De Allan Kardec, tradução de Júlio Abreu Filho, publicada pela edicel




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Revista Espírita de 1860
139. No caso da idiotia, o Espírito está como que aprisionado e sofre essa constrição, mas nem por isso deixa de pensar como Espírito. Isolando o Espírito da matéria, prova-se que os órgãos não são a causa das faculdades, mas simples instrumentos. (P. 211)

140. No conceito materialista, que é um idiota? Nada; apenas um ser hu­mano. Mas ele é um ser dotado de razão, como todo mundo, apenas enfermo de nascença pelo cérebro, como outros o são nas pernas. (P. 211)

141. A fisiognomonia é baseada no princípio incontestável de que é o pensamento que põe os órgãos em jogo, que imprime certos movimentos aos mús­culos. (P. 211)

142. Os instintos animais do homem devem-se à imperfeição do seu Espí­rito, ainda não depurado e que, sob a influência da matéria, dá preponderân­cia às necessidades físicas sobre as morais. (P. 213)

143. Um Espírito, ao reencarnar, não traz qualquer semelhança com o corpo habitado anteriormente, pois é raro que o Espírito não venha em nova existência com disposições sensivelmente modificadas. Assim, dos sinais fi­siognomônicos não é possível tirar qualquer indício das existências anterio­res. (PP. 213 e 214)

144. Dissertando sobre os fantasmas, Kardec diz que os Espíritos podem mostrar-se em qualquer lugar, a qualquer hora, de dia como de noite, e o fa­zem com a aparência que tinham em vida. (P. 215)

145. Se o morrer pertence à natureza humana, nenhum anjo da guarda tem o poder de opor-se ao curso das leis da Natureza. Estando o momento e o gênero de morte no destino de cada um, é preciso que se cumpra o destino. (P. 218)

146. Charlet (Espírito) diz que existe progresso moral nos animais e também pro­gresso de condição. Mais tarde, esclarece que o progresso dos animais se rea­liza pela educação que recebem do homem. (PP. 220, 221 e 228)

147. Pitágoras lembrava-se de sua antiga existência e reconheceu o es­cudo que usava no cerco de Tróia. (P. 221)

148. Os animais, diz Charlet, têm, quase todos, o mesmo grau de inteli­gência; há neles variedade de formas; no homem, há variedade de Espíritos. (P. 222)

149. Diz Charlet que o Espírito se eleva pela submissão, pela humildade. O que o perde é a razão orgulhosa, que o impele a desprezar todo subalterno e invejar todo superior. A inveja é a mais viva expressão do orgulho. (P. 223)

150. Charlet assevera que a caridade, esta virtude das almas verdadeira­mente francas e nobres, deve ser sempre o nosso guia, pois ela é o sinal da verdadeira superioridade. (P. 224)

151. Charlet informa que os animais de Júpiter têm uma linguagem mais precisa e positiva do que a dos nossos animais. (P. 226)

152. Kardec diz que existe uma evidente lacuna entre o animal mais inte­ligente e o homem. São Luís o corrige dizendo que essa lacuna dos seres é apenas aparente, pois vem das raças desaparecidas. (PP. 226 e 227)

153. A alma do animal, diz Charlet, não se reconhece após a morte; mas em certos animais, mesmo em muitos, ela é individualizada. (P. 227)

154. Charlet, questionado por Kardec, recua na sua tese a respeito da ferocidade dos animais, que são ferozes por necessidade, por constituição, e nada têm a ver com a queda moral do homem. (P. 229)

155. Aludindo à análise das comunicações recebidas dos Espíritos, Kardec relaciona 6 princípios indispensáveis a essa análise e conclui que, fora das questões morais, só se deve acolher com reservas o que vem dos Espíritos, e jamais sem exame. (PP. 233 e 234)

156. São Luís, esclarecendo uma dúvida suscitada na sessão anterior da Sociedade, adverte: "É preciso que aquele que quer progredir na vida do bem saiba aceitar os conselhos e avisos que se lhes dão, ainda quando lhes firam o amor-próprio. A prova de seu adiantamento consiste na maneira suave e hu­milde por que os recebe". (P. 236)

157. São Luís sugere que François Arago seja evocado com o concurso de outro médium e esclarece: "Um Espírito vem de preferência a uma pessoa cujas idéias simpatizam com as que tinha em vida". (P. 238)

