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AS ORAÇÕES SÃO INVARIÁVEIS



As orações da Legião são invariáveis. Mesmo no que diz respeito às invocações não é permitida qualquer alteração, para mais ou para menos, quer se trate de Santos nacionais ou locais ou de devoção individual. O mesmo critério deve ser adotado sempre que a legitimidade de uma alteração possa oferecer matéria de discussão.
Esta regra exige sacrifício, é certo, mas outros já o fizeram talvez com mais dificuldade; e facilmente o admitirão quantos conhecem a terra de origem destes Estatutos e o lugar único que ocupa na afeição dos seus habitantes, o seu Apóstolo Nacional.
É verdade que a tolerância de invocações especiais não constituiria, por si só, grave infração ao uso comum. Contém, todavia, a semente de divergências dentro do sistema, e a Legião teme tal possibilidade.
Há a considerar ainda que a alma da Legião se manifesta nas suas orações, e temos de concordar que estas, pela sua rigorosa uniformidade, devem ser o símbolo – qualquer que seja a língua em que venham a ser rezadas através dos tempos – da completa unidade de espírito, de coração, de regulamento e de prática, a que a Legião chama todos quanto militam à sombra da sua bandeira, em toda a terra.
Assim como sois os filhos de Cristo, sede também os filhos de Roma” (S. Patrício).
Concedei-me, Senhor, a graça de trabalhar por aquilo que é objeto das minhas orações” (S. Tomás More).

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PADROEIROS DA LEGIÃO



1. São José
Nas orações da Legião, o nome de S. José vem logo depois das invocações aos Corações de Jesus e de Maria, pois que também no Céu ocupa, junto d’Eles, o primeiro lugar.
Chefe da Sagrada Família, desempenhou, junto de Jesus e de Maria, funções especiais de importância fundamental. As mesmas funções, sem tirar nem pôr, continua ele, o maior dos Santos, a desempenhá-las junto do Corpo Místico de Jesus e da Mãe deste Corpo. Auxilia a existência e a atividade da Igreja e, por conseqüência, da Legião. Os seus cuidados são constantes, vitais e caracterizados por uma intimidade familiar. Depois de Maria, não há santo mais influente e, como tal, deve ser estimado pelos legionários. Para o seu amor se mostrar poderoso em cada um de nós, é necessário que o nosso procedimento para com ele reflita a compreensão do intenso afeto que nos consagra. Jesus e Maria, agradecidos a José pelos seus carinhos e trabalhos, traziam-no sempre no coração. Procedam do mesmo modo os legionários.
A solenidade de S. José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, celebra-se a 19 de março; a memória de S. Jose, Trabalhador, a 1º de maio.
Não podemos separar a vida histórica de Jesus da sua vida mística perpetuada na Igreja. Não é sem motivo que os Papas proclamaram S. José protetor da Igreja. Embora tenham mudado os tempos e as circunstâncias, a sua tarefa continua a ser a mesma de outrora. Com o carinho, revelado na execução da sua missão terrena cumpre hoje a sua missão de protetor da Igreja. A família de Deus, desde os dias de Nazaré, cresceu e dilatou-se até os confins da terra. O coração de José expandiu-se também de harmonia com a sua nova paternidade que prolonga e supera a paternidade prometida por Deus a Abraão, o Pai de muitas gentes. Deus não muda no trato com os homens; não tem pensamentos reservados nem altera de qualquer jeito o seu plano que é uno, organizado, consistente e contínuo. José, o Pai adotivo de Jesus, é também o Pai adotivo dos irmãos de Jesus, quer dizer, de todos os cristãos através dos tempos. José, o esposo de Maria, a Mãe de Jesus, permanece misteriosamente unido a Ela, enquanto se realiza no mundo o nascimento místico da Igreja. Por isso, o legionário de Maria, cujos esforços tendem

