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[Capítulo 32 Antecipando Objeções Prováveis página 183]

4. “Os jovens trabalham a sério o dia todo: precisam de tempo livre para descansar”.
Por mais razoáveis que pareçam, se estas palavras fossem tomadas ao pé da letra, acabariam deixando o mundo inteiro sem religião, pois o trabalho da Igreja não é obra de desocupados. Além disso, muitas vezes, a juventude, cheia de vida, emprega o seu tempo livre em atividades e divertimentos pouco sadios e prejudiciais a ela mesma e aos outros. Muitos jovens não buscam um verdadeiro lazer e um saudável descanso. Isso leva a um materialismo prático. Depois de alguns anos, o coração desses jovens está seco e endurecido. Perdem muito cedo a juventude, com todos os seus sonhos. Isso quando as coisas não terminam de forma pior ainda. S. João Crisóstomo afirma que nunca conseguira convencer-se de que alguém pudesse salvar-se sem ter contribuído de algum modo para a salvação dos seus irmãos.
Como seria infinitamente mais prudente animar estes jovens a oferecer ao Senhor, na qualidade de legionários, a melhor parte do seu tempo livre! Isso os animaria pela vida inteira e conservaria no seu coração e no seu rosto a serenidade e a alegria da juventude. E lhes sobraria ainda muito tempo para o legítimo lazer, então duplamente saboreado, porque duplamente merecido.
5. “A Legião não passa de uma organização como tantas outras, com o mesmo ideal e o mesmo programa”.
É certo que os idealismos se multiplicam e que um programa de trabalhos grandiosos pode ser elaborado em poucos minutos pelo primeiro que apareça e disponha de caneta e papel; não se pode negar também que a Legião é uma das muitas organizações que nobremente se lançam à luta pela conquista dos corações e apresentam um programa importante de trabalhos; mas é também uma das poucas que definem claramente o seu apostolado.
Um vago idealismo, seguido por vagos apelos a fazer o bem, será fatalmente seguido de vagas realizações.
A Legião, porém, encarna o seu ideal numa espiritualidade definida, num programa de oração definido, numa tarefa semanal definida, num relatório semanal definido e, também, como se poderá verificar, numa realização definida. Finalmente, e isto não é o menos importante, a Legião baseia o seu método no princípio dinâmico da união com Maria.

[Capítulo 32 Antecipando Objeções Prováveis página 184]
6. “O que a Legião pretende fazer, outras organizações o fazem; não virá criar conflitos?”



Conflitos! Serão eles possíveis em localidades onde a maior parte da população não pratica a religião ou não é católica, e onde os progressos são insignificantes? Como seria triste ter de aceitar como normal este estado de coisas em que Herodes nos aparece ainda entronizado no coração dos homens, enquanto Jesus e Sua Mãe Santíssima continuam sempre obrigados a ficar no presépio miserável. Muitas vezes mesmo, este pretexto com que se nega a entrada à Legião é invocado a favor de organizações cujas obras não correspondem à fama alcançada: exércitos que, embora existam, não conquistam o inimigo.

Além disso, o trabalho que não se faz de forma adequada deixa de existir. O mesmo acontece com a obra que utiliza algumas dúzias de apóstolos no trabalho que, propriamente, exigiria centenas ou milhares. Este caso é, infelizmente, o mais comum. O reduzido número de braços revela, por vezes, falta de organização e, conseqüentemente, de entusiasmo e de método.

Estai certos de que em toda a parte há lugar para a Legião. Experimentai, concedendo-lhe um campo de ação por pequeno que seja. Em presença dos resultados que com certeza convencerão, permiti que esse punhado de legionários se multiplique como os cinco pães de cevada do Evangelho, de modo a remediar todas as necessidades espirituais e mais do que isso (Cf. Mt 14, 16-21).

A Legião, em matéria de realizações, não tem programa especial. Não pressupõe o empreendimento de novos trabalhos, mas, sim, fornecer uma base para a organização das obras já existentes, de forma a multiplicar-lhes a eficiência, como acontece com a aplicação da energia elétrica a trabalhos anteriormente manuais.
7. “Há já organizações demais. Não seria melhor injetar vida nova às existentes ou integrar nas suas funções os trabalhos propostos pela Legião?”
Este argumento significa estar fechado para o novo. Em todos os campos da atividade humana se poderia dizer que há organizações demais. A novidade não deve ser rejeitada pelo simples fato de ser novidade, pois ela traz, muitas vezes, o progresso. Por isso, a Legião reclama oportunidade de mostrar o seu trabalho. Será que não seria desastroso fechar-lhe a porta, tratando-se de uma obra de Deus?

