Tema: “Os desafios para o Desenvolvimento Sustentável na Pan-Amazônia”




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PIB Socioambiental

Notícias

Amazônia se desenvolve rumo ao desconhecido

05/12/2012

Fonte: Fórum Amazônia Sustentável - http://www.forumamazoniasustentavel.org.br
O atual modelo de desenvolvimento da Amazônia baseado em grandes empreendimentos e obras de infraestrutura sem considerar os impactos sociais e ambientais e a vocação econômica florestal da região pode ser um tiro no escuro para as futuras gerações. O alerta foi feito hoje pelo pesquisador Adalberto Veríssimo (Imazon) na abertura do VI Encontro do Fórum Amazônia Sustentável e II Encontro Pan-amazônico do Fórum Amazônia Sustentável e Articulação Regional da Amazônia (ARA) que acontece de hoje (5) até dia 7 de Dezembro em Belém.

O evento reúne especialistas, empresários, líderes comunitários e ONGs do Brasil, Equador, Peru, Bolívia e Suriname. Veja a programação completa: http://www.forumamazoniasustentavel.org.br/evento/

De acordo com Adalberto Veríssimo, a Amazônia - que registrava índices de desmatamento de menos de um por cento até a década de 1970, chegou a 2010 com 18% na perda da cobertura florestal.

"Se esse padrão se mantiver, e o atual modelo continuar a significar mais perdas, não podemos prever as consequências para todo o sistema amazônico, incluindo sua população de cerca de 30 milhões de pessoas", lembrou o pesquisador do Imazon.

Segundo ele, a Amazônia é prestadora de serviços ambientais para o Brasil, os países vizinhos e o mundo. "Essa vocação deve ser respeitada", disse o cientista.

Mas na prática não está sendo assim. Avançam na Amazônia os planos de construção de 40 grandes usinas hidrelétricas e mais 170 usinas de menor porte na região somente na porção brasileira da floresta, lembrou Brent Milikan, da International Rivers - Brasil durante o evento.

Na Pan-Amazônia, a previsão são de pelo menos 153 usinas hidrelétricas. Cerca de 35% dessas obras afetam povos indígenas e quase todas afetam algum tipo de população tradicional.

Os grandes empreendimentos se expandem para os demais países amazônicos e incluem estradas, projetos de mineração, extração de petróleo e gás. Todos em situação semelhante em termos de impactos sociais e ambientais.

Informação e participação

Trazer esse debate ao público, sobretudo os jovens e usuários da internet é o desafios da Agência Pública - uma iniciativa brasileira, sem fins lucrativos, que produz informações jornalísticas e as disponibiliza para a livre reprodução. Uma das idealizadoras do projeto, a jornalista Marina Amaral, disse hoje no evento do Fórum Amazônia que "é preciso revisitar as informações e usar mais o espaço que a internet oferece" e com isso contribuir para que o projeto de desenvolvimento inclua os interesses das populações amazônicas, que, segundo ela, estão longe de serem ouvidas pelo governo.

Para o procurador do Ministério Público Federal do Pará, Felício Pontes, uma das formas de se garantir a participação de comunidades indígenas e tradicionais é exigir que os governos cumpram a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho - da qual a maioria dos países amazônicos é signatária e que garante a consulta prévia, consentida e informada às comunidades tradicionais e indígenas sobre empreendimentos que afetam suas áreas.

O coordenador do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Rubens Gomes citou que quando existe interesse político dos governos, o diálogo com a sociedade civil pode gerar novos modelos de desenvolvimento para a Amazônia.

Ele lembrou o caso da BR - 163 (Cuiabá - Santarém). Quando a obra começou,

não havia salvaguardas de proteção socioambiental no âmbito do projeto. Estourou a ocupação desordenada e os problemas sociais começaram a se agravar. Foi aí que as organizações civis e o governo se deram as mãos no ano de 2002 , gerando um plano de desenvolvimento local.

A situação começou a mudar, mas o atual governo abandonou essa estratégia e a situação voltou a sair do controle. Atualmente, não há experiências no Brasil em que projetos de desenvolvimento tenham algum tipo de participação social.

Mesmo as empresas que existem na Amazônia estão fora do diálogo sobre o futuro da região. E elas poderiam atuar junto com as organizações civis em benefício da região. É o que defende Túlio Dias, gerente de sustentabilidade da empresa Agropalma, maior produtora de azeite de dendê na região.