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a alargar o reino de Deus na terra, reclama com razão o auxílio especial do Chefe da Igreja recém-nascida, a Sagrada Família” (Cardeal L. J. Suenens).
2. S. João Evangelista
Citado no Evangelho como o “Discípulo a quem Jesus amava”, S. João representa para nós, modelo de devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Fiel até o fim, a este Coração se conservou unido até que O viu sem vida e varado pela lança. Manifestou-se em seguida como modelo de devoção ao Imaculado Coração de Maria. Puro como um anjo, ocupou o lugar que foi de Jesus, e continuou a prestar a Maria o amor de filho, até o momento em que Deus A chamou.
Mas a terceira palavra, pronunciada por Jesus Cristo no alto da cruz, continha mais que uma preocupação filial tomada para com Sua Mãe Santíssima. Na pessoa de S. João, Nosso Senhor indicava o gênero humano, mas sobretudo aqueles que pela fé se uniriam a Ele em todos os tempos. Assim, Maria foi proclamada Mãe dos homens, – de numerosíssimos irmãos de que Cristo é o primogênito. S. João, o representante de todos os novos filhos, foi o primeiro a tomar posse da herança de filho adotivo de Maria, – modelo de todos os que viriam depois e um santo, a quem a Legião deve a mais terna devoção.
Amou a Igreja e, nela, cada uma das almas, e ao seu serviço gastou todas as forças. Foi apóstolo, evangelista e teve o mérito de mártir.
Foi o sacerdote de Maria: por isso, ele é o padroeiro especial do Sacerdote-Legionário a serviço de uma organização que deseja ardentemente ser uma cópia viva de Maria.
A sua festa celebra-se a 27 de dezembro.
Jesus, pois, tendo visto sua Mãe e perto dela o Discípulo que Ele amava, disse à sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois disse ao Discípulo: “Eis aí a tua Mãe”. E desta hora em diante a levou o Discípulo para sua casa” (Jo 19, 26-27)
3. S. Luís Maria de Montfort
“Se respeitarmos as decisões de não admitir padroeiros particulares ou locais, a inclusão do nome de S. Luís Maria Monforte parece ser, à primeira vista, discutível. Podemos todavia afirmar com segurança que nenhum santo desempenhou pa-

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pel mais importante do que este no progresso da Legião. O Manual está cheio do seu espírito. As orações são um eco das suas palavras. É realmente o tutor da Legião: motivo por que a sua invocação é, por parte da Legião de Maria, quase uma obrigação moral” (Decisão da Legião que coloca o nome de S. Luís Maria de Montfort na lista das suas invocações).
Foi canonizado a 20 de julho de 1947. A sua festa celebra-se a 28 de abril.

Missionário e mais do que missionário, Doutor e Teólogo que nos deu uma Mariologia como nenhum outro havia concebido antes dele. Tão profundamente explorou as raízes da devoção mariana e por tão longe estendeu os seus horizontes, que se tornou indiscutivelmente o proclamador de todas as modernas manifestações de Maria – de Lourdes a Fátima, da definição da Imaculada Conceição à Legião de Maria. Tornou-se o precursor da idéia da vinda do Reino de Deus por Maria, e da tão suspirada salvação que, na plenitude dos tempos, a Virgem Mãe de Deus há de trazer à terra, pelo seu Imaculado Coração”. (Federico Cardeal Tedeschini, Arcipreste de S. Pedro. Discurso proferido no descerramento da estátua de S. Luís Maria de Montfort, na Basílica de S. Pedro, a 8 de dezembro de 1948).
Prevejo que muitos animais ferozes virão enraivecidos para rasgarem com os seus dentes diabólicos este pequeno escrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para o compor. Pelo menos envolverão este livrinho nas trevas e no silêncio de uma arca, a fim de que não apareça. Atacarão mesmo e perseguirão aqueles que o lerem e puserem em prática. Mas, que importa? Tanto melhor. Esta visão anima-me e faz-me esperar um grande êxito, isto é, um grande esquadrão de bravos e valorosos soldados de Jesus e Maria, de ambos os sexos, que combaterão o mundo, o demônio e a natureza corrompida, nos tempos perigosos que mais que nunca se aproximam” (S. Luís de Montfort, falecido em 1716: Tratado da Verdadeira Devoção, 114).
4. S. Miguel Arcanjo
“Apesar de príncipe da corte celeste, S. Miguel é o mais zeloso em honrar e fazer honrar Maria, sempre à espera das suas ordens para ter o especial privilégio de voar em serviço de algum dos seus servos” (S. Agostinho).
S. Miguel foi sempre o patrono do povo escolhido, da Antiga e da Nova Lei. É o leal defensor da Igreja, mas não deixou a

