Tema: “Os desafios para o Desenvolvimento Sustentável na Pan-Amazônia”




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RESUMO EXECUTIVO

EVENTO:

Tema: “Os desafios para o Desenvolvimento Sustentável na Pan-Amazônia”

Eventos simultâneos: VI Encontro do Fórum Amazônia Sustentável

II Encontro Pan-Amazônico da Articulação Regional Amazônica (ARA) e do Fórum Amazônia Sustentável


ONDE:

Hangar Centro de Convenções da Amazônia, Belém, Pará, Brasil

QUANDO:

5, 6 e 7 de dezembro de 2012

QUANTO:

O relato financeiro do Fórum Amazônia Sustentável é responsabilidade da gerência financeira do Instituto Socioambiental e será consolidado até o final de janeiro de 2013. Posteriormente, será enviado aos apoiadores do evento como documento independente e submetido à auditoria. A título prospecção a Secretária Executiva apresenta os seguintes números preliminares globais (receitas/despesas do Fórum e da ARA):

RECEITA

DESPESA

R$ 454.754,06

R$R$ 382.910,03










COMO:

Os dois primeiros dias foram abertos ao público, com paineis, oficinas, lançamento de publicação e exibição de dois filmes. No terceiro dia, ARA e Fórum realizaram suas plenárias restritas a associados e convidados e cerca de 20 jornalistas participaram de um workshop.


PARA QUEM:

Ao todo, 294 pessoas participaram do evento, entre brasileiros e estrangeiros, com destaque para a participação de indígenas, professores universitários, jornalistas, estudantes e representantes dos segmentos privado, socioambiental e público. Abaixo, participantes por segmento:

Segmento Socioambiental: 121

Estudantes: 67

Segmento Público: 47

Professores: 6

Segmento Privado: 23

Jornalistas: 9*

Indígenas: 5

Diversos: 16

* credenciados para a cobertura.

Os organizadores subsidiaram a participação de 37 pessoas representando comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil, garantindo assim o recorte intersetorial na qualificação do público.


O QUE PRODUZIMOS:

O principal produto do evento foi o diálogo intersetorial, conduzido por 27 expositores de diversos segmentos, entre brasileiros e estrangeiros, em diferentes atividades que duraram cerca de vinte horas nos dias 5 e 6. Os temas abordados foram: infraestrutura na Pan-Amazônia; contexto e impactos das obras hidrelétricas na região; acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios; direito e participação indígena; sustentabilidade urbana na Pan-Amazônia; e jornalismo e informação para o desenvolvimento.
A discussão desses temas aconteceu em quatro sessões (compostas por 16 paineis) e cinco oficinas, organizadas para aprofundar a interação entre público e especialistas. Além disso, foi organizado um workshop para jornalistas, sobre acesso a dados para a cobertura de temas como desmatamento e queimadas, objetivando popularizar temas científicos e tecnológicos relacionados à Amazônia.
Um segundo produto, tão importante quanto o primeiro, mas de cunho mais endógeno, propiciou uma reflexão sobre onde o Fórum está, como está e para onde vai. Essa discussão foi muito rica e aconteceu no terceiro dia de evento, a partir de provocação da Comissão Executiva aos associados. Como resultado, o grupo concordou que é importante definir estratégias inovadoras para alcançar a missão inicialmente proposta para o Fórum em 2007. Para tanto, prorrogou o mandato das atuais instâncias e criou uma Comissão Especial para, em conjunto com a Comissão Executiva (CE), liderar um processo de discussão sobre o formato e o funcionamento do Fórum nos próximos anos. Essa proposta será levada à VII plenária de associados, em agosto de 2013.
Além de debater assuntos relevantes para a Pan-Amazônia, o evento levou cultura e informação ao público, com a apresentação de danças típicas pelo grupo folclórico Sabor Marajoara, o oferecimento de um cardápio eminentemente amazônico (baseado em pescados, açaí, tacacá e tapioca), e a exibição de dois filmes: Toxic Amazôn e Expedição Viva Marajó. Também acolheu o lançamento de um atlas simultaneamente apresentado em todos os países da bacia, “Amazônia sob Pressão”, publicação inédita organizada por instituições da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG).
Ao tentar resumir as ideias e opiniões apresentadas durante o evento, concluímos que é bem possível que a Pan-Amazônia esteja se desenvolvendo rumo ao desconhecido, pois o atual modelo de crescimento baseado em grandes empreendimentos que desconsideram impactos socioambientais e a vocação econômica da floresta pode comprometer as futuras gerações, como uma espécie de grande débito intergeracional.
A sessão dois apresentou o mapa de uma Amazônia brasileira comprometida pela construção de 40 grandes usinas hidrelétricas e 170 usinas de menor porte. Na Pan-Amazônia, a previsão é de 153 usinas hidrelétricas e o mais grave é que cerca de 35% dessas obras afetam povos indígenas e populações tradicionais. E não para por aí, pois grandes empreendimentos se expandem no bioma e incluem estradas, projetos de mineração, extração de petróleo e gás.
Mas o evento também apresentou alternativas. Por exemplo, o estudo internacional “A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade” (TEEB no inglês) estima o valor econômico das florestas mundiais em US$ 4,7 trilhões e sinaliza como esperança à manutenção da floresta em pé. Até por que, transformar ativos florestais em negócios sustentáveis tem sido apontada como uma boa alternativa para conservar a biodiversidade e os sistemas florestais. O debate desse tema aconteceu na sessão três do evento, que abordou o uso sustentável e a repartição justa de benefícios da biodiversidade. O Fórum teve o mérito de colocar em uma mesma mesa de debate representantes de populações tradicionais, empresa e Ministério Público Estadual.
A oficina sobre questões fundiárias também foi um bom exemplo da seriedade do trabalho do Fórum e do cuidado que a Comissão Executiva tem ao montar a programação do evento. Participaram como expositores representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e Universidade Federal do Pará (UFPA). Mais uma vez, segmentos diversos chegaram ao consenso de que é preciso fazer mais e melhor, o que exige empenho e esforço coletivo.
Mais uma vez percebemos a grandeza do desafio do Fórum em sua tarefa de dialogar sobre temas que impactam a vida de 30 milhões de pessoas que vivem na Amazônia, sem olvidar os que não vivem, mas dependem da região, como, por exemplo, moradores de grandes metrópoles cujo volume pluviométrico é diretamente influenciado pelos chamados rios voadores originários da Amazônia. Nesse sentido, a responsabilidade dos associados é aprofundar o diálogo e alimentar o Fórum como um canal eficiente de comunicação entre os segmentos que compõem a sociedade amazônica. É importante dialogar de modo franco e aberto, mas é preciso ir além e fazê-lo de modo amplo, colocando em condições de igualdade todos os atores envolvidos – povos tradicionais, especialistas, governo e empresários. Descortinar o palco para esse debate é o compromisso assumido pelos associados do Fórum Amazônia Sustentável, objetivo que mais uma vez foi alcançado com a realização do VI Encontro.


COMO NOS AVALIARAM:

Todos os participantes receberam formulários com perguntas estruturadas em dois eixos: conteúdo (programação, palestrantes e moderadores) e estrutura (infra-estrutura local, organização e alimentação). A taxa de retorno foi de 24% (70 pessoas), superior ao ano passado, que ficou em 13%, e a avaliação geral do evento obteve notas máximas de 96% dos avaliadores. Abaixo, resumo da avaliação, que segue completa como anexo.
Conteúdo:

- Programação: 95% consideraram a programação muito boa e excelente e deram nota máxima aos palestrantes. O melhor painel foi o da sessão 3, que tratou do uso sustentável e repartição de benefícios da sociobiodiversidade, seguido de perto pela sessão 4 sobre cidades sustentáveis. As demais sessões também foram muito bem avaliadas. O mesmo cenário foi repetido quando o público avaliou as oficinas. As que obtiveram as maiores médias foram as oficinas que trataram sobre uso sustentável e repartição de benefícios e cidades sustentáveis.
- Expositores/moderadores: todos os expositores e moderadores receberam excelentes médias. Felício Pontes (MPF) foi considerado o melhor palestrante, seguido por Eliane Moreira (MP/PA). Em terceiro lugar ficaram empatados Rubens Gomes (GTA), Ivan Costa (Nossa Belém) e Andrea Margit (FRM). O público considerou que os moderadores souberam atuar como facilitadores do tema, mas falharam em alguns momentos na administração do tempo.
Estrutura:

A alimentação servida, o local escolhido para o evento e a organização receberam notas máximas da grande maioria dos avaliadores (superior a 90%).