"Hoje faltam estradas, ferrovias, hidrovias e portos para o escoamento da produção", avaliou Dias. Segundo ele, essa falta de infraestrutura básica eleva o nível de incerteza para entregar produtos e receber insumos. Os serviços públicos, disse ele, são quase inexistentes e isso reflete no nível de qualificação das pessoas na região. Mas isso parece não interessar ao governo, que segue seus planos como se tudo estivesse resolvido.
http://pib.socioambiental.org/pt/noticias?id=119465
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Amazônia se desenvolve rumo ao desconhecido

Evento em Belém O reúne especialistas, empresários, líderes comunitários e ONGs do Brasil, Equador, Peru, Bolívia e Suriname. Veja a programação completa: http://www.forumamazoniasustentavel.org.br/evento/

Data do Release

6 dezembro 2012

Autor

Jaime Gesisky

Telefone 62 81161200
O atual modelo de desenvolvimento da Amazônia baseado em grandes empreendimentos e obras de infraestrutura sem considerar os impactos sociais e ambientais e a vocação econômica florestal da região pode ser um tiro no escuro para as futuras gerações. O alerta foi feito hoje pelo pesquisador Adalberto Veríssimo (Imazon) na abertura do VI Encontro do Fórum Amazônia Sustentável e II Encontro Pan-amazônico do Fórum Amazônia Sustentável e Articulação Regional da Amazônia (ARA) que acontece de hoje (5) até dia 7 de Dezembro em Belém.

O evento reúne especialistas, empresários, líderes comunitários e ONGs do Brasil, Equador, Peru, Bolívia e Suriname. Veja a programação completa:http://www.forumamazoniasustentavel.org.br/evento/ 

De acordo com Adalberto Veríssimo, a Amazônia – que registrava índices de desmatamento de menos de um por cento até a década de 1970, chegou a 2010 com 18% na perda da cobertura florestal. 

“Se esse padrão se mantiver, e o atual modelo continuar a significar mais perdas, não podemos prever as consequências para todo o sistema amazônico, incluindo sua população de cerca de 30 milhões de pessoas”, lembrou o pesquisador do Imazon.

Segundo ele, a Amazônia é prestadora de serviços ambientais para o Brasil, os países vizinhos e o mundo. “Essa vocação deve ser respeitada”, disse o cientista.

Mas na prática não está sendo assim. Avançam na Amazônia os planos de construção de 40 grandes usinas hidrelétricas e mais 170 usinas de menor porte na região somente na porção brasileira da floresta, lembrou Brent Milikan, da International Rivers – Brasil durante o evento. 

Na Pan-Amazônia, a previsão são de pelo menos 153 usinas hidrelétricas. Cerca de 35% dessas obras afetam povos indígenas e quase todas afetam algum tipo de população tradicional. 

Os grandes empreendimentos se expandem para os demais países amazônicos e incluem estradas, projetos de mineração, extração de petróleo e gás. Todos em situação semelhante em termos de impactos sociais e ambientais. 

Informação e participação

Trazer esse debate ao público, sobretudo os jovens e usuários da internet é o desafios da Agência Pública – uma iniciativa brasileira, sem fins lucrativos, que produz informações jornalísticas e as disponibiliza para a livre reprodução. Uma das idealizadoras do projeto, a jornalista Marina Amaral, disse hoje no evento do Fórum Amazônia que “é preciso revisitar as informações e usar mais o espaço que a internet oferece” e com isso contribuir para que o projeto de desenvolvimento inclua os interesses das populações amazônicas, que, segundo ela, estão longe de serem ouvidas pelo governo.

Para o procurador do Ministério Público Federal do Pará, Felício Pontes, uma das formas de se garantir a participação de comunidades indígenas e tradicionais é exigir que os governos cumpram a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho – da qual a maioria dos países amazônicos é signatária e que garante a consulta prévia, consentida e informada às comunidades tradicionais e indígenas sobre empreendimentos que afetam suas áreas.

O coordenador do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Rubens Gomes citou que quando existe interesse político dos governos, o diálogo com a sociedade civil pode gerar novos modelos de desenvolvimento para a Amazônia. 

