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ADMINISTRAÇAO DA LEGIÃO



1. Normas gerais para todos os Conselhos Administrativos
1. A administração da Legião, tanto local como central, está confiada aos seus diversos Conselhos. A estes cabe, dento da esfera da sua jurisdição, assegurar a unidade, defender os ideais primitivos da Legião de Maria, guardar puros o seu espírito, os seus regulamentos e os seus costumes – conforme o Manual Oficial da Legião – e, finalmente, tratar da sua expansão.
Onde quer que esteja fundada, a Legião terá o valor que os seus Conselhos quiserem que ela tenha.
2. Todo o Conselho deve se reunir regular e freqüentemente, em regra, ao menos uma vez por mês.
3. As orações, a disposição e a ordem das reuniões de todo e qualquer Conselho da Legião, são as mesmas já estabelecidas para a reunião do Praesidium, exceto quanto: a) à duração das reuniões que não tem limite determinado; b) à leitura da Ordem Permanente que não é obrigatória; c) à coleta que é livre.
4. O dever principal de todo o Conselho é obedecer ao Conselho Superior imediato.
5. Nenhum Praesidium ou Conselho pode ser fundado sem a licença expressa do Conselho Superior imediato ou do Concilium Legionis e sem a aprovação da autoridade eclesiástica competente.
6. Ao Bispo da Diocese e ao Concilium Legionis, individualmente considerados, é reservado o direito de dissolver qualquer Praesidium ou Conselho. Estes deixam, por esse motivo, de pertencer à Legião de Maria.
7. Cada Conselho terá como Diretor Espiritual um sacerdote nomeado pela autoridade eclesiástica competente, o qual exercerá o seu cargo enquanto a esta interessar. A ele cabe a última palavra em todos os assuntos de ordem moral e religiosa que surgirem nas reuniões do Conselho e o direito de interromper a discussão sobre questões que possam surgir, a fim de obter da autoridade eclesiástica que o nomeou a decisão definitiva.

[Capítulo 28 Administração da Legião página 151]
O Diretor Espiritual é Oficial do Conselho, cumpre-lhe defender toda a autoridade legionária legitimamente constituída.
8. Além do Diretor Espiritual, cada Conselho terá um Presidente, um Vice-Presidente, um Secretário e um Tesoureiro, e ainda outros Oficiais, caso a sua necessidade seja reconhecida e aprovada pelo Conselho superior imediato. São eleitos para um cargo por três anos, tendo porém o direito de se reelegerem por mais três. O Oficial cujo tempo de mandato terminou não pode continuar a exercer os deveres do mesmo cargo.
Quando um Oficial, por qualquer motivo, não completa o primeiro mandato de três anos, deve ser considerado como se o tivesse cumprido por inteiro na data em que deixa o cargo. Durante o tempo do primeiro mandato que ele não terminou, pode ser reeleito para o mesmo cargo por outros três anos, considerando-se estes um segundo período. Se ele não completa o segundo período de três anos, deve considerar-se como tendo servido seis anos, no momento em que abandona o cargo.
Tendo completado um segundo período de três anos, requer-se um intervalo de três anos, antes de poder ser eleito para o mesmo cargo no mesmo Conselho. Este intervalo não é exigido, quando se trata de um cargo diferente no mesmo Conselho ou de um cargo em qualquer outro Conselho.
Todo o Oficial de um Conselho deve ser membro ativo de um Praesidium e cumprir as exigências da Instrução Permanente.
9. A elevação de categoria de um Conselho (de Curia a Comitium, etc.) não afetará o limite de duração dos cargos dos Oficiais existentes.
10. Os Oficiais de um Conselho serão eleitos numa reunião normal do Conselho, pelos membros do mesmo Conselho (isto é, pelos Oficiais dos Praesidia e dos Conselhos a ele diretamente filiados e quaisquer Oficiais eleitos do Conselho) que estiverem presentes. Qualquer legionário pode ser eleito. Se o eleito não for membro do Conselho, ficará sendo a partir desse momento. Todas as eleições de Oficiais estão sujeitas à aprovação pelo Conselho Superior imediato, podendo os eleitos, entretanto, desempenhar as funções dos respectivos cargos.
11. Deve-se dar conhecimento, antecipadamente, a todos os membros, das nomeações e eleições que deverão ser realizadas,

