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Capítulo 6
De volta ao aposento da enferma, certificamo­-nos de que Nemésio e Marina haviam saido. A camareira da casa velava.

Neves, desenxabido, absteve-se de qualquer co­mentário. Retraíra-se no claro propósito de sopitar impulsos menos construtivos.

Recompondo-se, momentos antes, rogara do ir­mão Félix lhe desculpasse o ataque de cólera em que extravasara rebeldia e desespero.

Descera à inconveniência, acusava-se, humilde. Fora descaridoso, insensato, penitenciava-se com tristeza. O irmão Félix, com bastante autoridade, se quisesse, poderia demiti-lo do piedoso mister que invocara, com o objetivo de proteger a filha; en­tretanto, pedia tolerância. O coração paternal, no instante crítico, não se vira preparado, de modo a escalar o nível do desprendimento preciso, decla­rava com amargura e desapontamento.

Félix, porém, abraçara-o com intimidade e, sor­ridente, ponderou que a edificação espiritual, em muitas circunstâncias, inclui explosões do sentimen­to, com trovões de revolta e aguaceiros de pranto, que acabam descongestionando as vias da emoção.

Que Neves esquecesse e recomeçasse. Para isso, contava com os talentos da oportunidade, do tempo. Obviamente por isso, o sogro de Nemésio ali se achava agora, diante de nós, transformado e So­lícito.

Por indicação do paciente amigo que nos orien­tava, formulou uma prece, enquanto ministrávamos socorro magnético à doente.

Beatriz gemia; no entanto, Félix esmerou-se para que se aliviasse e dormisse, providenciando, ainda, para que não se retirasse do corpo, sob a hipnose habitual do sono. Não lhe convinha, por enquanto, esclareceu ele, afastar-se do veículo fa­tigado. Em virtude dos órgãos profundamente en­fraquecidos, desfrutaria penetrante lucidez espiri­tual e não seria prudente arremessá-la, de chofre, a impressões demasiado ativas da esfera diferente para a qual se transferiria, muito em breve.

Aconselhável seria a mudança progressiva. Graduação de luz, intensificando-se, a pouco e pouco.

Largamos a filha de Neves em repouso nutrien­te e restaurador, e demandamos a rua.

Acompanhando Félix, cujo semblante passou a denotar funda preocupação, alcançamos espaçoso apartamento do Flamengo, onde conheceríamos, de perto, os familiares de Marina.

A noite avançava.

Transpassando estreito corredor, pisamos o re­cinto doméstico, surpreendendo, no limiar, dois ho­mens desencarnados, a debaterem, com descuidada chocarrice, escabrosos temas de vampirismo.

Vale assinalar que, não obstante pudéssemos fiscalizar-lhes os movimentos e ouvir-lhes a loqua­cidade fescenina, nenhum dos dois lograva registrar-nos a presença. Prometiam arruaças. Argumen­tavam, desabridos.

Malandros acalentados, mas perigosos, conquan­to invisíveis para aqueles junto dos quais se erguiam por ameaça insuspeitada.

Por semelhantes companhias, fácil apreciar os riscos a que se expunham os moradores daquele ninho de cimento armado, a embutir-se na constru­ção enorme, sem qualquer defesa de espírito.

Entramos. Na sala principal, um cavalheiro de traços finos, em cuja maneira de escarrapachar-se se adivinhava, para logo, o dono da casa, lia um jornal vespertino com atenção.

Os atavios do ambiente, apesar de modestos, denunciavam apurado gosto feminino. O mobiliário antigo de linhas quase rudes suavizava-se ao efeito de ligeiros adornos.

Tufos de cravos vermelhos, a se derramarem de vasos cristalinos, harmonizavam-se com as rosas da mesma cor, habilmente desenhadas nas duas telas que pendiam das paredes, revestidas de ama­relo dourado. Mas, destoante e agressiva, uma es­guia garrafa, contendo uísque, empinava o gargalo sobre o crivo lirial que completava a elegância da mesa nobre, deitando emanações alcoólicas que se casavam ao hálito do amigo derramado no divã.

