De Allan Kardec, tradução de Júlio Abreu Filho, publicada pela edicel




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Revista Espírita de 1862
78. A Revista noticia o caso Maximiliano V..., de doze anos, que se suicidou por amor. Evocado, o Espírito do rapaz disse ter sido poeta numa outra encarnação, quando conheceu Elvira, a mesma mulher por quem acabou se matando. Consultado, o Guia do médium informou que a punição do seu ato, apesar da idade, seria terrível. (PP. 139 a 143)

79. Após relatar como se deu a conversão de Gauzy, antigo oficial em Paris, Kardec diz que esta conversão é mais um exemplo da causa mais freqüente da incredulidade. Para fazer crer, é necessário fazer compreender. Enquanto forem dadas como verdades absolutas coisas que a razão repele, far-se-ão incrédulos e materialistas. (PP. 143 a 145)

80. Em Bordéus, um padre escreveu uma carta a uma senhora muito idosa e doente, com referências à crença dela no Espiritismo. A filha, Émilie Collignon, respondeu-a ao vigário, dizendo haver encontrado muita força e consolo no Espiritismo e na certeza palpável de que nossos mortos queridos estão sempre perto de nós. A Revista transcreveu-as. (P. 146)

81. O suicídio de uma pobre viúva, mãe de três filhos, que foi denunciada por haver furtado um pão a um padeiro que se recusou a dá-lo, é relatado pela Revista, seguido de comunicações da suicida e de Lamennais, que afirma que a infeliz mulher é uma das vítimas do nosso mundo, de nossas leis e de nossa sociedade. (PP. 149 a 151)

82. Santo Agostinho dedicou, de forma espontânea, uma mensagem a vários personagens russos de distinção que, após freqüentarem durante o inverno as reuniões da Sociedade Espírita de Paris, retornaram à Rússia. Entre diversos conselhos, Agostinho lhes disse: I - Sabei que a caridade não se faz somente com esmola, mas também com o coração. II - Ide e pregai o Evangelho. Deus vos situou no alto, para que todos vos possam ver e vossas palavras sejam bem compreendidas. III - Deus recompensa os que trabalham no seu campo e dá a colheita a todos os que contribuem para o grande serviço. IV - Mostrai a todos que o espírita não fica no meio da estrada para indicar a direção, mas toma do machado e do cutelo e se atira às mais sombrias florestas para rasgar o caminho e desviar os espinhos dos passos dos que os seguem. (PP. 151 e 152)

83. Désiré Léglise, morto em 1851, diz que as paixões, as afeições vivas não são possíveis senão entre criaturas da mesma natureza, entre mundanos e mundanos, entre Espíritos e Espíritos. Com a morte, a afeição não se apaga, mas toma outro caráter, afirma o poeta argelino. (PP. 153 e 154)

84. Cárita destaca, em Lyon, de forma poética, o valor da lágrima na redenção humana. (PP. 155 e 156)

85. Voltaire comunica-se na Sociedade Espírita de Paris e diz que seu cinismo desapareceu diante da revelação das grandes coisas que só ficou conhecendo no além-túmulo. Dizendo-se mais cristão, ele conta: “Sofro, mas expio a resistência que opus a Deus. Tinha a missão de instruir e esclarecer. A princípio o fiz, mas o meu facho se extinguiu nas minhas mãos na hora marcada para a luz!...” (PP. 156 a 158)

86. Em seguida à comunicação de Voltaire, Santo Agostinho assevera que não existe sabedoria sem amor nem caridade. Amor e caridade, diz ele, são as duas virtudes supremas, que unem a criatura ao Criador. (P. 158)

87. Em discurso feito na abertura do ano social na Sociedade Espírita de Paris, em abril de 1862, Kardec lembra as vicissitudes enfrentadas, anos antes, pela Sociedade e confessa ter um dia pensado seriamente em retirar-se. Quatro anos depois de fundada, a Entidade possuía 87 membros ativos, sem contar os sócios honorários e correspondentes, e os princípios por ela adotados serviam, então, à imensa maioria dos espíritas. (PP. 159 a 161)

88. No discurso, Kardec aplaude a feliz idéia de vários membros de organizar reuniões particulares em seus lares, as quais têm a vantagem de estabelecer relações mais íntimas e, além disso, são centros para uma porção de pessoas que não podem ir à Sociedade. Concluindo, o Codificador fala sobre a nova sede da instituição e seus custos. (PP. 165 a 168)