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se possível, na reunião, que as precede. É para desejar que os candidatos tenham perfeito conhecimento dos deveres dos respectivos cargos.
12. É permitido comentar, com as reservas impostas pela conveniência, a idoneidade dos candidatos. Podem também os Oficiais do Conselho, na sua qualidade de corpo diretivo, e conhecendo as condições favoráveis de um determinado candidato, recomendá-lo aos votantes. Tal recomendação, porém, não se opõe à proposta de outros candidatos e à forma perfeita de eleição.
13. A eleição será feita por votação secreta. Poderá ser da seguinte forma: a eleição de cada Oficial deve ser feita separadamente, por ordem decrescente. Cada nome sugerido deve ser formalmente proposto e apoiado. No caso de haver um só candidato, a votação não é necessária. Se, porém, forem apresentados e apoiados dois ou mais nomes, deverá proceder-se à votação. A cada membro do Conselho (incluindo os Diretores Espirituais) que estiver presente com direito a voto, será entregue uma ficha de voto. Preste-se a máxima atenção a esta última exigência: só os membros do Conselho têm direito a voto. Uma vez preenchidas, as cédulas devem ser dobradas cuidadosamente e recolhidas pelos que vão contar os votos. O nome do votante não deve aparecer na cédula.
Se a contagem dos votos revelar que um candidato obteve a maioria absoluta, isto é, um número de votar maior que a soma dos votos dos outros, ele será declarado eleito. Se nenhum candidato obtiver a maioria absoluta, dar-se-á conhecimento do resultado da votação, e se fará nova votação sobre os mesmos candidatos. Se essa repetição não der uma maioria absoluta a um candidato, será eliminado o que tiver menor número de votos e se votará pela terceira vez sobre os candidatos restantes. Se esta terceira votação ainda não der resultado, deverão ser feitas novas eliminações e revotações, até um dos candidatos obter a maioria necessária de votos.
O fato de se tratar da escolha de Dirigentes de uma organização religiosa não justifica métodos menos sérios de eleição. Esta deve ser feita de forma correta e exata, conforme os estatutos, respeitando ao mesmo tempo o caráter secreto do voto individual.
É necessário que se registre na ata da reunião o processo completo das eleições, incluindo nome dos proponentes e dos

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seus apoiantes, com o número de votos recebidos por cada candidato (quando há mais de um), e que tal ata seja enviada ao Conselho Superior imediato, para este decidir da sua possível aprovação.
14. Compete aos Oficiais de um Praesidium ou de um Conselho representá-lo no Conselho Superior imediato.
15. A experiência já comprovou que a designação de correspondentes é o meio mais eficiente para um Conselho Superior exercer as suas funções de supervisão dos Conselhos distantes, a ele filiados. O correspondente mantém um contato regular com o respectivo Conselho e, a partir da ata recebida mensalmente, prepara o relatório que deve apresentar ao Conselho Superior, quando solicitado. Assiste às reuniões do Conselho Superior e toma parte no debate dos assuntos ali apresentados, mas não tem direito a voto, a não ser que seja membro do respectivo Conselho.
16. Qualquer pessoa, faça ou não parte da Legião, pode assistir às reuniões de um Conselho, com autorização deste, a título de visitante, mas sem direito a voto. Tais pessoas são obrigadas a guardar segredo sobre o que se passa na reunião.
17. Os Conselhos da Legião são os seguintes: Curia, Comitium, Regia, Senatus, Concilium e quaisquer outros que venham a ser fundados, em conformidade com os Estatutos.
18. Os nomes latinos dos vários Conselhos concordam admiravelmente com as funções que desempenham.
Dentro da Legião, Maria é Rainha. É Ela quem convoca o exército legionário para as suas gloriosas campanhas, dirige-o no campo de operações, anima-o ao combate e, pessoalmente, o conduz à vitória. Depois da Rainha, vem naturalmente o seu Conselho Supremo – ou Concilium – que a representa visivelmente e participa com Ela da direção de todos os outros Conselhos Legionários.
Os Conselhos regionais são de caráter essencialmente representativos, menos, porém, os Conselhos mais elevados, por causa da impossibilidade prática de garantir o comparecimento às reuniões regulares dos Conselhos centrais, representativos de áreas muito extensas. Deste modo, os nomes de Curia, Comitium, Regia

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e Senatus destacam a função própria e a posição de um em relação ao outro, definindo a área de atuação de cada um.
19. Um Conselho superior pode combinar as funções próprias com as funções de um Conselho a ele subordinado. O Senatus, por exemplo, pode atuar também como Curia e, de fato, é o que acontece invariavelmente.
Tal combinação de funções é vantajosa pelas seguintes razões:
a) Em geral, as mesmas pessoas estão encarregadas da administração do Conselho superior e do Conselho inferior. Se uma reunião pode servir a dois propósitos haverá economia de tempo e energia.
b) Há, porém, uma consideração mais importante. Vivendo os representantes do Conselho superior muito afastados da sede, seria muitas vezes impossível a estes participar das reuniões regulares e freqüentes com a assiduidade devida. Conseqüência inevitável e evidente: alguns legionários zelosos ficariam sobrecarregados com pesadas responsabilidades e inúmeros trabalhos, que muitas vezes não serão feitos ou ficarão descuidados, com sério prejuízo para a Legião.
A combinação de funções do Conselho superior com as do inferior assegurará uma assistência mais numerosa e mais regular às reuniões. Os membros, além de cumprirem os deveres próprios do Conselho inferior, ainda serão iniciados e interessados nos trabalhos do Conselho superior. Torna-se assim possível associá-los aos importantíssimos serviços de inspeção, expansão e secretaria do Conselho superior.
Pode-se objetar que tal procedimento significa entregar a direção de uma grande área a um Conselho que na verdade não é local. Isto é um engano, pois é somente o núcleo daquele Conselho superior que é local. Os representantes de cada um dos Conselhos filiados têm o dever de assistir às reuniões e, sem dúvida, de o fazer conscienciosamente da melhor forma possível. A solução proposta é a de que o Conselho superior funcione separadamente, contentando-se, digamos, com quatro reuniões por ano. Deste modo estaria assegurada uma grande representação. Tal proposta a favor dos interesses de uma administração representativa não corresponde à realidade dos fatos, pois, nos intervalos das reuniões, o Conselho em questão seria forçado a entregar aos Oficiais a resolução dos seus problemas, e a exercer as suas funções administrativas apenas nominalmen-