Félix encarou-o, manifestando a expressão de quem se atormentava, piedosamente, ao vê-lo, e no-lo indicou:

— Temos aqui o irmão Cláudio Nogueira, pai de Marina e tronco do lar.

Fisguei-o, de relance. Figurou-se-me o hospe­deiro involuntário um desses homens maduros que se demoram na quadra dos quarenta e cinco janei­ros, esgrimindo bravura contra os desbarates do tempo. Rosto primorosamente tratado, em que as linhas firmes repeliam a notícia vaga das rugas, cabelos penteados com distinção, unhas polidas, pi­jama impecável. Os grandes olhos escuros e móveis pareciam imanizados às letras, pesquisando moti­vos para trazer um sorriso irônico aos lábios finos. Entre os dedos da mão que descansava à beira do sofá, o cigarro fumegante, quase rente ao tripé anão, sobre o qual um cinzeiro repleto era silen­ciosa advertência contra o abuso da nicotina.

Detínhamo-nos, curiosos, na inspeção, quando sobreveio o inopinado.

Diante de nós, ambos os desencarnados infe­lizes, que surpreendêramos à entrada, surgiram de repente, abordaram Cláudio e agiram sem-cerimônia.

Um deles tateou-lhe um dos ombros e gritou, insolente:

— Beber, meu caro, quero beber!

A voz escarnecedora agredia-nos a sensibili­dade auditiva. Cláudio, porém, não lhe pescava o mínimo som. Mantinha-se atento à leitura. Inal­terável. Contudo, se não possuía tímpanos físicos para qualificar a petição, trazia na cabeça a caixa acústica da mente sintonizada com o apelante.

O assessor inconveniente repetiu a solicitação, algumas vezes, na atitude do hipnotizador que in­sufla o próprio desejo, reasseverando uma ordem.

O resultado não se fez demorar. Vimos o pa­ciente desviar-se do artigo político em que se entranhava. Ele próprio não explicaria o súbito de­sinteresse de que se notava acometido pelo editorial que lhe apresara a atenção.

Beber! Beber!...

Cláudio abrigou a sugestão, convicto de que se inclinava para um trago de uísque exclusiva-mente por si.

O pensamento se lhe transmudou, rápido, como a usina cuja corrente se desloca de uma direção para outra, por efeito da nova tomada de força.

Beber, beber!... e a sede de aguardente se lhe articulou na idéia, ganhando forma. A mucosa pi­tuitária se lhe aguçou, como que mais fortemente impregnada do cheiro acre que vagueava no ar.

O assistente malicioso coçou-lhe brandamente os gor­gomilos. O pai de Marina sentiu-se apoquentado. Indefinível secura constringia-lhe o laringe. Ansia­va tranqüilizar-se.

O amigo sagaz percebeu-lhe a adesão tácita e colou-se a ele. De começo, a carícia leve; depois da carícia agasalhada, o abraço envolvente; e de­pois do abraço de profundidade, a associação recí­proca.

Integraram-se ambos em exótico sucesso de en­xertia fluídica.

Em várias ocasiões, estudara a passagem do Espírito exonerado do envoltório carnal pela matéria espessa. Eu mesmo, quando me afazia, de novo, ao clima da Espiritualidade, após a desen­carnação última, analisava impressões ao transpor, maquinalmente, obstáculos e barreiras terrestres, recolhendo, nos exercícios feitos, a sensação de quem rompe nuvens de gases condensados.

Ali, no entanto, produzia-se algo semelhante ao encaixe perfeito.

Cláudio-homem absorvia o desencarnadO, a gul­sa de sapato que se ajusta ao pé. Fundiram-se os dois, como se morassem eventualmente num só cor­po. Altura idêntica. Volume igual.

Movimentos em-crônicos. Identificação positiva.