89. A Revista publica a segunda comunicação do sr. Sanson, na qual ele fala sobre as sensações experimentadas no momento da morte e diz que, ao recuperar suas faculdades, se viu cercado por numerosos e fiéis amigos. Afirmando que a felicidade, como a entendemos, é uma ficção, Sanson aconselha: “Vivei sabiamente, santamente, no espírito de caridade e de amor, e sereis preparados para as impressões que os vossos maiores poetas não poderiam descrever”. (PP. 168 a 170)

90. Uma semana depois, Sanson comunicou-se pela terceira vez, informando que: I - Os Espíritos se apresentam no outro mundo sob a forma humana, mas há muita diferença entre o corpo carnal e a maravilhosa fluidez do corpo espiritual. II - Neste não existe feiúra, porque os traços perderam a dureza de expressão; a linguagem tem entonações intraduzíveis para nós; o olhar tem a profundeza das estrelas. III - O corpo espiritual é dotado de cabeça, tronco, braços e pernas. IV - A visão dos Espíritos nenhuma relação tem com a visão humana. Além disso, o Espírito pode adivinhar os nossos pensamentos. V - Os Espíritos não se reproduzem, porque não têm sexo. VI - No recinto da sessão, ele viu São Luís (presidente espiritual da Sociedade), o Espírito de Verdade, Santo Agostinho, Lamennais, Sonnet, São Paulo e outros. (PP. 171 a 173)

Revista Espírita de 1862
91. David, por meio da sra. Dozon, descreve o último quadro de Ingres, que retrata o menino Jesus entre os doutores do Templo. A obra, diz Lamennais, foi inspirada pela espiritualidade ao artista encarnado. (PP. 173 a 176)

92. A Revista noticia a denúncia feita por um padre a respeito dos milhões que Kardec havia amealhado valendo-se do Espiritismo. O Codificador rebate a acusação e conta que a primeira edição de “O Livro dos Espíritos” correu por sua conta e risco, porque nenhum editor quis dela encarregar-se. A obra rendeu-lhe cerca de 500 francos. (PP. 176 a 180)

93. Kardec diz que a Sociedade Espírita de Viena, que acabava de entrar em seu terceiro ano, nomeou-o seu presidente de honra. Os planos de divulgação do Espiritismo via jornal em alemão são mencionados na Revista. (PP. 180 e 181)

94. Comentando o assunto, Kardec aplaude o rumo adotado pelos confrades de Viena e diz ter aceitado a honra que lhe foi feita, na qual via não uma homenagem à sua pessoa, mas aos princípios regeneradores do Espiritismo. (P. 182)

95. E. Collignon escreve a Kardec protestando contra as palavras usadas em abril/1862 pelo Espírito de Gérard de Codemberg, que se refere aos irmãos que se afastam do Espiritismo chamando-os de ovelhas sarnentas. (P. 183)

96. Kardec reconhece que Gérard expressou-se, talvez, um pouco cruamente, mas o fundo de seu pensamento é correto, porque a homogeneidade é o princípio vital de toda sociedade ou reunião espírita. (PP. 183 a 185)

97. A Revista publica então, em seguida, mensagem do Espírito de Bernardin, recebida por E. Collignon (a mesma que protestara contra as palavras de Gérard de Codemberg), na qual o comunicante pede sejam excluídos dos trabalhos espíritas os falsos irmãos, os curiosos, os incrédulos, visando exatamente à homogeneidade necessária aos grupos espíritas. Bernardin, nessa mensagem, diz ainda: I - O Espiritismo não é uma religião nova, mas a consagração dessa religião universal cujas bases foram lançadas pelo Cristo. II - É preciso deixar os caminhos tenebrosos, cheios de precipícios, para entrar no caminho que leva à felicidade. III - Nossa sorte futura está em nossas mãos: a duração de nossas provas depende inteiramente de nós. IV - Para ser mártir não é preciso ser pasto das feras: sejamos mártires de nós mesmos, destruindo todos os instintos carnais, estudando as nossas inclinações, gostos e idéias, desconfiando de tudo o que a consciência reprova. V - O Espiritismo, sob o ponto de vista religioso, é apenas a confirmação do cristianismo. (PP. 186 a 188)

