabalhará perfeitamente e a Santíssima Virgem há de utilizá-la para realizar os seus projetos. Os resultados serão excelentes, pois “só Maria conhece plenamente o que resulta em maior glória de Deus” (S. Luís de Montfort).

[Capítulo 19 A Reunião e o Membro página 124]
23. O Praesidium é uma “presença” de Maria. Os conselhos dados neste capítulo destinam-se a uma mais perfeita integração dos indivíduos num organismo de enormes potencialidades no apostolado oficial e pastoral da Igreja. A relação entre este apostolado coletivo e o apostolado individual é comparável à relação entre a liturgia e a oração particular.
Este apostolado está unido à Maria que “deu à luz do mundo a própria Vida que tudo renova” e é sustentado pelos seus cuidados maternais. “Deus adornou-a com dignos de uma tão grande missão” (LG 56). Maria continua a exercer essa missão pelo ministério de quantos estejam dispostos a ajudá-la. O Praesidium coloca à sua disposição um grupo de pessoas, ansiosas por ajudá-la na Sua função. Maria aceitará com certeza esta ajuda. Podemos, pois, imaginar que um Praesidium é como uma Presença local de Maria; por ele distribuirá suas graças especiais e reproduzirá a sua maternidade. É justo esperar, por isso, que um Praesidium, fiel aos seus ideais, espalhará à sua volta, vida, renovação, remédios e soluções. Os lugares com problemas deveriam aplicar este princípio espiritual.
Meu filho..., mete os teus pés nas suas correntes e o teu pescoço nas suas cadeias. Baixa o teu ombro e leva-a às costas, e não te desgostes com os seus vínculos. Aproxima-te dela de todo o teu coração, e guarda os seus caminhos com todas as tuas forças... E a suas correntes serão para ti uma forte proteção e um firme apoio, e as suas cadeias um vestido de glória; porque nela está a beleza da vida e os seus vínculos são uma ligadura salutar” (Eclo 6, 25-30).
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