[Capítulo 32 Antecipando Objeções Prováveis página 185]

Além disso, a objeção leva a supor que o trabalho discutido não está sendo feito. Não seria, então insensato e pouco conforme com a prática comum recusar um novo mecanismo que provou em outros lugares a sua capacidade na realização de semelhante trabalho? Como seria ridícula a mesma objeção formulada nestes termos: “Importar o avião, para quê? Já temos máquinas demais. Aperfeiçoemos o automóvel até que ele voe”.
8. “A localidade é pequena; não há espaço para a Legião”.
Não é raro ouvirmos tais palavras a respeito de localidades que, embora pequenas, conquistaram uma fama que ninguém lhes inveja.

De igual modo, uma pequena cidade ou vila pode passar por boa e, todavia, estar adormecida na rotina: paralisação das qualidades morais e dos próprios interesses humanos. Por isso, a juventude não encontrando essas qualidades e interesses, foge das zonas rurais para os centros populosos, onde lhe falta apoio moral.

A origem do mal está na ausência de ideal religioso, carência que resulta do fato de que cada um se limita apenas ao cumprimento dos deveres essenciais de cristão. O desaparecimento desse ideal deixa atrás de si a aridez do deserto (e as pequenas vilas não são os únicos desertos religiosos). Para fazermos reviver esse ideal, é necessário inverter o processo: criar um pequeno grupo de apóstolos que comunique o seu espírito aos outros e lhes mostre novos objetivos. Lançadas as obras que melhor convenham às necessidades locais, a vida se tornará alegre e terminará a fuga para as cidades.
9. “Certos trabalhos da Legião constituem atividades espirituais que, pela sua natureza, pertencem ao sacerdote, e só devem ser confiadas aos leigos quando ele não as puder realizar. Ora, eu posso visitar o meu rebanho várias vezes ao ano com resultados satisfatórios”.
A resposta a esta objeção é dada, de modo geral, no capítulo 10, “Apostolado da Legião”, e, mais particularmente, nas linhas seguintes. Mas, desde já, se observa que não se deve empreender

[Capítulo 32 Antecipando Objeções Prováveis página 186]
nenhum trabalho que o sacerdote julgue de sua exclusiva competência.

O conhecimento profundo de uma cidade, que é indiscutivelmente considerada das mais santas do mundo, revela a soma considerável de doentes espirituais e de materialistas que se debatem com os mais aflitivos problemas da civilização moderna. Dizer que uma, duas ou quatro visitas do sacerdote no correr do ano bastam para resolver esses problemas e reacender a fé é uma ilusão, mesmo que elas tenham bons resultados. Suponhamos, porém, que tudo corre bem: muitos se aproximarão da Eucaristia todos os dias; muitos mais, semanalmente; e todos ao menos uma vez por mês. Como se explica, então, que quatro ou cinco horas de confessionário por semana sejam muitas vezes suficientes? Donde provém esta desproporção tremenda?

Mais: que grau de intimidade, ou pelo menos, de contato pessoal, é exigido do pároco, para satisfazer a sua obrigação de pastor, no que respeita a cada pessoa confiada aos seus cuidados? S. Carlos Borromeu costumava dizer que um só homem era diocese suficiente para um Bispo. Um simples cálculo nos pode mostrar a soma de tempo gasto anualmente na direção espiritual dos paroquianos, se a cada um se consagrasse a média de trinta minutos. E esta meia hora bastará às necessidades de cada um? Santa Madalena Sofia Barat, além de inumeráveis entrevistas, escreveu a uma só pessoa, difícil de orientar, duzentas cartas. E quantos trabalhos legionários não duram há dez anos e mais – e prosseguem ainda!
Pois bem: o sacerdote, esgotado pelo trabalho, não pode despender, com cada um de seus paroquianos, essa escassa meia hora; por outro lado, a Legião se prontifica a oferecer-lhe – como ela afirma – numerosos e zelosos auxiliares, prontos a obedecer a cada uma de suas palavras, perfeitamente discretos, capazes, como ele e com a sua ajuda, de se aproximar dos indivíduos e da famílias; em resumo, dão a ele ajuda para que preste à comunidade mais que um ministério de rotina. Poderá ele recusar essa colaboração sem faltar aos seus deveres de sacerdote e a seus próprios interesses?