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guarda dos judeus pelo fato de eles se terem afastado de Cristo. Antes intensificou esta proteção, mesmo porque eles mais precisam dela, e também porque são ligados pelo sangue a Jesus, Maria e José. A Legião milita sob a proteção de S. Miguel.
Com a sua inspiração, deve trabalhar sacrificadamente pela recuperação desse povo, com o qual o Senhor fez uma aliança de amor sem fim.
A festa do “príncipe do Exército do Senhor” (Js 5, 14) celebra-se a 29 de setembro.
Segundo a Revelação, os Anjos que participam da vida da Trindade na luz da glória, são também chamados a ter a sua parte na história da salvação dos homens, nos momentos estabelecidos pelo projeto da Divina Providência”.
Não são eles todos, espíritos a serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” – pergunta o autor da Carta aos Hebreus (1, 14). E nisto crê e isto ensina a Igreja, com base na Sagrada Escritura, da qual sabemos que é tarefa dos anjos bons a proteção dos homens e a solicitude pela sua salvação” (João Paulo II, Audiência Geral, 6 de agosto de 1986).
5. S. Gabriel Arcanjo
Em algumas liturgias, S. Gabriel e S. Miguel são saudados juntamente como campeões e príncipes, chefes do exército celeste, capitães dos anjos, servos da divina glória, guardas e guias das humanas criaturas.
S. Gabriel é o Anjo da Anunciação. Foi ele que transmitiu a Maria as saudações da Santíssima Trindade; expôs pela primeira vez ao homem, o mistério desta Trindade Majestosa; anunciou a Encarnação; declarou a Conceição Imaculada de Maria; pronunciou as primeiras palavras da Ave-Maria.
Referimo-nos acima ao interesse de S. Miguel pelos Judeus. Talvez se possa dizer a mesma coisa de S. Gabriel com relação aos Maometanos. Estes acreditam que foi ele quem lhes comunicou a religião que praticam. Tal pretensão, embora sem fundamento, representa uma atenção para com o Arcanjo, atenção que ele procurará pagar de forma conveniente, esclarecendo-os a respeito da revelação cristã de que era guarda. Mas esta transformação não a pode conseguir por ele próprio. A colaboração humana tem de desempenhar sempre a sua parte.

[Capítulo 24 Padroeiros da Legião página 138]
Jesus e Maria ocupam no Corão (o livro sagrado da religião dos muçulmanos), um lugar tão importante, quase como nos Evangelho, mas sem qualquer função. Este santo par espera no Islã que alguém o ajude a explicar-se e a afirmar-se. Provado está que a Legião possui um dom especial neste sentido e que os seus membros são recebidos com consideração pelos muçulmanos. Que rico material para tal esclarecimento existe no Alcorão! (1)

(1) O mesmo que Corão.
A festa de S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael celebra-se a 29 de setembro.
As Escrituras mostram-nos um espírito da mais elevada nobreza celeste, enviado, em forma visível, a anunciar a Maria o Mistério da Encarnação. Maria foi convidada a ser Mãe de Deus por um Anjo, porque, por sua divina maternidade, deteria a soberania, o poder e o domínio sobre todos os Anjos. “Pode-se dizer – escreve Pio XII – que o Arcanjo S. Gabriel foi o primeiro mensageiro da função real de Maria” (Ad coeli Reginam).
Gabriel é honrado como padroeiro dos responsáveis de missões importantes, dos que por Deus, são anunciadores de grandes novas. Foi ele quem transmitiu a Maria a mensagem de Deus. Nesse momento representava ela todo o gênero humano e ele, o conjunto dos Anjos. O seu diálogo, motivo de inspiração para os homens até ao fim dos tempos, firmou um tratado sobre o qual se haviam de erguer “novos céus e nova terra”. Que admirável, pois, aquele que falou a Maria e como erram quantos reduzem o seu papel a uma comunicação sem sua participação. Sabia perfeitamente o que estava acontecendo e deu prova do mais vasto conhecimento possível. Reverente para com Maria, responde perfeitamente a todas as suas perguntas, pois era o porta-voz e confidente de Deus. Do encontro de Gabriel com Nossa Senhora surgiu a renovação da criação. A nova Eva consertou os estragos causados pela primeira Eva. O novo Adão, como cabeça do Corpo Místico que inclui também os Anjos, restaurou não só o gênero humano mas igualmente, a honra dos mesmos Anjos que perdera o brilho por causa do Anjo perverso” (Dr. Michael O’Carroll, C. S. Sp.).
6. Milícias do Céu, Legião de Anjos de Maria
Regina Angelorum! Rainha dos Anjos! Que encanto, que alegria antecipada do céu pensar em Maria, nossa Mãe, acompanhada incessantemente por Legiões de Anjos!” (João XXIII).