Levantaram-se a um tempo e giraram integral­mente incorporados um ao outro, na área estreita, arrebatando o delgado frasco.

Não conseguiria especificar, de minha parte, a quem atribuir o impulso inicial de semelhante gesto, se a Cláudio que admitia a instigação ou se ao obsessor que a propunha.

A talagada rolou através da garganta, que se exprimia por dualidade singular. Ambos os dipsômanos estalaram a língua de prazer, em ação si­multânea.

Desmanchou-se a parelha e Cláudio, desemba­raçado, se dispunha a sentar, quando o outro co­lega, que se mantinha a distância, investiu sobre ele e protestou: «eu também, eu também quero!

Reavivou-se-lhe no ânimo a sugestão que es­morecia..

Absolutamente passivo diante da incitação que o assaltava, reconstituiu, mecanicamente, a impres­são de insaciedade.

Bastou isso e o vampiro, sorridente, apossou­-se dele, repetindo-se o fenômeno da conjugação completa.

Encarnado e desencarnado a se justaporem. Duas peças conscientes, reunidas em sistema irre­preensível de compensação mútua.

Abeirei-me de Cláudio para avaliar, com impar­cialidade, até onde sofreria ele, mentalmente, aquele processo de fusão.

Para logo convenci-me de que continuava li­vre, no íntimo. Não experimentava qualquer espécie de tortura, a fim de render-se. Hospedava o outro, simplesmente, aceitava-lhe a direção, entre­gava-se por deliberação própria. Nenhuma simbio­se em que se destacasse por vítima.

Associação implícita, mistura natural.

Efetuava-se a ocorrência na base da percussão.

Apelo e resposta. Cordas afinadas no mesmo tom.

O desencarnado alvitrava, o encarnado aplaudia.

Num deles, o pedido; no outro, a concessão.

Condescendendo em ilaquear os próprios sen­tidos, Cláudio acreditou-se insatisfeito e retrocedeu, sorvendo mais um gole.

Não me furtei à conta curiosa. Dois goles para três.

Novamente desimpedido, o dono da casa esti­rou-se no divã e retomou o jornal.

Os amigos desencarnados tornaram ao corre­dor de acesso, chasqueando, sarcásticos, e Neves, respeitoso, consultou sobre responsabilidade.

Como situar o problema? Se víramos Cláudio aparentemente reduzido à condição de um fanto­che, como proceder na aplicação da justiça? Se ao invés de bebedice, estivéssemos diante de um caso criminal? Se a garrafa de uísque fosse arma deter­minada, para insultar a vida de alguém, como de­cidir? A culpa seria de Cláudio que se submetia ou dos obsessores que o comandavam?

O irmão Félix aclarou, tranqüilo:

— Ora, Neves, você precisa compreender que nos achamos à frente de pessoas bastante livres para decidir e suficientemente lúcidas para racio­cinar. No corpo físico ou agindo fora do corpo fí­sico, o Espírito é senhor da constituição de seus atributos. Responsabilidade não é título variável. Tanto vale numa esfera, quanto em outras. Cláudio e os companheiros, na cena que acompanhamos, são três consciências na mesma faixa de escolha e ma­nifestações conseqüentes.

Todos somos livres para sugerir ou assimilar isso ou aquilo. Se você fosse instado a compartilhar um roubo, decerto recusa­ria. E, na hipótese de abraçar a calamidade, em são juízo, não conseguiria desculpar-se.

Interrompeu-se o mentor, volvendo a refletir após momento rápido:

— Hipnose é tema complexo, reclamando exa­mes e reexames de todos os ingredientes morais que lhe digam respeito. Alienação da vontade tem limites. Chamamentos campeiam em todos os ca­minhos. Experiências são lições e todos somos aprendizes. Aproveitar a convivência de um mestre ou seguir um malfeitor é deliberação nossa, cujos resultados colheremos.

Verificando que o orientador se dava pressa em ultimar os esclarecimentos sem mostrar o mínimo propósito de afastar as entidades vadias que pesavam no ambiente, Neves voltou à carga, no intuito louvável do aluno que aspira a complemen­tar a lição.