“A Legião de Maria traz ao sacerdote duas bênçãos de igual valor: primeiro, um instrumento de conquista com a marca autêntica do Espírito Divino – e, neste caso, perguntarei a mim mesmo: tenho eu o direito de rejeitar esta arma providencial? Segundo, uma fonte de água viva, capaz de remoçar inteiramen-

[Capítulo 32 Antecipando Objeções Prováveis página 187]
te a nossa vida espiritual – e de novo me interrogarei: não terei eu a obrigação de beber desta fonte pura e abundante de vida, posta à minha disposição?” (Cônego Guynot)

10. “Temo indiscrições, sempre possíveis, por parte dos membros da Legião”.
A objeção manifesta desconhecimento do sentido das realidades. É como deixar de fazer a colheita só porque se corre o risco de, por causa de descuidos, perder alguma espiga! Ora, a seara em causa é a dos homens: homens pobres, fracos, cegos, estropiados e em tal estado de miséria e em tal número que corremos o perigo de ser levados a considerar esta situação como irremediável. E, todavia, são esses precisamente que o Senhor nos manda procurar por toda a parte – por ruas e vielas, caminhos e vales – de modo a enchermos a Sua Casa (Lc 14, 21-23). Como colher tão abundantemente messe, se para isso não mobilizarmos batalhões de leigos? É possível que se cometam indiscrições, pois, em certa medida, elas são inseparáveis do zelo e da própria vida. Há duas maneiras de nos assegurarmos contra as indiscrições: ou uma paralisação completa e vergonhosa ou uma cuidadosa disciplina. Um coração nobre, em que encontre eco a compaixão do Senhor pela multidão enferma, não hesitará em abandonar, horrorizado, a primeira alternativa, para se lançar com todas as suas forças, à conquista dos irmãos aflitos. Até o presente, graças a Deus, a Legião não tem que lamentar indiscrições freqüentes ou graves por parte dos seus membros: mostraram sempre, pelo menos, a mais cuidadosa disciplina.
11. “Em todos os começos há dificuldades”.
Por vezes as dificuldades parecem insuperáveis; e a Legião não constitui exceção entre as demais organizações da Igreja. Mas, encaradas corajosamente, se verificará que se assemelham a certas florestas que de longe parecem densas e impenetráveis, e de perto se mostram bem acessíveis.

Tenhamos presente a afirmação do Cardeal Newman: “Aqueles que se preocupam demasiadamente com o alvo nunca o atingem; quem nunca se aventurou nunca ganhou; a prudência demasiada torna-se fraqueza; e nada fará de verdadeiramente substancial quem não se expuser a imperfeições casuais”.

[Capítulo 32 Antecipando Objeções Prováveis página 188]

Quando se trata de obras sobrenaturais, não sejamos tão humanamente prudentes que ignoremos a existência da Graça. Por que insistir tanto nas dificuldades e obstáculos de toda a ordem, sem levarmos em conta os auxílios do Céu? A Legião de Maria baseia-se na oração, dedica-se a conversão dos homens e pertence inteiramente a Maria. Por isso, considerando-a, não falemos de prudência humana, mas de sabedoria divina.
Maria é Virgem única, e nenhuma outra se lhe pode comparar. Virgo singularis. Considerando-A, não me faleis de regras humanas, falai-me antes, de regras divinas.” (Bossuet)
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PRINCIPAIS DEVERES DOS LEGIONÁRIOS
1. Participação regular e pontual na reunião semanal do Praesidium (Ver capítulo 11, Plano da Legião)
a) Fácil nos dias serenos e de boa disposição, este dever torna-se difícil nas ocasiões de mau tempo ou de grande cansaço e, em geral, quando somos tentados a ir a qualquer outra parte. É então que cada um se revela. As dificuldades são uma prova e o mérito real consiste em vencê-las.

b) É mais fácil compreender o valor do trabalho do que o da reunião, em que dele devemos dar conta; e, todavia, a participação na reunião é o dever principal. Ela é para o trabalho o que a raiz é para a flor: a condição indispensável da vida.
c) A fidelidade em participar das reuniões, apesar do longo trajeto de ida e volta, é prova de profundo espírito sobrenatural. Naturalmente, seríamos levados a julgar que o valor da reunião não compensa o tempo perdido em percorrer o caminho! Mas não é tempo perdido! Faz parte – e de elevado merecimento – do nosso trabalho total. Quem ousaria afirmar que o tempo gasto por Maria, na viagem para visitar Sua prima Isabel, foi tempo perdido?