98. Abrindo o número de julho de 1862, Kardec mostra como tudo na vida muda de aspecto quando, pelo pensamento, o homem sai do vale estreito da existência terrena e se eleva na radiosa, esplêndida e incomensurável vida de além-túmulo. Assim fazendo, ver-se-á a vida terrena como uma estação passageira e mais suportáveis se tornarão as tribulações que ela nos oferece. Tal é o resultado da diferença do ponto de vista sob o qual se encara a vida: um nos dá balbúrdia e ansiedade; o outro, a calma e a serenidade. (PP. 191 a 195)

99. Kardec, analisando notícia sobre o aumento de suicídios na França, diz que é simples atribuir todos eles à monomania, que segundo o sr. Gastineau parece ter-se apoderado da espécie humana. Se há suicídios por monomania, ocorrem também, diz Kardec, suicídios voluntários, realizados com premeditação e pleno conhecimento de causa. (PP. 196 a 198)

100. Na falta de uma estatística oficial, Kardec diz que é justo pensar que os casos mais numerosos sejam determinados pelos reveses da fortuna, as decepções e os pesares de vária natureza. Nestes casos, o suicídio não é um ato de loucura, mas de desespero, e a publicidade deles concorre para o seu aumento. (PP. 198 e 199)

101. Concluindo seu pensamento, Kardec diz que é, porém, a incredulidade, a dúvida quanto ao futuro, as idéias materialistas os maiores excitantes do suicídio, porque dão a covardia moral que leva a pessoa a matar-se. (PP. 199 a 202)

102. Respondendo a um assinante de Wiesbaden, Kardec analisa a questão das faculdades hereditárias. (P. 202)

103. Para ilustrar seu artigo, o Codificador transcreve duas comunicações escritas por Erasto e São Luís, das quais extraímos os seguintes ensinamentos: I - As semelhanças corpóreas existentes numa família devem-se a uma questão fisiológica, independente da ação espiritual. II - As aptidões e gostos semelhantes resultam do fato de que os Espíritos semelhantes se atraem; daí as famílias de heróis ou as raças de guerreiros. III - Muitas vezes nascem em famílias dignas indivíduos viciosos e maus, que aí são enviados para servirem de pedra de toque daquelas, ou para se aperfeiçoarem sob a influência de um meio virtuoso. IV - O mesmo se dá com Espíritos adiantados moralmente que se reencarnam entre Espíritos atrasados, para mostrar-lhes o caminho do progresso. (PP. 204 e 205)

104. Em qualquer caso, diz São Luís, a conjunção simpática ou a antipatia já existiam anteriormente ao nascimento e são desenvolvidas nas relações familiares, pela imitação e pelo hábito. (P. 205)

105. De Bordeaux, a Revista publica o poema “A criança e a visão”, em que a menina Gabriela diz à sua mãe que o papai, então falecido, estava junto ao seu leito e sorria para ambas. (PP. 206 e 207)

Revista Espírita de 1862
106. O caso Palmira, que se suicidou com o amante, por lealdade ao marido, visto que não conseguiriam reprimir o seu amor um pelo outro, é narrado pela Revista. (N.R.: Kardec o incluiu depois em “O Céu e o Inferno”, cap. V.) (P.207)

107. Santo Agostinho, ciente de que Palmira fora, por interesse dos pais, compelida a casar-se com um moço, embora gostasse de outro, diz que suicídios como esses só deixarão de existir quando as batidas do coração não forem mais comprimidas pelos cálculos frios dos interesses materiais. E disse que, como conseqüência do seu ato, os amantes não se veriam por um longo tempo, sofrendo -- conforme explica Georges -- o duplo suplício do pressentimento e do desejo. (P. 210)

108. Evocada oito dias depois, Palmira deu as seguintes informações: I - Ela nada via, nem mesmo os Espíritos que com ela vagavam no lugar onde estava. II - Ao despertar da morte, tinha frio e, no entanto, queimava. O gelo corria-lhe nas veias e o fogo estava em seu rosto. III - Ali, na reunião, ela via apenas um crepe negro sobre o qual se desenhava, em certas horas, uma cabeça que chorava: era a imagem de um homem que sofria e cuja existência moral na Terra ela matara para muito tempo. Kardec comenta, na seqüência, a comunicação de Palmira. (PP. 210 a 212)

