De Allan Kardec, tradução de Júlio Abreu Filho, publicada pela edicel




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Revista Espírita de 1859
123. O Abade Chesnel volta a escrever em L'Univers, insistindo em que o Espiritismo é, deve ser e não pode deixar de ser uma religião nova. Kardec o contesta. (N.R.: Neste caso o tempo deu razão ao Abade.) (P. 211)

124. A Revista transcreve da Patrie de 5-6-1859 um relato concernente ao rei Bernadotte que, tocado pelas palavras de uma aparição, se submeteu ao Conselho de Estado numa questão relativa à Noruega. A aparição lhe anunciou a morte de seu filho Oscar, caso ele combatesse contra a Noruega. (P. 215)

125. Anunciado no número de julho de 1859 o lançamento do livro "Que é o Espiritismo?", de Kardec, que o codificador entende possa servir como uma primeira iniciação ao estudo da doutrina espírita. (N.R.: Kardec diz que esse deve ser o primeiro livro espírita a ser lido pelo neófito.) (P. 217)

126. A teoria das aparições se explica por uma comparação familiar, qual a do vapor que, sendo rarefeito, é completamente invisível. No primeiro grau de condensação, torna-se nebuloso; condensado mais, passa ao estado líquido e depois ao sólido. (PP. 220 e 353)

127. Algo de semelhante se opera, pela vontade do Espírito, na substân­cia do perispírito; mas não se infira disso que há nele uma condensação: opera-se na sua contextura uma modificação molecular. (PP. 220 e 221)

128. Os objetos usados pelos Espíritos, como as vestimentas, jóias, tabaqueira etc., são transformações da matéria eterizada. (P. 224)

129. Os Espíritos podem fazer uma substância salutar e própria para curar, bem como substâncias alimentares capazes de saciar a fome. (P. 225)

130. A produção de objetos nem sempre resulta de um ato de vontade do Espírito; freqüentemente ele exerce esse poder malgrado seu, ou outro o exerce por ele, quando as circunstâncias o exigem. (P. 226)

131. Podendo tirar do elemento universal os materiais para fazer tais coisas, o Espírito pode tirar dali o material para escrever. (P. 227)

132. A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem qualquer intermediário, e é inegavelmente um dos mais extraordinários fenômenos do Espiritismo. (P. 228)

133. Em todos os tempos houve tais fenômenos; e é por eles que podemos entender o surgimento das três palavras durante o festim do rei Baltasar, em Babilônia. (N.R.: O fato é narrado no Livro de Daniel, cap. 5.) (P. 229)

134. Nos últimos tempos quem primeiro deu a conhecer esse fenômeno foi o Barão de Guldenstubbe, que publicou uma obra contendo grande número de fac-símiles das escritas por ele obtidas. (P. 230)

135. Um correspondente de Bordéus narra um curioso fato que se passou com uma jovem senhora de nome Mally, que desde tenra idade tinha visões. Em 1856, a terceira filha da Senhora Mally, de 4 anos de idade, caiu doente e, durante oito dias, mergulhada num estado de sonolência, foi sustentada por um alimento invisível que seu benfeitor espiritual lhe dava. Curada, a menina contou ter tido visões maravilhosas. (PP. 234 e 235)

136. Um dia, passeando com sua filha mais velha, Mally percebeu que a criança se entretinha com um ser invisível que parecia pedir-lhe bombons. Tratava-se de um menino desencarnado que queria bombons, explicou a garota. (P. 236)

137. Evocado, o guia da Senhora Mally explicou que a caçula fora ali­mentada por uma espécie de maná, uma substância formada pelos Espíritos, que encerra o princípio contido no maná comum e a doçura do confeito. (P. 240)

138. O Espírito de Voltaire diz que no mundo espiritual tenta aprender a praticar o bem. Quando se teve uma existência como a sua -- diz Voltaire --, há muitos preconceitos a combater, muitos pensamentos a repelir, ou mudar completamente, antes de alcançar a verdade. (P. 245)

139. Ele reconhece ter atacado muitas coisas puras e santas, que sua mão deveria ter respeitado, como o próprio Cristo, "modelo de virtudes sobre-humanas". Sobre Jesus, Voltaire disse ainda que "ele estará sempre acima de nós". "Ainda estávamos mergulhados no vício da corrupção, e ele já estava sentado à direita de Deus", acrescentou Voltaire. (P. 245)