[Capítulo 24 Padroeiros da Legião página 139]
“Maria é a Generalíssima dos exércitos de Deus. Os Anjos formam as mais gloriosas tropas daquela que é terrível como um exército em ordem de batalha!” (Boudon: Os Anjos).
A invocação dos Anjos teve o seu lugar, desde o princípio, nas orações da Legião. A fórmula usada era a seguinte:
S. Miguel Arcanjo, rogai por nós.
Santos Anjos da nossa guarda, rogai por nós.
Temos de supor que também aqui a Legião foi guiada sobrenaturalmente, pois a estreita relação dos Anjos com o movimento legionário não era então vista com a clareza de hoje. À medida que o tempo foi passando, tornou-se cada vez mais clara a conveniência de recorrer aos Anjos. Compreendeu-se enfim que os Anjos são o lado celeste da campanha desenvolvida na terra pela Legião.
A aliança entre a Legião e os Anjos tem diferentes aspectos. Cada legionário, seja ele Ativo ou Auxiliar, tem um Anjo da Guarda que combate a seu lado, golpe por golpe. A batalha tem maior significado para o Anjo, em certo sentido, do que para o legionário: o Anjo vê claramente o valor do que está em jogo – a glória de Deus e o valor de uma alma imortal. Por isso, o interesse do Anjo é mais intenso e o seu auxílio constante. Mas todos os outros Anjos estão igualmente interessados nesta guerra. Todos aqueles a favor de quem a Legião trabalha, por exemplo, têm os Anjos da guarda, prestando o seu auxílio ao lado dos legionários.
Além disso, o exército inteiro dos Anjos entra em cena. A batalha travada por nós faz parte do combate principal sustentado por eles, desde o princípio, contra Satanás e os seus seguidores.
Um lugar impressionante é assinalado aos Anjos no Antigo e Novo Testamento, onde há várias centenas de referências a eles. São representados como seguindo paralelamente a par e passo a luta dos homens, e desempenhando com relação a eles uma função protetora de caráter familiar. Intervêm nos acontecimentos importantes. Ocorre constantemente a frase: “Deus enviou o Seu Anjo”. Todos os nove coros angélicos exercem funções de proteção sobre os indivíduos, lugares, cidades e nações, sobre a natureza e alguns, até sobre outros Anjos. A Escritura mostra que mesmo os reinos pagãos têm os seus Anjos da Guarda (Dn 4, 10, 20; 10, 13). Os coros angélicos são assim designados: Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins, Potestades, Principados, Tronos, Virtudes e Dominações.

