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APOSTOLADO DA LEGIÃO



1. Dignidade do Apostolado
Para descrever a dignidade do apostolado, para o qual a Legião convida os seus membros, e demonstrar a sua importância para a Igreja, não podemos encontrar palavras mais expressivas do que a seguinte declaração:

[Capítulo 10 Apostolado da Legião página 58]
“O dever e o direito dos leigos ao apostolado, se originam da sua mesma união com Cristo Cabeça. Com efeito, pertencendo pelo Batismo ao Corpo Místico de Cristo e robustecidos pela Confirmação com a força do Espírito Santo, é pelo Senhor mesmo que são destinados ao apostolado. São sagrados em ordem a um sacerdócio real e a um povo santo (cf. 1 Pd 2, 4-10) para que todas as suas atividades seja oblações espirituais e por toda a terra dêem testemunho de Cristo. E os Sacramentos, sobretudo a Sagrada Eucaristia, comuniquem e alimentem neles, aquele amor que é a alma de todo o apostolado” (AA 3).
Pio XII dizia: “Os fiéis, e mais propriamente os leigos, encontram-se na linha mais avançada da vida da Igreja; para eles, a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, eles devem ter consciência, cada vez mais clara, não só de pertencerem à Igreja, mas de serem a Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis sobre a terra, sob a orientação do chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com ele. Eles são a Igreja” (ChL 9).
Maria exerce sobre o gênero humano uma influência moral que não podemos definir melhor, senão comparando-a às forças físicas de atração, afinidade e coesão, que na Natureza unem entre si, os corpos e as partes componentes... Parece-nos ter demonstrado que Maria tomou parte em todos os grandes movimentos, que constituem a vida das sociedades e a sua verdadeira civilização” (Petitalot).
2. Absoluta necessidade do Apostolado dos Leigos
Não temos dúvida em afirmar que a saúde moral de uma comunidade católica depende da presença no seu seio de um grupo numeroso de apóstolos que, embora formado por leigos, partilha do espírito do sacerdote, assegurando-lhe estreito contato com o povo e constante controle da realidade. A segurança resulta desta perfeita união entre o sacerdote e o povo.
Ora, o apostolado exige ardoroso interesse pela prosperidade da Igreja e pela sua obra, interesse que dificilmente existirá sem o desejo de trabalhar pessoalmente, na extensão do Reino de Deus. A organização apostólica torna-se assim o molde de verdadeiros apóstolos.
Onde estas qualidades de apostolado não forem cuidadosamente cultivadas, a nova geração terá de enfrentar inevitável-

[Capítulo 10 Apostolado da Legião página 59]
mente um sério problema: a falta de sincero interesse pela Igreja e a ausência de sentido de responsabilidade. Deste Catolicismo infantil, o que se poderá esperar? Só está seguro, em tempo de tranqüilidade. A experiência ensina-nos que, ao menor sinal de perigo, o rebanho sem energia se deixa dominar pelo desespero, pisoteando, na fuga, até o próprio pastor, ou é devorado pela primeira alcatéia de lobos que aparece. “Em todos os tempos” – diz um princípio formulado pelo Cardeal Newman – “os leigos têm sido a justa medida do espírito católico”.
Fomentar entre os leigos o sentido de uma vocação própria – eis o importantíssimo papel da Legião de Maria. Nós, os leigos, corremos o risco de identificar a Igreja com o clero e os religiosos, a quem Deus concedeu o que chamamos, em sentido demasiadamente exclusivo, uma vocação. Somos tentados, inconscientemente a olhar-nos como multidão anônima, salvando-nos por grande sorte, se cumprirmos o mínimo exigido. Esquecemo-nos de que o Senhor chama as suas ovelhas pelo nome (Jo 10, 3) e que – usando as palavras de S. Paulo (Gl 2, 20), que como nós não esteve fisicamente presente no Calvário: – “O Filho de Deus amou-me e se entregou a Si mesmo por mim”. Cada um de nós, seja ele carpinteiro de aldeia como o próprio Jesus ou uma humilde dona de casa, como a Virgem Maria, tem uma vocação; é chamado individualmente por Deus a amá-lO e a servi-lO, a fazer um trabalho particular que outros poderão talvez, realizar melhor, mas nunca substituir. Só eu e mais ninguém posso dar o meu coração a Deus ou executar o meu trabalho. Ora, a Legião de Maria cultiva exatamente este sentido pessoal da religião. O legionário não se contenta com uma atitude passiva ou irresponsável: homem ou mulher, tem de ser e de fazer alguma coisa por Deus. A religião não é coisa de menor importância, mas a inspiração da vida inteira, por mais simples que ela seja aos olhos humanos. A convicção de uma vocação pessoal cria, inevitavelmente, o espírito apostólico, o desejo de prosseguir a obra de Cristo, de ser outro Cristo, de servi-lO no mais pequenino de seus irmãos. A Legião é assim o substituto leigo de uma ordem religiosa, a tradução da idéia cristã de perfeição, na vida dos leigos; a expansão do Reino de Cristo no mundo do dia-a-dia” (Alfredo O’Rahilly).