140. Contestando idéias atribuídas ao Espírito de Cristóvão Colombo, Kardec lembra que o homem não é fatalmente impelido a fazer tal ou qual coisa. Pode acontecer que, como homem, se comporte mais ou menos cegamente; mas, como Espírito, tem sempre a consciência do que faz e fica sempre senhor de suas ações. (P. 247)

141. O Sr. S... pede que seja evocado o Sr. M..., desaparecido há um mês, para saber dele se está vivo ou morto. São Luís diz que tal evocação não pode ser feita, visto que a incerteza a respeito daquele homem tem um objetivo de prova. (P. 247)

142. A pedido de vários membros e considerando que muitas pessoas estão ausentes durante a estação, Kardec propõe seja determinado um período de férias. A Sociedade resolve então suspender as sessões em agosto. (P. 248)

Revista Espírita de 1859
143. Tratando da intromissão dos Espíritos enganadores nas comunicações escritas, Kardec assevera que entre as coisas que podem ser chamadas processos não há nenhuma fórmula e nenhum expediente material que possa servir de preservativo eficaz contra tais Espíritos. (P. 251)

144. Não dissemos que não haja nenhum meio -- lembra Kardec --, mas unicamente que a maior parte dos meios empregados são inoperantes. A pri­meira coisa é não os atrair e evitar tudo quanto lhes possa dar acesso, e, nesse sentido, as disposições morais têm grande relevância. (PP. 252 e 253)

145. São Luís lembra, ainda, que devemos pesar e refletir, e submeter ao controle da razão mais severa todas as comunicações recebidas. (P. 254)

146. Na seqüência, Kardec passa em revista 18 princípios que podem guiar-nos no exame das comunicações espíritas. (PP. 256 a 258)

147. Eis alguns desses princípios: 1) os Espíritos superiores têm uma linguagem sempre digna, nobre, elevada e dizem tudo com simplicidade e modéstia; 2) os bons Espíritos só dizem o que sabem; 3) a linguagem dos Espíritos elevados é sempre idêntica, senão na forma, pelo menos no conteúdo; 4) os bons Espíritos jamais ordenam ou impõem; aconselham; 5) os bons Espíritos não adulam; 6) eles não se valem de nomes bizarros e ridículos; 7) os bons Espíritos só prescrevem o bem e só aconselham coisas perfeitamente razoáveis. (PP. 256 a 258)

148. Outro sinal da presença dos maus Espíritos é a obsessão: os bons Espíritos jamais obsidiam; os maus se impõem em todos os momentos. (P. 258)

149. Passando as comunicações espíritas pelo controle das considerações precedentes, reconheceremos facilmente a sua origem e poderemos destruir a malícia dos Espíritos enganadores, que só se dirigem àqueles que se deixam enganar. (P. 258)

150. Acrescente-se a tudo isso que a prece é poderoso auxílio: por ela atraímos a assistência de Deus e dos bons Espíritos, aumentando a nossa própria força. "Ajuda-te e o céu te ajudará", disse Jesus. (P. 259)

151. Um correspondente de Boulogne envia uma comunicação de Voltaire extraída de uma obra do juiz Edmonds, publicada nos Estados Unidos. Na comunicação, Voltaire conversa com Wolsey, célebre cardeal inglês do tempo de Henrique VIII. Dois médiuns serviram para o diálogo. (P. 262)

152. Confirmando que, por ignorância, atacara a religião cristã, Voltaire lamenta não ter conhecido em sua época o Espiritismo e o muito que poderia então ter feito. (P. 263)

153. Descrente e vacilante, sem ninguém com quem pudesse estabelecer relações, foi assim que ele, Voltaire, entrou no mundo espírita. (P. 264)

154. A princípio, conduzido longe das habitações espirituais, percorreu o espaço imenso. A seguir, foi-lhe permitido ver as construções maravilhosas habitadas pelos Espíritos, até que sua alma ficasse deslumbrada e esmagada ante o poder que controlava tais maravilhas. (P. 264)

155. Com o coração sentindo a necessidade de expandir-se, caído no cansaço e na humilhação, foi aí que ele pôde reunir-se a alguns habitantes e contemplar a posição em que se havia colocado na Terra e o que disso resultava no mundo espírita. (PP. 264 e 265)