[Capítulo 24 Padroeiros da Legião página 140]
Eis, assim, o que se pode concluir: os Anjos prestam-nos auxílio, quer considerados como um corpo, quer individualmente, desempenhando um papel semelhante ao das Forças Aéreas com relação aos exércitos de superfície.
Verificou-se finalmente que a invocação aos anjos, tal como se apresentava, não exprimia a função protetora universal dos mesmos Anjos. Por isso decidiu-se:
1º) que a invocação seria refeita, adotando uma fórmula melhor;
2º) que a palavra “Legião” deveria ligar-se aos Anjos. O próprio Senhor a aplicou aos Anjos, consagrando-lhe assim o uso com os seus divinos lábios. Ameaçado pelos seus inimigos, disse a Pedro: “Julgas que não posso rogar a meu Pai e ele me enviaria imediatamente mais de doze legiões de Anjos?” (Mt 26, 53).
3º) que o nome de Maria deveria introduzir-se na mesma invocação. Com efeito Nossa Senhora, é a Rainha dos Anjos, a verdadeira Comandante da Legião Angélica. Saudá-la com este título tão profundamente significativo constituiria para a nossa Legião uma nova graça.
Do prolongado debate em toda a Legião resultou a aprovação, em 19 de agosto de 1962, da seguinte forma de invocação: “Milícias todas do céu, Legião dos Anjos de Maria, rogai por nós”.
A memória desta Legião celeste celebra-se a 2 de outubro.
Existe uma associação chamada “Philangeli”, cuja finalidade específica é a difusão do conhecimento dos Anjos e da respectiva devoção. O seu centro principal é o seguinte: Philangeli, Hon. General Secretary, Salvatorians; 129 Spencer Road, Harrow Weald, Middlesex HA3 7BJ, England.
A realeza de Nossa Senhora, com relação aos anjos, não deve tormar-se apenas como uma expressão de honra. A sua função real é uma participação na realeza de Cristo e este tem domínio total e universal sobre toda a criação. Os teólogos ainda não explicaram todas as diferentes maneiras como Maria governa juntamente com Cristo Rei. Mas é claro que a sua realeza é um princípio de ação e que os efeitos desta ação atingem os confins do universo visível e invisível. Rege os espíritos bons e controla os maus. Através dela realiza-se aquela inquebrável aliança das sociedades humana e angélica, pela qual toda a criação será conduzida ao seu verdadeiro fim, a glória da Santíssima Trindade. A sua realeza é nosso escudo, pois a nossa Mãe e Protetora tem poder para

[Capítulo 24 Padroeiros da Legião página 141]
ordenar aos anjos que venham em nosso auxílio. Para ela, a realeza significa uma associação ativa com seu Filho, na desagregação e destruição do império de Satanás sobre os homens” (Michael O’Carroll, C. S. Sp.).
7. S. João Batista
O fato de só a 18 de dezembro de 1949 se ter introduzido oficialmente S. João Batista entre os Padroeiros da Legião é sem dúvida um fato estranho e de explicação nada fácil. Com efeito, se tirarmos S. José, nenhum outro Santo Padroeiro está mais intimamente ligado ao programa legionário de piedade.
a) João Batista foi o primeiro de todos os legionários, o precursor de Jesus, – indo à sua frente preparar os caminhos e endireitar os atalhos. Foi um modelo de inabalável firmeza e dedicação à sua causa, pela qual estava disposto a morrer e morreu de verdade.
b) Foi preparado e formado para a sua missão pela Santíssima Virgem, como todos os legionários o devem ser. Declara S. Ambrósio que o principal intento da estada de Nossa Senhora em casa de Isabel foi formar e estabelecer no seu cargo o Grande Profeta ainda criança. O momento desta preparação é celebrado pela Catena, a oração central da Legião, imposta como obrigação diária a todos os membros.
c) O episódio da Visitação apresenta-nos Nossa Senhora, pela primeira vez, no desempenho do seu cargo de Medianeira, e S. João, o primeiro beneficiado. Por isso, desde o início se exibiu S. João como Padroeiro especial dos legionários e de todos os contatos legionários; do trabalho das visitas sob todas as modalidades, e de fato, de toda a atividade legionária – esforço de colaboração com Maria, no seu ofício de Mediadora.
d) João foi um dos elementos mais importantes da missão do Salvador. Ora, todos os elementos desta missão devem estar presentes no sistema que procura reproduzi-la. O Precursor não pode faltar. Quereriam Jesus e Maria aparecer em cena, faltando João para os apresentar? Reconheçam os legionários o lugar especial de S. João e permitam-lhe continuar a sua missão por uma ardente confiança na sua proteção, “Sendo Jesus para sempre “Aquele que vem”, João será também o seu Precursor de sempre, por que a economia da Encarnação histórica de Cristo se continua no seu Corpo Místico” (Daniélou).