Pediu vênia para repisar o assunto na hora.

Recordou que, sob o teto do genro, o irmão Félix se esmerava na defesa contra aquela casta de gente. Amaro, o enfermeiro prestimoso, fora si­tuado junto de Beatriz principalmente para correr com intrometidos desencarnados. O aposento da fi­lha tornara-se, por isso, um refúgio. Ali, no entanto...

E perguntava pelo motivo da direção diversa. Félix expressou no olhar a surpresa do profes­sor que não espera apontamento assim argucioso por parte do discípulo e explicou que a situação era diferente.

A esposa de Nemésio mantinha o hábito da oração. Imunizava-se espiritualmente por si.

Repelia, sem esforço, quaisquer formas-pensamentos de sentido aviltante que lhe fossem arremessadas. Além disso, estava enferma, em vésperas da desen­carnação. Deixá-la à mercê de criaturas insanas seria crueldade. Garantias concedidas a ela erguiam-se justas.

— Mas... e Cláudio? — insistiu Neves.

— Não merecerá, porventura, fraterna demonstração de caridade, a fim de livrar-se de tão temíveis ob­sessores?

Félix sorriu francamente bem-humorado e ex-plicou:

— «Temíveis obsessores» é a definição que você dá. — E avançou: — Cláudio desfruta excelente saúde física. Cérebro claro, raciocínio seguro. É inteligente, maduro, experimentado.

Não carrega inibições corpóreas que o recomendem a cuidados especiais. Sabe o que quer.

Possui materialmente o que deseja. Permanece no tipo de vida que pro­cura. É natural que esteja respirando a influência das companhias que julgue aceitáveis. Retém li­berdade ampla e valiosos recursos de instrução e discernimento para juntar-se aos missionários do bem que operam entre os homens, assegurando edi­ficação e felicidade a si mesmo. Se elege para comensais da própria casa os companheiros que acabamos de ver, é assunto dele. Enquanto nos arrastávamos, tolhidos pela carne, não nos ocorre­ria a idéia de expulsar da residência alheia as pes­soas que não se harmonizassem conosco. Agora, vendo o mundo e as coisas do mundo, de mais alto, não será cabível modificar semelhante modo de pro­ceder.

O tema desdobrava-se, assumindo aspectos novos.

Curioso, interferi:

— Mas, irmão Félix, é importante convir que Cláudio, liberto, poderia ser mais digno...

— Isso é perfeitamente lógico — confirmou. Ninguém nega.

— E por que não dissipar de vez os laços que o prendem aos malandros que o exploram?

O alto raciocínio da Espiritualidade superior jorrou, pronto:

— Cláudio certamente não lhes empresta o conceito de vagabundos. Para ele, são sócios estimáveis, amigos caros. Por outro lado, ainda não investigamos a causa da ligação entre eles para cunhar opiniões extremadas. As circunstâncias po­dem ser saudáveis ou enfermiças como as pessoas, e, para tratarmos um doente com segurança, há que analisar as raízes do mal e confirmar os sintomas, aplicar medicação e estudar efeitos. Aqui, vemos um problema pela rama. Quando terá nascido a comunhão do trio? Os vínculos serão de agora ou de existências passadas? Nada legitimaria um ato de violência da nossa parte, com o intuito de sepa­rá-los, a titulo de socorro. Isso seria o mesmo que apartar os pais generosos dos filhos ingratos ou os cônjuges nobres dos esposos ou das esposas de condição inferior, sob o pretexto de assegurar lim­peza e bondade nos processos da evolução. A res­ponsabilidade tem o tamanho do conhecimento. Não dispomos de meios precisos para impedir que um amigo se onere em dívidas escabrosas ou se des­penque em desatinos deploráveis, conquanto nos seja lícito dispensar-lhe o auxílio possível, a fim de que se acautele contra o perigo no tempo viável, sendo de notar-se que as autoridades superiores da Espiritualidade chegam a suscitar medidas es­peciais que impõem aflições e dores de importância aparente a determinadas pessoas, com o objetivo de livrá-las da queda em desastres morais iminen­tes, quando mereçam esse amparo de exceção. Na Terra, a exata justiça apenas cerceia as manifes­tações de alguém, quando esse alguém compromete o equilíbrio e a segurança dos outros, na área de responsabilidade que a vida lhe demarca, deixando a cada um a regalia de agir como melhor lhe pa­reça. Adotaremos princípios que valham menos, pe­rante as normas que afiançam a harmonia entre os homens?