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te. Resultado: os membros perderiam o sentido da responsabilidade e todo o interesse real pelo seu trabalho.
Além disso, a reunião tão espaçada de um grupo de dirigentes se pareceria mais com um Congresso do que com um Conselho. Não possuiria as características de um corpo governativo, a principal das quais é o sentido de continuidade e um conhecimento íntimo do trabalho administrativo e dos seus problemas.
20. Todo o legionário tem o direito de se comunicar confidencialmente com a Curia de que depende ou com qualquer outro Conselho Superior da Legião. Ao tratar de um assunto conhecido de maneira sigilosa, tal Conselho atuará com a máxima prudência e evidentemente, com o devido respeito pela posição e pelos direitos de qualquer Conselho ou Praesidium subordinado. Alguns poderiam pensar que a comunicação com os Conselhos, por fora das vias normais, isto é, por fora do Praesidium ou do Conselho de que dependem imediatamente os legionários, constitui um ato de deslealdade. Ora, não é assim. Temos de encarar o fato de, por vezes e por motivos vários, os Oficiais dos Conselhos Superiores desconhecerem assuntos que lhes deviam ser relatados. Se não houvesse outros meios de informação, tais Conselhos ficariam privados de conhecimentos indispensáveis. Todo o Conselho tem o direito – sem o qual não poderia funcionar convenientemente – de tomar conhecimento daquilo que realmente se passa na área confiada aos seus cuidados. Este direito essencial tem de ser garantido.
21. Todo o Conselho legionário tem o dever de ajudar economicamente o Conselho Superior imediato. Vejam-se a este respeito os capítulos 34 e 35, sobre as Receitas e Despesas e a Coleta Secreta.
22. Pertence à essência de um Conselho legionário a franca e livre discussão dos assuntos e problemas que lhe dizem respeito. Não se trata apenas de um grupo diretivo, encarregado de supervisionar e de tomar decisões, mas de uma escola de Oficiais. Mas, como poderão estes formar-se se não houver debate e não se puserem em destaque os princípios e ideais legionários? Além disso, o debate deve ser geral. O Conselho não deve se assemelhar de modo algum a um teatro, em que uma pequena minoria representa para um auditório silencioso. O Conselho só funcionará plenamente, se todos os seus membros para isso contribuírem. Um membro do Conselho não funciona, se não

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toma parte ativa nos seus trabalhos. Enquanto ouve, pode receber alguma coisa do Conselho, mas não dá nada. Pode mesmo acontecer de sair da reunião com o cérebro vazio, em virtude do fato psicológico de a inércia enfraquecer a memória. O membro do Conselho habitualmente silencioso é como a célula parada do cérebro ou do corpo humano, que retém o que dela é exigido, atraiçoa o propósito da sua existência e se torna, para a pessoa, um perigo constante. Seria triste que alguém se tornasse um perigo para o Conselho legionário a que deseja servir. A passividade, onde vitalmente se requer a atividade, conduz à decadência, e a decadência tende a se alastrar.
Por conseguinte, é princípio indiscutível que nenhum membro pode ser passivo. Deve contribuir plenamente para a vida do Conselho, não só com a sua presença, não só ouvindo, mas falando. Parece ridículo dizê-lo e, no entanto, tem um sério alcance: cada membro de um Conselho deve contribuir para os seus trabalhos, ao menos, com uma observação anual. Há pessoas tímidas, para as quais, falar significa uma dificuldade muito grande. Vençam esse problema e mostrem um pouco daquela coragem que a Legião exige de seus membros em todas as circunstâncias.
Tais pessoas respondem prontamente que é impossível falarem todos no pouco tempo disponível e, na realidade, assim é. Deixemos, porém, a solução desse problema para quando o mesmo se apresentar. O problema que quase sempre se tem de enfrentar é precisamente o contrário: participação imperfeita dos membros nos debates, que resultam apenas das contribuições de um pequeno grupo de enérgicos faladores. Por vezes, o silêncio do conjunto é disfarçado pela eloqüência de uns poucos.
Acontece também, com demasiada freqüência, que o Presidente fala em excesso e elimina os outros. É muito preocupante o efeito desanimador de uma só voz. Desculpa-se o Presidente explicando que se ele não fala, se estabelece um silêncio de morte. Se isso acontecer, não tema o momento de silêncio. Este é um eloqüente convite a todos os membros para darem vida ao Conselho com as transfusões das suas vozes. Os mais tímidos estarão certos de que chegou o seu momento: não impedirão ninguém de falar, tomando a palavra.
Seja esta uma norma inabalável: o Presidente não pronunciar uma só palavra inútil. Examine a este respeito o modo como dirige as reuniões.
23. Para ajudar a reunião, não se deve falar numa atitude de desafio; não se faça uma pergunta sem ajuntar uma idéia como