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e) A invocação de S. João Batista segue a dos Anjos nas Orações Finais. Estas orações apresentam-nos a Legião em marcha, protegida do alto, pelo Espírito Santo que se revela através de Nossa Senhora, como Coluna de Fogo; apoiada pela Legião dos Anjos e por seus Chefes, S. Miguel e S. Gabriel, precedidos pelo Precursor S. João, no cumprimento, hoje como antigamente, da sua missão providencial e levando como Generais os Santos Pedro e Paulo.
f) S. João Batista tem duas festas: a da Natividade, a 24 de junho, e a do Martírio, a 29 de agosto.
Creio que o mistério de João se efetua ainda no mundo de hoje. Antes de alguém acreditar em Cristo Jesus, tem de descer, sobre a sua alma, o espírito e a virtude de João para preparar ao Senhor um povo perfeito e endireitar e aplanar os ásperos caminhos do seu coração. Até nossos dias, sempre o espírito e a virtude de João preparam a vinda do Senhor e Salvador” (Orígenes).
8. S. Pedro
“Como Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro é, por excelência, o padroeiro de uma organização apostólica. Foi o primeiro Papa, mas representa toda a ilustre série de Pontífices até ao Santo Padre atual. Invocando S. Pedro, expressamos uma vez mais a fidelidade da Legião a Roma, centro de Fé, fonte da autoridade, da disciplina e da unidade” – (Decisão da Legião, colocando o nome de S. Pedro na lista das invocações).
A festa de S. Pedro e S. Paulo celebra-se a 29 de junho.
E eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra será também ligado nos Céus; e tudo que desligares sobre a terra será desligado também nos Céus” (Mt 16, 18-19).
9. S. Paulo
Uma alma que pretende ganhar as outras deve ser grande, imensa como o oceano: para converter o mundo é necessário ter

[Capítulo 24 Padroeiros da Legião página 143]
uma alma maior que o mundo. Tal era S. Paulo desde o dia em que uma luz celeste repentinamente o envolveu, lhe penetrou na alma e o inflamou no desejo ardente de encher a terra com a fé e o nome de Cristo. O seu nome resume a sua obra – Apóstolo dos Pagãos. Trabalhou incansavelmente até que a espada do carrasco entregou o seu espírito incansável nas mãos de Deus; mas os seus escritos sobreviveram e para sempre hão de viver, continuando a sua missão.
É costume da Igreja colocá-lo sempre junto com S. Pedro nas suas orações, o que para ele constitui grande glória. Nada mais justo, pois ambos consagram Roma com o seu martírio.
A Igreja celebra a Festa de S. Pedro e S. Paulo no mesmo dia.
Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez apedrejado; três vezes naufraguei e passei no abismo uma noite e um dia. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus concidadãos, perigos dos pagãos, perigos no mar, perigos entre os falsos irmãos e irmãs. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, como fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez” (2 Cor 11, 23-27).
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O QUADRO DA LEGIÃO
1. O Manual apresenta a reprodução do Quadro da Legião. O original foi pintado por um jovem e talentoso artista de Dublin e oferecido à Legião. Como era de esperar de obra animada por tal intenção, o quadro é cheio de inspiração e beleza, evidentes até nas mais pequenas produções.
2. O quadro apresenta, de forma admirável e completa, os pontos fundamentais da espiritualidade legionária.
3. As orações da Legião estão postas em evidência. As orações iniciais – invocação e oração ao Espírito Santo e o Terço – são representadas pela pomba que paira sobre Maria, cobrin-

[Capítulo 25 O Quadro da Legião página 144]
do-a com a sua sombra, e enchendo-a da Luz e do Fogo do seu Amor. Com estas orações a Legião honra o ponto alto e central de todos os tempos. O consentimento de Maria na Encarnação do Verbo fez dela Mãe de Deus e Mãe da Divina Graça; por isso, os legionários, seus filhos, a Ela se unem fervorosamente, pelo Terço, levando a sério as palavras de Pio IX: “Se eu tivesse um exército que rezasse o Terço, conquistaria o Mundo inteiro”.
Refere-se também a Pentecostes, em que Maria foi o canal desta nova infusão do Espírito Santo, que pode ser chamada a Confirmação da Igreja. Ele a tornou pública com sinais visíveis, enchendo-a do fogo apostólico que havia de renovar a face da terra. “Foi Maria quem obteve, por sua poderosa intercessão, para a Igreja recém-nascida, a milagrosa abundância do Espírito do Divino Redentor” (MC 110). Sem ela, nunca este fogo divino inflamaria os corações dos homens.
4. A Catena está representada, quanto ao nome, pela cadeia que emoldura o quadro. A Antífona está figurada, e com a maior propriedade, pela imagem de Maria, que avança como aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha. Na sua fronte brilha uma estrela – para significar que Ela é a verdadeira Estrela da Manhã, banhada desde o primeiro instante do seu ser no brilho da Graça Redentora, anunciando o começo da salvação.
O Magnificat está representado pelo seu primeiro versículo, cujas palavras sempre presentes no espírito de Maria estão escritas em letras de fogo à volta da sua cabeça. É o cântico de vitória da sua humildade. Agora, como desde aquele momento, Deus quer depender nas suas conquistas, da humilde Virgem de Nazaré. Por intermédio daqueles que a Ela estão unidos, continua o Onipotente, para glória do Seu nome, a realizar grandes coisas.
O versículo e a respectiva resposta são da Festa da Imaculada Conceição, devoção principal da Legião expressa pelo esmagamento da serpente e pelas palavras do Gênesis que contornam o quadro: “Eu porei inimizades entre ti e a mulher e entre a tua descendência e a dela; Ela te esmagará a cabeça ao tentares mordê-la no calcanhar” (Gn 3,15).
A oração da Catena é a da Festa de Maria Medianeira de todas as Graças, Mãe de Deus e Mãe de todos os homens.

