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LEALDADE LEGIONÁRIA



Organizar significa unir num todo, vários elementos espalhados. Desde o simples membro, passando por todos os graus hierárquicos, até à suprema autoridade da Legião, deve haver um princípio de intensa unidade. Não levar em conta este princípio pode ocasionar um afastamento proporcional dos princípios fundamentais da Legião.

[Capítulo 29 Lealdade Legionária página 169]
Numa organização de voluntários, o cimento da união é a lealdade: lealdade do membro ao Praesidium e do Praesidium à Curia, e assim por diante, pelos graus hierárquicos, até ao Concilium Legionis; e sempre e por toda a parte, lealdade à Autoridade Eclesiástica.
O verdadeiro espírito de lealdade há de inspirar ao simples legionário, ao Praesidium e ao Conselho, o temor de uma atuação independente. Em todos os casos duvidosos ou situações difíceis e tratando-se de novos projetos ou orientações, procure-se a autoridade competente, em busca de direção e aprovação.
O fruto da lealdade é a obediência, que se manifesta pela aceitação pronta de situações e decisões desagradáveis; e, convém destacar bem, por uma aceitação alegre. Esta obediência cordial e pronta é sempre difícil. Às vezes, contraria de tal modo as nossas inclinações naturais que atinge o heroísmo, pois se transforma numa espécie de martírio. É assim que Santo Inácio de Loiola a considera: “Aqueles, diz ele, que por um generoso esforço, tomaram a resolução de obedecer, adquirem grandes méritos: pelo sacrifício que exige, a obediência assemelha-se ao martírio”. A Legião espera de seus filhos, em toda a parte, esta docilidade heróica e suave para com a autoridade legítima, seja ela qual for.
A Legião é um exército – o exército da Virgem humílima. Deve, pois, mostrar no trabalho cotidiano aquele heroísmo e sacrifício – mesmos supremos – que caracterizam os exércitos da terra. Ninguém duvida de que também aos legionários de Maria serão exigidos os mais heróicos sacrifícios. Não serão chamados muitas vezes, é certo, a oferecer os corpos aos ferimentos e à morte, como os soldados da terra, mas, sim, a subir cada vez mais gloriosamente às regiões do espírito, sempre prontos a oferecer os seus sentimentos, o seu parecer, a sua independência, o seu orgulho, a sua vontade, aos golpes da contradição e à própria morte, por uma inteira submissão – quando a autoridade competente o exigir.
“Sendo a obediência a alma de todo o governo, desobedecer é um mal indizível” diz Tennyson. Mas nem só a desobediência formal quebra o fio da vida legionária: quebram-no também os Oficiais que se desleixam no cumprimento dos seus deveres de participação nas reuniões de Praesidium ou nas reuniões de correspondência, isolando assim os Praesidia ou os Conselhos da grande corrente vital da Legião. Mal semelhante é causado por aqueles Oficiais ou outros membros que, embora participando

[Capítulo 29 Lealdade Legionária página 170]
das reuniões, tomam qualquer atitude, seja qual for o motivo que a provoque, que propositalmente conduza à desunião.
Jesus obedecia à sua Mãe. Lestes que tudo quanto os evangelistas nos contam da vida oculta de Jesus Cristo em Nazaré, com José e Maria, se resume nestas palavras de S. Lucas: “era-lhes submisso” e “crescia em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2, 51-52). Haverá nisto alguma coisa que não combina com a Sua divindade? Certamente que não. O Verbo fez-se carne; desceu até tomar uma natureza em tudo semelhante à nossa, exceto no pecado; veio, diz Ele, “não para ser servido, mas para servir” (Mt 20, 28), e ser “obediente até à morte” (Fl 2, 8): eis porque Ele quis obedecer a Sua Mãe. Em Nazaré sujeitou-se a Maria e a José, as duas pessoas privilegiadas que Deus colocou junto d’Ele. Maria Santíssima participa, em certa medida, da autoridade do Eterno Pai sobre a Humanidade de Seu Filho. Jesus podia dizer de Sua Mãe o que disse de Seu Pai do Céu: “Eu faço sempre aquilo que é do seu agrado” (Jo 8, 29 – Marmion: Cristo, Vida da Alma).
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SOLENIDADES LEGIONÁRIAS