[Capítulo 10 Apostolado da Legião página 60]
3. A Legião e o Apostolado dos Leigos
Como tantos outros grandes princípios, o apostolado é em si mesmo uma teoria fria e abstrata. Daí o perigo real de não exercer atração sobre as pessoas, de tal maneira que poderão não corresponder ao elevado destino que lhes foi imposto ou, pior ainda, poderão ser julgados incapazes de lhe corresponder. O resultado desastroso seria o abandono do esforço exercido, para levar os leigos a desempenharem, na batalha da Igreja, a sua parte própria e indispensável.
Ora, – diz um qualificado juiz, o Cardeal Riberi, então Delegado Apostólico nas Missões da África e depois Internúncio na China: “A Legião de Maria é o apostolado apresentado de forma atraente e fascinante; tão palpitante de vida que a todos encanta; realizado conforme o desejo de Pio XI, isto é, em inteira dependência da Virgem Mãe de Deus; exigindo a qualidade como elemento básico para o recrutamento; protegido pela oração assídua, pelo sacrifício de si próprio, por uma organização perfeita e por uma estreita cooperação com o sacerdote. A Legião de Maria é um milagre dos tempos modernos”.
A Legião respeita o sacerdote e obedece-lhe com acatamento que deve aos legítimos superiores. Mais ainda: o seu apostolado baseia-se no fato de que os principais canais da graça são a missa e os sacramentos, de que o sacerdote é o ministro oficial. Todos os esforços e trabalhos deste apostolado devem dirigir-se para este elevado fim: levar o alimento divino à multidão doente e esfomeada. Isso significa que um dos objetivos principais da ação legionária é conduzir o sacerdote ao meio do povo, se não em pessoa, o que às vezes é impossível, ao menos tornando compreensível a sua função e valorizando a sua influência.
Esta é a idéia essencial do apostolado da Legião. Apesar de leiga na massa dos seus membros, trabalhará em união com o sacerdote, sob a sua direção e em plena identificação de interesses. Procurará ardentemente apoiar os seus esforços e conseguir-lhe um lugar mais vasto na vida dos homens, de sorte que, recebendo-o, recebam Aquele que o enviou.
Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que Eu enviar recebe-Me a Mim, e o que Me recebe, recebe Aquele que Me enviou” (Jo 13, 20).

[Capítulo 10 Apostolado da Legião página 61]
4. O Sacerdote e a Legião
A idéia do sacerdote, assistido por um grupo dedicado de apóstolos que participa dos seus trabalhos, tem a mais santa das aprovações: o exemplo do próprio Jesus Cristo que, preparando-se para converter o mundo, rodeou-se de homens escolhidos aos quais instruiu e encheu do Seu espírito.
Esta divina lição aprenderam-na e aplicaram-na os Apóstolos, chamando em seu auxílio todos os fiéis para os ajudarem na conquista dos seres humanos. Como muito bem disse o Cardeal Pizzardo, é possível que os estrangeiros vindos de Roma (At 2, 10) que ouviram a pregação dos Apóstolos no dia de Pentecostes, fossem os primeiros a anunciar Jesus Cristo naquela cidade, lançando assim as sementes da Igreja-Mãe, que São Pedro e São Paulo haviam de fundar oficialmente. “Que teriam feito os Doze, perdidos na imensidão do mundo, se não estivessem rodeado de colaboradores – homens e mulheres, velhos e novos – dizendo-lhes: Trazemos conosco o tesouro do Céu, ajudai-nos a reparti-lo” (Pio XI).
A estas palavras de um grande Pontífice podem ajuntar-se as de um outro, como demonstração de que o exemplo de Nosso Senhor e seus Apóstolos, na conversão do mundo foi dado por Deus como modelo a seguir por cada sacerdote (um outro Cristo) no seu pequenino mundo, paróquia, bairro ou obra especial.
Falando um dia o Papa S. Pio X com um grupo de cardeais, dizia-lhes: “Que coisa é mais necessária nos tempos presentes para a salvação da sociedade?” – “Levantar escolas católicas”, respondeu um. – “Não”, retorquiu o Papa. – “Multiplicar as igrejas”, tornou outro. – “Também não”. – “Intensificar o recrutamento sacerdotal”, sugeriu um terceiro. – “Não, não”, replicou o Papa: “O que há de mais necessário é a existência em cada paróquia de um grupo de leigos que sejam ao mesmo tempo virtuosos, instruídos, resolutos e verdadeiramente apostólicos”.
No fim da vida, este santo Pontífice contava, para a salvação do mundo, com grupos de católicos convenientemente treinados por um clero zeloso, que se entregaram ao apostolado pela palavra e pela ação, mas sobretudo, pelo exemplo. Nas dioceses em que exerceu o sagrado ministério antes de ser Papa, dava menos importância ao recenseamento dos paroquianos do que à relação dos católicos, capazes de irradiar a sua fé, dedicando-se ao apostolado. Era de opinião que em todas as classes, podia haver um grupo de especial destaque. Por isso, ele classificava os sacerdotes de acordo com os resultados obtidos nesta matéria,

