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O SISTEMA LEGIONÁRIO NÃO DEVE SER ALTERADO



1. A Legião faz saber aos seus membros que não tem a liberdade de mudar ou variar, como lhes agrade, os seus regulamentos e práticas. O sistema legionário é este – e não outro. Qualquer mudança, por menor que pareça, arrasta inevitavelmente a
[Capítulo 20 O Sistema Não Deve Ser Alterado página 125]


outras, a ponto de nos encontrarmos dentro de pouco tempo, perante um organismo que de Legião pouco ou nada terá a não ser o nome. A Legião não hesitaria em desaprovar tal organismo, por mais valioso que fosse, em si o trabalho que realizasse.
2. A experiência tem demonstrado que o nome de uma organização representa, muito pouco para certas pessoas que consideram tirania o sistema que não lhes permite cobrir com a sua bandeira as caprichosas invenções da sua imaginação.
Às vezes os “modernizadores” tentam alterar quase tudo na Legião, conservando, entretanto, o seu nome. Não se darão eles conta de que a transferência ilegal para a sua posse, da posição e da qualidade de membros da Legião, seria o pior dos roubos, visto ser de ordem espiritual?
3. Há localidades – como há, também, pessoas – inclinadas a admitir que vivem fora do comum, e que o seu caso merece legislação especial. Daí, os pedidos que de vez em quando nos dirigem para que o sistema da Legião se ajuste a circunstâncias julgadas extraordinárias. O atendimento de tais pedidos, traria desastrosas conseqüências. É que, de um modo geral, essas petições provêm, não da necessidade (pois a Legião manifestou já a sua universal capacidade de adaptação), mas da atuação de um falso espírito de independência que, em vez de atrair as bênçãos do Céu, terá como resultado a ruína do organismo. Como, todavia, nem sempre é possível convencer toda a gente de que isto é assim, saibam ao menos aqueles que se dão o direito de interpretar pessoalmente os regulamentos legionários, que a sua própria honra os obriga a não cobrir os seus ajustes com o nome da Legião.
4. Além disso, a imitação de alguns elementos do sistema legionário, que certos grupos tentam praticar, nunca consegue comunicar a doçura e a inspiração próprias do original. O resultado vulgar duma tal operação cirúrgica é um cadáver ou, na melhor das hipóteses, uma bela máquina e nada mais. Que grave responsabilidade quando de tudo isto colhemos resultados pobres ou nulos!
5. A razão principal dos diversos Conselhos da Legião é, precisamente, conservar inviolável o sistema da Legião. Custe o que custar, devem ser fiéis ao cargo de confiança que lhes foi entregue.

[Capítulo 20 O Sistema Legionário Não Deve Ser Alterado página 126]
O sistema da Legião de Maria é excelente” (Papa João XXIII).

Deveis aceitar tudo ou rejeitar tudo. A diminuição enfraquece; a amputação mutila. É uma loucura aceitar tudo exceto uma parte que pertence à integridade do todo como qualquer outra (Cardeal Newman, “Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã”).
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O MÍSTICO LAR DE NAZARÉ
A doutrina do Corpo Místico de Cristo pode aplicar-se, particularmente, às reuniões da Legião, sobretudo à do Praesidium, coração do sistema legionário. “Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estarei Eu no meio deles” (Mt 18, 20). Estas palavras do Senhor nos garantem que a influência da Sua presença nos membros do Seu Corpo Místico é proporcional, em intensidade, ao número daqueles que se juntam para servi-lo. O número de pessoas é uma condição citada por Jesus para a manifestação completa do Seu poder. Isto resulta talvez da nossa deficiência individual, que não permite a Cristo revelar-se plenamente através das poucas virtudes de uma só pessoa. Ilustremos a doutrina com um exemplo simples e natural. Um vidro colorido deixará passar a luz da sua cor, impedindo todas as mais. Tomemos, porém, tantos vidros coloridos, como diversas são as cores e verificaremos que da fusão dos raios projetados por todos eles, resulta a luz em sua plenitude. De modo semelhante, quando os cristãos se unem mais ou menos numerosos com o fim de servir a Deus, as suas virtudes completam-se mutuamente, oferecendo ao Senhor a possibilidade de manifestar melhor através deles, a Sua perfeição e o Seu poder.
Quando os legionários se reúnem no Praesidium em nome e para o serviço de Jesus Cristo, podem estar certos de que Ele está presente como a Sua poderosíssima influência. Não é evidente que, nesse lugar, sai d’Ele uma extraordinária virtude? (Mc 5, 30).
Com Jesus, nesta pequena família legionária, estão também Maria e José, que mantêm para com o grupo a mesma relação íntima que os une a Jesus. Deste modo, o Praesidium pode considerar-se como uma projeção do Lar de Nazaré, não apenas por um simples sentimento de devoção, mas com base na realidade. “Somos obrigados”, escreveu Bérulle, “a tratar os atos e misté-