COMO REPERCUTIMOS:

Em função da realização do evento no mesmo período da Conferência do Clima da ONU, a cobertura local por grandes jornalistas foi relativamente menor em comparação com o ano passado, com a participação de correspondentes especiais do jornal O Globo e do portal G1.
Devido à grande audiência desses veículos, a notícias relativas ao encontro foram disseminadas em grande escala entre usuários da internet, a partir de cobertura online, com uma média de duas notícias por dia produzidas pelo comitê de jornalistas convidados. Tivemos ainda a participação de sites especializados, como o ECO, e de um correspondente equatoriano da revista The Economist.
Com isso, ganhamos audiência entre classes sociais B, C e D, importantes sob o ponto de vista da formação de opinião fora das classes com maior acesso aos jornais impressos, embora estes tenham replicado as notícias, principalmente as da Agência Brasil.
Isso indica que, além de veículos impressos, a participação de jornalistas de mídias eletrônicas deve ser estrategicamente mantida nos próximos anos. Note-se ainda a grande audiência detectada no site do Fórum Amazônia, uma média de 200 acessos dia. Acompanha este relato, como anexo, a clippagem geral do evento.


QUEM ORGANIZOU:

Realização: Fórum Amazônia Sustentável e Articulação Regional Amazônica (ARA)

Organização:

Instituto Socioambiental (ISA)

Secretaria Executiva do Fórum: Adriana Ramos e Iêda Fernandes

Comunicação: Jaime Gesisky
O evento reforçou a parceria entre Ara e Fórum em prol de uma ação conjunta da sociedade civil dos países amazônicos por uma Amazônia mais justa e sustentável, aprofundando uma linha de diálogo iniciada há um ano, focada na ampliação da discussão da Amazônia para além das fronteiras brasileiras.


QUEM APOIOU:

Alcoa, Fundação Avina, Fundo Vale, Natura, Porticus, Petrobras, Vale e Wal-Mart Brasil.
Todas as contrapartidas foram cumpridas. Além de mencionar o apoio nos cerimoniais e releases, as logomarcas dos patrocinadores foram inseridas nas seguintes peças:

- Convites eletrônicos enviados para mais de 5.000 contatos;

- Banners eletrônicos postados na página do Fórum e de associados;

- 300 blocos de anotação em papel reciclato, 90g, 15 x 21cm;

- 400 crachás em papel reciclato 240g, 8,5 x 13cm, com furo e cordão;

- 100 certificados em papel reciclato, 90g, dimensões A4;

- 300 ecobags em algodão cru, com alça de ombro na cor verde, 40 x 35 cm;

- 300 Boletins especiais em papel reciclato/couche 150g, A3 aberto, 4x4 cor;

- 400 programações em português em papel reciclato/couche 150g, A3 aberto, 4x4 cor;

- 100 programações em espanhol em papel reciclato/couche 150g, A3 aberto, 4x4 cor;

- Banner em lona com impressão digital tamanho 1,40x2,00m, acabamento tipo ilhós;

- Banner em lona com impressão digital tamanho 8,00x2,00m, acabamento cabo e fio;

- Template para apresentação dos expositores.
As logomarcas dos patrocinadores receberam grande destaque nos cerimoniais e no telão, onde foram exibidas de modo intercalado ao final de slide com fotos de vários eventos do Fórum Amazônia Sustentável. As amostras acompanham este relatório pelo correio.









ANEXO 1 - REGISTROS

O evento teve cobertura fotográfica exclusiva. Cópia do CD com fotos do evento acompanham este relatório, via correios. Os organizadores também contrataram serviço de gravação de voz e imagem para documentar o evento. O DVD dos paineis, entrevistas, oficinas e programação cultural será enviado via correios em fevereiro de 2013.
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