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resposta; não se apresente uma dificuldade sem tentar resolvê-la. Uma atitude puramente negativa está apenas a um pequeno passo desse silêncio destruidor.
24. Ganhar o outro convencendo-o, e não à força de votos, será a nota dominante de toda a reunião legionária. As decisões forçadas e precipitadas levariam à formação de partidos: uma maioria vencedora e uma minoria vencida, ambas irritadas e fechadas no seu próprio parecer. Pelo contrário, as decisões que são fruto de paciente exame, de ampla discussão de pontos de vista, serão aceitas por todos e com tal espírito, que o vencido ganhará méritos com a derrota e o vencedor não os perderá com o triunfo.
Por isso quando existirem diferenças de opinião, os que têm uma clara maioria a seu favor não se precipitem, tenham paciência. Podem não ter razão e vencer; isto seria sumamente grave. Se é possível, adie-se a decisão para reunião seguinte ou mesmo para mais tarde, de maneira a permitir um exame cuidadoso e um perfeito conhecimento de causa. Entretanto, faça-se esforço por estudar o assunto sob todos os pontos de vista, recorrendo à oração, a fim de serem iluminados. Convençam-se bem de que o importante não é a vitória de uma opinião, mas a investigação humilde da vontade de Deus. Deste modo se verificará que em breve se chega à perfeita unidade de pensamento.
25. Se os interesses da harmonia devem ser guardados, com toda a vigilância, dentro do Praesidium, onde as ocasiões de choque das diversas opiniões são tão raras, com que cautela não se deverá proceder nos Conselhos!
Porque:
a) Os membros estão aqui menos acostumados a trabalhar juntos.
b) As divergências de opinião são muitas, sendo um dos principais cuidados dos Conselhos tentar harmonizá-las. Exame de novos projetos, esforços para conseguir padrões mais elevados, questões sobre a disciplina geral, deficiências que é preciso eliminar: tudo isto tende necessariamente a criar desentendimentos que podem tornar-se fontes de discórdia.
c) Onde os membros são numerosos, é fácil encontrar algumas pessoas, que embora excelentes, acabam “aparecendo” demais. Exercem sobre as outras uma negativa influência; com o seu jeito destacado de ser, formam um grupo de seguidores e criam um ambiente de discussão e mal-estar. Resultado: o Con-

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selho, que deveria ser para os inferiores, um modelo de fraternidade e de método de direção dos negócios, torna-se um mau exemplo para todos os legionários. É um coração a espalhar veneno no aparelho circulatório da Legião.
d) Como conseqüência de uma falsa lealdade, nasce muitas vezes, a tendência para atacar o Conselho vizinho ou Superior, acusando-o – (quão fácil é elaborar uma acusação e conseguir que os demais a aprovem!) – de passar dos limites dos seus poderes ou de se portar indignamente.
e) “Nunca os homens se reúnem em grande número, sem que a paixão, a teimosia, o orgulho e a incredulidade, mais menos adormecida em cada um deles, brotem em chamas e se tornem elemento constitutivo da sua união. Mesmo quando têm fé e se unem para fins piedosos, uma vez associados, não tardam a evidenciar a fragilidade própria da natureza humana. No espírito e no procedimento, no falar e no agir estão em grave contraste com a retidão e a simplicidade cristãs. É isto que os escritores sagrados entendem por “mundo”, e a razão por que contra eles nos pedem prudência. A descrição do “mundo”, que eles nos deixaram, aplica-se, em grau diverso, a todas as sociedades humanas, das classes elevadas ou baixas, de caráter nacional ou profissional, leigo ou eclesiástico” (Cardeal Newman: No Mundo).
Palavras chocantes, sem dúvida, mas de um grande pensador. S. Gregório Nazianzeno diz a mesma coisa com outras palavras. O que à primeira vista parece uma afirmação estranha, reduz-se, em simples e clara análise, ao seguinte: o “mundo” é a falta de caridade. Em cada um de nós esta caridade é fraca, e a sua fraqueza esconde-se, até certo ponto, sob os laços do parentesco, da intimidade, da amizade, tudo isto limitado a poucas pessoas; mas, quando os homens se associam em maior número, surge a crítica e a discórdia, e essa caridade mostra imediatamente as suas fraquezas com as suas péssimas conseqüências. “Deus e a caridade são uma e mesma coisa” – diz S. Bernardo. “Onde não reina a caridade, dominam as paixões e os apetites da carne. A chama da fé, se não se acende na fogueira da caridade, se apagará antes de conseguirmos alcançar a felicidade eterna... Não há verdadeira virtude sem caridade”.
Estas graves advertências pouco aproveitam aos legionários se, depois de as lerem, se contentarem com este protesto: “Entre nós nunca tal acontecerá”. Pode e há de acontecer, se nas reuniões houver falta de caridade e se esfriar o espírito sobrenatural. Temos de estar sempre alerta.