156. Uma revolução completa ocorreu em todo o seu ser, e, de mestre que era, tornou-se o mais ardente dos discípulos. Via então quão grandes tinham sido os seus erros e quão maior devia ser a reparação, para expiar tudo quanto tinha feito ou dito para seduzir e enganar a Humanidade. (P. 265)

157. Lamentei profundamente -- diz ele -- as opiniões que expendi e que desviaram muita gente; mas, ao mesmo tempo, é penetrado de gratidão ao Cria­dor, o infinitamente sábio, que sinto ter sido um instrumento para auxi­liar os Espíritos dos homens a voltar-se para o exame e o progresso. (P. 265)

158. No fim da batalha de Solferino desabou uma violenta tempestade, que fez com que muitos soldados austríacos se salvassem. Um militar da Itália, que presenciou o fenômeno, evocado por Kardec, diz que a tempestade foi provocada por vontade de Deus, exatamente com esse objetivo. (P. 268)

159. Os Espíritos não levam em conta as distinções terrenas, que nada valem entre eles, mas há entre eles uma hierarquia e uma subordinação, baseadas nas qualidades adquiridas. (P. 269)

160. O Espírito do General Hoche informa que irá reencarnar em Mercúrio, um mundo moralmente inferior à Terra, em que os habitantes são mais materializados do que os que vivem em nosso planeta. (P. 270)

161. O mesmo General conta que, a partir do momento em que desencarnou, visitou a Terra inteiramente, aprendendo as leis que Deus emprega para conduzir todos os fenômenos que contribuem para a vida terrena. Em seguida, fez o mesmo em outros mundos. (P. 270)

162. A Revista traz uma comunicação dada pelo Espírito do Sr. J..., negociante no departamento de La Sarthe, morto em 1859, que, além de ter feito um estudo sério do Espiritismo, era um homem de bem e de uma caridade sem limites. Seu momento de despertar nada teve de penoso. "Eu me sentia alegre e disposto, como se tivesse respirado um ar puro ao sair de uma sala cheia de fumaça", informou o Sr. J... (PP. 272 e 273)

163. A Mitologia -- diz Kardec -- está inteiramente fundada sobre as idéias espíritas; encontramos nela todas as propriedades dos Espíritos, com a diferença de que os antigos os haviam transformado em deuses. (P. 277)

Revista Espírita de 1859
164. Kardec fala do lar da Sra. G..., viúva, com 4 filhos, dos quais o mais velho conta 17 anos e a caçula, 6. Reunidos pela crença espírita, a família continuou unida mesmo com a morte do pai que, pressentindo seu fim próximo, reuniu os filhos e lhes deu um comovente conselho, cujo final termina assim: "Que a paz, a concórdia e a união reinem entre vós; que jamais o interesse vos separe, porque o interesse material é a maior barreira entre a Terra e o Céu". (PP. 278 e 279)

165. Alimentadas nas idéias espíritas, essas crianças não se consideram separadas do pai, e, uma noite por semana, e às vezes mais, é consagrada a conversar com ele. (P. 279)

166. Kardec critica o título dado pelo Sr. Mathieu, antigo farmacêutico do Exército, a uma obra em que trata de fatos de escrita direta. Mathieu chamou-a de "Um Milagre". Ora, diz Kardec, o milagre é uma derrogação das leis da Natureza, o que não se pode dizer da escrita direta. (P. 281)

167. Prosseguindo seu artigo, Kardec fala sobre levitação -- a suspensão etérea de corpos sólidos --, um fato demonstrado e explicado pelo Espiritismo e do qual foi ele testemunha ocular. (P. 283)

168. Outro fenômeno por ele citado, que se enquadra também na ordem das coisas naturais, é o da aparição, bastante freqüente e perfeitamente explicado pela Ciência Espírita. (P. 283)

169. A Revista publica sentença do Tribunal Correcional de Douai, de 27-8-1859, em que os toques e os passes magnéticos foram reconhecidos pela Corte. Kardec critica, porém, os peritos por sua ignorância a respeito do magnetismo e do sonambulismo natural. (PP. 287 e 288)

170. Concluindo essa notícia, Kardec diz que a classe médica está divi­dida relativamente ao magnetismo, assim como à homeopatia, ao tratamento do cólera, à frenologia, bem como sobre uma porção de outras coisas. (P. 290)

171. Se o magnetismo fosse uma utopia -- afirma Kardec --, há muito dele não mais cogitariam, enquanto que, como o seu irmão, o Espiritismo, lança raízes por todos os lados. (P. 290)