Ele lembrou o caso da BR – 163 (Cuiabá – Santarém). Quando a obra começou,
não havia salvaguardas de proteção socioambiental no âmbito do projeto. Estourou a ocupação desordenada e os problemas sociais começaram a se agravar. Foi aí que as organizações civis e o governo se deram as mãos no ano de 2002 , gerando um plano de desenvolvimento local. 

A situação começou a mudar, mas o atual governo abandonou essa estratégia e a situação voltou a sair do controle. Atualmente, não há experiências no Brasil em que projetos de desenvolvimento tenham algum tipo de participação social.

Mesmo as empresas que existem na Amazônia estão fora do diálogo sobre o futuro da região. E elas poderiam atuar junto com as organizações civis em benefício da região. É o que defende Túlio Dias, gerente de sustentabilidade da empresa Agropalma, maior produtora de azeite de dendê na região.

“Hoje faltam estradas, ferrovias, hidrovias e portos para o escoamento da produção”, avaliou Dias. Segundo ele, essa falta de infraestrutura básica eleva o nível de incerteza para entregar produtos e receber insumos. Os serviços públicos, disse ele, são quase inexistentes e isso reflete no nível de qualificação das pessoas na região. Mas isso parece não interessar ao governo, que segue seus planos como se tudo estivesse resolvido.
http://portal.comunique-se.com.br/index.php/releases/-amazonia-se-desenvolve-rumo-ao-desconhecido-/imprimir.html?tmpl=component 
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ENVOLVE VERDE
13/12/2012 - 10h45

Desmatamento da Amazônia emite mais que o dobro de CO2 dos carros


por Redação do EcoD
Gases de efeito estufa liberados durante o processo de desmatamento da Amazônia foram mais volumosos do que os emitidos pelos carros de passeio no Brasil

 

O desmatamento registrado na Amazônia entre 2011 e 2012 resultou na liberação de 245,3 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, mais que o dobro de todas as emissões provenientes de carros e veículos de passeio leves no Brasil, no mesmo período (121,6 milhões de toneladas). As informações são da organização não-governamental Imazon.

Segundo o pesquisador sênior do Imazon, Paulo Barreto, afirmou ao G1, mesmo com o registro de queda recorde no desmatamento da Amazônia Legal em 2012, os efeitos da destruição da mata persistem, como a emissão de CO2.

Barreto fez o cálculo com base no monitoramento anual feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que indica que de agosto de 2011 a julho de 2012 houve o desmatamento de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente no fim de novembro.

O tamanho do desmatamento é 27% menor que o registrado anteriormente, no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²). Foi a menor taxa desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a fazer a medição, em 1988.

Metodologia de pesquisa

Além do Prodes, Barreto levou em conta previsões do Imazon sobre a emissão de CO2 por km² de floresta destruída e dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), de outubro de 2012, que apontam a existência de 41,9 milhões de carros e veículos leves no país. O levantamento foi apresentado no sexto Encontro do Fórum Amazônia Sustentável, realizado na última semana em Belém (PA).

O pesquisador observou que o cálculo das emissões por veículos desconsiderou que existem carros movidos a álcool e outros combustíveis que não utilizam gasolina, o que indica que o valor relativo aos veículos está superestimado. Foram desconsiderados caminhões e motos. “Se você incluir o etanol, a comparação seria ainda pior para o lado do desmatamento”, ponderou.

Barreto diz ter feito a conta “considerando, em média, que eles [os veículos] rodam 30 mil km por ano”. Em média, cada veículo emite 2,9 toneladas de CO2 equivalente, levando em conta apenas os movidos a gasolina, de acordo com os cálculos do pesquisador.

Comemoração comedida

“Acho que tem que comemorar que o desmatamento caiu 27%, mas o número restante ainda é muito alto”, apontou pesquisador. Para ele, a destruição da floresta amazônica não está contida.

Para Barreto, é essencial ampliar medidas bem-sucedidas para proteger a floresta amazônica, como “melhorar a eficácia da fiscalização” e “demarcar e vigiar as unidades de conservação e as terras indígenas”. A fiscalização deve agir principalmente “por meio do confisco de bens e equipamentos envolvidos em atividades ilegais”, defendeu o pesquisador.

http://envolverde.com.br/noticias/desmatamento-da-amazonia-emite-mais-que-o-dobro-de-co2-dos-carros/?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=13
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