A Curia tem o dever de reunir de tempos em tempos, os legionários do seu setor, a fim de se conhecerem mutuamente e fortalecerem entre si o espírito de união.
As solenidades da Legião são as seguintes:
1. A Acies
Dada a importância da devoção à Santíssima Virgem dentro da Legião, os legionários se consagrarão, todos os anos individual e coletivamente a Nossa Senhora, no dia 25 de Março ou em outro dia conveniente, nas proximidades desta data, numa cerimônia que tem o nome de Acies.
Esta palavra latina, que significa um exército em ordem de batalha, designa, com razão, a cerimônia em que os legionários, como um só corpo, se reúnem para renovar a sua fidelidade a Maria, Rainha da Legião, e dela receber a força e a bênção para

[Capítulo 30 Solenidades Legionárias página 171]
um novo ano de combate contra o exército do mal. Contrasta, além disso, com Praesidium, que apresenta a Legião, não em formação de combate, mas espalhada em várias seções, ocupadas cada qual no seu próprio trabalho.
A Acies é a grande solenidade do ano, a festa central da Legião. Insista-se, pois, com cada legionário, sobre a importantíssima obrigação de a ela assistir. A idéia central, sobre a qual tudo na Legião se sustenta, é o trabalho em união e sob a dependência de Maria, sua Rainha. A Acies é a solene declaração desta união e dependência, a renovação – individual e coletiva – do compromisso de fidelidade da Legião. Por isso, todo o legionário que, podendo assistir, não o faz, tem pouco ou nenhum espírito da Legião. Não vale a pena ter tais membros.
Eis o processo a seguir:
No dia fixado para a cerimônia, os legionários se reunirão, se possível, numa igreja. Em lugar conveniente será colocada a imagem da Imaculada Conceição, condignamente enfeitada de flores e velas e, em frente, o Vexillum Legionis, modelo grande, conforme atrás ficou descrito, no capítulo 27.
A cerimônia começa por um cântico, seguido da reza das Orações Iniciais, incluindo o Terço. Em seguida, um sacerdote falará sobre o significado da Consagração a Nossa Senhora.
Terminada a alocução, começa o desfile em direção à imagem. À frente vão os Diretores Espirituais, um a um; atrás, os legionários, um a um, ou dois a dois, se forem numerosos. Chegando em frente do Vexillum, param e, colocando a mão sobre a haste do estandarte, pronunciam, (um a um, ou dois a dois), em voz alta e nestes termos, a consagração individual: “Eu sou todo vosso, ó minha Rainha e minha Mãe, e tudo quanto tenho vos pertence”. Feito isto, largam o Vexillum, inclinam-se levemente e afastam-se.
Se os legionários forem numerosos, a consagração individual poderá durar bastante tempo, mas a cerimônia não deixará de ser, por isso, menos impressionante. O órgão ou harmônio contribuirá para tornar o desfile mais solene.
Não se pode usar mais do que um Vexillum. Tal processo abreviaria a cerimônia, é certo, mas destruiria a unidade. A pressa soaria desarmoniosamente no conjunto. A característica especial da Acies há de ser a ordem e a dignidade.
Logo que todos estejam nos seus lugares, um sacerdote, em nome de todos os presentes, lerá em alto voz um ato de Consagração a Nossa Senhora. Depois, de pé, rezam a Catena, finda a

[Capítulo 30 Solenidades Legionárias página 172]