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A história relata-nos que a Legião Romana nunca deixou passar uma noite, mesmo nas marchas forçadas, sem montar acampamento, abrir trincheiras e fortificar cuidadosamente o campo; e isto mesmo que o acampamento durasse uma só noite e o inimigo estivesse longe. Mais: mesmo em tempo de paz!... Tendo como modelo esta disciplina, aplique-se a Legião de Maria a defender os seus espaços (isto é, as suas reuniões) contra possíveis invasões deste destruidor espírito do “mundo”, excluindo todas as palavras e atitudes inimigas da caridade e, em geral, preenchendo as reuniões de profundo espírito de oração e de perfeita piedade legionária.
A graça como a natureza tem os seus sentimentos e afetos: o seu amor, o seu zelo, as suas esperanças, as suas alegrias e as suas penas. De todos estes sentimentos gozava plenamente a Santíssima Virgem, pois vivia mais da vida da graça que da vida da natureza. A maior parte dos fiéis encontram-se mais em estado de graça do que na vida da graça. Muito ao contrário a Santíssima Virgem, enquanto viveu na terra, esteve sempre em graça e, mais que isso – na vida da graça, na perfeição desta grandiosa vida” (Gibieuf: Da Virgem Dolorosa ao pé da Cruz).
2. A Curia e o Comitium
1. Logo que numa cidade ou região se fundem dois ou mais Praesidia, deve formar-se também um Conselho diretivo chamado Curia. Esta será constituída por todos os Oficiais (incluindo os Diretores Espirituais) dos Praesidia da respectiva área.
2. Onde for necessário conferir a uma Curia, além das funções próprias, certos poderes de administração sobre uma ou várias Curiae, tal Curia superior tomará a denominação particular de Comitium.
O Comitium não é um novo Conselho. Continua a agir como Curia em relação à sua própria área e a governar diretamente os seus próprios Praesidia. Além disso, administra uma ou mais Curiae.
Cada Curia ou Praesidium diretamente dependentes do Comitium tem nele, direito à plena representação.
A fim de aliviar os representantes de uma Curia da participação de todas as reuniões do Comitium (as quais somadas com as reuniões da própria Curia se tornariam um fardo demasiada-

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mente pesado) poderão tratar dos assuntos relativos a essa Curia, de duas em duas ou de três em três reuniões do Comitium, exigindo apenas para essa ocasião, a presença dos ditos representantes.
O Comitium, em geral, não deverá ultrapassar os limites de uma Diocese.
3. O Diretor Espiritual será nomeado pelo Bispo da Diocese onde a Curia (ou Comitium) exerce as suas funções.
4. A Curia exercerá autoridade sobre os Praesidia que dela dependem, de acordo com os Estatutos da Legião. Nomeará os Oficiais, exceto o Diretor Espiritual, e cuidará da duração dos seus cargos. Quanto à maneira de proceder para a sua nomeação, veja-se o número 11 do Capítulo “O Praesidium”.
5. A Curia velará pela correta observância dos regulamentos, por parte dos Praesidia e dos seus membros. Entre as atividades importantes da Curia, deverão contar-se as seguintes:
a) Formar e vigiar os Oficiais no desempenho dos seus cargos e na maneira de dirigir os respectivos Praesidia.
b) Receber os relatórios dos Praesidia, ao menos uma vez por ano.
c) Comunicar reciprocamente as experiências.
d) Estudar novos trabalhos.
e) Tender à criação de padrões elevados.
f) Certificar-se de que cada legionário cumpre satisfatoriamente a sua tarefa semanal.
g) Expandir a Legião e estimular os Praesidia a recrutar Auxiliares, a organizá-los e a velar por eles.
Em vista disto, torna-se evidente o alto grau de coragem moral que a Legião exige da Curia, especialmente dos seus Oficiais, a fim de cumprirem convenientemente os deveres dos seus cargos.
6. A sorte da Legião está nas mãos das Curiae e o seu futuro depende do desenvolvimento delas. A própria existência da Legião, em qualquer localidade, deve considerar-se fraca, enquanto não se fundar uma Curia.
7. Os legionários com menos de 18 anos não podem pertencer a uma Curia de adultos; mas, se houver conveniência, se fundará uma Curia Juvenil, dependente da primeira.