[Capítulo 25 O Quadro da Legião página 145]
O quadro mostra a luta perpétua entre Maria e a serpente, entre os filhos daquela e a raça maldita desta, entre a Legião e as forças do Mal que fogem em debandada.
Na parte superior do quadro está o Espírito Santo, Doador de todos os bem; em baixo, o globo terrestre rodeado de bons e maus – figurando o mundo das almas; ao meio, entre uns e outros, Maria, cheia de Graça, abrasada em caridade, canal universal de intercessão e distribuição dos favores celestes. Se é certo que Ela quer enriquecer todos os homens, a sua preferência vai para os filhos mais fiéis que, como S. João, se reclinaram no Coração de Jesus e A aceitaram amorosamente como Mãe. Esta Maternidade Universal de Maria, proclamada entre as inconcebíveis dores do Calvário, está indicada pelas palavras que emolduram o quadro: “Mulher, eis aí o teu Filho; eis aí a tua Mãe” (Jo 19, 26-27).
5. As Orações Finais refletem-se em cada traço do quadro. A Legião apresenta-se como um exército inumerável que avança em ordem de batalha sob o comando da sua Rainha, levando à frente os seus estandartes: “O Crucifixo, na mão direita; o Rosário, na esquerda; os sagrados Nomes de Jesus e de Maria no coração, e a modéstia e a mortificação de Jesus Cristo em todo o seu modo de ser” (S. Luís Maria de Montfort). A oração que brota dos seus lábios tem como objeto uma fé ardente que sobrenaturaliza todos os impulsos e ações da vida e os torna capazes de tudo ousar e fazer por Cristo-Rei. Esta fé é representada pela Coluna de Fogo que funde todos os corações legionários num só coração e os conduz a vitória e à Terra de Eterna Promessa, espalhando, na sua passagem, as chamas vivificantes do Divino Amor. A Coluna é Maria, que salvou o mundo pela sua fé – “Feliz a que acreditou” (Lc 1, 45), lê-se na moldura – e leva, infalivelmente, aqueles que A bendizem, até o encontro definitivo com Deus.
6. As orações terminam, elevando-nos em espírito, dos trabalhos legionários à chamada da Eternidade, em que todos os legionários fiéis, sem desistência alguma, formarão ombro a ombro para receber a coroa que jamais poderá ser destruída, prêmio do seu serviço.
Entretanto, não nos esqueçamos de orar por aqueles que terminaram já o combate e esperam a glória da ressurreição. Podem talvez precisar das orações dos companheiros.

[Capítulo 25 O Quadro da Legião página 146]

Lemos no Antigo Testamento que o povo de Deus foi guiado pelo Senhor, do Egito à Terra Prometida, de dia por uma coluna de nuvem, e de noite por uma coluna de fogo (Ex 13, 21). Esta coluna maravilhosa, ora de nuvem, ora de fogo, simbolizava Maria Santíssima e as funções que Ela desempenha em nosso proveito” (Santo Afonso de Ligório).

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A TESSERA
Será entregue a todos os legionários Ativos e Auxiliares uma folhinha chamada Tessera, que contém as orações da Legião e reproduz o respectivo quadro.

Entre os romanos, a palavra Tessera designava a ficha ou senha que os amigos entregavam uns aos outros, como sinal de identificação entre eles e os seus descendentes. Como expressão militar, significava a tabuazinha que circulava na Legião Romana como senha do dia.