qual, se é possível, dar-se-á a Bênção do Santíssimo Sacramento. A cerimônia termina com as Orações Finais da Legião e um cântico.
Pode-se incluir a Missa na Acies. Ocupará talvez o lugar da Bênção do Santíssimo Sacramento, mantendo sem alteração os outros elementos da cerimônia. A celebração do Mistério Pascal absorverá em si e apresentará ao eterno Pai, pelo “único Mediador” e no Espírito santo, as consagrações e ofertas espirituais que acabaram de ser colocadas nas mãos maternas da “mais generosa cooperadora e escrava humilde do Senhor” (LG 61).
A fórmula da consagração: “Eu sou todo vosso, etc.” não deverá ser pronunciada, mecânica e irrefletidamente. Cada um deverá concentrar nela o mais perfeito grau de entendimento e de gratidão. Para conseguirem isto mais facilmente, convém estudar a “Síntese Marial” que consta do Apêndice 11. Esforça-se esta por mostrar o papel único desempenhado por Maria na salvação e, por conseqüência, a extensão da dívida de cada um para com Ela. Talvez a Síntese possa constituir o objeto da Leitura Espiritual e da Alocução na reunião do Praesidum um pouco antes da Acies. Sugere-se o seu uso também como Ato Coletivo de Consagração na própria cerimônia.
Maria é o terror das potestades do inferno. Ela é “terrível como um exército em ordem de batalha” (Ct 6, 9) porque, como Chefe experimentado, sabe dispor do Seu poder, da Sua misericórdia e das Suas orações, para confusão dos Seus inimigos e proveito dos Seus servos” (S. Afonso de Ligório).
2. A Reunião Geral Anual
No dia mais próximo possível da festa da Imaculada Conceição, deverá ser feita a reunião do todos os membros. Pode-se começar a solenidade, se assim o desejarem, com uma cerimônia na igreja.
Segue-se um sarau ou encontro festivo. Se as Orações da Legião não tiverem sido rezadas na cerimônia da igreja. Deverão ser rezadas no sarau, em três vezes distintas, como nas reuniões.
Convém que na execução do programa tomem parte ativa só os legionários. Após números mais leves, poderão ser acrescentados alguns pequenos discursos e composições de interesse legionário.
Torna-se desnecessário recomendar que nesta festa não há lugar para formalidades cerimoniosas, sobretudo aquelas em que

[Capítulo 30 Solenidades Legionárias página 173]
os legionários participantes são numerosos. Tenha-se em vista que todos os presente tomem um maior e mais íntimo conhecimento uns dos outros. Para isso, o programa deve oferecer oportunidade para se circular e conversar. Os dirigentes terão o cuidado de que os membros não façam grupinhos à parte, atrapalhando assim o fim principal da festa, que é alimentar o espírito de união e afeto no seio da família legionária.
A alegria embebia de um doce encanto a cavalaria espiritual de S. Francisco. Como verdadeiro cavaleiro de Cristo, Francisco sentia uma indizível felicidade de servir o Seu Senhor, em segui-lO na pobreza, e em se assemelhar a Ele no sofrimento; e foi esta ditosa felicidade conseguida no serviço, na imitação e no sofrimento de Cristo, que ele anunciou a toda a terra, como nobilíssimo cantor e poeta de Deus. Toda a vida de Francisco foi regulada pela marca da alegria como característica sua. Com calma e júbilo imperturbáveis, ele cantava para si e para Deus no íntimo do seu coração, cânticos de alegria. O seu esforço constante tendia a conservá-lo alegre interior e exteriormente. Na intimidade dos seus irmãos sabia tocar com perfeição a nota da alegria pura e fazê-la atingir uma tal harmonia que eles sentiam-se elevados a um ambiente quase celeste. A mesma nota de satisfação tomava conta da conversa do Santo com os homens. Mesmo os seu sermões, apesar do caráter penitencial, se tornavam hinos de júbilo, e a sua simples presença era ocasião de alegria profunda para todas as pessoas, qualquer que fosse a sua condição social” (Felder: Os Ideais de S. Francisco de Assis).
3. Passeio anual
Esta festa data dos primeiros dias da Legião. Não é obrigatória, mas recomendada. Pode tomar a forma de excursão, peregrinação ou festa ao ar livre. A Curia determinará se deve ser festa da Curia ou do Praesidium. Neste último caso, poderão reunir-se dois ou mais Praesidia para esse fim.
4. O Sarau do Praesidium
Todo o Praesidium, assim o recomendamos insistentemente, organizará uma função recreativa nas proximidades da Festa da Natividade de Nossa Senhora. Nos centros onde existem vários Praesidia, alguns deles, se o desejarem, podem fazer a festa em conjunto.