[Capítulo 10 Apostolado da Legião página 62]
pelo seu zelo e pelos seus talentos (Chautard: A alma de todo o apostolado, 4).
“A missão de pastor não se limita ao cuidado singular dos fiéis, mas estende-se também propriamente à formação da verdadeira comunidade cristã. Para que seja cultivado devidamente o espírito de comunidade, deverá abraçar não só a Igreja local, mas também a Igreja inteira. A comunidade local, porém, não deve se preocupar somente com o cuidado pelos seus fiéis, mas também, cheia de ardor missionário, deve preparar, para todos, o caminho para Cristo. Considere, todavia, como recomendados de modo especial, os que estão se preparando para o Batismo e os recém-batizados, que devem ser educados gradualmente, no conhecimento e na vivência da vida cristã” (PO 6).
Deus feito homem achou necessário deixar o Seu Corpo Místico na terra. Se não o tivesse feito, a Sua obra teria terminado no Calvário. A Sua morte teria merecido a salvação para o gênero humano, mas como é que tantos homens teriam ganho o Céu sem a Igreja para lhes comunicar a vida da cruz? Cristo identifica-se, de modo especial, com o sacerdote. O sacerdote é como um coração a mais, que abre caminho para os corações, ao sangue da vida sobrenatural. É uma parte essencial do sistema de transmissão espiritual no Corpo Místico de Cristo. Se ele falha, o sistema é bloqueado, e aqueles que dele dependem não recebem a vida que nos planos de Cristo deveriam receber. O sacerdote, dentro dos devidos limites, deveria ser para o seu povo o que Cristo é para a Igreja. Os membros de Cristo são um prolongamento d’Ele mesmo e não simplesmente empregados, agregados, partidários. Os membros de Cristo possuem a vida de Cristo. Partilham da atividade de Cristo. Deveriam ter a maneira de ver de Cristo. Os sacerdotes, por sua vez, deveriam ser uma só coisa com Cristo, sob todos os aspectos possíveis. Se Cristo achou necessário formar um Corpo espiritual para si, o sacerdote deveria fazer o mesmo. Deveria formar, para si, membros que fossem uma só coisa com ele. Se um sacerdote não tiver membros vivos, formados por ele, unidos a ele, o seu trabalho se reduzirá a dimensões insignificantes. Ficará só e desamparado. “O olho não pode dizer à mão: não necessito do teu serviço; nem a cabeça pode dizer aos pés: vós não me sois necessários” (1Cor 12, 21).
De sorte que, se Cristo fez do Seu Corpo Místico o princípio do Seu caminho, da Sua verdade, da Sua vida para os homens, isto tudo vai agir, exatamente, através do novo Cristo, o sacerdote. Se ele não exerce a sua função de modo que ela seja verdadeiramente a