158. Falando sobre a Sociedade Espírita de Paris, Kardec diz que a So­ciedade é uma família, cujos membros, ani-

mados de recíproca benevolência, de­vem ser movidos pelo único desejo de instruir-se e banir todo sentimento de personalismo e de rivalidade, desde que compreendam a doutrina como verdadei­ros espíritas. (P. 240)

159. Finda a sessão de 20-7-1860, Kardec perguntou a São Luís se tinha ficado satisfeito. Eis a resposta: "Sim e não. Errastes, permitindo cochichos contínuos de certos sócios, quando os Espíritos são interrogados". Após tecer outras observações, São Luís pede a Kardec para lê-las na próxima sessão: "Dizei-lhes que esta não é uma sala para conversa". (P. 242)

160. A Revista publica carta do dr. De Grand-Boulogne, doutor em Medi­cina, antigo vice-cônsul da França, que enumera os pontos comuns dos ensina­mentos cristãos e espíritas, que ele diz adotar sinceramente, e afirma que a maior virtude é a caridade. (PP. 242 a 244)

Revista Espírita de 1860
161. A caridade, diz ele, é o atributo especial da alma que, em suas ar­dentes aspirações para o bem, se esquece de si mesma e se consome em esforços pela felicidade do próximo. O saber é uma qualidade; a caridade, uma virtude. (P. 244)

162. Após relatar os fenômenos da Rua des Noyers, cuja veracidade foi atestada por São Luís, Kardec diz que entre os moradores da casa havia um mé­dium (a criada) que possibilitou se dessem as manifestações. (PP. 246 e 247)

163. O Espírito de Thilorier, o físico, diz que os Espíritos também fa­zem pesquisas e descobertas no estado errante, e são eles que, uma vez auto­rizados, inspiram os homens de Ciência envolvidos na mesma busca. (P. 256)

164. São Luís examina o assunto e informa que para a comunicação das descobertas que transformam o aspecto exterior das coisas Deus deixa a idéia amadurecer, como as espigas cujo desenvolvimento o inverno retarda. (P. 257)

165. Evocando o homem que se suicidou para livrar o filho da guerra da Itália, Kardec ensina que a intenção atenua o mal e merece indulgência, mas não evita que aquilo que é mal seja assim considerado. (P. 259)

166. Channing (Espírito) diz que no estudo do Espiritismo há um grave erro que cada dia mais se propaga: é o de julgarem os Espíritos infalíveis nas respostas. E pede que não lhes perguntem o que eles não podem nem devem dizer. (P. 264)

167. O dr. De Grand-Boulogne envia carta à Sociedade dizendo não ser certo considerar todos os Espíritos batedores como de uma ordem inferior, visto como ele mesmo, através de batidas, obteve comunicações de ordem muito elevada. Kardec responde que tiptologia é um meio de comunicação como qual­quer outro, do qual podem servir-se os mais elevados Espíritos. Entende-se por Espíritos batedores os chamados batedores profissionais. (P. 272)

168. Na sessão realizada em 24-8-1860, o sr. Sanson agradece ao Espírito de São Luís por sua intervenção na cura instantânea de um mal na perna, que tinha resistido a todos os tratamentos e deveria levar à amputação. (P. 278)

169. Em artigo sobre o maravilhoso e o sobrenatural, Kardec analisa a questão da crítica, asseverando que a opinião de um crítico só tem valor quando ele fala com perfeito conhecimento de causa. (P. 282)

170. Em seguida, o Codificador lista 8 proposições em que reafirma que os fatos espíritas, baseados numa lei da natureza, nada têm de maravilhoso ou de sobrenatural, no sentido vulgar desses vocábulos. (P. 283)

171. O milagre não se explica; os fenômenos espíritas, ao contrário, se explicam da maneira mais racional. O milagre tem, ainda, outro caráter: o de ser insólito e isolado. Ora, desde que um fato se repete, à vontade e por di­versas pessoas, não pode ser um milagre. (P. 284)

172. De quantos gracejos não foram objeto as elevações de São Cupertino? Ora, a suspensão no ar dos corpos pesados é um fato explicado pelo Espiri­tismo, que o sr. Home e outros repetiram várias vezes. Trata-se, pois, de um fenômeno natural, não miraculoso. (P. 285)