[Capítulo 33 Principais Deveres dos Legionários página 189]
“A muitas outras virtudes, Santa Teresa de Lisieux acrescentava uma indomável coragem. Tinha como princípio que ‘devemos ir até ao extremo das nossas forças antes de nos queixarmos’. Quantas vezes assistia a Matinas com vertigens e fortes dores de cabeça! ‘Ainda posso andar’, costumava dizer, ‘devo por isso cumprir o meu dever’. Era esta extraordinária energia que a levava a praticar atos heróicos.” (Santa Teresa do Menino Jesus)
2. Cumprimento da obrigação do trabalho semanal.
a) Este trabalho deve ser substancial, isto é, de modo a ocupar o legionário duas horas por semana. Não nos deixemos, porém, limitar, no apostolado, por cálculos matemáticos. Grande parte dos legionários vai muito além do tempo mínimo, dando ao seu trabalho vários dias por semana, e alguns até todos os dias. O trabalho legionário deve consistir num serviço ativo, concreto, designado pelo Praesidium, e não numa tarefa ditada pelo capricho individual. As orações ou outros exercícios de piedade, por mais valiosos que sejam, não satisfazem, nem mesmo parcialmente, a obrigação do trabalho ativo.
b) O trabalho semanal é também uma forma de oração, cujas regras temos de seguir. Sem uma forte proteção sobrenatural, o trabalho não se mantém por muito tempo: ou é fácil e torna-se rotineiro e cansativo; ou interessante e esbarra talvez com resistência e obstáculos aparentes. Em ambos os casos, as considerações humanas nos levam, em breve, à desistência. Como será diferente, porém, se o legionário for acostumado a penetrar na neblina dos sentimentos naturais que escondem o verdadeiro alcance do trabalho, e a ver este na sua perspectiva sobrenatural. Quanto mais sofrimento houver numa obra, mais devemos estimá-la.
c) O legionário é um soldado. Não cumprirá, pois, os seus deveres menos corajosamente que os soldados da terra. Tudo o que é nobre, sacrificado, cavalheiresco e enérgico no caráter do soldado há de encontrar-se, no mais alto grau, no verdadeiro legionário de Maria e, conseqüentemente, refletir-se no seu trabalho.
Para o militar, o dever não é sempre o mesmo: ora tem de enfrentar a morte no campo de batalha, ora de fazer a ronda monótona de sentinela, ora de limpar os pavimentos do quartel. O dever como tal, eis o que importa. O bom soldado considera o dever em si e não o seu objeto: em todas as circunstâncias, na

[Capítulo 33 Principais Deveres dos Legionários página 190]
derrota como na vitória, revela a mesma inviolável fidelidade. Pois bem: a maneira como o legionário encara o dever não há de ser menos séria, nem menos rigorosa a sua aplicação aos pormenores do trabalho, aos mais insignificantes como aos mais difíceis.
d) O legionário deve trabalhar em união íntima com Maria. Um dos fins essenciais do seu apostolado, não o esqueça, é tornar Maria tão conhecida e amada daqueles de quem se aproxima, que os leve a servi-la com generosidade. Conhecê-la e amá-la são condições indispensáveis da saúde e progresso sobrenatural de cada um. “Ela toma parte nos Divinos Mistérios e pode chamar-se, com razão, a sua guardiã. Em Maria, como no mais nobre fundamento depois de Jesus Cristo, assenta a fé de todas as gerações” (AD). Convidamos todos os legionários a meditar estas sugestivas palavras do Papa Pio X: “Enquanto a devoção à augusta Mãe de Deus não lançar profundas raízes nas almas – e só então – nunca estas hão de produzir frutos de virtude e de santidade compensadores dos trabalhos e canseiras do apostolado”.
“Lembrai-vos de que estais combatendo, como Nosso Senhor no Calvário, com a certeza da vitória. Não receeis utilizar as armas que Ele afiou, nem partilhar das Suas chagas. Que importa que a vitória seja ganha nesta geração ou na futura? Segui a tradição de um labor constante e paciente e deixai o resto ao Senhor porque não nos pertence conhecer nem o dia nem a hora que o Pai, em Seus altos desígnios, determinou. Coragem! Levai o fardo da vossa responsabilidade de cavaleiros com a inflexível intrepidez das grandes almas que vos precederam.” (T. Gavan Duffy: O Preço do Dia que Desponta)
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