172. O Sr. Brasseur, escrevendo no "Jornal dos Salões", diz que Kardec errou ao não admitir a existência dos médiuns inertes, como as caixas, as pranchetas, os cartões. (P. 291)

173. Kardec refuta as idéias do Sr. Brasseur, esclarecendo que as caixas, as pranchetas e os cartões são apenas apêndices da mão, e que a faculdade mediúnica reside na pessoa, não no objeto. (P. 292)

174. Se ao Espírito bastasse dispor de um instrumento qualquer -- diz Kardec -- veríamos cestas e pranchetas escrevendo sozinhas, o que jamais aconteceu, porque é preciso um indivíduo como médium. (P. 292)

175. O médium pode ser mecânico ou intuitivo. No médium mecânico, o Espírito age sobre a mão, que recebe o impulso inteiramente involuntário e desempenha o papel daquilo que o Sr. Brasseur chama médium inerte. (P. 293)

176. No médium intuitivo, o Espírito age sobre o cérebro, transmitindo pela corrente do sistema nervoso o movimento ao braço. (P. 293)

177. São Luís aconselhou não fosse feita evocação em dois casos: o primeiro concernente à sepultura do chanceler Pasquier, na Igreja de Saint-Leu, onde acharam mais de 15 esqueletos em diferentes posições. Houve crime ali. No segundo caso, o Espírito se encontrava encarnado. (PP. 298 e 299)

178. Um artigo da Illustration de 1853 demonstra que o fenômeno das mesas girantes é conhecido e praticado desde tempos imemoriais na China, na Sibéria e entre os Kalmouks da Rússia meridional. Entre estes últimos, valiam-se da mesa para a descoberta de objetos perdidos. (PP. 299 e 310)

179. Um fato curioso de aparição é narrado pelo Sr. D..., doutor em Medicina, de Paris. Havendo tratado durante algum tempo uma se­nhora que sofria de uma moléstia incurável, quinze dias atrás ele foi des­pertado por pancadas à porta de seu quarto. Era a senhora, que lhe disse claramente: "Venho dizer que morri". Ela morrera, de fato, naquela noite. (P. 302)

180. O Sr. Det..., membro da Sociedade Espírita de Paris, lembra que existiu uma sociedade como esta no século passado, conforme relata Mercier, em seu Tableau de Paris, de 1788, volume 12. (P. 303)

181. Em nota abaixo da notícia, Kardec lembra que no ano de 1800 o célebre Abade Faria ocupava-se da evocação e obtinha comunicações escritas, muito antes que se cogitasse dos Espíritos na América. (P. 304)

182. Evocado por Kardec, o milionário de Lião conhecido pela alcunha de Pai Crépin diz ter saudades da vida terrena e confessa ter ainda prazer ao ver seu ouro, que não pode mais apalpar. Sua vida terrena foi-lhe inteiramente inútil, diz Pai Crépin. (PP. 305 e 306)

183. São Luís, comentando esse caso, diz que o avarento mais culpado é aquele que só é avarento para os outros. (P. 307)

184. Um correspondente perguntou se devemos publicar tudo quanto os Espíritos dizem. Kardec respondeu que publicar sem exame, ou sem correção, tudo quanto vem dessa fonte, é dar prova de pouco discernimento. O exame criterioso é, pois, fundamental antes de publicar qualquer coisa. (P. 316)


Revista Espírita de 1859
185. Falando sobre a inspiração, Kardec diz que o cérebro pode produzir aquilo que está dentro dele; mas as idéias que não são nossas, são-nos sugeridas. Quando a inspiração não vem é porque o inspirador não está presente ou julga conveniente não inspirar; muitos poetas, compositores e escritores são, assim, médiuns sem o saber. (PP. 317, 318 e 378)

186. A Revista transcreve o poema "Urânia", do Sr. De Porry, de Mar­selha, em que o autor diz que a Terra "é uma região de prova em que o justo a sofrer em prantos se renova". E acrescenta: "Se manténs neste mundo um co­ração virtuoso, irás para esses globos de aspecto suntuoso, onde há alegria e paz, onde a sabedoria mora e a felicidade eterna se irradia". (P. 324)

187. Kardec escreve sobre o precursor Emmanuel Swedenborg (1688-1772) e sua obra, asseverando que o equívoco do sensitivo sueco, para ele imperdoável, foi ter aceitado cegamente tudo quanto lhe fora ditado pelos Espíritos. (P. 335)