173. Vê-se que os fatos espíritas são contestados por certas pessoas porque parecem fugir à lei comum e porque elas não os compreendem. Dai-lhes uma base racional e a dúvida cessará. (P. 286)

174. Diz o sr. Louis Figuier, em sua obra sobre o maravilhoso e o sobre­natural, que no século XVIII todos os olhos se abriram às luzes do bom-senso e da razão, mas o maravilhoso e os milagres resistiram. "Abundam ainda os mi­lagres", diz o sr. Figuier. (P. 292)

175. Kardec conclui sua análise da obra do sr. Figuier afirmando que os espíritas provam a realidade das manifestações "pelos fatos e pelo raciocí­nio". "Se não admitem nem uns, nem outro, se negam o que vêem, a eles cabe provar que o nosso raciocínio é falso e que os fatos são impossíveis", arre­mata o Codificador. (P. 295)

176. Jobard conta que o físico Thilorier, que era extremamente surdo, se havia curado com o magnetizador Lafontaine, em poucas sessões. (P. 296)

177. Kardec explica por que as comunicações relativas às pesquisas cien­tíficas têm importância secundária: todo cuidado é pouco para evitar dar pre­maturamente como verdades incontestáveis o que é ainda hipotético. (P. 298)

178. Georges (Espírito familiar) pede maior regularidade nas sessões da Sociedade, ou seja, que se evitem toda confusão, toda divergência de idéias, porque a divergência favorece a intromissão dos maus Espíritos. (P. 300)

179. Kardec responde à "Gazette de Lyon", que em 2-8-1860 fez duras crí­ticas aos espíritas, e lhe diz que o Espiritismo é inteiramente baseado no dogma da existência da alma, sua sobrevivência ao corpo, sua individualidade após a morte, sua imortalidade, as penas e as recompensas futuras. Seu obje­tivo é prová-las de maneira patente e sua moral é apenas o desenvolvimento das máximas do Cristo. (P. 308)

180. Kardec fala dos espíritas de Lyon e as conversões para o bem conseguidas, até então, pelos ensinamentos espíritas. (P. 310)
Revista Espírita de 1860
181. Concluindo sua resposta à "Gazette de Lyon", Kardec lembra que almas e Espíritos são uma única e mesma coisa. Assim, negar a existência dos Espíritos é negar a alma; admitir a alma, sua sobrevivência e individualidade, é admitir os Espíritos. Resta saber se após a morte ela pode manifestar-se, fato que os livros sagrados e os Pais da Igreja reconheciam. (N.R.: Frei Boaventura Kloppenburg também o reconhece.) (P. 311)

182. Os espíritas lioneses ofereceram em 19-9-1860 um banquete a Kardec, ocasião em que o sr. Guillaume proferiu um belo discurso, que foi respondido pelo Codificador. (PP. 312 a 314)

183. Em seu discurso, Kardec classifica os espiritistas em 3 categorias: os que buscam os fenômenos e se limitam a crer nas manifestações; os que nele vêem mais que os fatos e admiram sua moral, mas não a praticam; e os que admiram sua moral, a praticam e aceitam todas as suas conseqüências: os verdadeiros espíritas, ou melhor, os espíritas cristãos. (P. 315)

184. Sobre as sociedades espíritas, Kardec lembrou que as melhores comunicações são obtidas em reuniões pouco numerosas, nas quais reina a harmonia e uma comunhão de sentimentos; os pequenos grupos serão sempre mais homogêneos, e é esse modelo que ele sugere. (P. 316)

185. Não é nas grandes reuniões que os neófitos podem colher elementos de convicção, mas na intimidade. Há, pois, um duplo motivo para se preferir os pequenos grupos, que se podem multiplicar ao infinito, porque 20 grupos de dez pessoas, sem nenhuma dúvida, obterão mais e farão mais prosélitos que uma única reunião de 200 pessoas. (P. 317)

186. Sobre a identidade dos Espíritos comunicantes, Kardec ensina, como regra geral: jamais o nome é uma garantia; a única, a verdadeira garantia de superioridade é o pensamento e a maneira por que ele é expresso. (P. 318)

187. Os Espíritos agem incessantemente sobre nós, sem o sabermos, sejamos médium ou não. Não é a mediunidade que os atrai; ao contrário, é ela que fornece o meio de conhecer o inimigo, que se trai sempre. (P. 319)