109. Em mensagem dada em Bordeaux, um Espírito diz que Deus permite aos que se amam sinceramente, e souberam sofrer com resignação, reunir-se no mundo dos Espíritos, onde progredirão juntos, a fim de obterem reencarnações em mundos mais elevados, nos quais poderão unir-se pelos laços que mais convierem aos seus corações. (PP. 213 a 215)

110. O Espírito de Verdade, lembrando que todos os dias estamos expostos a empreender a mais importante de todas as viagens, recomenda-nos que estejamos preparados para esse momento e ensina que o mapa que nos permitirá conhecer o país para onde iremos é a iniciação nos mistérios da vida futura. (PP. 215 e 216)

111. Quanto aos amigos que lá encontraremos, esses são velhos conhecidos. É dos maus sentimentos que deveremos nos desembaraçar, pois infeliz é aquele a quem a morte surpreende com ódio no coração. Os negócios que devemos pôr em ordem é o perdão aos que nos ofenderam; são os erros cometidos para com o próximo e que urge reparar. (PP. 216 e 217)

112. Lamennais diz que a guerra é permitida por Deus e que é um erro não ver em César senão um conquistador, em Clóvis senão um bárbaro, em Carlos Magno senão um déspota. (P. 217)

113. Como se diz, os conquistadores são os próprios joguetes de Deus, os quais se servem dos homens para civilizar o homem, levando às outras nações o desenvolvimento, os ideais e, em conseqüência disso, o progresso. (P. 217)

114. Tratando do mesmo assunto, Barbaret, que viveu ao tempo de Henrique IV, diz que a influência dos homens de gênio sobre o futuro dos povos é incontestável, porque, sem eles, as grandes reformas só viriam muito depois. (P. 219)

115. Kardec analisa a conferência feita na Associação Politécnica pelo dr. Trousseau, professor da Faculdade de Medicina, em que o palestrante critica os sábios da Academia de Ciências que se dirigem aos charlatães, trata com desdém as experiências de Mesmer e ataca, ferino, as comunicações e práticas espíritas. (PP. 223 a 229)

116. A Revista noticia a morte do bispo que determinou o chamado auto-de-fé de Barcelona. O falecimento ocorreu nove meses depois da queima pública dos livros espíritas, realizada em 9/10/1861. O fato produziu enorme expansão do Espiritismo naquele país e foi, por isso, inócuo. Comunicando-se na Sociedade Espírita de Paris, o bispo se disse arrependido e pediu preces. “Orai por mim”, rogou o falecido. “Orai, porque é agradável a Deus a prece que lhe é dirigida pelo perseguido em favor do perseguidor.” Kardec, evidentemente, perdoou-lhe, porque perdoar é também caridade. (PP. 230 a 232)

117. A morte da esposa de Daniel Dunglas Home, noticiada pelo jornal NORD, de 15/7/1862, é mencionada pela Revista. Diz o repórter que a senhora, antes de soltar o último alento, abjurou a religião grega, em presença do bispo de Périgueux, para unir-se à mesma crença do marido, adepto do catolicismo romano. Home disse ao jornal que ele e a esposa continuavam a se ver e a conversar tão à vontade como quando ela ainda habitava este mundo. (P. 232)

118. O Espírito de Jacques, falando à Sociedade Africana de Estudos Espíritas, formada em Constantina, diz que, antes de fazer as evocações particulares, é preciso iniciar a reunião com uma evocação geral, um apelo aos bons Espíritos que queiram comunicar-se espontaneamente. Depois, então, é que se partirá para as evocações pessoais. (P. 233)

119. Convidado a ser o patrono espiritual da Sociedade, Santo Agostinho aceitou o encargo e transmitiu uma mensagem, de que extraímos o seguinte: I - Todos os homens são irmãos e o grande objetivo do Espiritismo é reuni-los um dia no mesmo lar e fazer que se sentem à mesa do Pai comum: Deus. II - Amai-vos, amai-vos! Poupai-me de me armar do açoite com que se deve ferir o mau. Embora isto por vezes seja necessário, não sejais nunca desse número. III - Lembrai que a religião de Deus é a religião do coração; que ela tem por base apenas um princípio: a caridade, e por desenvolvimento: o amor à Humanidade. (PP. 234 a 236)
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