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8. É absolutamente necessário que os oficiais da Curia, sobretudo o Presidente, estejam sempre dispostos a atender os legionários, seus subordinados, ansiosos por solucionar dificuldades, apresentar projetos ou tratar de outros assuntos ainda insuficientemente amadurecidos para uma discussão pública.
9. É aconselhável que os Oficiais, especialmente o Presidente, dediquem tempo considerável ao desempenho dos seus cargos. Disso depende muito o bom êxito da obra.
10. Quando numerosos Praesidia dependem de uma Curia, numerosos terão de ser os representantes na reunião da mesma. Tal fato poderá causar dificuldades de acomodação e de perfeita administração. Crê, todavia a Legião, que estas dificuldades serão amplamente compensadas por vantagens de outro gênero.
A Legião espera que as suas Curiae sejam algo mais que simples máquinas administrativas. Cada uma é o coração e o cérebro do grupo de Praesidia que dela dependem. Sendo a Curia centro de unidade, quanto mais numerosos forem os laços (isto é, os representantes) que a unem aos Praesidia, tanto mais forte será esta unidade e, conseqüentemente, mais seguros estarão os Praesidia de reproduzir o espírito e os métodos da Legião. Ora só nas reuniões da Curia é que os assuntos relacionados com a essência da Legião podem ser discutidos e compreendidos completamente. Daí serão transmitidos aos Praesidia e assim difundidos entre os respectivos membros.
11. A Curia deve providenciar para que cada Praesidium seja visitado periodicamente duas vezes por ano, se possível, a fim de o estimular e de se assegurar de que tudo caminha ordenadamente.
É da maior importância que tais visitas não se façam com espírito de censura ou de fiscalização, o que levaria a temer a presença dos visitantes e a aceitar com desprazer as suas recomendações; mas num espírito de amor e de humildade, conscientes os visitantes de que têm tanto ou mais a aprender de qualquer Praesidium visitado, como a ensinar-lhe.
A visita deverá ser notificada ao Praesidium, com uma semana de antecedência, pelo menos.
Ouvem-se, às vezes, queixas com a justificativa de que a visita representa uma “interferência estranha”. Tal atitude manifesta pouco respeito para com a Legião, da qual os Praesidia são simples elementos e à qual devem perfeita lealdade. Dirá a mão à cabeça “não preciso do teu auxílio?” Além disso, tal atitude é

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prova de ingratidão, pois que essas unidades, devem sua existência a isso que eles chamam de “interferência estranha”. São incoerentes consigo mesmos, pois aceitam de bom grado, da Autoridade Central, toda e qualquer iniciativa ou ordem que julgam úteis à organização. É também uma atitude insensata, já que a proposta está de acordo com a experiência universal. Em toda a organização, seja ela religiosa, civil ou militar, o reconhecimento espontâneo compreensivo e prático da Direção Central é essencial à defesa e salvaguarda do espírito e do bom funcionamento. A visita regular às unidades da organização é um fator importantíssimo da aplicação desse princípio, e nenhuma forma competente de governo o descuida.
Além de as visitas por parte da Curia serem necessárias ao bem-estar do Praesidium, recorde-se a este que a visita é um ponto estabelecido pelo Regulamento, cumprindo-lhe, por isso, cuidar para que a Curia não se desleixe no cumprimento desta obrigação. Desnecessário é dizer que os visitantes devem ser acolhidos cordialmente.
Nesta ocasião, o visitante examinará as listas dos membros, os livros de Secretaria e de Tesouraria, a Folha de Trabalhos e outros elementos da organização do Praesidium, a fim de verificar se estão em ordem, e certificar-se de que todos os membros, em condições de fazer o Compromisso Legionário o fizeram de fato.
A inspeção deve ser feita por dois representantes da Curia. Não se requer que estes sejam Oficiais da Curia; tal tarefa pode ser confiada a qualquer legionário experiente. Os visitantes apresentarão aos Oficiais da Curia um relatório escrito sobre o resultado da sua visita. O Concilium fornece modelos destes relatórios.
Os defeitos verificados não devem ser, logo de início, motivo de observações públicas, quer no Praesidium quer na Curia. Tratem-se primeiramente com o Diretor Espiritual e o Presidente do Praesidium. Se não der resultado, submeta-se o caso à Curia.
12. A Curia, em relação aos membros que a compõem, está mais ou menos na mesma situação que o Praesidium em relação aos seus. Por isso, tudo que o nestas páginas se expõe com relação à assistência e comportamento dos legionários nas reuniões do Praesidium aplica-se igualmente aos representantes do Praesidium nas reuniões da Curia. O zelo manifestado pelos Oficiais em outros serviços nunca compensará o descuido na fiel participação às reuniões da Curia.

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13. A Curia se reunirá em tempo e lugar determinados por ela própria, com aprovação do Conselho Superior imediato. As reuniões deverão fazer-se, se possível, ao menos uma vez por mês. Vejam-se as razões para esta freqüência no número 19 de “1. Normas gerais...”, deste capítulo.
14. O Secretário, depois de consultado o Presidente, preparará a agenda da reunião da Curia e deverá entregá-la, com a devida antecedência, aos Diretores Espirituais e Presidentes dos Praesidia nela representados. É ao Presidente que cabe avisar os demais representantes do Praesidium.
O programa proposto tem caráter provisório, devendo dar-se aos membros, a maior liberdade possível para a apresentação de novos assuntos.
15. A Curia exercerá a máxima vigilância sobre os Praesidia para que estes não se afastem do seu verdadeiro espírito, distribuindo bens materiais, o que seria o fim de todo o trabalho legionário verdadeiramente proveitoso.
A inspeção periódica dos livros de contas do Tesoureiro ajudará a Curia a descobrir os primeiros sinais de qualquer irregularidade.
16. O Presidente – e o mesmo se diz de todos os dirigentes – deve esforçar-se por não cair numa falta demasiadamente comum: querer assumir a responsabilidade sozinho, das coisas mínimas. O resultado de semelhante tendência seria o enfraquecimento da ação, chegando, nos grandes centros, onde existe muito trabalho, a provocar até a paralisação de toda a máquina legionária. Quanto mais estreito é o gargalo de uma garrafa, tanto mais lentamente dela escorre o líquido, acontecendo, por vezes, que alguém mais impaciente acabe por quebrá-la.
Mas eis outro aspecto não menos sério: negar as responsabilidades, a quem pode honestamente assumi-las, é ser injusto não só para com esses legionários, mas também para com a própria Legião. O exercício de um certo grau de responsabilidade é condição indispensável ao desenvolvimento das grandes qualidades do indivíduo. A responsabilidade é capaz de transformar a simples areia em ouro fino.
O Secretário não deve limitar-se pura e simplesmente ao trabalho de secretaria, nem o Tesoureiro ao arranjo das contas. A todos os Oficiais, mesmo aos mais experientes e aos promissores, devem ser confiados cargos em que possam desenvolver o