[Capítulo 21 O Místico Lar de Nazaré página 127]
rios de Jesus, não como passados e mortos, mas como vivos, presentes e até eternos”. Seja-nos permitido, por conseguinte, identificar, na nossa piedade, o local e os objetos do Praesidium com a construção e mobília do Santo Lar, e considerar o comportamento dos membros com aqueles, como prova da sua consideração pela verdade que Cristo vive em nós e trabalha por nós, servindo-se necessariamente das coisas que nós utilizamos.
Sirva este pensamento para animar os membros a prestarem uma escrupulosa atenção a tudo quanto se refere ao Praesidium e forma o lar legionário.
Embora o controle do local das reuniões possa ser limitado, não acontecerá assim com o restante: a mesa, as cadeiras, o altar, os livros. Ora, quais são as possibilidades oferecidas pelos legionários a Maria, a Mãe do Praesidium – Lar de Nazaré – para reproduzir neste o dedicado governo doméstico, outrora iniciado na Galiléia? Maria precisa da nossa colaboração. Se negarmos isso a Ela ou o fizermos de modo descuidado, poremos a perder o Seu trabalho a favor do Corpo Místico de Cristo. Que esta idéia leve os legionários a imaginar como Maria cuidava da sua casa.
Casa pobre, mobília simples. No entanto, como tudo respirava beleza! Entre as esposas e mães de todos os tempos, não houve quem se comparasse a Ela no gosto requintado e primoroso, que transparecia em cada objeto da sua casa. Como eram encantadores os pormenores mais singelos, as coisas mais simples. É que Maria amava todas as coisas – como só Ela era capaz de amar – por causa d’Aquele que as criara e que agora se servia delas como ser humano. Cuidava delas, limpava-as, dava-lhes brilho e procurava embelezá-las; cada uma a seu jeito, tinha de ser perfeita. Estejamos certos de que não havia nada desorganizado em toda a casa. Não havia, com certeza. Aquela pequena morada não tinha semelhante: era o berço da Redenção, a moldura do Senhor do Mundo. Cada objeto – fato estranho! – servia para educar Aquele que criara o universo. Por isso, tudo se adaptava a tão sublime propósito, pela ordem e limpeza, pelo brilho, pelo toque perfeito dado por Maria.
Cada um dos objetos que pertence ao Praesidium concorre, a seu modo, para formar os membros e deverá, por conseguinte, refletir as características do Lar de Nazaré, assim como os legionários hão de refletir Jesus e Maria.
Um escritor francês intitulou assim uma das suas obras “Viagem à volta do meu quarto”. Eis a viagem que os legionários devem fazer à volta do seu Praesidium. Examinem com sentido

[Capítulo 21 O Místico Lar de Nazaré página 128]
crítico tudo quanto lhes ferir o olhar e os ouvidos: o assoalho, as paredes e as janelas; a mobília; os objetos do altar; e, de modo especial, a imagem que representa o centro do lar – a Mãe. Observem atentamente, sobretudo, o procedimento dos membros e o modo de dirigir a reunião.
Se a soma total do que viram e ouviram não se harmoniza com o Lar de Nazaré é porque provavelmente o espírito deste não reside no Praesidium. Sem tal espírito, seria melhor ao Praesidium não existir.
Por vezes os Oficiais, como pais indignos, conduzem mal a formação daqueles que foram entregues aos seus cuidados. As deficiências do Praesidium podem ser atribuídas, quase sempre, aos Oficiais. Se os membros não comparecem pontualmente à reunião e por vezes faltam; se apresentam trabalho insuficiente ou sem continuidade; se deixam a desejar na sua atitude em reunião: é porque esse procedimento está sendo aceito por todos e não lhes é dado a conhecer nada melhor. Estão sendo deformados pela formação recebida dos Oficiais.
Como todos estes defeitos contrastam como o Lar de Nazaré! Imaginem a Virgem, se puderem, relaxada na ordem e nas minúcias da casa, dando a Seu Filho uma educação errada. Tentem representá-la – procurem fazê-lo, embora difícil – desalinhada, mole, indignada de confiança, indiferente; deixando arruinar o Santo Lar, torná-lo objeto das conversas zombadoras das vizinhas. Causa mal estar pensar nisso, como certeza. Todavia, muitos Oficiais da Legião deixam ruir vergonhosamente o Praesidium – Lar de Nazaré – que se comprometeram a administrar em nome de Nossa Senhora.
Se, ao contrário, toda as coisas, pela perfeição com que são feitas, provam o fervor e zelo do Praesidium, estejamos certos de que Nosso Senhor aí está presente com a plenitude que as Suas palavras traduzem. O espírito da Sagrada Família não estava limitado ao Santo Lar, ou a Nazaré, ou à Judéia: não tinha barreiras. Da mesma forma, o espírito que anima o Praesidium não deverá ficar apenas dentro dele, sem atingir toda a ação legionária.
O amor dos católicos pela Mãe de Deus na sua relutância pelas minúcias primorosas da Vida de Nazaré, revela um sentido artístico louvável. Em Nazaré há duas vidas que excedem a experiência, e até certo ponto, a compreensão dos homens. Onde haverá na terra quem faça uma pintura destas duas vidas de super humana intensidade, em que se fundem completamente os seus movimentos, afetos e aspirações? Deixai-me contemplar do alto

[Capítulo 21 O Místico Lar de Nazaré página 129]
da colina de Nazaré aquela mulher que desce à fonte de bilha à cabeça com um jovem de quinze anos a seu lado. Entre os dois, eu sei, existe um amor que não tem semelhante nos anjos que vivem diante do trono de Deus. E reconheço também que não me é lícito ver mais: aliás, morreria de assombro” (Vonier: A Maternidade Divina).

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