[Capítulo 10 Apostolado da Legião página 63]
perfeita construção do Corpo Místico, a que se refere a Carta aos Efésios (4, 12 – texto habitualmente traduzido por “edificação dos fiéis”), a vida divina só em pequena quantidade penetrará nos corações e neles frutificará. Além disso, o sacerdote ficará empobrecido, porque, embora a missão da cabeça seja ministrar a vida ao corpo, não é menos verdade que a cabeça vive pela vida do corpo, crescendo com o seu crescimento, partilhando da sua fraqueza se ele perde as forças.
O sacerdote que não compreende esta lei da missão sacerdotal, avançará pela vida afora, realizando apenas uma pequena parte das suas possibilidades, quando o seu verdadeiro destino em Cristo é abraçar os horizontes” (Padre F.J. Ripley).
5. A Legião na Paróquia
“Nas atuais circunstâncias, os fiéis leigos podem e devem fazer muitíssimo para o crescimento de uma autêntica comunhão com a Igreja no seio das suas paróquias e para o despertar do impulso missionário com relação aos que em nada acreditam e também com relação àqueles que por ventura abandonaram ou diminuíram a prática da vida cristã” (ChL 27). Logo se perceberá que, com a fundação da Legião de Maria se desenvolverá enormemente um verdadeiro espírito de comunidade. Através da Legião, os leigos acostumam-se a trabalhar na paróquia em íntima união com os sacerdotes e a participarem das responsabilidades pastorais. A regulamentação das várias atividades paroquiais, mediante uma reunião regular semanal, traz vantagens evidentes. Todavia uma consideração mais elevada se impõe: as pessoas envolvidas nas atividades paroquiais, pertencendo à Legião, receberão uma formação espiritual que as ajudará a compreender que a paróquia é uma comunidade Eucarística e que por meio de um sistema bem organizado, se tornarão capazes de atingir cada um dos paroquianos, com o objetivo de elevar a comunidade. Alguns dos trabalhos em que a Legião pode se empenhar na paróquia, são apresentados no capítulo 37: Sugestões de Trabalhos.
O apostolado dos leigos deve ser considerado pelos sacerdotes como parte integrante do seu ministério, e pelos fiéis, como uma exigência da vida cristã” (Pio XI).

[Capítulo 10 Apostolado da Legião página 64]
6. Um idealismo forte e uma ação intensa, frutos da Legião
Se a Igreja se prendesse a uma rotina demasiadamente cautelosa, colocaria a Verdade de que é guarda, em situação desfavorável. A natureza generosa necessita de um ideal de ação; e se a juventude se acostumar a procurá-lo nas organizações ou sistemas não religiosos, isso constituirá uma desgraça terrível, cujas conseqüências atingirão as gerações futuras.
A Legião pode remediar este mal, realizando os seu programa de iniciativa, de esforços e de sacrifícios, ajudando a Igreja a apropriar-se destas duas palavras que dão vida: “Idealismo” e “Ação”, de modo a torná-las preciosas auxiliares da sua doutrina.
No dizer do historiador Lecky, o mundo é governado pelos ideais. Sendo assim, aqueles que criam um ideal mais alto, arrastam por ele, o gênero humano. Trata-se, é evidente, de um ideal prático e suficientemente claro, que possa ser atingido por todos. Admitamos que os ideais apresentados pela Legião correspondam a estas duas exigências.
Uma das mais importantes características da Legião será o desabrochar de numerosas vocações religiosas entre os legionários e os seus filhos.
Alguém poderá apresentar a objeção de que ninguém quererá assumir, no egoísmo universal em que vivemos, o “pesado” compromisso de membro da Legião. É um erro. A multidão daqueles que preferem uma vida vulgar passa sem deixar rastro. Pelo contrário, os poucos que correspondem, enérgicos, ao esforço exigido por um ideal mais elevado, permanecerão, transmitindo lentamente o seu ardor a outros.
Um Praesidium da Legião pode constituir um meio poderoso para ajudar o sacerdote no recrutamento cada vez maior de leigos que colaborem na evangelização dos que estão confiados aos seus cuidados. Deste modo, uma hora e meia, despendida por semana, a guiar os membros de um Praesidium, a encorajá-los, a sobrenaturalizá-los, vai lhe permitir estar em toda a parte, ouvir tudo, exercer influência em cada um, ultrapassando as possibilidades das suas forças físicas. Com efeito, a direção de vários Praesidia parece constituir uma das melhores aplicações do zelo de um pastor do rebanho.
O sacerdote, armado assim com os seus legionários, – armas humildes, como o bastão e a bolsa, a atiradeira e as pedras, mas tornados por Maria, instrumentos do Céu – pode avançar,
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