188. Um dia, asseverou o Codificador, o Espiritismo exercerá imensa influência sobre a estrutura social, mas esse dia ainda está longe, porque são necessárias gerações para que nos despojemos do homem velho. (P. 320)

189. Com os conhecimentos que nos transmite, o Espiritismo nos torna feliz e é isto que lhe dá um poder irresistível e assegura o seu triunfo futuro. (P. 320)

190. Jobard diz, em interessante artigo, que os Espíritos superiores não lamentam os bens materiais aqui deixados, ao contrário do humanimal, que sente que, perdendo os bens terrenos, tudo perde. (PP. 324 e 325)

191. Jobard afirma que não existe um médium bem intencionado que não seja magnetizador e curador por natureza, mas muitos ignoram esse tesouro e não sabem utilizá-lo. (P. 326)

192. Kardec retifica algumas idéias de Jobard, que não levava muito em conta o progresso realizado pelo Espírito no estado errante. (P. 327)

193. Kardec afirma que, mesmo que nada pudéssemos aprender com as manifestações dos Espíritos, já é bastante o fato de nos darem eles a prova da existência do além-túmulo. E eles nos dão muito mais. (P. 328)

194. Georges (Espírito) descreve o castigo infligido aos maus Espíritos. Enquanto dão vazão à sua raiva, eles são quase felizes; no entanto, passam os séculos e eles sentem-se de súbito invadidos pelas trevas, advindo daí o re­morso e o arrependimento, seguidos de gemidos e expiações. (PP. 331 e 332)

195. Marte é descrito como um mundo bem inferior à Terra, onde os se­res, embora tendo a forma humana, são rudimentares e sem nenhuma beleza. (N.R.: Duas obras recebidas por Chico Xavier dizem o contrário.) (PP. 332 a 334)

196. O mesmo Espírito diz que Júpiter, dividido em países de aspectos variados, é um mundo superior e encantador. (PP. 334 a 336)

197. Georges diz que a forma dos Espíritos puros é etérea e nada tem de palpável. Em suas fileiras é que são escolhidos os anjos da guarda. São eles os ministros de Deus, que regem os mundos inumeráveis. (P. 336)

198. O Espírito de Zenon disserta sobre a reencarnação e afirma que com ela os mistérios se explicam, os problemas se resolvem, todas as dificuldades se aplainam. (P. 339)

199. Georges (Espírito) diz que os Espíritos errantes não se comunicam entre si, ensinamento contestado por Kardec. O Codificador sustenta que nossos amigos do mundo espírita nos recebem e nos ajudam no retorno à vida espiritual e ensina que, na erraticidade, os Espíritos se reúnem e agem de comum acordo, tanto para o mal quanto para o bem. Kardec entende que o erro de Georges foi restringir o termo errante a uma certa categoria de Espíritos, em vez de aplicá-lo a todos os Espíritos desencarnados. (PP. 340 e 360)

200. A Revista transcreve mensagem assinada pelo Espírito de Irmã Rosália sobre a caridade material e a caridade moral. (N.R.: Essa mensagem foi incluída mais tarde no E.S.E., cap. XIII, item 9.) (PP. 342 e 343)
Revista Espírita de 1860
201. Delphine de Girardin (Espírito) disserta sobre a eletricidade do pensamento e afirma que, uma vez reunidos, os homens desprendem um fluido que lhes transmite, com a rapidez do relâmpago, as menores impressões. Sob a ação dessa corrente magnética, as pessoas mais interessadas em ocultar seu pensamento são levadas a descobri-lo, até mesmo a se acusar, como se vê muitas vezes nos tribunais do júri. (P. 344)

202. O Espírito de Lamennais, falando sobre a hipocrisia, assevera que a hipocrisia é o vício de nossa época: "Em nome da liberdade, vos engrandeceis; em nome da moral, vos embruteceis; em nome da verdade, mentis". (P. 345)

203. A Revista registra a viagem feita por Kardec em setembro de 1860 às cidades de Sens, Mâcon, Lyon e Saint-Etienne. "O Espiritismo está no ar", eis a impressão sentida por Kardec em todos os lugares onde falou. (P. 347)

204. Em Lyon, onde os adeptos do Espiritismo se contavam às centenas, um médium vidente pôde ver o Espírito de São Luís, que confirmou em Paris, posteriormente, sua presença na viagem feita pelo Codificador. (P. 348)