A Legião de Maria aplica a palavra Tessera à folhinha que contém as suas orações e o seu quadro, pois reúne estas propriedades:

a) Circula entre todos os legionários;

b) exprime a verdadeira senha da Legião: – as orações;

c) é o símbolo de unidade e fraternidade entre os legionários onde quer que se encontrem.

Por acaso, esta mesma idéia de universalidade aplica-se a uma dúzia de termos latinos usados para designar certos elementos característicos do sistema. Facilitam de tal modo a intercomunicação que se tornam indispensáveis. A objeção de que constituem elementos estrangeiros na Legião é inaceitável, pois enraizaram-se de tal maneira que presentemente são palavras legionárias. Seria uma grande injustiça para com a Legião privá-la de uma marca tão útil e característica.

Companheiros de viagem nesta terra miserável, somos tão fracos que precisamos todos do braço do nosso irmão, para nos apoiarmos e não fraquejarmos na jornada. Mas é sobretudo no domínio da salvação e da graça que Deus quer que estejamos unidos. A oração é o laço que une todos os corações num só coração, todas as vozes numa só voz. A nossa força reside na oração unida. Só





Vexillum Legionis Modelo de Mesa Modelo para Acies ou Procissão

[Capítulo 26 A Tessera página 147]
assim nos tornaremos invencíveis. Apressemo-nos, pois, a unir as nossas orações, esforços e desejos, na certeza de que esses meios, por si mesmos poderosos, hão de tornar-se, pela união, irresistíveis” (Ramière).
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VEXILLUM LEGIONIS
O “Vexillum Legionis” é uma adaptação do estandarte da Legião Romana. A águia que ficava em cima deste último foi substituída pela pomba – símbolo do Espírito Santo. Por baixo desta, exibe-se com orgulho a legenda: “Legio Mariae” (Legião de Maria). Entre esta e a haste do Vexillum (e unida à primeira por uma rosa e um lírio) há uma moldura oval com a imagem da Imaculada Conceição, copiada da Medalha Milagrosa. A haste firma-se num globo que, nos modelos de mesa, assenta numa base quadrada. O conjunto exprime a idéia da conquista do mundo pelo Espírito Santo, atuando por Maria e seus filhos.
a) O papel destinado à correspondência oficial da Legião deve ser timbrado com a gravura do Vexillum.
b) Sobre a mesa de reunião deve-se colocar o Vexillum, situando-o quinze centímetros à frente da imagem, com o desvio de quinze centímetros para a direita. O modelo de mesa, comumente usado, tem trinta e dois centímetros de altura, incluindo a base. Numa página próxima damos o desenho do Vexillum. Na impossibilidade de se conseguir obtê-lo na localidade, pode-se pedir ao Concilium, o qual dispõe de exemplares em metal e ônix.
c) Na Acies e nas procissões, usar-se-á um modelo em ponto grande, com dois metros de altura, sendo cerca de 60 centímetros para a haste que sustenta o globo. A parte restante será de acordo com o desenho da página anterior à escala de 12/1. A haste assenta numa base (não faz parte do Vexillum), para o manter erguido durante a cerimônia da Acies e sempre que não for levado por alguém.

[Capítulo 27 Vexillum Legionis página 148]
Este Vexillum de grande formato não é fornecido pelo Concilium, mas pode ser feito ou pintado localmente, com facilidade. Os que desejarem uma reprodução mais trabalhada, recorrerão a outro material e não à madeira. O desenho permite ampla liberdade para arranjo artístico.
d) O Vexillum tem direitos reservados e só pode ser reproduzido com licença formal do Concilium.
Que belo e sugestivo é o estandarte da Legião de Maria” (Pio XI).

[Capítulo 27 Vexillum Legionis página 149]

Vexillum Legionis




O Estandarte da Legião





S. Luís Maria de Montfort compreendeu com admirável clareza que não pode haver separação entre a Virgem Maria e o Espírito Santo. A Legião de Maria fez penetrar em sua doutrina uma completa convicção a respeito deste laço de união; por este motivo procura séria e ardentemente um conhecimento cada vez mais profundo da doutrina do Espírito Santo” (Laurentin).
[página 150]

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