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espírito de iniciativa e de controle, pelos quais serão responsáveis, embora sujeitos à autoridade superior, a quem sempre se subordinarão. Tal procedimento tem como fim essencial, formar os legionários no sentido da responsabilidade pelo bem-estar e progresso da Legião, como poderoso meio de contribuir para a salvação do próximo.
Todas as obras de Deus estão fundamentadas na unidade, pois o fundamento de todas é Ele mesmo – a mais simples e superior de todas as unidades possíveis. Deus é uno, por definição; mas, porque, em nosso entender é também multiforme na sua perfeição e nos Seus atos, segue-se que a ordem e a harmonia são da Sua própria essência”. (Cardeal Newman: A Ordem, Testemunha e Instrumento de Unidade. Esta e as três citações seguintes formam no original uma só passagem).
3. A Regia
1. O Conselho escolhido pelo Concilium para exercer autoridade sobre a Legião de Maria numa região, logo abaixo do Senatus,será chamado Regia. O Concilium decidirá se a Regia deve estar diretamente filiada ao Concilium ou ao Senatus.
2. Quando a categoria de Regia for conferida a um Conselho já existente, este continuará a exercer as suas funções originais, a que acrescentará as novas funções (Veja-se a este respeito o nº 1, parágrafo 19, deste capítulo sobre a Administração da Legião).
A Regia é formada pelos seguintes membros:
a) Os Oficiais de cada um dos ramos legionários diretamente filiados à Regia;
b) E os membros do Conselho, a que foi conferida a categoria de Regia, quando tal for o caso.
3. O Diretor Espiritual da Regia será designado pelos Bispos das dioceses, sobre as quais a Regia tem o poder de administração.
4. A eleição dos Oficiais dos Conselhos diretamente filiados à Regia está sujeita à aprovação pela mesma Regia. Estes Oficiais têm o dever de participar das reuniões da Regia, a não ser que estejam impedidos por circunstâncias especiais, como por exemplo, a distância.

[Capítulo 28 Administração da Legião página 165]
5. A experiência comprovou já que a nomeação de correspondentes é a forma mais eficiente de a Regia cumprir as suas funções de controle dos Conselhos distantes, que a ela estão filiados. O correspondente mantém contato regular com o Conselho e, a partir das atas recebidas mensalmente, prepara um relatório que apresenta à Regia, quando lhe for solicitado. Participa das reuniões da Regia e dos debates, mas não tem direito a voto, a não ser que seja membro da Regia.
6. Um exemplar das atas das reuniões da Regia deve ser enviado ao Conselho Superior a que está diretamente filiada.
7. Qualquer proposta de modificação da composição da Regia, que provoque grande alteração na sua reunião, exige aprovação formal por parte do Concilium, quer ela esteja diretamente filiada ao Concilium, quer a um Senatus.
8. Nos dias da antiga Roma, a Regia era a residência e local de trabalho do Pontífice Máximo; mais tarde passou a indicar a capital do rei ou a corte.
Ser múltiplo e distinto e, todavia, ser absolutamente uno – ser a Santidade, a Justiça, a Verdade, o Amor, o Poder, a Sabedoria, ser cada uma destas qualidades tão plenamente como se fosse a única – implica na natureza divina uma ordem infinitamente superior e incompreensível à nossa razão, ordem que é qualidade tão maravilhosa como qualquer outra e o resultado de todas elas” (Cardeal Newman: A Ordem, Testemunha e Instrumento de Unidade).
4. O Senatus
1. O Conselho designado pelo Concilium para exercer autoridade sobre a Legião numa nação será chamado Senatus. Deve estar filiado diretamente ao Concilium.
Nos países, em que, por causa da extensão ou de outros motivos, um único Senatus não puder desempenhar totalmente as suas funções, serão criados dois ou mais Senatus, cada um dos quais dependerá diretamente do Concilium e exercerá autoridade sobre a Legião na área que lhe for confiada.