Rematando as elucidações lapidares que entre-tecia, o irmão Féllx revestira-se de um halo bri­lhante.

Enlevados, não encontrávamos em nós senão silêncio para significar-lhe admiração ante a sabe­doria e a simplicidade.

O instrutor fitava Cláudio com simpatia, dando a entender que se dispunha a abraçá-lo paternalmente, e, receando talvez que a oportunidade esca­passe, Neves, humilde e respeitoso, pediu se lhe relevasse a insistência; entretanto, solicitava fosse aclarado, ainda, um ponto dos esclarecimentos em vista.

Diante do mentor paciente, perguntou pelos promotores de guerra, entre os homens. Declarara Félix que a justiça tacitamente cerceia as ações dos que ameaçam a estabilidade coletiva. Como en­tender a existência de governantes transitórios, eri­gindo-se na Terra em verdugos de nações?

Félix sintetizou, reempregando algumas das pa­lavras de que se utilizara:

— Dissemos «cercear» no sentido de «corrigir», «restringir». Assinalamos igualmente que toda cria­tura vive na área de responsabilidade que a lei lhe delimita. Compreendendo-se que a responsabilidade de alguém se enquadra ao tamanho do conhecimen­to superior que esse alguém já adquiriu, é fácil ad­mitir que os compromissos da consciência assumem as dimensões da autoridade que lhe foi atribuida. Uma pessoa com grandes cabedais de autoridade pode elevar extensas comunidades às culminâncias do progresso e do aprimoramento ou afundá-las em estagnação e decadência. Isso na medida exata das atitudes que tome para o bem ou para o mal. Natu­ralmente, governantes e administradores, em qual­quer tempo, respondem pelo que fazem. Cada qual dá conta dos recursos que lhe foram confiados e da região de influência que recebeu, passando a colher, de modo automático, os bens ou os males que haja semeado.

Víamos, porém, que Félix não desejava esten­der-se em mais amplas considerações filosóficas.

Assentando no rosto a expressão de quem nos pedia transferir para depois qualquer nova interro­gação, acercou-se de Cláudio, a envolvê-lo nas sua­ves irradiações do olhar brando e percuciente.

Estabeleceu-se ligeira e doce expectativa.

O benfeitor acusava-se emocionado. Parecia agora mentalmente distanciado no tempo.

Acariciou a cabeleira daquele homem, com quem Neves e eu, no fundo, não nos afínáramos assim tanto, se­melhando-se médico piedoso, encorajando um doen­te menos simpático.

Aquele momento de comoção, entretanto, foi rápido, quase imperceptível, porque o irmão Félix retomou-nos a intimidade e comentou, despreten­sioso:

— Quem afirmará que Cláudio amanhã não será um homem renovado para o bem, passando a edu­car os companheiros que o deprimem? Por que atrair contra nós a repulsão dos três, simplesmente por­que se mostrem ignorantes e infelizes? E admitir­-se-á, porventura, que não venhamos a necessitar uns dos outros? Existem adubos que lançam ema­nações extremamente desagradáveis; no entanto, asseguram a fertilidade do solo, auxiliando a plan­ta que, a seu turno, se dispõe a auxiliar-nos.

O benfeitor esboçou o gesto de quem encerrava a conversação e lembrou-nos, gentil, o trabalho em andamento.
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