205. Nas proximidades de Saint-Etienne, Kardec assistiu a um fenômeno de transfiguração com uma mocinha que, em certos momentos, tomava a aparência completa de seu irmão, morto há alguns anos. (P. 348)

206. A Revista noticia o fato ocorrido num navio da marinha imperial, estacionado nos mares da China, em que um tenente, morto há dois anos, deu uma comunicação tiptológica em que pedia fosse paga ao capitão determinada quantia. (N.R.: O fato é narrado também n' O Livro dos Médiuns.) (P. 348)

207. A Revista noticia o lançamento da obra "Carta de um Católico sobre o Espiritismo", do dr. De Grand-Boulogne, doutor em Medi­cina, antigo vice-cônsul da França, na qual o autor prova que se pode ser, ao mesmo tempo,

bom católico e fervoroso espírita. Dia virá, disse De Grand-Boulogne, em que, pela força das coisas, "o Espiritismo estará na religião, ou a religião no Espiritismo". (P. 352)

208. Kardec, reportando-se a uma mensagem atribuída a Homero, afirma que não existe um só médium que se possa gabar de jamais ter sido enganado. A propósito da mensagem atribuída a Homero, cuja identidade é de difícil verificação, diz o Codificador que o fato mais saliente dela foi a revelação do sobrenome de Homero, que os médiuns ignoravam. (PP. 353 a 355)

209. É um erro, afirma Kardec, pensar que só se pode aprender com os Espíritos dos grandes homens. Embora só esses possam nos dar lições de alta filosofia teórica, pode-se colher proveito das comunicações dos outros, onde, de certo modo, surpreendemos a natureza em flagrante. (P. 356)

210. É o caso de Baltazar, o Espírito gastrônomo, que informou que Espíritos como ele não têm necessidade de comer ou beber, mas têm, sim, o desejo de fazê-lo. Diz Baltazar que seu corpo fluídico possui um estômago, mas de natureza fluídica, onde só os aromas podem passar. (P. 357)

211. O Espírito de Delphine de Girardin fala sobre a mudança que se opera no Espírito após o transe da morte. "Ele se evapora dos despojos que abandona, como uma chama se desprende do foco que a produziu; depois se dá uma grande perturbação e essa dúvida estranha: estou morto ou vivo?" (P. 361)

212. A Revista traz uma mensagem sobre os órfãos, assinada por Jules Mo­rin. (N.R.: Essa mensagem foi incluída no cap. XIII, item 18, d'O Evangelho segundo o Espiritismo, sob o nome de um Espírito familiar.) (PP. 362 e 363)

213. Aquele que faz o bem à custa de sua própria felicidade -- afirma um Espírito -- pode desviar o rigor de muitas provas. (P. 363)

214. O Espírito de Lamennais, asseverando que a moral ensinada pelo Cristo sobrepuja os ensinos mais sublimes da Antigüidade, diz que o que é preciso observar no Espiritismo é a moral cristã. (P. 364)

215. Falando sobre o tempo perdido, Massillon (Espírito) diz que Deus nos haverá de pedir contas da missão que nos foi confiada. Que lhe responderemos então? (P. 365)

216. O Espírito de Channing diz que devemos ter mais firmeza nos nossos trabalhos espíritas, porque, assim como ocorreu com São Paulo, seremos perseguidos, não na carne, mas em espírito. (P. 367)

217. Lázaro (Espírito) diz que não existe um meio infalível para distin­guir a natureza dos Espíritos, se abdicarmos da razão, da comparação, da re­flexão, as três faculdades indispensáveis para fazê-lo em segurança. (P. 368)

218. O Espírito de Francisco de Salles recomenda: Quando quiserdes receber comunicações de bons Espíritos, importa vos prepareis para esse favor pelo recolhimento, pelas intenções sãs e pelo desejo de fazer o bem, visando ao progresso geral. (P. 370)

219. Georges (Espírito) diz que o Espiritismo deve ser e será a consolação e a esperança dos corações feridos pela justiça humana. Assim, é sobretudo ao povo que os verdadeiros espíritas devem dirigir-se, como outrora os apóstolos, espalhando por todos os lados a doutrina consoladora. (P. 371)

220. A quem quer tudo saber, diz Massillon (Espírito), ninguém chegará a conhecer a maravilhosa Natureza senão pelo trabalho perseverante, nem entrever o infinito de Deus senão pela prática da caridade. (P. 372)
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