[Capítulo 30 Solenidades Legionárias página 174]
Poderão ser convidadas, para assistir, pessoas idôneas que, não sendo legionárias, possam deste modo ser levadas a entrar na Legião.
Recomenda-se a reza de todas as Orações Legionárias, incluindo o Terço, em três partes distintas, como nas reuniões do Praesidium. O tempo gasto com estes atos de piedade é relativamente pouco; e a homenagem assim prestada a Nossa Senhora será amplamente compensada por um maior êxito da festa. E, porque a Rainha da Legião é também a “causa da nossa alegria”, há de ouvir as preces a Ela dirigidas, convertendo essas horas em momentos de especial felicidade.
Entre as composições musicais deve ser intercalada, ao menos, uma breve palestra sobre a Legião. Desta maneira, todos serão levados a um mais perfeito conhecimento da organização e o programa se tornará, eventualmente, mais variado. O simples divertimento, sem nada que o eleve, torna-se sem sabor.
5. O Congresso
O primeiro Congresso Legionário foi celebrado pela Curia de Clare, na Irlanda, no Domingo de Páscoa de 1939. E foi tal o êxito obtido que, como acontece sempre, outros Conselhos o imitaram, sendo hoje uma solenidade firmemente enraizada no sistema da Legião.
O Congresso deve restringir-se à área de um Comitium ou de uma Curia. Assembléias de áreas mais extensas não estariam de acordo com a idéia primitiva dos Congressos e impediriam que fossem atingidos os frutos desejados. Façam-se, embora, reuniões deste gênero, mas não poderão chamar-se Congressos nem substituí-los. Nada impede, porém que se convidem visitantes de outras circunscrições.
Decidiu o Concilium que uma determinada área não realize o Congresso senão de dois em dois anos. Dedique-se para isso, um dia inteiro. A disponibilidade de uma Casa Religiosa resolverá muitas dificuldades. Se for possível, começará pela Santa Missa, seguida de uma pequena homilia, feita por um Diretor Espiritual ou outro Sacerdote, e terminará com a Bênção do Santíssimo.
O dia será ocupado por sessões, cada uma com o seu assunto próprio. Os assuntos serão expostos, em poucas palavras, por alguém de antemão preparado. Depois segue-se a discussão, em que todos devem tomar parte. Esta participação geral constitui a verdadeira vida do Congresso.

[Capítulo 30 Solenidades Legionárias página 175]
Queremos insistir mais uma vez com os Oficiais encarregados de dirigir os debates, que tenham o cuidado de não falar demais e não intervenham constantemente nas discussões. Os Congressos, como as reuniões dos Conselhos, devem correr segundo o método parlamentar, isto é, com a participação de todos os presentes dirigida pela Presidência.
Há presidências que tendem a comentar as palavras de cada um dos oradores ou assistentes. Tal modo de agir vai contra o propósito do Congresso e não deve ser tolerado.
É para desejar a presença de representantes dos Conselhos Superiores. Estes podem ficar responsáveis por alguns dos encargos do Congresso, tais como presidir e abrir as discussões, etc.
Evite-se toda e qualquer tentativa de apenas falar bonito. Criariam um ambiente irreal, detestado pela Legião, em que morreria a inspiração e os problemas não seriam resolvidos.
O Congresso pode tomar duas feições: ou é a reunião de todos os legionários ou apenas a dos Oficiais dos Praesidia. No primeiro caso, é possível, desde o início, repartir os legionários conforme os seus cargos, e formar um grupo com os membros sem cargos determinados. Em seguida, discutem-se as obrigações e necessidades de cada grupo. Poderiam também distribuir-se conforme os trabalhos em que estão envolvidos. Tal divisão, porém, não é obrigatória. Qualquer que seja o modo de os distribuir, devem ser evitadas outras divisões nas sessões seguintes, pois não teria sentido juntar os membros para os manter separados a maior parte do tempo. Note-se que as obrigações dos Oficiais têm um objetivo mais alto do que as funções comuns de cada cargo. O Secretário, por exemplo, cujo compromisso se restringisse ao livro das Atas, seria, com certeza, um fraco Oficial. Como todos os Oficiais são membros da Curia, procurarão investigar, nas suas sessões, os métodos de aperfeiçoamento dos trabalhos, quer no que se refere às suas reuniões atuais, quer à sua administração, em geral.
O Congresso não deve ser uma reunião de Curia a mais, em que se trata das mesmas questões e particularidades administrativas. O Congresso ocupa-se do que é fundamental. À Curia pertence pôr em prática as lições aprendidas no Congresso.
Os assuntos a tratar devem dizer respeito aos princípios básicos da Legião:
a) A espiritualidade da Legião.
A Legião não terá sido compreendida, enquanto os membros não conhecerem, numa medida satisfatória, os múltiplos aspectos da sua espiritualidade; nem trabalhará como deve, enquanto esta espiritualidade não tomar conta tão intimamente de
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