[Capítulo 28 Administração da Legião página 166]
2. Quando a categoria de Senatus for conferida a um Conselho já existente, este continuará a exercer as suas funções originais, a que se acrescentarão as novas responsabilidades (Ver nº 1, parágrafo 19, do capítulo Administração da Legião).
Os membros do Senatus são os seguintes: a) os Oficiais de cada um dos Conselhos filiados ao Senatus; b) os membros do Conselho a que foi conferida a categoria de Senatus, quando tal for o caso.
3. O Diretor Espiritual será nomeado pelos Bispos das Dioceses sobre as quais o Senatus tem jurisdição.
4. As eleições dos Oficiais dos Conselhos diretamente filiados ao Senatus estão sujeitas à sua aprovação. Estes Oficiais têm o dever de participar das reuniões do Senatus, a não ser que as circunstâncias (por ex., a distância) os impeçam.
5. A experiência já comprovou que a nomeação de correspondentes é a forma mais eficiente de o Senatus cumprir as suas funções de supervisionar os Conselhos distantes. O correspondente mantém contato regular com o Conselho e, a partir das atas recebidas mensalmente, prepara um relatório para apresentar ao Senatus, quando solicitado. Participa das reuniões e dos debates, mas não tem direito a voto, a não ser que seja membro do Senatus.
6. O Senatus deve enviar ao Concilium um exemplar das atas das respectivas reuniões.
7. Qualquer proposta de modificação da composição do Senatus que afete de forma significativa e fundamental a participação na reunião, exige aprovação oficial do Concilium.
Deus é a Lei infinita, bem como o Poder, a Sabedoria e o Amor infinitos. A própria noção de ordem exige a de dependência. Se existe ordem nas qualidades divinas, devem relacionar-se mutuamente e, embora perfeitos em si mesmos, cada um deve atuar sem prejuízo da perfeição dos demais, chegando mesmo, aparentemente, a ceder em benefício dos restantes, em certas ocasiões” (Cardeal Newman: A Ordem, Testemunha e Instrumento de Unidade).

[Capítulo 28 Administração da Legião página 167]
5. O Concilium Legionis Mariae
1. Haverá um Conselho Central chamado “Concilium Legionis Mariae”, revestido da suprema autoridade administrativa da Legião. Salvos sempre os direitos da autoridade eclesiástica, como estão expostos nestas páginas, só a este Conselho pertence o direito de criar novos regulamentos, alterar ou interpretar os estabelecidos; fundar ou suprimir quaisquer Praesidia e Conselhos subordinados, no mundo inteiro; determinar o modo de agir em todas as situações; decidir todas as disputas e apelações, todas as questões de filiação legionária e tudo o que se refere à oportunidade de empreendimentos ou maneiras de os realizar.
2. O “Concilium Legionis Mariae” se reúne mensalmente, em Dublim, na Irlanda.
3. O Concilium pode transferir parte das suas funções a Conselhos subordinados ou a Praesidia individuais e modificar, a qualquer momento, o conjunto desta delegação.
4. O Concilium pode unir às suas funções, as funções de um ou mais Conselhos subordinados.
5. O “Concilium Legionis Mariae” será constituído pelos Oficiais de todos os corpos legionários a ele diretamente filiados. Os Oficiais das Curiae de adultos da Arquidiocese de Dublim formam o núcleo da participação nas reuniões do Concilium. Dada a distância, a presença regular da maioria dos outros grupos legionários não é possível. O Concilium reserva-se o direito de variar as representações das Curiae de Dublim.
6. O Diretor Espiritual do Concilium será nomeado pela Hierarquia Eclesiástica da Irlanda.
7. As eleições dos Oficiais dos Conselhos diretamente filiados ao Concilium estão sujeitos à sua aprovação pelo mesmo Concilium.
8. O Concilium nomeia correspondentes para exercer as funções de administração dos Conselhos distantes, de que tem a responsabilidade. O correspondente mantém contato regular com o respectivo Conselho e, a partir das atas recebidas mensalmen-

[Capítulo 28 Administração da Legião página 168]
te, prepara um relatório, a apresentar ao Concilium, quando lhe for pedido. Participa das reuniões e dos debates, mas não tem direito a voto, a não ser que seja membro de direito do Concilium.
9. Os representantes do Concilium, devidamente autorizados, podem entrar em qualquer área da Legião, visitar os grupos e Conselhos, exercer atividades de caráter promocional e, em geral, quaisquer funções que só ao Concilium competem.
10. Só ao Concilium Legionis Mariae compete, de acordo com os Estatutos e regras da Legião, o direito de reformar o Manual.
11. A mudança de Estatutos não pode ser feita, sem a concordância da maior parte dos corpos legionários. Estes devem ser notificados através dos respectivos Conselhos, de qualquer mudança em vista. Precisam de tempo suficiente para manifestarem os seus pareceres a respeito do assunto. Estes pareceres podem ser comunicados pelos representantes presentes na reunião do Concilium ou através de comunicação escrita.
O Poder de Deus é certamente infinito, mas está, todavia, subordinado à Sua Sabedoria e Justiça; a Sua Justiça é também infinita, mas está subordinada ao Seu Amor; infinito é o Seu Amor; mas sujeito à Sua infinita Santidade. Harmonizam-se de tal maneira as qualidades que, entre eles, nenhum choque é possível, pois cada um é o maior na sua própria esfera. Deste modo uma infinidade de infinitos, atuando cada um segundo o seu modo de ser, juntam-se na unidade infinitamente simples de Deus” (Cardeal Newman: A Ordem, Testemunha e Instrumento de Unidade).
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