188. Apesar disso, Swedenborg ficará sempre ligado à História do Espiritismo, do qual foi um dos primeiros e mais zelosos pioneiros. (P. 337)

189. Em comunicação na Sociedade Espírita de Paris, Swedenborg admite que sua doutrina não está isenta de grandes erros e declara que a Doutrina Espírita segue um caminho mais seguro que o dele. (PP. 338 e 339)

190. Simon M..., correspondente da Revista, lembra que o homem deve vigiar os seus menores pensamentos malévolos, até os seus maus sentimentos, visto que estes podem atrair Espíritos maus e corrompidos. (P. 343)

191. Comentando um fato ocorrido durante a guerra da Criméia, em que um jovem oficial foi avisado mediunicamente da morte da Srta. de T..., Kardec não autentica o relato, mas considera-o possível, acrescentando que os exemplos, antigos e recentes, de advertências de além-túmulo são tão numerosos, que esse nada tem mais de extraordinário do que outros. (P. 345)

192. Outro fato de advertência de além-túmulo, referido pela Gazette d'Ard (Hungria), de novembro de 1858, é relatado pela Revista. (P. 345)

193. Pauline Roland escreve sobre os convulsionários de Saint-Médard e sobre as curas ali obtidas, atribuídas erradamente ao Espírito do padre François Pâris, até que as autoridades fechassem o cemitério em janeiro de 1732. Evocado, o padre Pâris explica que nada teve a ver com as curas e que os fenômenos cessaram porque Deus quis que terminassem, visto que haviam degenerado em abuso e escândalo. O meio foi a ordem da autoridade. (P. 348)

194. Em resposta ao crítico Oscar Comettant, Kardec diz que os Espíritos têm um corpo, um envoltório invisível, e é por esse intermediário semimaterial que agem sobre a matéria. (P. 352)

195. Kardec diz que se a crença em Deus se arraigasse no coração de todos, nada deveriam temer uns dos outros. Foi por isto que determinado sacerdote disse, a respeito da Doutrina Espírita: "O Espiritismo conduz à crença em alguma coisa. Ora, eu prefiro aqueles que acreditam em alguma coisa aos que em nada acreditam, pois estes não crêem nem mesmo na necessidade do bem". (P. 355)

196. O Espiritismo -- ajunta Kardec -- é a destruição do materia­lismo. E' a prova patente e irrecusável daquilo que certas pessoas chamam futilida­des, a saber: Deus, a alma, a vida futura feliz ou infeliz. (PP. 355 e 356)

197. Um dos assinantes da Revista, dizendo-se protestante, diz que em sua Igreja jamais se ora pelos mortos, porque o Evangelho não o ensina. Kardec responde afirmando que a prece é útil e agradável a todo aquele por quem é feita, e cita, a propósito, o Rev. Pe. Félix. (PP. 357 e 358)

198. "Se os mortos não têm o conhecimento claro das preces que por eles fazemos, é certo que sentem os seus salutares efeitos", afirma o Rev. Félix. (P. 359)

199. Kardec concorda e acrescenta que a prece pode até abreviar os so­frimentos. E' que a prece real incita o Espírito ao arrependimento e de­senvolve-lhe os bons sentimentos, animando-o a fazer o bem e a tornar-se útil, com o que poderá ele sair do atoleiro em que se encontra. (P. 360)

200. Um assinante da Revista relata um curioso fato de aparição em que o Espírito ignorava a própria desencarnação, passados mais de três meses. "Não consigo levantar nada", disse o Espírito. "Depois do sono que experimentei durante a doença, fiquei mudado: não sei mais onde me encontro; sinto-me num pesadelo." (P. 363)

201. Kardec esclarece que a separação entre o corpo e o perispírito se opera gradativamente, e não de modo brusco. Nas mortes violentas e nos casos em que o indivíduo viveu mais a vida material do que a vida moral, a separa­ção é mais lenta, porque o apego à matéria retém a alma. (PP. 364 e 365)

202. Sr. Tug..., em nota comunicada à Sociedade Espírita de Paris, fala sobre a crença dos Hindus, que pensam que as almas tinham sido criadas felizes e perfeitas e depois se rebelaram, sendo as almas falidas obrigadas a reencarnar em corpos de animais. (PP. 367 e 368)
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